Como parte de uma geração de profissionais da fotografia que, nos últimos anos, contribuiu para posicionar a arquitetura mexicana no mapa global, Jaime Navarro é um dos nomes que vivenciou a transição tecnológica que marca uma nova forma de ver e fazer arquitetura. Sendo uma das referências mais reconhecidas na área, a abordagem de Jaime Navarro aponta para uma fotografia que busca contribuir para registrar o belo e o bom de momentos históricos específicos, testemunhando como nos relacionamos, o que nos move e o que transcende as barreiras disciplinares para construir novos futuros. A seguir, apresentamos uma entrevista exclusiva que retrata sua trajetória e a admiração da equipe do ArchDaily.
O estado de Oaxaca, no México, é um dos estados mais visitados anualmente por turistas de todo o mundo devido à sua extensa oferta gastronômica, cultural e arquitetônica, que o consolidaram como um dos destinos mais populares. Localizado na região sudeste do país, possui uma área de 93.757 km² e é dividido em 570 municípios, o que o torna o quinto maior estado do país.
Um dos elementos de maior potencial escultórico da arquitetura é a circulação vertical – sejam rampas ou escadas. E apesar de serem frequentemente desenhadas a partir de uma abordagem puramente funcionalista, em alguns momentos tornam-se a peça fundamental do espaço.
Ao longo da história da arquitetura, instalações efêmeras e pavilhões temporários têm se mostrado estruturas tão importantes quanto edifícios concebidos sem uma data de validade precisa. Estruturas leves, provisórias, recicláveis e fugazes, os pavilhões se tornaram uma importante ferramenta para se falar de arquitetura, extraordinários exemplos que materializam — ainda que por um pequeno intervalo de tempo — o espírito do seu tempo. Transcendendo a sua própria transitoriedade, algumas destas estruturas foram trazidas de volta à vida devido ao seu inestimável valor arquitetônico, como é o caso do famoso Pavilhão Barcelona concebido por Ludwig Mies van der Rohe e Lilly Reich durante a Exposição Internacional de Barcelona em 1929. Entretanto, a maioria destes protótipos permanecem apenas em sua imagens e fotografias, plantas e na experiência do espaço que felizmente, é tão arraigada à arquitetura quanto a sua própria materialidade concreta.
O desenho urbano é um campo do design intimamente relacionado ao planejamento urbano e à arquitetura paisagística; centra-se, em linhas gerais, na interpretação da forma e do espaço público sob critérios físico-estético-funcionais. Diferentes especialistas na área, como Jane Jacobs, Denise Scott Brown, Robert Venturi, Jaime Lerner, Jan Gehl, Kevin Lynch, dedicaram-se a estudar as necessidades das sociedades urbanas nos espaços comuns a fim de oferecer respostas adequadas às questões específicas de cada cidade. Essas questões se renovam de geração em geração, e o espaço público se transforma de acordo com os avanços tecnológicos e as novas formas de nos relacionarmos trazidas por eles; no entanto, o que sempre permanece é o sentimento de pertencimento a esses locais, que só alcançam o sucesso quando as pessoas usuárias os adotam como seus.
Um dos fatores mais importantes ao projetar é o clima específico do local. Isso pode representar uma dificuldade quando se trata de climas extremos, em que é necessário utilizar materiais isolantes que se adaptem a condições variáveis. No entanto, quando se fala do México e de seu clima privilegiado, esse aspecto atua a favor dos/as arquitetos/as, permitindo criar microclimas e espaços que se fundem na transição entre o interior e o exterior.
Os pátios se tornaram um elemento tradicional de projeto, e os efeitos psicológicos que produzem são fundamentais para serem retomados em propostas futuras, pois constituem o ponto de encontro entre o interior e o exterior, o comum e o privado. É uma forma de trazer o sol e a chuva para o interior da casa, abrindo espaço para o acaso de outras trajetórias e vivências que não ocorrem plenamente nos espaços internos. A seguir, apresentamos uma seleção de projetos no México que utilizam o pátio como recurso principal de projeto.
Um dos fatores mais importantes ao projetar é o clima específico do local, o que pode representar um desafio em climas extremos, exigindo o uso de materiais isolantes que se adaptem às constantes mudanças de condições. No entanto, tratando-se do México e de seu clima privilegiado, essa condição joga a favor dos/as arquitetos/as, permitindo a criação de microclimas e espaços que diluem a transição entre o interior e o exterior.
