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Arquitetos: estudio Hass
- Área: 75 m²
- Ano: 2026
















A arquitetura é, há muito tempo, entendida como uma disciplina criada por seres humanos e para seres humanos. No entanto, em We the Bacteria: Notes Toward Biotic Architecture, Beatriz Colomina e Mark Wigley desafiam essa premissa, argumentando que "os micróbios inventaram a arquitetura". A partir desse ponto de vista, desdobra-se uma história alternativa da arquitetura que desvia o foco do excepcionalismo humano em direção aos microrganismos que moldaram a vida, os ambientes e o mundo construído ao longo de bilhões de anos.
O livro explora a ideia de que a arquitetura não pode ser compreendida separadamente dos mundos microbianos que a moldam, sugerindo que "a arquitetura habita os seres humanos tanto quanto os seres humanos habitam a arquitetura". Em vez de objetos inertes, os edifícios surgem como ecossistemas dinâmicos que Colomina e Wigley chegam a descrever como "um intestino expandido compartilhado com outros", onde micróbios, materiais, pessoas e inúmeras outras formas de vida coexistem, trocam e evoluem continuamente.

Com mais de 80% de sua população vivendo em centros urbanos e uma densidade nacional que supera 500 pessoas por quilômetro quadrado — chegando a mais de 15.000 em Seul —, a Coreia do Sul enfrenta uma disputa acirrada por terras aproveitáveis. Diante disso, a arquitetura contemporânea sul-coreana oferece exemplos contundentes de intervenções de uso misto que lidam com lotes urbanos estreitos para articular engajamento público e utilidade de alta eficiência. Ao sobrepor verticalmente programas distintos, integrando centros de arte pública, sedes corporativas e polos comerciais a funções residenciais e outras atividades, esses empreendimentos multifacetados transformam restrições espaciais em interfaces urbanas dinâmicas.