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Arquitetura tradicional: O mais recente de arquitetura e notícia

Um novo encontro em Valparaíso, no Chile, reúne mestres e mestras da construção para salvaguardar ofícios tradicionais

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De 9 a 11 de outubro, acontecerá no Parque Cultural de Valparaíso, no Chile, o evento "Oficios en obra" (Ofícios em Obra), um encontro de aprendizado e colaboração focado nos ofícios tradicionais de construção da cidade. Organizado pela Prefeitura, o encontro busca destacar e preservar técnicas de trabalho historicamente ligadas à construção de Valparaíso, promovendo seu reconhecimento e ajudando a garantir sua continuidade entre as novas gerações por meio de atividades abertas e gratuitas ao público. Outrora o porto mais importante do Pacífico Sul, a arquitetura de Valparaíso testemunha diversas aplicações de madeira estrutural, terra batida (taipa) e tecnologias industriais importadas durante o século XIX. Isso a torna um objeto de estudo para ofícios tradicionais e técnicas construtivas que vêm sendo revalorizadas diante dos contextos contemporâneos de crise climática e econômica, servindo como um caminho alternativo para o futuro.

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Entre Memória e Matéria: Por dentro da obra do escritório uzbeque ARC Architects

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Diante da transformação das cidades do Uzbequistão, o escritório ARC Architects desenvolve uma arquitetura que busca conectar o passado ao presente. Fundado em 2017 por Bobir Klichev, o estúdio surgiu da comunidade de arquitetura de Bucara e permanece estreitamente conectado às particularidades culturais e climáticas do país. Com escritórios em Tashkent e Bucara, o ARC combina minimalismo e referências étnicas para desenvolver uma linguagem contemporânea enraizada em seu contexto.

Em vez de reproduzir uma imagem tradicional da arquitetura uzbeque, o estúdio busca compreender como essa herança pode ser reinterpretada hoje — um exercício que dialoga necessariamente com as camadas históricas sobrepostas que atravessam o país. Durante séculos, cidades como Samarcanda e Bucara foram importantes centros comerciais e culturais da Ásia Central. Sua arquitetura desenvolveu-se em torno de pátios internos e ruelas estreitas, conformando tecidos urbanos nos quais as edificações e os espaços coletivos são indissociáveis.

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Tons profundos e raízes naturais: 22 casas em Shou Sugi Ban nos Estados Unidos e Canadá

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O Shou Sugi Ban é uma técnica tradicional japonesa de preservação de madeira que consiste na carbonização da superfície para a criação de uma camada protetora. Embora suas origens estejam enraizadas na durabilidade prática, o método foi amplamente adaptado ao ambiente construído moderno, definindo uma estética singular e marcante. Trata-se de um material contraditório: ao mesmo tempo que se impõe visualmente por seus tons escuros, ele também se apropria de seu entorno natural e o complementa, permitindo que as casas se insiram discretamente na paisagem.

O acabamento carbonizado das 22 residências selecionadas no Canadá e nos Estados Unidos serve como um fio condutor para lidar com climas extremos. De margens de lagos úmidas a florestas densas, a pele carbonizada atua como um escudo resistente contra as mais diversas intempéries. Indo além da mera proteção, estas casas demonstram como a textura do material se transforma sob a exposição à luz, passando de um tom fosco e plano na sombra para uma superfície cintilante, salpicada de prata, sob o sol direto. Os projetos também evidenciam a capacidade da técnica de definir volumes arquitetônicos, utilizando o revestimento escuro para criar silhuetas monolíticas precisas ou para destacar os vazios na volumetria do edifício, como recuos de entrada e terraços protegidos.

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As casas pintadas de Tiébélé: um modelo de colaboração comunitária

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No sul de Burkina Faso, compartilhando fronteiras com a região norte de Gana, está Tiébélé; uma pequena vila que exibe padrões fractais de volumes circulares e retangulares, abrigando um dos mais antigos grupos étnicos da África Ocidental: a tribo Kassena. Com casas vernaculares que remontam ao século XV, a vila possui um caráter distintivo através de suas paredes pintadas com símbolos. É uma arquitetura de decoração de paredes onde a comunidade utiliza seu envoltório como uma tela para formas geométricas e símbolos do folclore local, expressando a história e a herança cultural. Essa arquitetura é o produto de uma colaboração comunitária única, onde todos os homens e mulheres da comunidade são responsáveis pela construção e acabamento de qualquer nova casa. Essa prática serve como um ponto de transmissão da cultura Kassena entre as gerações.