Sendo uma das cidades e centros de negócios mais importantes do México, Monterrey está inserida no território de Nuevo León, estado localizado na Região Noroeste do país que faz fronteira com o Texas, delimitando uma parte importante da fronteira entre o México e os Estados Unidos. Com uma área de pouco mais de 451,30 km² e altitude média de 500 metros acima do nível do mar, o município limita-se ao norte com as cidades de San Nicolás de los Garza e General Escobedo; ao sul com San Pedro Garza García e Santiago; a leste com Guadalupe, Juárez e Cadereyta; e a oeste com Santa Catarina e García.
A "Jornada de Sana Distancia" (Jornada de Distanciamento Saudável) no México começou em 23 de março de 2020, mas algumas semanas antes, mesmo diante da recomendação do Governo Federal de manter as atividades normais, as redes sociais já mostravam pessoas que optavam por replicar o modelo europeu e se autoisolar. De imediato, alguns escritórios de arquitetura tomaron a decisão de fechar seus espaços físicos e adotar o modelo de trabalho remoto, enquanto outros levaram mais algumas semanas. No entanto, esse momento de distanciamento social e físico (espacial) é vivenciado de forma diferente em cada lar. Ao longo dos meses em que a pandemia se desenvolveu, evidenciou-se não apenas a desigualdade no acesso a necessidades básicas em áreas urbanas densas, mas também a fragilidade da forma como a ordem social foi estabelecida. Seja em escala macro ou micro, todas essas experiências acontecem e são influenciadas pelo ambiente construído, tornando a arquitetura juíza e parte da equação.
A *Jornada de Sana Distancia* no México começou em 23 de março de 2020. No entanto, algumas semanas antes, mesmo diante da recomendação do Governo Federal para manter as atividades normais, já era possível ver nas redes sociais relatos de pessoas que optavam por replicar o modelo europeu e se autoisolar. Diante disso, alguns escritórios de arquitetura decidiram imediatamente fechar seus espaços físicos e adotar o modelo de trabalho remoto, enquanto outros levaram mais tempo para fazer essa transição. Contudo, este período de distanciamento social e físico (espacial) é vivenciado de maneira distinta em cada lar. Ao longo dos meses de evolução da pandemia, evidenciou-se não apenas a desigualdade no acesso a necessidades básicas em áreas urbanas densas, mas também a fragilidade do ordenamento social estabelecido. Seja em escala macro ou micro, todas essas experiências ocorrem sob a influência direta do ambiente construído, transformando a arquitetura em juíza e parte dessa equação.
Luis Beltrán del Río García and Andrew Sosa Martínez of Vrtical. Image
A Architectural League of New York anunciou os vencedores do Prêmio Architectural League 2020 para Jovens Arquitetos + Designers. Com foco em novos talentos, o prêmio de maior prestígio da América do Norte incentiva o desenvolvimento de indivíduos distintos e destaca seu trabalho.
A Jornada de Sana Distancia (campanha de distanciamento social) no México começou em 23 de março de 2020, mas algumas semanas antes, mesmo com a recomendação do Governo Federal de continuar as atividades normalmente, as redes sociais já mostravam pessoas que optavam por replicar o modelo europeu e se isolar voluntariamente. Imediatamente, alguns escritórios de arquitetura tomaram a decisão de fechar seus espaços físicos e adotar o modelo de trabalho remoto, enquanto outros levaram mais algumas semanas. No entanto, este momento de distanciamento social e físico (espacial) é vivenciado de maneira diferente em cada lar. Durante os meses de evolução desta pandemia, evidenciou-se não apenas a desigualdade no acesso às necessidades básicas em áreas urbanas densas, mas também a fragilidade da própria ordem social estabelecida. Seja em escala macro ou micro, todas essas experiências acontecem e são influenciadas pelo ambiente construído, transformando a arquitetura em juiz e parte da equação.
O clima talvez seja a mais elementar e fundamental das condicionantes em um projeto de arquitetura. As condições atmosféricas de um determinado lugar podem ser vistas como um desafio e até mesmo, um problema o qual solucionar. Muitas vezes, em climas extremos, é preciso utilizar materiais isolantes e soluções construtivas específicas para poder lidar com a hostilidade das condições ambientais. Entretanto, quando se trata de um país tropical como o México, com seu clima privilegiado, o clima passa a ser um ponto positivo, um aliado dos arquitetos, algo que os permite transitar entre a arquitetura e a paisagem de forma fluida e dinâmica, criando microclimas e espaços que se esparramam para fora ou incorporando a natureza em seu centro, jogando com os limites entre interior e exterior de uma forma criativa e fecunda para a própria arquitetura.