Ao encerrarmos o capítulo de 2024, uma análise dos projetos no extenso banco de dados do ArchDaily destaca algumas tendências marcantes de design de interiores que definiram o ano. Entre elas está o uso do aço inoxidável, frequentemente combinado com concreto e tons de cinza, criando interiores com uma elegância industrial refinada. Este artigo se aprofunda no crescente protagonismo do aço inoxidável como elemento de interiores, explorando suas aplicações, combinações e seu apelo cada vez maior, a despeito de percepções persistentes sobre sua natureza fria e industrial.
A relação entre a arte e a humanidade remonta às origens da civilização. Os museus tornaram-se espaços onde vastas coleções de arte e artefatos narram a história do tempo, do ser humano, das cidades e de inúmeras narrativas sobre culturas e sociedades. Ao longo dos anos, o papel do museu evoluiu, assumindo diferentes formatos e escalas, incluindo a galeria de arte contemporânea. A importância da arte e da cultura nas cidades e bairros contemporâneos é inegável. No entanto, as galerias desempenham múltiplos papéis ao integrar a arte e a cultura na vida cotidiana. Por que esses espaços são valiosos para as comunidades? Como eles apoiam artistas emergentes? De que maneira as galerias podem revitalizar os bairros?
A Espanha, com seu vasto território e notável diversidade de paisagens, tem sido uma referência no desenvolvimento de infraestruturas externas, tanto em áreas urbanas quanto rurais. O turismo tem desempenhado um papel fundamental nesse processo, com foco na criação de espaços que maximizem o usufruto do entorno natural e a integração das paisagens locais nas áreas urbanizadas. Isso deu origem a intervenções que vão desde a criação de passeios marítimos, mirantes e parques naturais, até projetos de parques urbanos em diferentes cidades. Além disso, o crescimento urbano impulsionou a criação de infraestruturas verdes, como jardins botânicos, trilhas ecológicas e reservas que buscam proteger o entorno, ao mesmo tempo em que se abrem ao público de maneira sustentável.
Em uma era em que passamos grande parte do tempo em espaços fechados, a arquitetura contemporânea oferece uma abordagem inovadora: dissolver as barreiras entre o interior e o exterior. Essa fusão, hoje uma característica marcante de muitos projetos atuais, reflete um desejo crescente de viver em sintonia com a natureza, promovendo uma harmonia que transcende as paredes e restaura a conexão humana com o entorno natural. Grandes aberturas que emolduram as paisagens e o uso de princípios do design biofílico diluem os limites entre o interior e o exterior, criando espaços flexíveis e banhados de luz, nos quais a natureza é incorporada ao espaço arquitetônico. Essa integração surge de decisões de projeto meticulosas, viabilizadas por avanços tecnológicos como vidros de alto desempenho e sistemas inteligentes, que permitem essa conexão sem sacrificar o conforto nem a eficiência energética.
A 17ª edição do World Architecture Festival (WAF) acontecerá no Marina Bay Sands, em Singapura, de 6 a 8 de novembro de 2024. Além do exclusivo programa de premiação com julgamento ao vivo e das apresentações dos projetos para o júri, o evento deste ano incluirá atividades paralelas, uma exposição e palestras com um painel internacional de convidados.
Esta semana, o festival anunciou sua lista de finalistas com os projetos mais inovadores do mundo todo, celebrando as melhores novas obras concluídas e paisagens, bem como os conceitos arquitetônicos futuros mais inspiradores, em 33 categorias que vão desde residencial e transporte até retrofit. Os finalistas deste ano incluem grandes nomes da arquitetura mundial, como Zaha Hadid Architects, WOHA, Renzo Piano Building Workshop, MVRDV, Tadao Ando Architect & Associates, Kohn Pederson Fox e Nikken Sekkei, além de diversos escritórios emergentes que também disputam os prêmios ao lado dos grandes nomes.
A arquitetura sempre desempenhou o papel primordial de prover abrigo e proteção para os seres humanos. Na pré-história, buscamos refúgio em cavernas naturais, aproveitando-se da estrutura rochosa para proteção contra os elementos naturais e os predadores. Com o tempo, os abrigos começaram a ser feitos de materiais encontrados na natureza, como galhos, folhas e peles de animais, evoluindo para casas mais permanentes e complexas, com paredes feitas de pedra, tijolos ou madeira, telhados para proteger contra a chuva e o sol, e portas para controlar o acesso. Desenvolvendo habilidades de construção mais avançadas, utilizamos materiais como madeira, pedra, argila e a arquitetura evoluiu significativamente, com a construção de templos, palácios, casas e fortificações que proporcionaram não apenas abrigo, mas também simbolizavam poder, status e identidade cultural. Mesmo assim, basicamente, nossas construções permanecem sendo uma envoltória que nos protegem das intempéries.
