“Casa é tanto um lugar (…) físico como um conjunto de sentimentos. (…) o lar é uma relação entre materialidade e reinos e processos imaginativos, em que a localização física e da materialidade e os sentimentos e ideias estão unidos e se influenciam mutuamente, ao invés de estarem separados e distintos. (…) a casa é um processo de criação e compreensão de formas de habitação e de pertença. A casa é vivida, bem como imaginava. O que significa casa e como ela se manifesta materialmente é algo que é criado e re-criado de forma contínua através das práticas domésticas de todos os dias, que são, elas próprias, ligadas ao imaginário espacial da casa”.1 A frase supramencionada constitui-se como ponto de partida da presente reflexão, num exercício que marcará de forma significativa a minha abordagem à forma de projetar casas.
Edifício Niemeyer em Belo Horizonte. Image Cortesia de Carlos Alberto Maciel
Como parte de nosso tema mensal (viagem), covidamos alguns escritórios brasileiros e portugueses a sugerirem edifícios e espaços públicos de suas respectivas cidades que merecem uma visita. No Brasil, projetos em Brasília, Rio de Janeiro, Olinda, Fortaleza, Belo Horizonte e Porto Alegre farão alguns de nossos leitores desejarem conhecer melhor o país - ou cruzar o Atlântico para visitar algumas obras nas cidades portuguesas de Guimarães, Porto e Lisboa.
Vendido em chapas padronizadas de 4 pés de largura desde 1928, o compensado tem sido um coringa na construção convencional por quase um século. Dimensionalmente forte, fácil de cortar, leve e capaz de criar uma barreira eficaz, painéis de compensado, OSB, agregados e MDF são onipresentes, particularmente para uso como material de revestimento em sistemas de construção de estrutura de madeira. Barcos, aviões e até partes de automóveis já foram construídos, historicamente, a partir de compensados, antecedendo (ou substituindo) aço, alumínio e fibra de vidro. Como um material simples capaz de ser manipulado e moldado em uma ampla variedade de formas, a chapa foi também usada em móveis e projetos arquitetônicos por modernistas, incluindo Charles e Ray Eames, Eero Saarinen, Alvar Aalto e Marcel Breuer.