A madeira como recurso construtivo é uma questão milenar, tendo sua origem antes mesmo do desenvolvimento das ferramentas necessárias para trabalhá-la e explorar seu potencial. Este material caracteriza-se principalmente por sua grande versatilidade, cujas ilimitadas formas de uso e grande capacidade de dotar os espaços de atmosferas acolhedoras o tornam uma matéria-prima frequentemente escolhida na arquitetura.
As novas e crescentes demandas por mudança que as cidades apresentam diante do aumento demográfico fazem com que, no momento de projetar, nos deparemos com um tecido amplamente heterogêneo e em constante transformação. O aumento da densidade urbana afeta diretamente o espaço livre disponível para o desenvolvimento de construções novas e independentes, resultando na justaposição de edificações onde a simultaneidade e a coexistência de buscas individuais conduzem a uma conformação variada do tecido urbano.
As ferramentas desenvolvidas em torno do trabalho com a madeira, aliadas às novas técnicas de produção, corte e tratamento do material, permitiram obter gradualmente produtos muito variados e de alta qualidade — com diversos tamanhos, resistências, tonalidades, formas e cores. Esses avanços possibilitaram que a madeira, como recurso, seja capaz de satisfazer as mais variadas demandas da construção civil, atuando como estrutura, fechamento, revestimento ou mobiliário em uma grande quantidade de projetos de arquitetura.
A fotografia de arquitetura se desenvolveu em sua própria expressão artística e pode, às vezes, ser tão importante quanto a própria obra construída. Experienciamos a arquitetura não apenas física e espacialmente, mas também por meio das fotografias. Uma boa reportagem ou série de fotos pode trazer ao espectador a atmosfera do lugar, ainda que esteja distante da obra. A fotografia também é uma forma de documentar o processo do projeto, o uso de materiais, iluminação e elementos arquitetônicos e, como resultado, narrar a história por trás de uma obra.
Para comemorar o Dia Mundial da Fotografia, reunimos uma lista de 25 fotógrafos de arquitetura de todo o mundo que merecem ser conhecidos – e seguidos no Instagram. Esses fotógrafos emergentes foram selecionados por sua capacidade de registrar a arquitetura por meio de um olhar sensível e singular.
Seja como fechamento de um sistema de construção a seco -como Steel ou Timber frame, montado em armações de aço ou perfis de madeira-, ou como revestimento exterior em obras construídas com sistemas tradicionais, a chapa nervurada é uma opção vantajosa quando se trata de pensar os acabamentos externos de um projeto arquitetônico devido a sua economia, sua manutenção mínima e sua versatilidade, permitindo o uso tanto enquanto fechamento vertical quanto como telhados.
A entrada de luz natural, a melhoria das condições de ventilação e a possibilidade de potenciar a ligação com a natureza, sem que isso implique uma perda de privacidade, têm levado os pátios a se tornarem elementos frequentemente adotados e incorporados em muitos projetos arquitetônicos.
Os pátios caracterizam-se por serem áreas abertas ou semicobertas, localizadas no interior de edifícios e têm seus perímetros delimitados por paredes, galerias ou outros elementos. Estes espaços, externos mas contidos, em muitos casos desempenham um papel crucial na configuração e organização do projeto e, em alguns casos, representam a conexão entre os moradores e o exterior.
Os pequenos veículos aéreos não tripulados (UAVs), comumente conhecidos como drones, abriram novas possibilidades para o registro de canteiros de obras. A possibilidade de tirar fotografias aéreas torna possível revelar problemas que muitas vezes são difíceis de capturar através de imagens tirada a altura dos pedestres. Semelhante ao que acontece com os desenhos conhecidos como "planta de cobertura", as fotos aéreas mostram mais claramente as decisões do projeto em relação à implantação, orientação, tipologia, relação com o entorno imediato e construções preexistentes, entre outras questões.
A diferença de nível é uma ferramenta muito utilizada por arquitetos e arquitetas para lidar com a topografia de um determinado terreno. Neste caso, os espaços interiores—em seus múltiplos níveis—refletem algumas das principais estratégias utilizadas pelos projetistas para adaptar ou encaixar um edifício na paisagem topográfica. Desta forma, é muito comum encontrarmos edifícios escalonados e volumes suspensos em terrenos de inclinação acentuada. Além desta condicionante física, por assim dizer, defasagens e desníveis também podem adquirir um caráter funcional, permitindo separar espaços sem a necessidade de construir paredes ou barreiras verticais, segmentando o plano horizontal em diversos níveis—elevados ou rebaixados.
Ao criar espaços arquitetônicos, muitos arquitetos concordam que não só é importante, mas também necessário incorporar a luz natural aos interiores, utilizando diferentes estratégias para regular sua quantidade e definir qualidades como sua tonalidade e direcionamento. Apesar disso, em projetos residenciais, onde as exigências de privacidade são geralmente mais altas do que em, por exemplo, edifícios para usos comuns - escritórios, restaurantes, lojas -, ao definir as características dos ambientes, muitos optam por trabalhar com materiais que garantem maiores graus de proteção visual e que diluem o contato com o exterior público - seja através da incorporação de elementos opacos, seja por meio de envoltórios de revestimento e telas. Entretanto, há alguns materiais que garantem a entrada de uma grande quantidade de luz natural controlada durante o dia, mas sem implicar em perda de privacidade.
FRAM arquitectos é um escritório de arquitetura argentino fundado em 2011 na cidade de Buenos Aires. Com uma produção associada ao desenvolvimento de residências unifamiliares de pequena e média escala, projetadas e construídas tanto em Buenos Aires quanto na província de Río Negro, eles têm investigado as complexidades do habitar doméstico, enveredado por pesquisas materiais de diversa ordem e abordado projetos desafiadores com dimensões mínimas e orçamentos limitados. Paralelamente, têm participado ativamente de sucessivos concursos provinciais e nacionais, buscando ampliar seu alcance projetual e aprofundar o estudo de programas de maior escala.
Foram anunciados os projetos vencedores da primeira edição do Prêmio Nacional de Arquitetura em Tijolos, uma premiação organizada em conjunto pela Sociedad Central de Arquitectos (SCA) e pela Cámara de la Industria de la Cerámica Roja (CICER) que buscou destacar a produção arquitetônica da Argentina baseada no uso de blocos cerâmicos, além de promover o uso generalizado deste material como elemento sustentável e durável a longo prazo nos ambientes urbanos e rurais.
Presente na narrativa do Dilúvio no livro do Gênesis, Noé teria construído uma arca após um chamado de Deus, que decidiu inundar e destruir toda a vida na Terra por conta do mau comportamento da Humanidade. Apenas a família de Noé e um casal de cada espécie de animais poderia entrar na enorme embarcação e se salvar. Na bíblia, a arca é descrita com as medidas exatas de 300 côvados de comprimento por 50 de largura e 30 de altura. Esta era uma unidade utilizada na época, baseada no comprimento do antebraço, desde a ponta do dedo médio até o cotovelo. Um holandês que tem se dedicado a construir uma réplica da Arca de Noé, sem sucesso em encontrar um valor correspondente preciso no sistema métrico, utilizou as medidas do seu próprio corpo como o módulo. Modulação na arquitetura quer dizer adaptar o projeto a um módulo definido, geralmente uma medida base ou um material. Seja um metro, um tijolo, um azulejo ou um container, ela serve para facilitar o processo de projeto e torná-lo mais eficiente e sustentável.