A formação da arquitetura latino-americana foi por muito tempo escamoteada dos livros de História. O professor e arquiteto José Lira, em palestra realizada na Escola da Cidade, mostra as diferentes narrativas e autores que construíram a historiografia da América Latina ao longo dos séculos.
Ana Gabriela Godinho Lima, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie, realizou um levantamento da atuação das arquitetas latino-americanas do século XX, no campo da produção teórica e prática do edifício, que gerou o livro "Arquitetas e Arquitetura na América Latina do Século XX".
Bairro Bellavista, Recoleta, Santiago. Imagem Cortesia de Faya E.C.
No bairro de Recoleta, em Santiago, é possível ver grafites e murais realizados por renomados artistas urbanos, sendo um deles o ilustrador e muralista Fabián Anaya, mais conhecido como Faya El Capitán.
Em 2011, Faya começou a intervir nos espaços públicos do seu bairro quase como uma experimentação. Desde então o artista não parou e imprimiu sua em arte em diferentes cidades do Chile e da América Latina. Além disso, ele tem se aventurado em outras áreas para levar o muralismo a lugares remotos do país e assim vincular, sobretudo as crianças, à pintura.
A X Bienal Iberoamericana de Arquitetura e Urbanismo(X BIAU) já tem data confirmada e acontecerá entre os dias 10 e 12 de outubro deste ano em São Paulo. Um dos eventos mais prestigiados de arquitetura e urbanismo da América Latina e Península Ibérica, a BIAU traz como lema este ano "Deslocamentos".
Os deslocamentos das pessoas historicamente deram lugar a transformações das cidades e dosterritórios, nas quais não contam só os edifícios.
Estas transformações se produzem dentro do complexo campo configurado por forças de significados muito diferentes e que vão dos movimentos das pessoas, causadas pelas migrações do meio rural às novas megalópoles, aos movimentos que supõem o abandono dos centros urbanos. A combinação dessas forças com outros movimentos, como a mudança dos modelos econômicos urbanos, traz consigo novas necessidades, como a renovação e ampliação das cidades e a ordenação integral do território.
Primeiro lugar / código E0720. Cortesia dos organizadores
O concurso latino-americano para estudantes de arquitetura "Pensar la vivienda, vivir la ciudad" concedeu o primeiro lugar à equipe composta por Soledad Patiño, Betina Garelli e Agostina Zampieri (Universidade Nacional de Córdoba, Argentina), que propuseram Conexión HDMI (Habitat, Densidade, Fusão, Infraestrutura), uma série de estratégias para a "reconstrução da saúde ecológica" dessa região de Córdoba (Argentina).
O concurso é organizado pela Faculdade de Arquitetura, de Urbanismo e Desenho (FAUD) da Universidade Nacional de Córdoba e promovido pela ONU-Habitat ROLAC. O júri destacou a complexidade do concurso ao abordar problemáticas "frequentes nas cidades latino-americanas" e sua capacidade de oferecer "uma possível convivência entre a residência e sua densidade necessária, com a escala territorial e as infraestruturas viáveis".
Após quatro meses de trabalho de investigação para identificar obras na América Latina e no Caribe que atendem aos critérios de elegibilidade do "Prêmio Latino-americano de Arquitetura Rogelio Salmona: espaços abertos/ espaços coletivos", os membros do Comitê Curatorial Internacional, os arquitetos Ana María Durán (Região Andina), Ruth-Verde Zein (Região Brasil) e Fernando Díez (Região Cone Sul) e a Licenciada em História da Arte Louise Noelle Gras (Região México, América Central e Caribe), destacaram 62 obras pertencentes às quatro regiões de cobertura do Prêmio.
Uma vez concluídas as deliberações em consenso, no último 5 de agosto, o Comitê Curatorial Internacional selecionou 20 obras cujos autores serão convidados pela Fundação Rogelio Salmona a participar da segunda fase do prêmio.
Conheça as propostas selecionadas a seguir.
https://www.archdaily.com.br/pt/793373/5-obras-brasileiras-entre-as-finalistas-do-premio-latino-americano-de-arquitetura-rogelio-salmonaArchDaily Team
O Arquivo Internacional de Mulheres na Arquitetura (International Archive of Women in Architecture Center - IAWA), em colaboração com a Iniciativa Latino-Americana da Paisagem, lançou uma chamada internacional para reunir o valioso trabalho das arquitetas pioneiras na arquitetura da paisagem na América Latina. Este chamado tem o objetivo não apenas de conservar o legado arquitetônico em termos de paisagismo, mas também aproveita a oportunidade para convidar mulheres ligadas à arquitetura, urbanismo e outras áreas relacionadas a compartilharem suas histórias.
Vale mencionar que o IAWA foi fundado há três décadas com o objetivo de fazer conhecer as contribuições ao entorno urbano realizadas por mulheres arquitetas e reunir todas estas experiências em arquivos abertos ao público. Nesta recente iniciativa, o IAWA tem como alvo principal trabalhos de arquitetas latino-americanas realizados antes e durante o século XX que tenham sido pioneiros de algum modo.
