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Arquitetos: Studio Hashimura, nao architects office
- Área: 135 m²
- Ano: 2025


O Japão, conhecido por sua elevada longevidade, enfrenta uma transição demográfica crítica. À medida que o envelhecimento populacional avança, cresce também a demanda por espaços bem projetados e concebidos com sensibilidade para apoiar o cuidado de idosos. Tradicionalmente, a atividade de cuidar estava intrinsecamente ligada à vida familiar, recaindo frequentemente sobre as mulheres em uma sociedade patriarcal. No entanto, com a progressiva dissolução das famílias grandes tradicionais e a consolidação da família nuclear como norma, o cuidado de idosos passa a depender cada vez mais de serviços de assistência social e de instalações especializadas.
Esse cenário impõe um desafio arquitetônico profundo e crescente: como os ambientes de acolhimento podem não apenas atender às necessidades médicas e de enfermagem, mas também promover a dignidade individual, o conforto e interações humanas e não humanas? O projeto ideal para instalações de acolhimento de idosos equilibra a funcionalidade clínica com as nuances do cotidiano — para as próprias pessoas idosas, para aquelas que enfrentam dificuldades decorrentes de condições como a demência, para suas famílias e para os profissionais de cuidado que as apoiam.

A arquitetura e suas qualidades atmosféricas há muito são objeto de discussão, mas alcançar um consenso sobre o assunto continua sendo uma tarefa complexa. Isso ocorre, em grande parte, porque a experiência espacial é profundamente pessoal — enraizada em emoções, percepções sensoriais e preferências individuais difíceis de articular apenas com palavras. A maneira como cada pessoa percebe, sente e interage com um espaço adiciona outra camada de complexidade, tornando desafiador definir e concordar sobre seu impacto atmosférico. Ainda assim, arquitetos/as e designers buscam continuamente moldar ambientes que não sejam apenas funcionais e confortáveis, mas também capazes de evocar emoções e deixar uma impressão duradoura em seus ocupantes.

O Tokyo International Forum, projetado por Rafael Viñoly Architects, foi homenageado com o prestigiado AIA Twenty-five Year Award. Celebrando seu “caráter transparente distintivo e capacidade de engajamento com o público na maior área metropolitana do mundo”, o escritório foi inicialmente selecionado para projetar a estrutura por meio do primeiro concurso internacional de projeto do Japão, promovido por Kenzo Tange, arquiteto da Prefeitura de Tóquio e primeiro japonês laureado com o prêmio Pritzker.

O vomitório e sua finalidade constituem um dos equívocos mais comuns da história da arquitetura. Diz-se que o vomitório era uma sala adjacente aos banquetes romanos, onde os/as convidados/as podiam purgar socialmente o conteúdo de seus estômagos antes de retornar à festa com capacidade renovada. Embora essa teoria não seja inteiramente fictícia — já que se sabe que os romanos de fato praticavam a regurgitação habitual, possivelmente como um sinal de extrema riqueza —, não há motivos para acreditar que existisse um espaço específico dedicado a essa prática.
O uso original do termo "vomitório" — derivado da mesma raiz latina "vomere" (vomitar) — refere-se, na verdade, a um espaço que permite a um grande edifício esvaziar rapidamente seu conteúdo. Um vomitório, portanto, nada mais é do que um corredor. Trata-se, especificamente, de um corredor amplo e arterial que conduz a — ou provém de — um espaço público de grande capacidade, como um teatro, arena ou estádio, projetado com o objetivo de permitir que o maior número possível de pessoas entre ou saia do local o mais rápido possível. Um vomitório bem projetado, por exemplo, é essencial para procedimentos eficientes de evacuação de emergência. No entanto, mesmo no cotidiano, a capacidade de deslocar grandes volumes de público agiliza a rotatividade do espaço e proporciona uma experiência coletiva mais agradável.

A história das 'cores neutras' é uma jornada fascinante pela evolução da estética humana e das sensibilidades de design. Estreitamente relacionada à composição de materiais encontrados organicamente na natureza, a harmonia de cores entre brancos, cinzas e tons terrosos desempenhou um papel fundamental na expressão artística, na moda, design de interiores e arquitetura por milênios. Desde os tons discretos das estruturas arquitetônicas de argila, palha, madeira ou tijolo até o estilo de interiores contemporâneo, agora predominante, as cores neutras transcendem fronteiras culturais e continuam ocupando um lugar especial em nossa paisagem visual — oferecendo uma elegância sofisticada e versatilidade que resistiram ao tempo.

Assim como hospitais e consultórios médicos, clínicas odontológicas são locais que costumam trazer ansiedade e angústia aos pacientes, reações que podem ser intensificadas em um ambiente pouco amigável e acolhedor. Ambientes brancos e neutros podem trazer consigo a noção de assepsia e higiene, requisitos essenciais para a arquitetura hospitalar. Porém, a falta de elementos mais acolhedores, como o uso de cores e materiais mais quentes, também pode ser responsável por causar certo distanciamento entre os profissionais e os pacientes, além de reforçar os estereótipos atribuídos às clínicas odontológicas.



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