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Acupuntura Urbana: O mais recente de arquitetura e notícia

De terrenos residuais a lugares cívicos: 6 parques públicos mexicanos

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O rápido crescimento urbano do México nas últimas décadas deixou muitas cidades enfrentando problemas como bairros fragmentados, altos índices de criminalidade e uma grave escassez de espaços públicos de qualidade. Em muitas áreas urbanas de baixa renda, o desenvolvimento informal ocorreu de forma paralela a infraestruturas básicas, como canais de drenagem, linhas ferroviárias e ravinas íngremes, dividindo comunidades e criando áreas vazias perigosas. Para mitigar essa segregação espacial e a falta de equipamentos urbanos, órgãos públicos e profissionais da arquitetura em todo o México estão intervindo nessas zonas de amortecimento abandonadas para construir parques públicos. Ao converter antigas barreiras físicas em corredores de pedestres acessíveis, esses projetos reconectam bairros segregados, restabelecem linhas de visão seguras e oferecem espaços para convivência comunitária e recreação diária.

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Protótipo de bateria arquitetônica transforma espaço público em armazenamento urbano de energia em Ontário, Canadá

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Diante de um cenário de mudanças climáticas, inflação e conflitos armados, o sistema energético global passa por transformações e enfrenta questionamentos. Segundo as Nações Unidas, os edifícios devem ser aquecidos, iluminados e eletrificados por meio de fontes de energia limpas, acessíveis, viáveis, sustentáveis e confiáveis. A arquitetura e o planejamento urbano podem contribuir tanto para expandir o acesso à energia quanto para explorar diferentes formas de armazenamento. A startup Civic Grid, sediada em Toronto, projeta e constrói sistemas de armazenamento de energia com o objetivo de transformar a relação das comunidades com a eletricidade que move o cotidiano. Sua primeira bateria arquitetônica foi concebida como uma obra de arquitetura pública pelos/as arquitetos/as Jack Self e Josh Harskamp, em colaboração com o designer industrial Max Fine. O protótipo é a evolução de um sistema de energia implantável desenvolvido em parceria com a Proteção Civil de Lisboa para a Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025, ainda em funcionamento, e é acompanhado por uma maquete física.

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Pavilhão das Filipinas usa acupuntura urbana para falar da ecologia de Manila na Bienal de Veneza

Na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, o Pavilhão das Filipinas apresenta uma mostra que investiga a ecologia e as implicações sociais do estuário Tripa de Gallina em Manila. O corpo de água, que já foi um mecanismo para mitigação de enchentes, agora está congestionado e poluído, afetando a vida das comunidades próximas. O pavilhão tem como objetivo apresentar a iniciativa que se propõe a reunir e investigar as entranhas do estuário e trabalhar com os moradores para encontrar soluções de arquitetura adequadas e sustentáveis. Intitulada "Tripa de Gallina: Entranhas do Estuário", a exposição tem curadoria dos arquitetos Choie Funk e Sam Domingo e apresenta o trabalho do Architecture Collective, representado por Bien Alvarez, Matthew Gan, Ar. Lyle La Madrid, Noel Narciso e Arnold Rañada.

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O poder de transformação do urbanismo tático

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Pode ser um parklet, uma minipraça, uma pintura no asfalto para mudar o desenho de uma rua e readequar o uso de um espaço público. Cidades em diversas partes do mundo – incluindo o Brasil – estão partindo de intervenções temporárias para catalisar projetos de longo prazo que tornem as ruas mais seguras, criando espaços públicos inclusivos e de qualidade.

Tais iniciativas adotam a técnica chamada de urbanismo tático, que promove a reapropriação do espaço urbano por e para seus principais usuários: as pessoas. Esse movimento ganha força em um contexto de crise nas áreas urbanas, no qual os governos enfrentam dificuldades para entregar a uma população crescente serviços urbanos básicos, como habitação, transporte de qualidade e espaços livres adequados, que permitam a mobilidade ativa e segura das pessoas. 

Carlo Ratti junta-se à Manifesta 14 para projetar intervenções urbanas em Kosovo

O escritório de design e inovação CRA - Carlo Ratti Associati divulga o resultado de sua Visão Urbana e Programa Urbano para a Manifesta 14, a Bienal Nômade Europeia em Prishtina, Kosovo, entre 22 de julho e 30 de outubro de 2022. O projeto do CRA propõe uma nova metodologia para a recuperação do espaço público na cidade. Ele começa com uma série de intervenções de design abertas para incentivar a participação do cidadão e promover ciclos de feedback para criar efeitos a longo prazo no ambiente construído. Durante o século 20, mudanças de regime e confrontos políticos trouxeram turbulência considerável para Kosovo e suas cidades. Como resultado, Prishtina sofre atualmente com uma escassez substancial de espaço público, mas um grande grupo de moradores desprivilegiados está ansioso para reverter essa situação.

