A arquitetura já foi inteiramente humana? Beatriz Colomina e Mark Wigley sobre a natureza microbiana da arquitetura

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A arquitetura é, há muito tempo, entendida como uma disciplina criada por seres humanos e para seres humanos. No entanto, em We the Bacteria: Notes Toward Biotic Architecture, Beatriz Colomina e Mark Wigley desafiam essa premissa, argumentando que "os micróbios inventaram a arquitetura". A partir desse ponto de vista, desdobra-se uma história alternativa da arquitetura que desvia o foco do excepcionalismo humano em direção aos microrganismos que moldaram a vida, os ambientes e o mundo construído ao longo de bilhões de anos.

O livro explora a ideia de que a arquitetura não pode ser compreendida separadamente dos mundos microbianos que a moldam, sugerindo que "a arquitetura habita os seres humanos tanto quanto os seres humanos habitam a arquitetura". Em vez de objetos inertes, os edifícios surgem como ecossistemas dinâmicos que Colomina e Wigley chegam a descrever como "um intestino expandido compartilhado com outros", onde micróbios, materiais, pessoas e inúmeras outras formas de vida coexistem, trocam e evoluem continuamente.

A arquitetura já foi inteiramente humana? Beatriz Colomina e Mark Wigley sobre a natureza microbiana da arquitetura - Imagem 2 de 23A arquitetura já foi inteiramente humana? Beatriz Colomina e Mark Wigley sobre a natureza microbiana da arquitetura - Imagem 1 de 23A arquitetura já foi inteiramente humana? Beatriz Colomina e Mark Wigley sobre a natureza microbiana da arquitetura - Imagem 3 de 23A arquitetura já foi inteiramente humana? Beatriz Colomina e Mark Wigley sobre a natureza microbiana da arquitetura - Imagem 4 de 23A arquitetura já foi inteiramente humana? Beatriz Colomina e Mark Wigley sobre a natureza microbiana da arquitetura - Mais Imagens+ 18

Revisitando a história da arquitetura sob essa ótica, We the Bacteria reconstrói como as epidemias, a higiene e as transformações na compreensão da biologia influenciaram profundamente os espaços que construímos, desde os primeiros assentamentos até o surgimento da arquitetura moderna. Como escrevem Colomina e Wigley, "os seres humanos, os patógenos microbianos e a arquitetura modificaram-se em resposta uns aos outros e continuaram a coevoluir por milênios." O livro também propõe uma visão de futuro por meio do conceito de arquitetura biótica, questionando o que a arquitetura poderia se tornar se adotasse a coexistência em vez da exclusão. Conforme escrevem, "a própria ideia de abrigo muda de excluir o perigo para incluí-lo", reimaginando a arquitetura como um espaço que promove relações entre as espécies, em vez de separá-las. 

Após essa publicação, o ArchDaily conversou com Beatriz Colomina e Mark Wigley sobre as ideias centrais do livro, desde os micróbios e a história da arquitetura até a coexistência multiespécie e o futuro da disciplina. No cerne da conversa está uma pergunta que atravessa toda a obra: A arquitetura algum dia foi inteiramente humana? Leia a entrevista completa a seguir.

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We the Bacteria: Notes Toward Biotic Architecture, de Beatriz Colomina e Mark Wigley (Lars Müller Publishers, 2025). Imagem © Lars Müller Publishers

O Livro — We the Bacteria: Notes Toward Biotic Architecture

ArchDaily: Qual é o argumento central de We the Bacteria? Como é a arquitetura quando vista sob a perspectiva dos micróbios e não dos seres humanos?

Beatriz Colomina e Mark Wigley: Somos inteiramente bacterianos, assim como os edifícios, os materiais de que são feitos e o mundo mais amplo em que se inserem.

As bactérias são as verdadeiras arquitetas, operárias de construção, clientes e profissionais de manutenção. Elas são invisíveis, mas produzem tudo o que vemos. Inclusive organizam como vemos, pensamos e sentimos. Se pudéssemos ver apenas os micróbios, esta seria a imagem de maior resolução possível da arquitetura.

