O Prêmio Pritzker de Arquitetura, a maior honraria em nosso campo profissional, foi concedido a Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal, fundadores do escritório Lacaton & Vassal. A dupla francesa é famosa por seus projetos de habitação sustentável e pelo Palais de Tokyo, uma galeria de arte contemporânea em Paris. Em suas três décadas de atuação, a firma vem se dedicando ao “enriquecimento da vida humana”, beneficiando os indivíduos e apoiando a evolução da cidade.
Com inauguração prevista para o verão europeu de 2021, o Museu Casa de Hans Christian Andersen é o mais novo museu projetado pela Kengo Kuma & Associates. Implantado na cidade dinamarquesa de Odense, o museu será dedicado à vida e obra de um dos mais importantes escritores da história do país, “proporcionando uma experiência espacial única, que combina a exuberante paisagem natural da cidade natal do autor, a arquitetura contemporânea de Kengo Kuma e um espaço expositivo moderno e inovador”.
O Skene Catling de la Peña, escritório de arquitetura com sede em Londres e Madri, em parceria com a Factum Foundation, está desenvolvendo um projeto de reforma que pretende ressignificar a icônica estrutura de concreto do silo industrial projetado por Alvar Aalto em 1931 na cidade finlandesa de Oulu. Concebido para transformar o edifício industrial em um novíssimo centro de pesquisa em arquitetura e patrimônio histórico, o AALTOSIILO “é um projeto de referência que servirá de modelo para futuros projetos de reutilização de estruturas industrial no norte da Europa e além—uma iniciativa que pretende transformar a relação entre o passado industrial da região e a sua relação com o meio ambiente.”
A arquitetura permanece em constante tensão com as forças naturais. Projetados em torno da gravidade, do clima e do tempo, os edifícios sempre fazem parte de sistemas maiores. Em todo o mundo, os arquitetos têm buscado mitigar as forças naturais, construindo espaços e estruturas híbridas, áreas artificiais onde a natureza encontra os feitos humanos. Incorporando essa relação, os canais refletem o desejo de direcionar a natureza e seus fluxos. Hoje, esses espaços fluidos estão se abrindo para novos programas, projetos que exploram a vida moderna e a vitalidade urbana.
Enquanto o mundo corporativo discute o trabalho remoto, a Amazon decidiu dobrar a aposta nos escritórios físicos. No início deste ano, a empresa anunciou seus planos para a nova sede em Arlington, no estado americano de Virgínia. O complexo de edifícios será construído em torno de uma estrutura espiralada com mais de 100 metros de altura, batizada de Helix. Além dos 260 mil m² de escritórios, haverá também 10 mil m² de espaço acessível ao público, incluindo anfiteatro, mercado, restaurantes e praças. A escolha do local, no centro da área metropolitana de Washington, D.C., vai na contramão de empresas que construíram suas sedes em subúrbios, fechadas ao público externo, como a Apple e a Facebook.
Alguns dos possíveis vencedores do Prêmio Pritzker 2021, de acordo com nossos leitores.
Como o(s) vencedor(es) do Prêmio Pritzker 2021 serão anunciados na terça-feira, 16 de março, perguntamos aos nossos leitores quem deveria ganhar o prêmio mais importante no campo da arquitetura.
Nas palavras de Eduardo Costa e Sonia Milani, este arquiteto “se consolidou como fotógrafo de arquitetura e é, hoje, sem dúvida, um dos poucos que conseguem traduzir em imagens as palavras, desenhos e conceitos de arquitetos, em especial daqueles com quem comunga ideias”. O Arquicast traz desta vez toda a experiência do arquiteto e fotógrafo Nelson Kon, numa conversa de rara honestidade e acesso às vivências pessoais deste grande artista brasileiro. Arquiteto e também dedicado à fotografia, além de admirador do trabalho de Nelson, Manuel Sá acompanha a conversa e ajuda a compreender o que faz de Nelson Kon uma referência para diferentes gerações de arquitetos e fotógrafos em todo o mundo.
O Dia Internacional da Mulher é celebrado em todo o mundo desde sua oficialização pela ONU na década de 70. Em linhas gerais, esta é uma data que simboliza a luta histórica de nós mulheres para termos nossas condições equiparadas as dos homens.
No embalo das comemorações deste dia, como mulher e arquiteta, decidi trazer aqui um panorama sobre trajeto profissional das mulheres na arquitetura – principalmente, no nosso país -, denunciando a discrepância que ainda existe no meio como forma de fortalecer a luta que o dia internacional da mulher simboliza. É um alerta, um desabafo e também um pedido de cooperação para que cada um reconheça o seu lugar e, sobretudo, reconheça o nosso lugar, como mulheres, na criação do cenário arquitetônico do nosso país.
Dois meses e onze dias após o início de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia por Covid-19. Para conter a ameaça que estava se alastrando, pessoas e autoridades tiveram que criar estratégias coletivas e mudar seus comportamentos. Esta batalha entre vírus e humanidade também colocou em xeque a existência e manutenção de uma das criações humanas mais importantes: as cidades.
