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AD Round Up: O mais recente de arquitetura e notícia

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Acima da linha de neve: 11 abrigos erguidos nos limites da construção

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Não há lugar mais difícil para se construir do que a alta montanha, e nenhum outro onde uma edificação pareça tão provisória. Dos Andes ao Himalaia e aos Alpes, a construção em alta altitude reduz a arquitetura às suas relações mais elementares. A rocha evoca a própria permanência; no entanto, uma estrutura implantada próxima ao limite do habitável existe em constante negociação com quase tudo ao seu redor: com o vento que sopra livre de obstruções, com um solo íngreme e congelado demais para ser escavado, e com a premissa de que tudo de que necessita deve vir de muito abaixo. O que pode ser transportado montanha acima, o que pode ser montado por poucas mãos e o que pode se autossustentar são algumas das variáveis dessa equação.

Essas restrições geraram uma cultura construtiva notavelmente consistente em cordilheiras que, de outro modo, não teriam relação entre si. O refúgio, a cabana, o bivaque e o observatório pertencem a uma tipologia compartilhada na qual o abrigo é indissociável da logística, e onde a leveza, a pré-fabricação e a autossuficiência eram necessidades estruturais muito antes de se tornarem virtudes.

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Da sala de aula ao pátio: como 10 universidades brasileiras repensam o espaço de aprendizagem

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Em 1961, ao conceberem a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, em São Paulo, Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi estabeleceram um paradigma que continua a ecoar na arquitetura universitária brasileira: o edifício como um território contínuo, articulado por rampas, pátios e vãos livres, onde a experiência de aprendizado se estende para além da sala de aula. A ideia surgiu em um momento de transformação no ensino superior brasileiro que, nas décadas seguintes, se expandiria de um público relativamente restrito para alcançar uma população muito mais ampla e diversa. Se, em 1960, o Brasil tinha cerca de 226.218 matrículas na graduação, em 2023 esse número se aproximava de 10 milhões.

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Heterotopias Arquitetônicas: Instalações Temporárias como Mundos Alternativos

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Embora complexo, repleto de significados e categorizado de diversas formas, o conceito de heterotopia, desenvolvido pelo filósofo Michel Foucault, pode ser amplamente compreendido como a manifestação de realidades alternativas. Ao contrário das utopias — não-lugares idealizados e inalcançáveis —, as heterotopias são espaços tangíveis e reais que operam sob uma lógica própria, oferecendo uma alternativa prática aos paradigmas espaciais e culturais dominantes.

O escapismo, sob a ótica da arquitetura, não se resume a uma fuga das realidades convencionais; trata-se de uma ferramenta crítica para reimaginá-las sob diferentes condições culturais, sociais e ambientais. As instalações temporárias funcionam como terrenos férteis para testar essas possibilidades espaciais. Frequentemente concebidas como santuários ou refúgios, essas obras se desvinculam intencionalmente de normas preestabelecidas — seja ao buscar o retorno a um modo de vida primitivo, seja ao provocar transformações perceptivas radicais.

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Paisagem como coreografia: a arquitetura no jardim botânico contemporâneo

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Os jardins botânicos colocam a paisagem, o design, a comunidade e a investigação científica em estreito diálogo. Originados de jardins medicinais e coleções privadas dedicadas à classificação de plantas, os jardins botânicos se transformaram em instituições onde espécimes coletados em diferentes regiões e climas podiam ser cultivados e apresentados ao público. Sua evolução na sociedade gerou um repertório arquitetônico singular, que vai de estufas e conservatórios a herbários e laboratórios e, eventualmente, centros de visitantes e espaços de hospitalidade. A arquitetura permanece intrinsecamente ligada ao jardim botânico como instrumento de cultivo e estrutura para organizar e estudar o campo da botânica.

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Da produção à experiência espacial: 10 projetos de destilarias contemporâneas

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Diferente de muitos programas industriais tradicionalmente ocultos atrás de fachadas neutras e espaços herméticos, as destilarias contemporâneas frequentemente expõem seus processos produtivos como parte essencial da experiência arquitetônica. O calor dos alambiques, os vapores da destilação ou os percursos da matéria-prima deixam de ser apenas operações técnicas para assumir protagonismo espacial.

Embora produzam bebidas distintas, os projetos selecionados a seguir compartilham desafios arquitetônicos semelhantes. Todos precisam organizar fluxos industriais, controlar condições específicas de temperatura, ventilação e armazenamento, além de compatibilizar áreas técnicas com percursos de visitação pública. Ao mesmo tempo, cada destilaria estabelece respostas particulares ao território em que se insere, revelando diferentes maneiras de relacionar produção e paisagem.

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Arquitetura de lazer: 13 projetos que moldam a convivência entre gerações

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Espaços de lazer costumam ser locais onde diferentes gerações se cruzam. Sem programas formais ou papéis predefinidos, eles permitem que as pessoas se movimentem, façam pausas e permaneçam juntas, cada uma interagindo com o espaço à sua maneira. Em um ambiente construído cada vez mais moldado pela especialização e pela fragmentação, essas bases espaciais compartilhadas tornaram-se menos comuns, conferindo à arquitetura voltada para o lazer uma relevância renovada.