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Arquitetura efêmera: inovação, experimentação e entretenimento

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Além do “turismo de experiência” e da arquitetura de entretenimento, construções efêmeras e temporárias também podem ser um terreno fértil para se testar novas ideias, soluções e tecnologias. Assumindo uma ampla variedade de diferentes tipologias e formas, desde estruturas emergenciais a instalações lúdicas, estruturas temporárias têm a capacidade de nos projetar no futuro, questionando as regras estabelecidas além de pôr à prova novas tecnologias e sistemas construtivos. Ainda assim, a arquitetura temporária muitas vezes é vista como um passo atrás em relação à sustentabilidade, por isso, a seguir discutiremos alguns dos principais valores da arquitetura efêmera seja como um veículo de experimentação de novas soluções e tecnologias seja como uma oportunidade para engajar comunidades.

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Costura urbana: 15 edifícios com térreos livres

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A elevação do edifício em relação ao solo, realizada por meio de pilotis, libera o pavimento térreo para a circulação de pessoas. Esta solução, apontada como um dos cinco pontos da arquitetura moderna por Le Cobursier, promove uma área livre com maior conexão entre o espaço público da rua e o espaço privado do edifício. Atualmente, projetos contemporâneos adotam distintos recursos para pensar um térreo ativo que se comunique com a cidade e, generosamente, divida seu lote com o coletivo.

O que é acupuntura urbana?

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Não necessariamente de pequena escala, mas sim pontuais e estratégicas, as intervenções de acupuntura urbana são rápidas de executar, reversíveis e, muitas vezes, de baixo custo. A prática tem se consolidado como uma possibilidade frente às transformações urbanas que exigem processos extensos e burocráticos não apenas na tomada de decisões, mas também na sua execução, o que muitas vezes exclui os habitantes do desenvolvimento dos projetos em suas diferentes etapas.

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Acupuntura urbana: requalificando espaços públicos por meio de intervenções locais

A acupuntura urbana é uma tática de design que promove a requalificação urbana em nível local, apoiando a ideia de que as intervenções no espaço público não precisam ser amplas e caras para produzirem um impacto transformador. Como alternativa aos processos convencionais de desenvolvimento, a acupuntura urbana representa um modelo adaptável para a renovação da cidade. Iniciativas altamente focadas e direcionadas ajudam a regenerar espaços negligenciados, ao implantar estratégias urbanas de forma incremental ou consolidar a infraestrutura social de uma cidade.

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Todo grande espaço público deve ser adequado às crianças

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Jaime Lerner define a acupuntura urbana como uma série de intervenções de pequena escala, altamente focadas, que possuem a capacidade de criar ou iniciar um processo de regeneração de espaços ociosos ou desqualificados.

Mais do que acupuntura urbana, a intervenção na escalonada geografia da Comuna 13 de Medellín foi uma cirurgia de peito aberto, uma ação de grande escala orientada para a mudança física e social daquele que, uma vez, foi um dos bairros mais violentes da cidade mais perigosa do mundo. 

Os guias bilíngues passeiam pelas escadas rolantes que deram fama mundial a intervenção enquanto, em uma das tantas praças remodeladas, uma equipe da CNN grava entrevistas dos locais e forasteiros que visitam um local turístico pouco provável há alguns anos atrás. Um drone sobrevoa a cena, não sabemos se é da polícia onipresente, da CNN ou dos turistas.

Rio Academy: Mobilidade, arte pública e acupuntura urbana fecham o ciclo de debates

O Fórum Internacional de Arquitetura e Urbanismo continuou a pleno vapor no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. O Rio Academy concluiu suas atividades com a fase prática, onde os participantes estudantes e profissionais desenvolveram projetos como uma forma de presentear a cidade no ano que completa 450 anos. Iniciada na quarta-feira, dia 22, a segunda etapa do evento segue a dinâmica dos talks pela parte da manhã e o resto do dia para o desenvolvimento dos projetos.

Como o projeto "Espaços de Paz" está transformando os espaços comunitários na Venezuela

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O projeto "Espaços de Paz" está convertendo "áreas de perigo" em "áreas de paz", através do projeto participativo em áreas violentas do país. Liderado pelo escritório venezuelano PICO Estudio, o projeto é o resultado de uma oficina de seis semanas de duração que envolveu cinco grupo de arquitetos - venezuelanos e de outros países. Cada grupo focou no desenvolvimento de um projeto para uma comunidade específica.

Através da transformação dos espaços utilizados, como terrenos vazios e áreas de lixão não regulamentadas, os projetos procuram criar "dinâmicas sociais que convidassem a novas formas de convivência e relações nas comunidades, transformando as categorias fundamentais que regem a vida cotidiana: o uso do tempo e do espaço". A participação da comunidade foi essencial para essa iniciativa.