No início do mês a BauhausDessau foi animada pelo Bauhaus Festival. Intitulado "Circus, Circus – from Black to White", o evento tinha como objetivo proporcionar toda a diversão de uma feira, porém, com um toque monocromático -- em oposição às tradicionais cores vibrantes associadas aos circos. O evento também foi uma oportunidade de apresentar o legado de um dos maiores artistas que lecionou na Bauhaus, László Moholy-Nagy, cujos experimentos em filme e novas mídias se encaixam bem na natureza performática do circo. O fotógrafo Laurian Ghinitoiu viajou até o evento para registrar as festividades e a interação com o famoso edifício de Walter Gropius.
Projetado pro Zaha Hadid Architects, e após uma década entre desenho e construção, os novos escritórios do porto de Antuérpia (Bélgica) abriram suas portas. Uma nova e monumental estrutura é colocada sobre uma estação de bombeiros remodelada, para se converter no escritório central do segundo maior porto da Europa, com capacidade para 500 funcionários.
O fotógrafo Laurian Ghinitoiu visitou o projeto para capturar a forma única do mais recente projeto completado pelo escritório de Zaha Hadid.
No início deste ano, o Vitra Schaudepot, localizado no Vitra Campus, foi oficialmente inaugurado. A mais recente de uma série de estruturas projetadas por arquitetos renomados ou emergentes, este espaço é o segundo projeto de Herzog & de Meuron neste campus. Concebido como "uma instalação de armazenamento" que apresenta um apanhado geral da extensa coleção de móveis e luminárias do Vitra Design Museum, os mais de 400 objetos oferecem "uma introdução compreensível da história do design de móveis". Com um café e uma nova entrada para os visitantes do museu, o edifício também pode receber exposições temporárias. Veja, a seguir, os registros fotográficos de Laurian Ghinitoiu dessa nova obra em Weil am Rhein.
Para Mauricio Pezo e Sofía Von Ellrichshausen, o papel do arquiteto vai muito além de lidar com problemas funcionais, bem como sociais, sustentáveis e de segurança. "É claro que a arquitetura em sua essência consiste em solucionar problemas, e os problemas mudam constantemente", diz von Ellrichshausen nesta entrevista com aThe Architectural Reviewfora de seu Pavilhão Vara na Bienal de Veneza de 2016. “Mas provavelmente o que abrange a arquitetura é muitas vezes maior do que o problema abordado inicialmente. Portanto, pensamos na arquitetura em termos de sua grande abrangência, incorporando valores e não necessariamente propondo uma solução".
Ano passado, convidamos estudantes de todo o mundo a compartilharem seus projetos que foram construídos como parte de seus estudos. As respostas foram tão impressionantes que resolvemos repetir o chamado este ano. Então, há dois meses, unimos forças com o ArchDaily e com as quatro páginas do ArchDaily en Español para lançar uma chamada de trabalhos, e mais uma vez as respostas ultrapassaram as expectativas. Com mais de 100 propostas enviadas, a qualidade dos projetos foi tão alta que tivemos que organizar uma publicação ainda mais extensa esse ano, reunindo 36 projetos de 20 países. Veja, a seguir, os melhores projetos de estudantes de 2016.
Esta entrevista, apresentada em parceria com PLANE—SITE, Jack Self—cocurador do Pavilhão Britânico na Bienal de Veneza de 2016—revela como o "fronte" da arquitetura britânica hoje em dia não é apenas uma crise imobiliária, mas "uma crise do lar". Ao apresentar provocadoramente "o banal", Self revela porquê a participação britânica na Bienal de Veneza de 2016 propõe cinco novos modelos para a vida doméstica, cada um curado pelo tempo da ocupação doméstica.
https://www.archdaily.com.br/pt/794413/video-projetando-atraves-do-tempo-nil-economia-domestica-na-bienal-de-veneza-2016AD Editorial Team
Como parte da cobertura do ArchDaily sobre a Bienal de Veneza 2016, apresentamos uma série de artigos escritos pelos curadores das exposições e instalações à mostra no evento.
