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Arquitetos: Francisco Pardo Arquitecto
- Área: 8310 m²
- Ano: 2020


O dia 20 de julho é a data em que a Colômbia celebra sua independência do domínio espanhol sobre o território. Dois séculos depois, a ideia de independência é debatível. Embora a república colombiana seja, de fato, independente (por constituição), existem legados colonizadores que ainda imperam estruturalmente na sociedade atual.



Um dos fatores mais importantes ao projetar é o clima específico do local, o que pode representar um desafio em climas extremos, exigindo o uso de materiais isolantes que se adaptem às constantes mudanças de condições. No entanto, tratando-se do México e de seu clima privilegiado, essa condição joga a favor dos/as arquitetos/as, permitindo a criação de microclimas e espaços que diluem a transição entre o interior e o exterior.


No dia 17 de junho passado, a Suprema Corte de Justiça da Nação do México (SCJN) emitiu uma sentença histórica na qual ordena ao Instituto Nacional de Estatística e Geografia (INEGI) gerar dados estatísticos desagregados sobre a população em assentamentos informais ou precários em todo o território nacional. Esta resolução traz à tona o debate sobre o papel que juízes e juízas podem e devem desempenhar ao adotar decisões que impactam diretamente o urbanismo, o ordenamento territorial, nossas cidades e nossas moradias.


Em 1977, um artigo do The New York Times escrito por Carter B. Horsley proclamava “o auge dos glamorosos tijolos de vidro”: antes um material “de segunda categoria”, os tijolos de vidro começavam a ganhar aceitação entre arquitetos em projetos residenciais e de restaurantes por sua translucidez, privacidade, interesse visual e senso de ordem. Após o uso breve, mas generalizado, de tijolos de vidro, muitos agora associam o material a estilos arquitetônicos desatualizados dos anos 80, uma estética que poucos parecem interessados em reviver. No entanto, arquitetos contemporâneos pioneiros começaram a usar esse material exclusivo de maneiras novas e distintamente modernas, seja para banheiros elegantes e minimalistas, bares e restaurantes industriais, janelas residenciais vintage ou até fachadas urbanas experimentais. Como Horsley afirmou, parece que os tijolos de vidro glamourosos estão no auge - de novo.

Este artigo sobre habitação no México tem como objetivo compreender a cidade em que vivemos. A orientação dos/as especialistas foi crucial para entender um pouco de sua complexidade. Agradecimentos especiais a Josefina McGregor, Andrés Sañudo e Rosalba Loyde pelos conhecimentos compartilhados para a realização deste artigo.
Quando o confinamento chegou às nossas vidas no México, em março, devido à COVID-19, a hashtag #YoMeQuedoEnCasa nunca se tornara tão relevante. No entanto, com o passar dos dias, o lema foi substituído por #ParaQuedarseEnCasaHayQueTenerUna após alguns veículos de imprensa e coletivos cidadãos denunciarem a tentativa de despejo de um idoso de seu apartamento no Edifício Trevi em plena quarentena. Esses despejos vêm ocorrendo de maneira gradual, como o do repórter Carlos Acuña em agosto de 2019.


A arquitetura tradicional baseia-se na compreensão complexa do habitar, na produção e transmissão coletiva de saberes e na construção por meio de processos comunitários de ajuda mútua que fortalecen o tecido social, a identidade cultural e o vínculo territorial. Ou seja, trata-se de uma prática de autoprodução comunitária na qual os/as próprios/as habitantes, sem intermediários/as, gerem os múltiplos processos envolvidos na materialização de seu habitat, apoiando-se sempre na inteligência coletiva. Atualmente, a arquitetura passou de bem comum a uma linguagem exclusiva de poucos na qual, embora ainda necessite da participação organizada de diversos agentes, sua produção é atribuída a um/a autor/a: um ente individual que, sem possuir os múltiplos saberes necessários para concretizar uma obra do início ao fim, é reconhecido/a como a mente mestra por trás de todos os processos. A profissionalização da arquitetura não apenas individualizou o discurso e complexificou a transmissão de conhecimentos, mas também discriminou e rejeitou os saberes produzidos à margem das instituições acadêmicas, de classe e governamentais, rotulando-os como precários e abrindo, assim, as portas para o racismo.

Sendo uma das cidades e centros de negócios mais importantes do México, Monterrey está inserida no território de Nuevo León, estado localizado na Região Noroeste do país que faz fronteira com o Texas, delimitando uma parte importante da fronteira entre o México e os Estados Unidos. Com uma área de pouco mais de 451,30 km² e altitude média de 500 metros acima do nível do mar, o município limita-se ao norte com as cidades de San Nicolás de los Garza e General Escobedo; ao sul com San Pedro Garza García e Santiago; a leste com Guadalupe, Juárez e Cadereyta; e a oeste com Santa Catarina e García.


A Jornada de Distanciamento Saudável no México começou em 23 de março de 2020, mas algumas semanas antes, mesmo diante da recomendação do Governo Federal de dar continuidade às atividades normalmente, nas redes sociais já se viam pessoas que optavam por replicar o modelo europeu e se isolar voluntariamente. De imediato, alguns escritórios de arquitetura decidiram fechar seus espaços físicos e adotar o modelo de trabalho remoto, enquanto outros levaram mais tempo. Contudo, este momento de distanciamento social e físico (espacial) é vivenciado de maneira diferente em cada lar. Ao longo dos meses de desenvolvimento desta pandemia, evidenciou-se não apenas a desigualdade no acesso a necessidades básicas em áreas urbanas densas, mas também a fragilidade da própria ordem social estabelecida. Seja em escala macro ou micro, todas essas experiências ocorrem e são influenciadas pelo ambiente construído, transformando a arquitetura em juiz e parte da equação.
PRODUCTORA é um escritório de arquitetura com sede na Cidade do México, composto por Abel Perles (1972, Argentina), Carlos Bedoya (1973, México), Víctor Jaime (1978, México) e Wonne Ickx (1974, Bélgica). O trabalho do grupo caracteriza-se pela ênfase em geometrias precisas, no intuito de gerar projetos legíveis com gestos claros, e pela busca de edifícios atemporais em suas soluções materiais e espaciais.