Como símbolo do ambiente onde acontecem encontros casuais entre pessoas diferentes e experiências diversas, as pessoas governando ambientes urbanos foram desafiadas a convencer e, em alguns casos, forçar sua população a ficar em casa como principal medida para conter o contágio.
https://www.archdaily.com.br/pt/957827/o-cenario-da-pandemia-pode-gerar-cidades-caminhaveisLeticia Sabino e Louise Uchôa
Vista geral do edifício industrial revitalizado com jardim. Imagem Cortesia de Foster + Partners
O escritório britânico Foster + Partners está liderando uma grande reforma em um edifício histórico de Madri, na Espanha. O projeto consiste na construção de um conjunto corporativo para a Acciona e busca requalificar uma antiga edificação industrial de 1905, criando mais de 10 mil metros quadrados de escritórios.
Carmen Espegel é arquiteta doutora pela Escola de Arquitetura de Madri. O seu trabalho é sustentado por três áreas complementares: acadêmica, pesquisa e atividade prática profissional. Trabalha de forma independente desde 1985, fez parte do atelier espegel-fisac arquitectos durante vinte anos - sendo sócia fundadora - e atualmente dirige o escritório espegel arquitectos. Sua orientação de pesquisa tem se concentrado principalmente na área de habitação, mulheres na arquitetura e crítica arquitetônica.
Ao criar espaços arquitetônicos, muitos arquitetos concordam que não só é importante, mas também necessário incorporar a luz natural aos interiores, utilizando diferentes estratégias para regular sua quantidade e definir qualidades como sua tonalidade e direcionamento. Apesar disso, em projetos residenciais, onde as exigências de privacidade são geralmente mais altas do que em, por exemplo, edifícios para usos comuns - escritórios, restaurantes, lojas -, ao definir as características dos ambientes, muitos optam por trabalhar com materiais que garantem maiores graus de proteção visual e que diluem o contato com o exterior público - seja através da incorporação de elementos opacos, seja por meio de envoltórios de revestimento e telas. Entretanto, há alguns materiais que garantem a entrada de uma grande quantidade de luz natural controlada durante o dia, mas sem implicar em perda de privacidade.
À medida que a arquitetura evolui para incluir novas soluções técnicas e tecnológicas, sistemas estruturais inovadores e programas híbridos, antigos programas e tipologias vão sendo ressignificados. Em busca de desenvolver uma prática de arquitetura mais sustentável, incorporando estratégias passivas, sistemas construtivos e materiais locais, arquitetos e arquitetas estão reinventando a maneira como concebemos e construímos nossos edifícios. Neste contexto, projetos culturais como Bibliotecas, Mediatecas e Centros Culturais são uma excelente oportunidade para explorar novas tipologias e soluções. Isso se faz ainda mais evidente quando estes edifícios encontram-se implantados em contextos únicos e paisagens urbanas em pleno processo de transformação.
Todos os países do mundo enfrentam problemas de mobilidade. Muitos destes entraves têm a ver com a própria infra-estrutura disponível mas, construir mais estradas nem sempre resultará em melhores índices de mobilidade urbana. Nos Estados Unidos, algumas cidades ficaram famosas por seus congestionamentos quilométricos, como Los Angeles, Minneapolis e Atlanta, cidades onde a relação entre quilômetros de infra-estrutura viária por habitante está na ordem de 8 para 1.000. Isso também tem a ver com a forma que o transporte público opera nestas cidades, onde os sistemas de mobilidade urbana são os menos eficientes. Então, por que continuamos a construir estradas cada vez maiores, mais largas e mais rápidas e como isso afeta os congestionamentos nas cidades?
O Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA) abriu as inscrições para o “14° Concurso CBCA para Estudantes de Arquitetura 2021” direcionado a estudantes universitários de todo o Brasil. Neste ano, o concurso leva em consideração o atual cenário da pandemia do novo coronavírus e tem como tema “Saúde e bem-estar”. Dessa forma, os estudantes devem apresentar projetos que apontem soluções eficientes, considerando o correto e apropriado uso do aço, tanto nos aspectos conceituais e arquitetônicos como nos aspectos tecnológicos e construtivos.
Museus são estruturas responsáveis por preservar a história e o patrimônio de uma sociedade. Como instituições culturais intimamente conectadas à vida moderna, estas estruturas operam como uma janela para a história, oferecendo espaços de reflexão e conexão com o passado. Concebidos para promover a compreensão e instigar novas ideias, esses edifícios monumentais muitas vezes nos convidam a transitar em um outro território, entre o passado, o presente e por que não, o futuro. Com um patrimônio histórico invejável, a Alemanha é o lar de uma série de instituições museais, tão diversas quanto renomadas. Visitar estes edifícios nos oferece não apenas uma oportunidade para redescobrir o passado, mas principalmente para explorar novas abordagens de curadoria, taxonomia e organização espacial.
Quase um ano após o início da pandemia de COVID-19, parece que estamos começando a recuperar minimamente o sentido de normalidade—ou de uma nova normalidade. Com a esperança injetada pela chegada das primeiras vacinas, voltamos a pensar sobre o futuro e os impactos da pandemia em nossos modos de vida. Durante o primeiro lockdown, testemunhamos um esvaziamento da maioria dos grandes centros urbanos, passando a habitar cidades fantasmas à medida que aqueles que podiam, buscavam refúgio em áreas menos densas e próximas à natureza. Passamos a nos questionar se estávamos de fato vivendo um fenômeno de êxodo urbano, contrário ao alarmante incremento da população urbana testemunhado ao longo das últimas décadas. Esta tendência, entretanto, foi apenas temporária e as pessoas estão finalmente voltando para a cidade.