Marianne McKenna e Shirley Blumberg, sócias-fundadoras do escritório KPMB Architects, foram anunciadas como as laureadas de 2025 com a Medalha de Ouro do Royal Architectural Institute of Canada (RAIC), a maior distinção da organização. O prêmio homenageia profissionais cujo trabalho e influência deixaram uma contribuição duradoura para a arquitetura canadense. A entrega oficial da Medalha de Ouro do RAIC acontecerá durante a Conferência de Arquitetura do RAIC, em junho.
Conversamos com Beat Guhl, CEO da Sky-Frame, durante a feira Swiss Bau – um dos maiores eventos da indústria de materiais de construção. A Sky-Frame produz sistemas de janelas de correr sem moldura, componentes vitais para alcançar uma transparência eficaz e eficiente em projetos de arquitetura. A empresa busca constantemente a inovação técnica e trabalha em estreita colaboração com profissionais de arquitetura para ajudar a viabilizar conceitos espaciais fluidos.
Há mais de meio século, a planta livre permanece na vanguarda da arquitetura de interiores, sendo a escolha frequente tanto em construções novas quanto em reformas de clientes que optam por integrar ambientes e suas funções para trazer mais harmonia e conectividade aos seus lares. Assim, mesmo com rotinas cada vez mais atribuladas, as famílias podiam cozinhar, conversar, estudar e relaxar juntas, tudo ao mesmo tempo.
No entanto, por obrigar os/as usuários/as a compartilharem o mesmo espaço com ruídos, odores e atmosferas conflitantes, muitas pessoas vêm se afastando da planta livre tradicional, abrindo espaço para novos conceitos que vêm ganhando força, como o broken plan (ou planta compartimentada). Por outro lado, um caminho evolutivo alternativo para a planta livre é a expansão vertical. Combinada a espaços de convivência com pé-direito duplo, triplo ou até mesmo mais altos, a planta livre ganha o respiro de que precisa, mantendo-se conectada ao restante da casa.
A arquitetura tradicional do passado às vezes pode parecer muito distante dos ambientes modernos e integrados que desfrutamos hoje. No entanto, embora algumas tipologias de salas da alta sociedade, aparentemente obsoletas — como salas de visitas, salas de estar formais e salas de fumo ainda existam sob outros nomes — como salas íntimas, refúgios e "man caves", para citar alguns —, outras complexidades arquitetônicas raramente são replicadas.
Escadas de serviço, copas de lavagem de louça e salas de secagem, por exemplo, já foram indispensáveis para o funcionamento de imóveis de certo porte e prestígio. Porém, assim como um suéter de lã lavado acidentalmente no ciclo errado, a tecnologia reduziu drasticamente o tamanho das áreas de serviço ao longo do último século. Casas pequenas, como o Apartamento Sob o Céu do Barão em São Paulo, por exemplo, hoje conseguem substituir lavanderias e despensas separadas por cozinhas com área de refeições integradas, que incorporam pequenos eletrodomésticos de lavar e secar ao layout aberto, liberando mais espaço para o convívio.
INES Centro de innovación / Pezo von Ellrichshausen. Image Cortesía de Pezo von Ellrichshausen
Embora as cores possam acentuar os projetos arquitetônicos, não existe uma única cor que seja a "melhor". A escolha depende do estilo e do propósito da arquitetura, bem como do efeito que se deseja criar. No entanto, cores que contrastam com os tons predominantes ajudam a destacar detalhes importantes — e, sim, os tons de vermelho podem criar um contraste visual intenso.
Adjacente ao Aeroporto Internacional Pearson de Toronto, o Centro de Montagem de Aeronaves da Bombardier representa um projeto que é um marco no design aeroespacial canadense. Localizado ao lado do maior aeroporto do Canadá, o complexo combina 70.000 m² (750.000 ft²) de precisão técnica com um olhar atento às pessoas. O editor do ArchDaily, Moises Carrasco, teve a oportunidade de conversar com Lilia Koleva, sócia na NEUF architect(e)s e fundadora do escritório da empresa em Toronto, que liderou este projeto. Koleva compartilhou detalhes de sua trajetória profissional e refletiu sobre os desafios de estabelecer e expandir a filial da NEUF em Toronto. Ela também aborda o Campus da Bombardier, descrevendo-o como um projeto decisivo em sua carreira, e explica como ele demonstra a capacidade da NEUF de enfrentar projetos de grande escala e alta complexidade técnica, sem perder de vista as pessoas que utilizam o espaço. Este projeto se apoia na experiência prévia do escritório em projeto industrial e expande seu portfólio de soluções arquitetônicas centradas no ser humano. Koleva reflete, além disso, sobre a importância de fomentar a colaboração, a adaptabilidade e uma compreensão clara das necessidades dos clientes — qualidades que definem sua abordagem de arquitetura e liderança na NEUF.
No Canadá, a tradição de ter uma segunda residência no campo é um aspecto profundamente enraizado na cultura nacional. Em Ontário e em partes das Províncias Marítimas, essas segundas residências cercadas pela natureza costumam ser chamadas de "cottages". Em Colúmbia Britânica, Alberta e Saskatchewan, o termo "cabin" é mais comum, ao passo que no Quebec, são conhecidas como "chalets". Independentemente do nome, esses refúgios rurais oferecem às pessoas uma fuga da vida urbana, um lugar para reunir amigos e familiares, reconectar-se com a natureza e desfrutar de atividades ao ar livre durante todo o ano.