Os debates em torno do espaço público têm apontado repetidamente para o valor da abertura e da flexibilidade no apoio à vida coletiva. Ao refletir sobre como as pessoas interpretam, habitam e adaptam o espaço, o arquiteto Herman Hertzberger fala da arquitetura não como um conjunto de instruções, mas como uma estrutura de possibilidades — algo que convida à interpretação em vez de prescrever comportamentos. Como ele mesmo define, "o que devemos produzir na arquitetura é algo como competência, possibilidade – algo com o qual as pessoas possam lidar livremente, à sua própria maneira." Em vez de tentar criar a interação diretamente, a arquitetura molda as condições que tornam a convivência possível.

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Futuros Rurais: Projetos e Instalações que Redefiniram o Campo em 2025

Já faz alguns anos que o campo deixou de ser apenas o contraponto pictórico às cidades e passou a funcionar como um laboratório ativo de novas relações entre território, paisagem e pessoas. Nele, a urgência ambiental encontra a memória coletiva; técnicas ancestrais dialogam com experimentações arquitetônicas; comunidades locais operam como curadoras do seu próprio território. A ruralidade contemporânea emerge menos como geografia e mais como cultura — inscrita em modos de vida que cuidam do meio ambiente.

Trata-se de uma vasta zona rural que se espalha pelo planeta assumindo distintas expressões conforme o contexto — dos arrozais asiáticos aos assentamentos agrícolas africanos, das pequenas propriedades europeias aos latifúndios e comunidades agroextrativistas das Américas. Ainda assim, por trás dessa pluralidade, haveria algo que as une? E, sobretudo, como a arquitetura revelaria esse elo silencioso?

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Os 126 melhores livros de arquitetura

Preparamos uma lista abrangente com 125 livros de arquitetura e temas relacionados que consideramos interessantes para ampliar seus conhecimentos sobre a disciplina.

Buscamos títulos de diferentes partes do mundo com o objetivo de apresentar visões que dizem respeito a contextos culturais distintos. De compilações de ensaios e teorias sobre o crescimento das cidades a romances que flertam com a arquitetura e séries de ilustrações e gravuras.

Veja, a seguir, nossas sugestões acompanhadas por uma breve descrição.

Permeabilidade na arquitetura: 20 projetos que reinterpretam os tradicionais muxarabis

Frequentemente, existe uma relação intrincada entre a arquitetura e o ambiente. Cada parte do mundo definiu suas próprias técnicas arquitetônicas com base em suas condições climáticas únicas. No entanto, as preocupações ambientais no século 21 provocaram novas técnicas, implementando soluções para preservar os recursos naturais e proporcionar conforto térmico. Enquanto alguns optaram por uma abordagem futurista com soluções mecânicas e tecnologicamente avançadas, outros decidiram voltar no tempo e explorar como as civilizações protegiam seu povo, arquitetura e meio ambiente quando não tinham mais nada a que recorrer a não ser o próprio meio natural. Neste artigo, veremos como os muxarabis encontraram seu caminho de volta à arquitetura moderna. 

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Arcos no design de interiores: 26 projetos que reinterpretam esta forma clássica

Embora o uso de arcos na arquitetura remonte ao segundo milênio a.C., foram os romanos que os solidificaram como um elemento de engenharia e um símbolo de vitórias militares, que agora vemos excessivamente como arcos memoriais. Pouco depois, diferentes civilizações e culturas adotaram o arco para seus próprios fins, unindo a necessidade estrutural e estética. Neste artigo, veremos como os arcos evoluíram de elementos estruturais significativos para detalhes decorativos cativantes.

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O edifício como professor: 13 faculdades e escolas de Arquitetura e Urbanismo

O edifício como professor: 13 faculdades e escolas de Arquitetura e Urbanismo - Image 1 of 4O edifício como professor: 13 faculdades e escolas de Arquitetura e Urbanismo - Image 2 of 4O edifício como professor: 13 faculdades e escolas de Arquitetura e Urbanismo - Image 3 of 4O edifício como professor: 13 faculdades e escolas de Arquitetura e Urbanismo - Image 4 of 4O edifício como professor: 13 faculdades e escolas de Arquitetura e Urbanismo - Mais Imagens+ 22

Quanto mais edifícios temos a chance de vivenciar, maior aprendizado obtemos. Quando pensamos em espaços de educação arquitetônica não é diferente. Escolas nas quais passamos uma grande parte do tempo durante a graduação possuem a chance de ensinar através do próprio edifício. Nelas já podemos criar uma visão crítica sobre como o entorno influencia diretamente nas nossas sensações e facilita (ou torna um desafio ainda maior) nossa aprendizagem.

