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Arquitetos: Estudio Florida
- Área: 170 m²
- Ano: 2020
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Fabricantes: AutoDesk



A cidade de Buenos Aires possui uma extensão territorial vasta e uma malha urbana heterogênea e de escalas variáveis. Grande parte dos bairros residenciais é constituída por um tecido de uso misto, onde as construções predominantes de décadas atrás são a chamada "casa chorizo" e as habitações em propriedade horizontal, comumente denominadas PH. É interessante observar como, ao longo dos anos, essas edificações foram modificadas devido às mudanças nos códigos de obras, que permitiram a criação de novas tipologias para responder, principalmente, a novas formas de habitar a cidade. A renovação dessas construções, muitas delas destinadas ao uso residencial, também tem sido uma resposta consciente para evitar a sobreedificação em uma cidade já densamente povoada. Embora esse tipo de projeto seja uma prática recorrente em Buenos Aires há vários anos, muitos/as jovens arquitetos/as das novas gerações assumem esses desafios, gerando uma tendência que parece não ter fim e na qual encontramos novas soluções a cada reforma.

O IR Arquitectura não é apenas um escritório, mas se define como uma plataforma de exploração que integra a prática arquitetônica a temas tangenciais, como a cidade, a paisagem, a tecnologia e a sustentabilidade. Fundado por Luciano Intile e Enrico Cavaglià, com sede em Buenos Aires, Argentina, o IR Arquitectura é um coletivo interdisciplinar formado por profissionais de arquitetura, design e diversas outras áreas, que abordam projetos de diferentes escalas e naturezas, aproveitando cada oportunidade para explorar novas soluções e estratégias no que se refere ao habitar contemporâneo, urbano e em estreita relação com o entorno.

Criar espaços de interação social envolve processos de projeto que buscam enfrentar a individualização do ser, fomentando os vínculos e as conexões entre as pessoas. Embora o avanço das tecnologias de informação e comunicação traga novas ferramentas que otimizam o desenvolvimento de certas atividades e funções, seu impacto na sociedade tende, por vezes, a intensificar práticas individuais como o trabalho remoto, atividades físicas à distância por aplicativos ou o consumo digital de bens, serviços e eventos, entre outros. Da arquitetura ao design de interiores, passando pelo urbanismo, inúmeros escritórios emergentes enfrentam o desafio de consolidar espaços de interação social por meio de estratégias de projeto, usos e conexões naturais que evitem a substituição do espaço físico pelo virtual.

Há seis anos, Susan Szenasy e eu tivemos a honra de entrevistar o juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos, Stephen Breyer, para a revista Metropolis . Durante sua atuação como juiz federal de apelações em Boston, Breyer desempenhou um papel fundamental na condução do projeto e da construção do John Joseph Moakley United States Courthouse, projetado pelo escritório Pei Cobb Freed & Partners. Em 2011, o juiz Breyer passou a integrar o júri do Prêmio Pritzker. Diante de seu longo envolvimento com a arquitetura, achei que seria interessante conversar com ele novamente. Assim, no último dia de sessão do tribunal antes do recesso de verão, conversei com o juiz Breyer sobre sua experiência como cliente de projeto, como criar bons edifícios governamentais e por que a arquitetura pública é importante.

É momento de nos despedirmos de 2018 e, portanto, olhar para tudo o que fizemos. O que nos interessou? O que nos surpreendeu? O que nos impactou?
Após apresentarmos o melhor da arquitetura de 2018, decidimos reunir e destacar alguns dos projetos argentinos que mais geraram reações em nossas redes sociais. Adeus 2018, olá 2019.





