O projeto Plug-In City, do grupo Archigram, nunca foi construído, mas seus conceitos e ideias provocaram (e ainda provocam) intensos debates que mesclavam arquitetura, tecnologia e sociedade. Quando a Plug-In City foi proposta em 1964, o projeto oferecia um enfoque novo e fascinante ao urbanismo, invertendo a percepção tradicional do papel da infraestrutura na cidade.
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Very Large Structure, por Manuel Dominguez. Cortesia de Poliedro
Este artigo de Avinash Rajagopal aparece originalmente em Metropolis Magazine como "Five Compelling Works of Architecture Fiction". Rajagopal defende o gênero muitas vezes rejeitado de "ficção de arquitetura", dando cinco exemplos recentes do melhor que o campo tem a oferecer.
Até onde sabemos, o escritor Bruce Sterling cunhou o termo "ficção arquitetônica" em 2006. Ele estava se referindo, é claro, a projetos especulativos em que arquitetos usam ideias para o ambiente construído para se expressar de uma forma análoga aos contadores de histórias, que se baseiam nas palavras. É uma tradição arquitetônica de longa data. Sterling cita a obra polêmica de 1960 do grupo britânico Archigram; o cânone inclui os desenhos de Lebbeus Woods das duas décadas que seguiram e as imagens digitais de Greg Lynn (um dos quais acompanhou um conto de Sterling, em Fiction Issue de Metropolis de 2003).
Nos últimos anos, temos visto um engrandecimento do gênero. A razão comum para explicar a profusão desses trabalhos de ficção é que a recessão tornou mais difícil para arquitetos jovens encontrarem trabalho "real", mas há provavelmente outros fatores em jogo. Preocupações éticas estão de volta ao zeitgeist para uma geração contraditória que é também Occupy Wall Street, iPhones, e lojas hipsters que vendem um único café. Suas utopias e distopias são mais facilmente imaginadas em 3D Max e Photoshop, e muito mais rapidamente difundidas online.
Comentários em blogs ainda falam sobre a "inutilidade" da arquitetura de ficção. Respondê-los seria montar uma defesa de um conto - o que seria certamente possível, mas um exercício autodestrutivo. É da própria natureza da ficção incomodar-se menos com a utilidade do que com a possibilidade. Neste espírito, aqui estão cinco projetos recentes que achei convincentes, seja enquanto imagem ou enquanto histórias que pretendem contar.
Em um mundo onde as pessoas se deslocam cada vez mais, as cidades estão passando por um problema que não estava previsto: seus cidadãos estão se mudando para outros lugares. Quando as ofertas de emprego e os recursos começaram a ficar escassos, algumas cidades modernas, como Detroit por exemplo, sofreram severas dificuldades e, frequentemente, processos de esvaziamento e contração urbana. Em contrate a isto, a "Very Large Structure" de Manuel Dominguez, resultado de sua tese na ETSA em Madri, propõe uma cidade nômade que pode se mover sobre esteiras (semelhantes as de tratores) em direção a locais onde trabalho e recursos sejam abundantes.
Esta certamente não é a primeira vez que a ideia de uma cidade nômade é proposta. A Walking Cityde Ron Herron é um dos projetos mais conhecidos do Archigram e tem influenciado a teoria da arquitetura desde então. Entretanto, o projeto da "Very Large Structure" vai além na ideia de cidade móvel ao incluir sólidas propostas para geração de energia a bordo da cidade.
Continue lendo para saber mais sobre este provocativo projeto - incluindo suas pranchas de apresentação e uma série de imagens.
Estima-se que até 2050, 75% da população mundial - que será de 9 bilhões - viverão nas cidades. A expansão urbana já é problemática e os planejadores são confrontados por novos desafios como o de construir verticalmente e não para o horizonte. Além disso, as cidades são cada vez mais confrontadas por mudanças climáticas, escassez de recursos, custos crescentes de energia e ainda a possibilidades de futuros desastres naturais ou provocados pelo homem. Em resposta a estas questões, a Arup propôs a sua visão de um edifício urbano na cidade do futuro.
Em sua proposta, intitulada "Está Vivo!", eles imaginam um ecossistema urbano de edifícios conectados e "vivos", que não só criam espaços, mas também criam um ambiente. De acordo com a Arup, edifícios do futuro não irão apenas produzir e consumir energia, mas irão fornecer aos seus ocupantes ar puro e água limpa.