Qualquer arquitetura é exibicionista. Exposições não são simplesmente locais para apresentação da arquitetura, são locais para a incubação de novas formas de arquitetura e novos meios de se pensar sobre arquitetura [1] – Beatriz Colomina
Uma bienal de arquitetura pode ser mais do que um local para apresentar e celebrar o status quo da produção arquitetônica. O estado de exceção da Bienal é sua distância espacial de onde as pessoas normalmente tentam abrir espaço para examinar e questionar criticamente as condições da produção e do trabalho cotidianos. Contudo, tecnologicamente falando, hoje em dia é possível mais do que nunca antes, no entanto, nos anos recentes, a latitude criativa dos arquitetos têm sido bastante refreada por uma enorme —e crescente—pressão de regulamentações e regras. Contra este cenário, a exposição arquitetônica tem se tornado cada vez mais um meio relevante para uma prática crítica da arquitetura. Compreendido nestes termos, uma exposição não é mais apenas um local para representar arquitetura ex post facto, como ainda é vista hoje em dia. Em vez disso, o fato de que a autonomia do espaço da exposição e sua distância do mundo “real” da arquitetura pública e privada, tem um potencial que está sendo cada vez mais reconhecido e utilizado. Exposições estão se tornando um local para pesquisar e produzir uma prática arquitetônica experimental e crítica: um local não para a apresentação de produtos finalizados, mas para a produção de conteúdo. As limitações e licenças simultâneas para se vivenciar, emprestados pela exposição focado no objeto de pesquisa, permitindo a emergência de novas ideias, interpretações e significados. Isto remete a se questionar o suposto limite entre arquitetura e exposição. Investigação se torna uma forma de apresentação.
Como parte da cobertura do ArchDaily Brasil na Bienal de Veneza 2016, estamos apresentando uma série de artigos escritos pelos curadores das exposições e instalações à mostra no evento.
A floresta amazônica é nossa fronteira: batalhas constantes estão sendo travadas para preservar a maior fonte de biodiversidade, produção de oxigênio e regulação climática do planeta.
A Amazônia é também o fronte de batalha entre a visão ancestral de seus habitantes e a visão moderna da sociedade ocidental em relação ao seu território. Se fossemos aprender com o conhecimento indígena, agora ameaçado pela hegemônica "civilização ocidental", daríamos vez a visões sem precedentes sobre medicina, nutrição e a produção sustentável da floresta tropical. A dissolução desta última fronteira teria implicações globais e poderia mudar o modo como vemos nosso mundo.
Como parte da cobertura do ArchDaily sobre a Bienal de Veneza 2016, apresentamos uma série de artigos escritos pelos curadores das exposições e instalações à mostra no evento.
O título "To Live Is To Be Slowly Born: Kashef Chowdhury" se relaciona com o processo da arquitetura, que pode se materializar lentamente e por isso também se refere à arquitetura, à paciência e à significativa existência dos edifícios em seus ambientes fragilizados.
A instalação é um labirinto de vidro que o visitante cruza para chegar a um ambiente interno. O vidro é transparente –portanto, uma abordagem alternativa à manifestação arquitetônica do "labirinto": espaço antigo de trama e descobrimento. Refere-se à ideia de que embora uma pessoa tenha uma visão clara de suas intenções, o caminho para se chegar a isto talvez não seja direto, mas um tanto quanto "labiríntico", nas zonas econômicas e climáticas em que o arquiteto opera. Isto é, pode-se ver claramente, mas não progredir não é fácil.
"Making Heimat. Germany, Arrival Country" [Construindo um lar. Alemanha, país de chegada] é uma resposta à chegada de mais de um milhão de refugiados na Alemanha em 2015. As expectativas para 2016 são similares. A necessidade de habitação é urgente, mas urgente também é a necessidade de novas ideias e abordagens confiáveis para a integração. Portanto, a exposição é composta por três partes: a primeira parte investiga os abrigos físicos dos refugiados - as soluções reais que foram construídas para lidar com a necessidades urgentes. A segunda parte busca definir as condições que devem estar presentes numa "cidade de chegada" a fim de transformar refugiados em imigrantes. A terceira parte da exposição é o conceito de design espacial do pavilhão alemão, que abordará a situação política contemporânea. O grupo"Something Fantastic" planejou e organizou a apresentação de arquitetura e design gráfico.
Neste vídeo, Jesús Granada visita o Pavilhão Nórdico e a exposição "In Therapy" na Bienal de Veneza deste ano. O vídeo apresenta uma série de imagens estáticas que mostram a instalação central da exposição - uma pirâmide escalonada, ou zigurate - e sua série de "ambientes sem paredes" para a reflexão. O pavilhão em si, construído em 1969, foi projetado por Sverre Fehn para refletir e concretizar algumas ideias sobre a sociedade Nórdica e sua arquitetura - inclusive mostrando um certo sentido de abertura. Este ano, portanto, o pavilhão foi organizado como uma extensão do espaço público do Giardini.
https://www.archdaily.com.br/pt/790966/video-ascend-the-ziggurat-in-the-nordic-pavilion-at-the-2016-venice-biennaleAD Editorial Team
Os arquitetos no Reino Unido foram submetidos a um mês de altos e baixos monumentais. O Tate Modern, extensão de Herzog & de Meuron, (conhecido como Switch House) abriu suas portas na sexta-feira, 17 junho. Seis dias depois, na quinta-feira seguinte, 23 de junho, o país proclamou seu desejo (mal-planejado) de sair da União Europeia. Seria fácil ver os dois eventos em separado, sem sobreposição óbvia. Mas na verdade o Tate parece ter uma simbiose estranha com a decisão Brexit - promovendo inclusive uma visão enfática contra ela.