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Pavilhão da Polônia na Expo Osaka 2025 será projetado pela Interplay

O escritório Interplay divulgou sua proposta para o Pavilhão da Polônia na Expo Mundial em Osaka, Kansai. Encomendado pela Agência de Investimento e Comércio da Polônia, o projeto responde ao tema da próxima Expo: A sociedade do futuro. O Pavilhão da Polônia nasceu da fascinação do escritório pelas espirais, especificamente o uso da forma em diferentes escalas, desde "moléculas de proteína até a estrutura das galáxias". Servindo como um símbolo da engenhosidade polonesa, o pavilhão com padrões geométricos pretende estender sua influência para além das fronteiras nacionais.

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Parede caiada: como fazer e quais os benefícios dessa pintura econômica?

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Uma técnica que tem sido usada há séculos, principalmente em regiões de clima quente e seco, a parede caiada - também conhecida como parede de cal ou parede branca - pode ser realizada em ambientes internos e externos. Além da economia que ela pode proporcionar, seu aspecto mais rústico carrega em si diversos benefícios que vão além do valor estético que, ao apresentar um tom mais claro e uma textura marcante, concebe um relevante contraste entre o edifício e o entorno. Saiba suas vantagens e como fazer o revestimento, a seguir.

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As inspirações por trás das cores da arquitetura tradicional africana

As culturas das sociedades africanas estão intrinsecamente ligadas à cor. Em tecidos, roupas, produtos, esculturas e na arquitetura, diversas sociedades exploram cores ricas e vibrantes, expressivas e alegres. Com diferentes tons, matizes, contrastes, motivos e ornamentos, as cores são abraçadas como uma linguagem não falada, uma paleta para contar histórias e um senso de identidade cultural. Embora o uso da cor nas sociedades africanas possa parecer decorativo ao olhar ocidental, ele é extremamente simbólico, e traz profundo sentido de história. Comunidades usam as cores por meio de ornamentos e motivos, expressando-se com padrões religiosos e culturais nas fachadas para contar histórias familiares e coletivas.

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Casas de chá: reinterpretando espaços tradicionais

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Chashitsu, termo japonês para casa de chá ou salão de chá, são construções projetadas especificamente para a realização da Cerimônia do Chá, um ritual tradicional japonês no qual o anfitrião prepara e serve chá aos convidados. As casas de chá são geralmente pequenas e íntimas, feitas de madeira, onde cada detalhe foi concebido para afastar o indivíduo das perturbações materiais do mundo.

A renderização como ferramenta de preservação do patrimônio na China

O patrimônio construído é um valioso tesouro que nos foi deixado por nossos ancestrais. Edifícios históricos falam não apenas sobre o passado, mas também sobre o presente. Eles nos fazem refletir sobre a nossa própria cultura—quem nós somos e de onde viemos. Entretanto, a medida que nossas cidades crescem e a nossa sociedade evolui, o progresso se dá, muitas vezes, às custas da ruína e do consequente desaparecimento deste mesmo patrimônio, o qual gradualmente parece ser desprovido de sentido. Neste contexto, a proteção e preservação de edifícios históricos parece nunca ter estado tão ameaçada quanto nos dias de hoje.

Soluções tradicionais em projetos contemporâneos: proteção solar e ventilação natural

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Históricamente, persianas leves e brises de madeira estão a serviço da arquitetura como alguns dos mais importantes elementos de proteção—desde épocas remotas produzidas com fibras vegetais, galhos e bambu—os quais permitiam, através de mecanismos de grande simplicidade, filtrar a luz do sol e proteger os espaços interiores das intempéries. Amplamente utilizadas ao longo da costa mediterrânea e outras zonas tropicais e sub-tropicais do planeta, além de oferecer proteção a incidência direta dos raios de sol, estas estruturas permitem controlar o grau de privacidade sem abrir mão da ventilação natural constante.