Na verdade, seria mais como um filme de transações dinâmicas infinitas entre trilhões e trilhões de micróbios em interação. A arquitetura está sempre viva, o que significa dizer que está constantemente se compondo e se decompondo, em todos os seus espaços, materiais e tecnologias. A imagem da arquitetura como um objeto estático, inabalável, insensível e inerte é ilusória, transmitindo a fantasia demasiadamente humana de transcender o mundo vivo. No entanto, essa ilusão teve um efeito devastador sobre a biosfera, o espaço de toda a vida e seus sedimentos que envolve o planeta há cerca de 4,2 bilhões de anos, desde o surgimento das primeiras bactérias.

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Peste de Florença, 1348. Gravura de Sabatelli, o Velho (1772-1850). Imagem cortesia de Wellcome Collection. Domínio Público

AD: O livro propõe uma história alternativa da arquitetura sob a perspectiva dos micróbios. Olhando para trás, para momentos canônicos da história da arquitetura, o que mais surpreendeu vocês ao revisitá-los sob essa ótica?

BC & MW: O que mais nos impressiona é como os efeitos devastadores das doenças bacterianas são esquecidos tão rapidamente, repetidas vezes ao longo da história, em uma espécie de amnésia coletiva — mesmo que os edifícios e as cidades sejam moldados e remodelados pelos traumas de epidemias devastadoras. Essa amnésia é alimentada pela própria historiografia da arquitetura, que nos cega para o fato de que a arquitetura moderna, por exemplo, foi completamente moldada pela batalha contra a tuberculose, que matava até uma em cada três pessoas nas grandes cidades. A arquitetura moderna pensava a si mesma como um antibiótico. Cada detalhe dos edifícios modernos (as superfícies brancas e lisas, os grandes panos de vidro, os terraços-jardim, etc.) foi concebido como uma forma de resistência às bactérias. Arquitetos e arquitetas modernos falavam muito sobre isso, chegando a se descrever como bacteriologistas; no entanto, as histórias da arquitetura moderna ocultam esse fato.

De certa forma, historiadores e historiadoras higienizaram a arquitetura, limpando-a de seus micróbios.

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Sanatório Schatzalp, Davos, do folheto Sanatorium de la Schatzalp pour le traitment des affections pulmonaires, Davos Platz, ca. 1900. Imagem © Dokumentations bibliothek Davos

AD: Ao longo do livro, vocês mostram como as doenças moldaram repetidamente os edifícios, as cidades e até mesmo a própria teoria da arquitetura. De Vitrúvio ao modernismo, a arquitetura frequentemente se desenvolveu como uma resposta a ameaças microbianas. O que essa história revela sobre a relação entre a arquitetura e a vida?

O ambiente construído pelo ser humano é moldado pela doença. Não existe arquitetura sem doença e, talvez, nenhuma doença sem arquitetura.

BC & MW: A saúde esteve, inevitavelmente, no centro da teoria da arquitetura. Arquitetura e medicina são inseparáveis. No entanto, os edifícios são insalubres desde o início. Eles combatem um conjunto de ameaças à vida apenas para produzir outras ameaças. Os primeiros edifícios permanentemente habitados, há 10 mil anos, já eram antibióticos. Eram feitos de argamassa de cal, que é antibacteriana e antifúngica, formando uma separação profilática dos seres humanos em relação à maioria dos micróbios, plantas, animais e insetos. Contudo, após passarem a viver em ambientes internos, os seres humanos tornaram-se mais baixos e passaram a ter vidas mais curtas. Doenças como a tuberculose tornaram-se epidêmicas pela primeira vez.

A arquitetura é um projeto antibacteriano que, paradoxalmente, estimula o crescimento de bactérias específicas, incluindo patógenos debilitantes e mortais. A arquitetura teme a vida que vai além do humano, mas ativamente fomenta e remodela essa vida, incluindo as comunidades vivas de 100 trilhões de micróbios dentro de cada ser humano.