A participação brasileira na Bienal de Veneza deste ano - JUNTOS- consiste na reunião de quinze projetos realizados em diversas regiões do país e que abrangem uma grande gama de abordagens do tema da Biennale: Reporting from the Front. Perguntamos a alguns dos idealizadores dos projetos que fazem parte de Juntos suas opiniões acerca do pavilhão do Brasil e da contribuição de seus projetos ao pavilhão e à própria Bienal, veja suas respostas, a seguir:
No último dia 11, a Bienal Europeia de Arte Contemporânea, também conhecida como Manifesta, deu início aos seus cem dias de duração na cidade de Zurique, Suíça. O elemento central do festival é uma plataforma flutuante de madeira no Lago Zurique, conhecida como Pavilhão das Reflexões. A estrutura temporária foi projetada e construída pelo Studio Tom Emerson e uma equipe de trinta estudantes do ETH Zurich. Christian Jankowski, curador do Manifesta 11, descreveu a exposição como "uma plataforma flutuante multi-funcional com uma gigantesca tela de LED, um apoio para os espectadores, uma piscina e um bar."
Neste contexto, um emocionado Alejandro Aravena, curador desta edição da Bienal de Veneza e primeiro sul-americano a desempenhar este papel, apresentava as últimas notícias acerca de "Reporting from the Front", a 15ª Mostra de Arquitetura que abriu suas portas ao público do dia 28 de maio:
Tanto a Bienal, quanto os arquitetos convidados, ou os que estão trabalhando na curadoria, não pretendem outra coisa senão abrir um debate que possibilite que a arquitetura e a cidade melhorem a qualidade de vida, e que os arquitetos possam compartilhar seu conhecimento para alcançar esse objetivo.
Não é a mesma coisa colocar estas questões em nossos espaços comuns de fala e colocar-las no Palácio Presidencial. De alguma forma, este evento transmite a mensagem de que estes temas são importantes. Por isso, muito obrigado pela oportunidade de estar aqui.
A presença da Presidente em um acontecimento como este é um símbolo que consolida um capítulo de avanços e conquistas da arquitetura chilena no mundo. Nas últimas décadas, a arquitetura chilena posicionou-se no mundo como uma das produções mais potentes, levando arquitetos nacionais a receber o reconhecimento que há alguns anos atrás não se podia imaginar.
https://www.archdaily.com.br/pt/790397/bienal-de-veneza-2016-reporting-from-chile-ou-do-chile-para-o-mundoPola Mora
Para muitos, pode parecer que os objetivos de Alejandro Aravena com a Bienal de Veneza de 2016 - como ele descreve, "entender quais ferramentas de projeto são necessárias para subverter as forças que privilegiam o ganho individual sobre o benefício coletivo"—são irrepreensíveis. Apesar destes objetivos, um grande número de comentadores surgiram, levados pelo talvez mais fervoroso Patrik Schumacher, criticando a Biennale. Neste artigo, originalmente publicado no site do The Architecture Foundation como "Holier than thou," Phineas Harper responde a estas críticas.
A virada mais surpreendente da Bienal de Veneza deste ano não foi a exposição em si, mas a reação de seus críticos. Poucas horas após sua inauguração, a internet estava repleta de murmúrios depreciativos sobre a exposição: "até que vale a pena," "moralizante," "mais santo que você," "careta," "sinalizador de virtudes," entre outros. Arquitetos ativos no Twitter não se impressionaram.
Mas o que exatamente eles estão odiando tanto? A Biennale exibiu princialmente algumas práticas que enxergaram o sofrimento no mundo e, através de seu trabalho, de alguma forma ou de outra, buscam diminuir isso.Como uma proposta tão cheia de compaixão gerou uma reação tão mesquinha?
O pavilhão do Reino Unido para a Expo Milão 2015, intitulado The Hivee projetado por Wolfgang Buttress, foi relocado para o jardim botânico do centro de Londres. A impressionante (e fotogênica) colmeia metálica foi concebida para oferecer aos visitantes uma ideia da vida de uma abelha operária; seus 169.300 componentes de alumínio - que atingem 17 metros de altura e são iluminados por centenas de luzes LED - criam uma experiência que coloca em foco a importância deste inseto polinizador. Após a reconstrução da instalação, o fotógrafo Laurian Ghinitoiu voltou suas lentes para o pavilhão em seu novo contexto.