Há pouco mais de seis meses, a Federação de Associações de Arquitetos da República Mexicana convocou os/as jovens arquitetos/as mexicanos/as a participar da Terceira Bienal de Jovens Arquitetos com o objetivo de identificar, reconhecer e difundir suas melhores obras. Uma bienal de jovens arquitetos que permitiu, por meio de análise e crítica, uma reflexão sobre a arquitetura contemporânea responsável e com soluções sustentáveis.
O Architecture MasterPrize celebra o melhor em excelência de design e inovação nos campos do design arquitetônico, de interiores e paisagístico. O programa de prêmios dedica-se a exibir e promover talentos excepcionais, bem como o valor da arte e da ciência da arquitetura para enriquecer nossas vidas. Um júri composto por renomados/as arquitetos/as, profissionais do setor e acadêmicos/as avalia os projetos inscritos em 41 categorias nas disciplinas de arquitetura, design de interiores e paisagismo. O AMP homenageia e premia os talentos daqueles que superam limites e estabelecem novos padrões, transformando o comum em algo verdadeiramente extraordinário e inspirando outras pessoas, hoje e para as próximas gerações.
No dia 17 de junho passado, a Suprema Corte de Justiça da Nação do México (SCJN) emitiu uma sentença histórica na qual ordena ao Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI) gerar dados estatísticos desagregados sobre a população em assentamentos informais ou precários em todo o território nacional. Esta resolução traz à tona o debate sobre o papel que juízes e juízas podem e devem desempenhar ao adotar decisões que impactam diretamente o urbanismo, o ordenamento territorial, nossas cidades e nossas moradias.
Este artigo sobre habitação no México tem como objetivo compreender a cidade em que vivemos. A orientação dos/as especialistas foi crucial para entender um pouco de sua complexidade. Agradecimentos especiais a Josefina McGregor, Andrés Sañudo e Rosalba Loyde pelos conhecimentos compartilhados para a realização deste artigo.
Quando o confinamento chegou às nossas vidas no México, em março, devido à COVID-19, a hashtag #YoMeQuedoEnCasa nunca se tornara tão relevante. No entanto, com o passar dos dias, o lema foi substituído por #ParaQuedarseEnCasaHayQueTenerUna após alguns veículos de imprensa e coletivos cidadãos denunciarem a tentativa de despejo de um idoso de seu apartamento no Edifício Trevi em plena quarentena. Esses despejos vêm ocorrendo de maneira gradual, como o do repórter Carlos Acuña em agosto de 2019.
A Jornada de Distanciamento Saudável no México começou em 23 de março de 2020, mas algumas semanas antes, mesmo diante da recomendação do Governo Federal de continuar as atividades normalmente, nas redes sociais já se lia sobre pessoas que optavam por replicar o modelo europeu e se autoisolar. De imediato, alguns escritórios de arquitetura tomaram a decisão de fechar seus espaços físicos e transferi-los para o modelo de trabalho remoto, enquanto para outros o processo levou mais semanas. No entanto, este momento de distanciamento social e físico (espacial) é vivenciado de forma diferente em cada lar. Nos meses em que esta pandemia se desenvolveu, evidenciou-se não apenas a desigualdade em relação às necessidades básicas em áreas urbanas densas, mas também a fragilidade de como a ordem social foi estabelecida. Seja em escala macro ou micro, todas essas experiências acontecem e são influenciadas pelo ambiente construído, transformando a arquitetura em juíza e parte da equação.
A região de Guadalajara, no México, é conhecida por ser uma das áreas urbanas mais importantes do país, figurando entre as mais populosas ao lado da Cidade do México, Tijuana, Estado do México, Monterrey, entre outras. No entanto, o crescimento exponencial que as cidades experimentaram no século XX resultou em uma mancha urbana que se expandiu para almém dos limites geográficos originais. A capital do estado de Jalisco não foi exceção e, como consequência desse processo, delimitou-se a Zona Metropolitana de Guadalajara (ou Área Metropolitana de Guadalajara), que reúne os principais municípios que circundam a capital.
O design solar na arquitetura contemporânea está enraizado na guinada sustentável da profissão. A relação entre arquitetura e energia está atrelada tanto a estratégias passivas quanto ao desempenho proporcionado por inovações tecnológicas mais recentes. Como uma das formas de começar a enfrentar a crise climática global e as emissões de gases de efeito estufa, o design solar está redesenhando cidades e a arquitetura em todo o mundo.
O dia 20 de julho é a data em que a Colômbia celebra sua independência do domínio espanhol sobre o território. Dois séculos depois, a ideia de independência é debatível. Embora a república colombiana seja, de fato, independente (por constituição), existem legados colonizadores que ainda imperam estruturalmente na sociedade atual.
A cidade de Mérida – capital do estado de Yucatán, no México – é uma das regiões que tem experimentado um importante boom na arquitetura nos últimos anos, impulsionada pelo talento emergente que vem conquistando prêmios e bienais em todo o país. Devido ao seu clima tropical, a arquitetura local responde a condições geográficas específicas que fazem da cidade um dos destinos mais visitados.
Devido aos recentes acontecimentos relacionados à COVID-19, o governo da Cidade do México, em conjunto com a Comissão para a Reconstrução da Cidade do México, anunciou que o plano de reconstrução relacionado aos terremotos de 19 de setembro de 2017 não será suspenso; assim, serão adotadas medidas sanitária e de distanciamento para permitir a continuidade dos auxílios e processos.
A arquitetura tradicional baseia-se na compreensão complexa do habitar, na produção e transmissão coletiva de saberes e na construção por meio de processos comunitários de ajuda mútua que fortalecen o tecido social, a identidade cultural e o vínculo territorial. Ou seja, trata-se de uma prática de autoprodução comunitária na qual os/as próprios/as habitantes, sem intermediários/as, gerem os múltiplos processos envolvidos na materialização de seu habitat, apoiando-se sempre na inteligência coletiva. Atualmente, a arquitetura passou de bem comum a uma linguagem exclusiva de poucos na qual, embora ainda necessite da participação organizada de diversos agentes, sua produção é atribuída a um/a autor/a: um ente individual que, sem possuir os múltiplos saberes necessários para concretizar uma obra do início ao fim, é reconhecido/a como a mente mestra por trás de todos os processos. A profissionalização da arquitetura não apenas individualizou o discurso e complexificou a transmissão de conhecimentos, mas também discriminou e rejeitou os saberes produzidos à margem das instituições acadêmicas, de classe e governamentais, rotulando-os como precários e abrindo, assim, as portas para o racismo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126611/arquitetura-e-racismo-quando-o-design-e-aplicado-como-ferramenta-colonialMariana Ordoñez y Jesica Amescua