Soluções tradicionais em projetos contemporâneos: fechamentos móveis de bambu

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Soluções tradicionais em projetos contemporâneos: fechamentos móveis de bambu - Image 18 of 4
Casa Tino / Emac Arquitectura. Image © Milena Villalba

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Historicamente, o bambu tem sido utilizado como matéria-prima em construções tradicionais de baixa renda, servindo como substituto de outras madeiras para materializar estruturas, armários e até móveis. Hoje, devido às suas inúmeras vantagens associadas à durabilidade, resistência, versatilidade e baixo impacto ambiental, conseguiu ganhar o nome de “aço vegetal” e obter um lugar privilegiado na indústria da construção. A atual busca por novos materiais para o desenvolvimento sustentável tem gerado novas fusões construtivas que colocam materiais e técnicas contemporâneas em jogo com elementos tradicionais, amalgamando e valorizando as qualidades dos materiais em cada região.

Lo-TEK: Desenho de indigenismo radical (recuperando técnicas indígenas de trabalho com a natureza)

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"As tecnologias indígenas não estão perdidas nem esquecidas, apenas escondidas pela sombra do progresso nos lugares mais remotos da Terra". Em seu livro Lo-TEK: Desenho Indígena Radical, Julia Watson propõe revalorizar as técnicas de construção, produção, cultivo e extração realizadas por várias populações remotas que, geração após geração, conseguiram manter vivas práticas culturais ancestrais integradas com a natureza, com um baixo custo ambiental e execução simples. Enquanto as sociedades modernas tentavam conquistar a Natureza em nome do progresso, estas culturas indígenas trabalhavam em colaboração com ela, compreendendo os ecossistemas e os ciclos das espécies para articular sua arquitetura em uma simbiose integrada e interconectada.

A renovação dos Hutongs de Pequim: intervenções urbanas em pequena escala

Os hutongs são estruturas urbanas que atravessam séculos, preciosos exemplos da arquitetura vernacular chinesa e uma das principais testemunhas da transformação cultural e histórica do país. O nome ‘hutong’, na verdade, deriva de uma palavra em mongol que significa ‘poço d'água’. Era assim que se chamavam as pequenas vielas construídas ao longo da dinastia Yuan (1271–1368) na tentativa de traçar um tecido urbano mais regular que tanto facilitasse a gestão da propriedade da terra quando a eficiência dos fluxos.

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Ornamento, crime e preconceito: como o manifesto de Loos fracassou em compreender as sociedades

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Este artigo foi originalmente publicado na CommonEdge como "African Architecture: Ornament, Crime & Prejudice."

José Baganha é o primeiro arquiteto português a receber o Prêmio Rafael Manzano

O Prêmio Internacional Rafael Manzano de Nova Arquitetura Tradicional 2017 já tem um vencedor: José Baganha torna-se o primeiro arquiteto português a recebero prêmio no valor de € 50,000. Trata-se da primeira edição em que certamente destaca a arquitetura de toda a Península Ibérica.

O júri formado por prestigiosos arquitetos espanhóis e internacionais decidiu premiar o Doutor pela Universidade do País Basco, em reconhecimento a seu trabalho por preservar as tradições arquitetônicas, em especial em Alentejo. Trata-se de uma área de Portugal com uma arquitetura muito ligado à desenvolvida em sua vizinha Extremadura (Espanha) por seus edifícios caiados de branco e chaminés proeminentes que atraem as duas paisagens.

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Programa de Habitação Rural e Desenvolvimento Social em Sibayo, Peru: Arquitetura tradicional para a melhoria das comunidades

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A preservação da arquitetura vernacular, além de materializar a importância de manter a identidade cultural dos povos, representa uma oportunidade para o desenvolvimento das comunidades economicamente vulneráveis. Isto é demostrado graças ao esforço conjunto de organizações não governamentais, entidades estatais e habitantes do distrito de Sibayo, em Arequipa (Peru), que propuseram junto a uma importante equipe de arquitetos, converter este pequeno povoado em um modelo para o turismo vivencial comunitário.

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