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Gatos no lugar certo, na hora errada em fotografias de arquitetura

Gatos no lugar certo, na hora errada em fotografias de arquitetura - Cinema E ArquiteturaGatos no lugar certo, na hora errada em fotografias de arquitetura - Cinema E ArquiteturaGatos no lugar certo, na hora errada em fotografias de arquitetura - Cinema E ArquiteturaGatos no lugar certo, na hora errada em fotografias de arquitetura - Cinema E ArquiteturaGatos no lugar certo, na hora errada em fotografias de arquitetura - Mais Imagens+ 14

Gatos simplesmente não se importam. Eles não se importam se você comprou comida gourmet, se seu mobiliário é feito sob medida ou se você tem caixas de papelão espalhadas pela casa, e eles definitivamente não se importam se estão invadindo sua sessão de fotos.

A seguir, reunimos uma série de fotografias de arquitetura em que os gatos, mais uma vez, não se importaram de roubar a cena. 

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18 Edifícios que marcam a paisagem de São Paulo

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Quem já teve a oportunidade de ver São Paulo de cima, sabe que se trata de uma das cidades mais verticalizadas do mundo. Entre tantos edifícios, alguns se destacam e se tornam verdadeiros marcos urbanos, assim como existem outros não tão conhecidos, mas que evidenciam sua presença na escala da vizinhança.

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15 Projetos de baixo custo e alta qualidade

Provavelmente o fator mais limitador de um projeto é o orçamento. Um baixo orçamento demanda muito mais da inventividade do arquiteto para garantir a qualidade de sua obra. Como a maioria das construções possuem um investimento financeiro menor do que os arquitetos gostariam, achamos fundamental buscar alguns exemplos onde os projetos se destacaram por sua inventividade e conseguiram tirar partido deste "problema" para criar soluções de qualidade.

Saiba mais, a seguir.

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30 Projetos arquitetônicos representados através de GIFs

Para explicar seus projetos e decisões de desenho de forma clara e coerente, arquitetos devem empregar ferramentas criativas e dinâmicas de representação, além das palavras e técnicas tradicionais já usadas. Isso faz parte do trabalho. A qualidade dos desenhos - sejam simples ou complexos - é fundamental para recepção das ideias. A mídia digital permitiu novas formas de representação, incluindo animações e a adição de uma nova dimensão em uma única imagem: os processos de projeto.

Gifs animados podem oferecer a mesma quantidade de informação técnica presente em um corte, mostrar a distribuição do programa tão claramente quanto um diagrama, e apresentar as diretrizes projetuais da mesma forma que um masterplan, além disso, podem representar o progresso e a cronologia do projeto.

Os 30 projetos reunidos a seguir usam gifs animados como uma ferramenta para representar o processo de projeto, detalhes construtivos, uso de camadas e sequências espaciais internas.

7 Exemplos em que espaços desportivos ajudaram a regenerar comunidades

Dizem que o esporte costuma unir as pessoas, tanto aquelas que encontram-se dentro quanto fora de campo. Reconhecido também como uma pratica social, o esporte transcende fronteiras, aproximando pessoas de diferentes origens, gêneros, credos e classes sociais ao redor do mundo.

Projetos de requalificação urbana podem assumir as mais diferentes formas, mas é fato que, infraestruturas esportivas são elementos fundamantais para se construir comunidades engajadas e aproximar pessoas. De fato, espaços voltados à prática esportiva em pequenas comunidades são capazes de encorajar as pessoas a reivindicar um direito fundamental: o direito à cidade.

Compilamos aqui uma série exemplos de projetos do mundo todo, onde espaços para a prática de atividades físicas funcionam como indutores da requalificação urbana e da qualidade de vida.

14 salas de concertos: uma combinação perfeita entre acústica e estética

Quando pensamos em uma combinação perfeita entre acústica e bons projetos, isso pode não ser tão fácil quanto parece. Uma série de decisões técnicas para tornar um espaço interior acusticamente eficiente - e para alcançar sua finalidade programática corretamente - pode fazer com que algumas das intenções projetuais do arquiteto diminuam e sejam substituídas por painéis padrão e pré-fabricados.

Neste artigo, apresentamos uma seleção de projetos de arquitetura capazes de criar um impacto visual memorável, bem como uma solução interior impecável para a acústica. Estes são os nossos 14 locais favoritos de música que fascinam por dentro e por fora.

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Repensando espaços sagrados para outros usos

Na esteira dos recentes incêndios na Catedral de Notre-Dame em Paris e na mesquita Al-Aqsa em Jerusalém, vimos muitos profissionais propondo novas maneiras de reconstruir esses espaços sagrados, abrindo-os para novas possibilidades.

Historicamente, após o declínio da Igreja Católica e a crescente diminuição no número de fiéis em várias regiões da Europa e América do Norte, os custos de manutenção dos espaços sagrados levaram ao eventual abandono de igrejas, santuários e mosteiros - frequentemente obras de grande valor histórico e arquitetônico.

Isso abre uma nova oportunidade para profissionais da arquitetura resgatarem e recontextualizarem o patrimônio histórico representado por estes edifícios. A seguir, apresentamos 15 exemplos de reuso adaptativo em igrejas antigas que foram transformadas em hotéis, casas, museus, bibliotecas e outros espaços culturais.

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