Das pedras maciças dos templos gregos aos arranha céus envidraçados, flertamos com uma gama de possibilidades e espessuras para separarmos o que consideramos interno e externo. Este artigo busca explorar essa diversidade de espessuras na arquitetura, desde materiais simples até técnicas construtivas complexas, destacando como essa variação não só proporciona proteção, mas também influencia nossa percepção e interação com o ambiente construído.
https://www.archdaily.com.br/pt/1014935/de-veus-finos-a-barreiras-espessas-explorando-diferentes-larguras-em-envelopes-arquitetonicosJosé Tomás Franco and Eduardo Souza
A equipe de curadoria do ArchDaily se esforça diariamente para apresentar a nossos leitores e leitoras os projetos mais significativos, inspiradores e inovadores, zelando, ao mesmo tempo, pela representatividade da arquitetura mundial.
Como parte de nossa retrospectivaResumo do Ano 2023 no ArchDaily, revisitamos e refletimos sobre o que foi publicado durante este ano. A arquitetura residencial continua sendo uma das categorias mais visitadas em termos de obras construídas, despertando grande interesse em nossos usuários e usuárias de todo o mundo. Por essa razão, selecionamos as 50 melhores casas publicadas este ano no ArchDaily em espanhol, que trazem um recorte da forma e do caráter da arquitetura residencial hispano-americana.
A melancolia de uma típica "copa" de escritório — e por copa entende-se uma chaleira velha, duas colheres enferrujadas (ambas sumidas) e três cadeiras bambas em torno de uma mesa para uma única pessoa — pode ser a causa de grande descontentamento entre as equipes. No entanto, quando as alternativas se resumem a caminhar em meio à poluição da cidade ou se curvar sobre a mesa com uma marmita, derrubando migalhas no teclado, não resta muita escolha.
No ambiente de trabalho pós-pandemia, contudo, em que o bem-estar dos/as colaboradores/as exige atenção e as próprias empresas buscam maneiras de tornar seus escritórios mais atraentes em um modelo híbrido, o antigo formato do refeitório corporativo pode estar prestes a voltar ao cardápio. Apresentamos a seguir uma seleção de projetos que provam que essa fórmula funciona, e de que maneira.
Longe de ser uma tipologia arquitetônica tão complexa quanto o termo sugere, o "clerestório" é uma aglutinação simples — embora lexicalmente vaga — das palavras "clear" (claro) e "story" (pavimento/andar). O termo designa uma seção da parede que contém janelas ou aberturas acima da altura dos olhos. Muitas vezes, assume-se que a palavra tenha um contexto religioso. Afinal, historicamente os clerestórios surgiram nos níveis superiores de igrejas romanas, templos hebreus e na arquitetura paleocristã. Além disso, as referências mais antigas que temos a esse recurso provêm de textos religiosos.
Hoje em dia, as estruturas religiosas são frequentemente caracterizadas pela luz que suas janelas altas deixam entrar, tanto figurada quanto literalmente, vinda de uma fonte superior. Na Capela CES em Taiwan, por exemplo, "a luz se difunde pelo clerestório de vidro e ilumina a abside ao longo do dia", explica o escritório JJP Architects & Planners, sobre um conceito de design de interiores focado na iluminação natural: "a capela é preenchida por uma aura espiritual, com uma cruz brilhante projetada profundamente no espaço".
Do ponto de vista projetual, a integração e a conexão dos diferentes espaços das moradias vêm protagonizando a cena arquitetônica contemporânea, impulsionadas pela necessidade de obter o máximo aproveitamento possível em ambientes cada vez mais reduzidos. Sem paredes divisórias ou fechamentos e aplicando diferentes materiais em pisos, equipamentos e instalações, os banheiros costumam se integrar aos dormitórios, proporcionando uma sensação de amplitude em harmonia com o design de interiores definido para esses espaços.
Foram anunciadas as 9 obras vencedoras da segunda edição dos Prêmios ARQUITECTURA do Conselho Superior de Colégios de Arquitetos da Espanha (CSCAE). Evidenciando valores fundamentais da arquitetura e do urbanismo, como a responsabilidade social, a preservação cultural e a sustentabilidade ambiental, foram apresentados 429 projetos no total, dos quais 177 propostas foram selecionadas pelos Colégios Oficiais de Arquitetos e Conselhos Autônomos em uma primeira fase, restando apenas 21 obras finalistas.
Ao longo do tempo, o espaço do banheiro no ambiente doméstico tem ganhado cada vez mais relevância. Hoje em dia, ele é concebido como um espaço de bem-estar e saúde onde se pode viver uma experiência que se ajuste às necessidades e demandas específicas de seus usuários. Além das diferentes tecnologias, dos tipos de desenho, ou dos materiais que são aplicados, arquitetos e designers demonstram as múltiplas configurações e disposições que esses espaços podem adotar por meio de seus projetos, desenvolvendo estratégias tanto a nível estético e projetual, quanto técnico e funcional.