Para Felipe Uribe, é preciso abandonar uma concepção “masculina e de negócios” para as praças e parques e entender as crianças como escala primária. Image Cortesia de Portal do Aprendiz
Qual o denominador comum entre um parque em Santiago, uma praça em Medellín e uma favela em São Paulo? Pensar nas infâncias, na educação e na construção de espaços de convivência e de diálogo pode ser um caminho para cidades mais inclusivas, educadoras e igualitárias? Foi tratando dessas intersecções que o debate “O Desenho do Espaço Público” se desenvolveu nesta segunda-feira, 11/4, no SESC Campo Limpo, como parte do Seminário Internacional Espaço Livre na Cidade, organizado em parceria entre o SESC e a Escola da Cidade.
Tomando a lista da QS como base, listamos a seguir as 7 universidades da América Latina e de Portugal que foram destacadas pela instituição internacional. Além da posição mundial em arquitetura, também citamos a colocação da universidade no geral, arquitetos famosos que já passaram por estas escolas e também o link para ver suas respectivas reputações acadêmica, no mercado de trabalho e a quantidade de citações em artigos e no H-Index.
Talvez o aspecto que impacta mais fortemente um europeu que se propõe a estudar as cidades latino-americanas, além dos temas recorrentes como a pobreza e marginalidade, as diferenças sociais, a insegurança - é que na América Latina, as pessoas, os habitantes, ainda constroem com suas próprias mãos através de ações cotidianas, a sua cidade.
Este fato, que pode parecer positivo ou negativo segundo o ponto de vista, conjuntamente com outros - existência de economias informais autônomas"; sistemas de auto-gestão e auto-reciclagem igualmente autônomos a respeito dos formalizados pelos governos urbanos (P. VALECILLOS, 1)- convida a refletir sobre um conceito que talvez por ser tão recorrente e utilizado nos últimos tempos, converteu-se em um conjunto de significados, perdendo boa parte do seu significado original, se alguma vez o teve.
Seguindo nossa cobertura de Espaços de Paz 2015 na Venezuela, refletimos em torno da crise da figura do arquiteto que trabalha em abstrato ao território e seus problemas, e o fortalecimento de uma arquitetura coletiva, honesta e eficiente, que não só beneficia as comunidades afetadas mas que, indiretamente, vem 'regenerando' a maneira com que exercemos nossa profissão.
Em tempos de crise, a necessidade de avançar nos obriga a movermos. Ainda que as problemáticas latinoamericanas estimulam a geração de instâncias que permitam melhorar a qualidade de vida dos bairros mais vulneráveis. Os arquitetos -que são abundantes na região- vêem-se pressionados a ampliar seu campo de ação e a buscar novos espaços férteis para exercer. Esse encontro de forças não só traduz-se em um aporte real a uma determinada comunidade, mas revela sutilmente uma mudança na maneira que enfrentamos o exercício de fazer arquitetura.
Frente a um encargo de alta complexidade que deve responder a pessoas com necessidades urgentes e recursos limitados, o arquiteto latinoamericano vê-se obrigado a trabalhar baseado na eficiência e no trabalho em equipe, resgatando suas virtudes essenciais para pô-las a serviço do ser humano. Virtudes que são básicas para demonstrar que nosso trabalho é fundamental, e não somente nas zonas esquecidas da cidade.
Por que o arquiteto na América Latina parece estar voltando às origens?
Nesta semana o Arquivo do ArchDaily Brasil homenageia a arquitetura latino-americana. Ao selecionar um projeto de cada país, mostramos um breve panorama que está sendo produzido no nosso continente. Os projetos, de distintos programas e funções, possuem diversas estéticas e soluções inusitadas, que comprovam a existência de uma arquitetura de altíssima qualidade e preocupada com sua função social.
O Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie promove, no dia 6 de outubro, uma conferência com o professor e arquiteto Fernando Lara sobre a arquitetura moderna na América Latina. O evento é gratuito e aberto ao público.
A Escola da Cidade promove no dia 24 de setembro uma palestra sobre Narrativas na arquitetura contemporânea latino-americana, com os editores executivos da Revista PLOT Brasil e Argentina.
Os palestrantes Rodrigo Kommers Wender (editor executivo PLOT Brasil) e Javier Agustín Rojas (editor executivo PLOT Argentina) abordarão o projeto teórico da Revista e centrarão a conversa num dos últimos números da PLOT, intitulado América Latina Hoje, que foi pensando em torno da discussão sobre a construção de novas narrativas da produção da arquitetura contemporânea, na América Latina.
O Programa da ONU para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) e o Lincoln Institute of Land Policy anunciaram, a 14ª edição do curso de Desenvolvimento Profissional sobre Mercados Informais do Solo e Regularização dos Assentamentos na América Latina, que acontecerá entre 6 e 11 de dezembro em Buenos Aires, Argentina.
O curso examina a informalidade e desenvolve ferramentas de análise econômico para obter uma melhor compreensão da formação dos assentamentos informais e os mercados de solo na América Latina. A finalidade é melhorar a formulação de políticas, programas e estratégias que possam resolver este problema tão persistente nas cidades da América Latina e do Caribe.
A Carta Europeia de Garantia dos Direitos Humanos na Cidade (Saint-Denis, 2000) estabelece a vontade de integrar o vínculo social de forma duradoura no espaço público partindo do princípio da igualdade, destinado a incrementar a consciência cidadã de todos os seus habitantes.
Neste contexto, as 146 organizações da sociedade civil que integram o Conselho de Planejamento Estratégico da Cidade de Buenos Aires acabam de aprovar uma nova iniciativa legislativa destinada a criação de itinerários turísticos, culturais e educativos que refletem a vida das mulheres e sua importância na história social e política.