Como parte de uma iniciativa da LIGA, um espaço independente fundado na Cidade do México em 2011, que promove a arquitetura contemporânea latino-americana por meio de exposições, publicações, eventos, palestras e oficinas, foi inaugurada, no dia 21 de abril, a mostra “Registro: Museo Tamayo”, que integra a iniciativa LIGA-ARCHIVOS. Nesta ocasião, apresentou-se uma releitura do edifício projetado pelo arquiteto Teodoro González de León e construído em 1981 na Primeira Seção do Bosque de Chapultepec.
BUGA Pavilhão de Fibra / ICD/ITKE Universidade de Stuttgart. Image Cortesia de ICD/ITKE University of Stuttgart
Voltemos à primeira aula de estrutura e a classificação dos esforços estruturais. Na maioria das estruturas, sejam elas naturais ou criadas pelo homem, primordialmente são as forças de compressão as que mais atuam. Tratam-se dos esforços empreendidos com cargas iguais e opostas, aplicadas na direção interna à superfície, tendendo a um encurtamento da peça em uma direção, ou comprimindo-a, como o nome diz. Não é difícil encontrar exemplos disso: por exemplo, uma parede de pedra ou um tronco de madeira resistem ao peso de uma cobertura através dos esforços internos de compressão, inerentes de cada material. Esforços de tração, por outro lado, tendem a alongar a peça no sentido da reta de ação da força aplicada. O aço é um material com boa resistência à tração, por exemplo. Ele é utilizado no concreto armado justamente nas partes onde a peça é tracionada. Mas também é possível que uma estrutura somente apresente peças tracionadas. É o caso das estruturas de membrana, tensionadas, ou tenso-estruturas, que consistem no uso de superfícies tracionadas por conta da ação de cabos ou cordas e cabe aos mastros absorverem os esforços de compressão.
Por mais revolucionário que o setor da construção civil possa parecer hoje em dia, ele é atualmente responsável por quase 40% das emissões mundiais de dióxido de carbono, 11% das quais são resultado da fabricação de materiais de construção, como aço, cimento e vidro. Alguns anos depois, após uma pandemia global que acarretou mudanças de rotina e provas incontestáveis da mudança climática, as emissões de CO₂ ainda estão em ascensão, atingindo um máximo histórico em 2020, de acordo com o Relatório da Situação Global de Edifícios e Construção de 2020. Embora muito progresso tenha sido feito por avanços tecnológicos, estratégias e conceitos de projeto e processos de construção, ainda há um longo caminho a percorrer para reduzirmos as emissões de carbono a um mínimo ou quase zero no desenvolvimento de ambientes construídos.
As grandes cidades e a rotina conturbada da vida urbana cada dia mais revelam a necessidade de momentos de relaxamento visando saúde física e mental. Essa preocupação se tornou ainda mais evidente depois dos longos períodos de quarentena da pandemia de Covid-19, quando a desconexão com a rotina ficou ainda mais difícil. Assim, nos últimos anos, cada vez mais as pessoas têm procurado atividades e lugares que proporcionem esse descanso.
Biblioteca Jose Vasconcelos / Taller de Arquitectura X / Alberto Kalach. Image Cortesía de Taller de Arquitectura X / Alberto Kalach
Ao longo dos anos, o design de interiores evoluiu de acordo com as necessidades que vão se apresentando, mas sobretudo de acordo com as experiências que se busca provocar no usuário. Nos últimos dois anos, testemunhamos uma mudança radical e um interesse especial por este assunto, pois a pandemia nos obrigou a prestar mais atenção na configuração dos espaços que habitamos. Isto fez com que surgissem projetos muito mais integrais, que atendem ao bem-estar do usuário, combinando cores, experiências sensoriais, tecnologia e elementos naturais que promovem a saúde.
Em termos gerais, as artes cênicas são todas aquelas disciplinas que ocorrem em um palco, embora a dança, o teatro e a música sejam os três eixos principais. No entanto, desfiles, procissões religiosas, festas populares e carnavais também têm uma clara dimensão de palco. É por isso que o espaço de palco é tão importante não só para as apresentações destas disciplinas, mas também para a realização de todo um processo corporal e espacial que se apoia na arquitetura.
Não há nada de novo em viver comunitariamente. A história mostra as moradias se aglutinam devido tanto pelas necessidades em comum quanto para a concentração de recursos. Hoje, devido ao crescimento populacional, ao adensamento urbano e preços dos imóveis, arquitetos e urbanistas têm procurado achar alternativas para habitações compartilhadas, também chamadas de co-living. Esses novos modos de morar exploram uma variedade de formas e configurações espaciais coerentes com o que se espera do futuro.
Os espaços educativos são ambientes que evoluíram ao longo dos anos em resposta aos avanços tecnológicos e às novas formas de ensino que buscam se concentrar cada vez mais em métodos flexíveis, permitindo a cada estudante traçar seu próprio caminho com base em um sistema comum. A importância desses espaços reside no fato de serem pontos de encontro que atendem às nossas necessidades sociais de compartilhar ambientes físicos voltados para sistemas educacionais muito mais horizontais e inclusivos, como é o caso do Centro de Deficientes Visuais, projetado pelo Taller de Arquitectura Mauricio Rocha + Gabriela Carrillo, que busca gerar diferentes experiências sensoriais por meio dos materiais, da luz e das temperaturas geradas tanto dentro quanto fora dos espaços.
Os mais de 5000 novos projetos publicados ao longo de 2021 fazem do ArchDaily a maior bilioteca online de arquitetura do mundo. A equipe curatorial do ArchDaily pesquisa, contata escritórios, prepara e apresenta projetos construídos em todo o mundo diariamente com o objetivo de oferecer inspiração, conhecimento e ferramentas aos nossos leitores que contribuem na criação de melhores ambientes construídos.
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