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Bernard Bijvoet, Jan Duiker, Escola ao Ar Livre para Crianças Saudáveis, Amsterdã, 1927–1930. Imagem © Creative Commons

AD: Vocês descrevem a arquitetura como um projeto antimicrobiano e mostram como os ideais de higiene, luz, ventilação e até a rejeição do ornamento se consolidaram na arquitetura moderna. De que maneira essas premissas ainda moldam a prática contemporânea e por que deveriam ser reconsideradas?

BC & MW: Todos os elementos antimicrobianos da arquitetura moderna permanecem vigentes hoje. Na verdade, foram levados a um novo patamar com revestimentos antimicrobianos de nanopartículas aplicados na maioria das superfícies externas e internas, mobiliários, ferramentas e brinquedos. Assim como ocorre com qualquer outro tipo de antibiótico, estamos abusando deles de uma forma que hoje nos ameaça em vez de nos proteger. O contra-ataque atual consiste em utilizar materiais que acolham uma diversidade de micróbios, estabelecendo maior porosidade entre o interior e o exterior e, sobretudo, reconectarmo-nos com o solo microbiano rico no qual a espécie humana se desenvolveu por duzentos mil anos, como qualquer outra planta.

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“The Microscope”, The Saturday Review, 2 de março de 1983. Vida microbial encontrada em água estagnada, incluindo a bactéria vibrio. Imagem © Domínio Público

Arquitetura Transespécie

AD: Uma das ideias que mais chamou minha atenção é a de que "a arquitetura habita os seres humanos tanto quanto os seres humanos habitam a arquitetura". Vocês poderiam aprofundar esse conceito e explicar como ele altera nossa percepção sobre edifícios, corpos e cidades?

BC & MW: Ocupar um espaço é absorver os micróbios que vivem nele, a cada respiração e toque. A arquitetura está dentro de nós. Ela flui através de nós. Nós a digerimos. Os edifícios estão sempre repletos de micróbios que ocupam cada espaço, superfície, duto, camada, acessório e material. A aparente solidez de qualquer superfície e a permanência de qualquer ângulo são desfeitas pela complexidade vertiginosa e pela mobilidade da vida ao redor, sobre e dentro dela. Cada habitante humano contribui continuamente com espécies de micróbios para essa comunidade e recebe espécies dela.

Habitar um espaço é deixar-se habitar por esse ambiente microbiano coletivo e pulsante. 

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We the Bacteria: Notes Toward Biotic Architecture, de Beatriz Colomina e Mark Wigley (Lars Müller Publishers, 2025). Imagem © Lars Müller Publishers

AD: O livro defende que os edifícios não são objetos inertes, mas ambientes microbianos vivos. Se profissionais da arquitetura compreendessem os edifícios como ecossistemas em vez de meros recipientes, quais aspectos específicos da prática projetual precisariam mudar?

BC & MW: Compreender os seres humanos como ecossistemas portáteis intimamente conectados aos ecossistemas dos edifícios já é, por si só, repensar o design. A arquitetura poderia aspirar a fazer a curadoria de comunidades transespécies. Um modelo para isso é o sistema imunológico. Antigamente, pensava-se que o nosso sistema imunológico mantinha as ameaças do lado de fora. Hoje, entende-se que um sistema imunológico saudável faz a curadoria ativa de comunidades microbianas, convidando as ameaças a entrarem.

A multiplicidade de micróbios "bons" minimiza o efeito dos "ruins". Da mesma forma, o design pode mudar a lógica de proteger a vida mantendo as ameaças do lado de fora para a de proteger a vida acolhendo aquilo que a ameaça. Isso representa uma mudança completa de paradigma. Sem ela, as chances de sobrevivência da nossa recém-chegada espécie não são das melhores.

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Menino em um pulmão de aço, usado para auxiliar a respiração durante a paralisia aguda da pólio, ca. 1955. Imagem © Otis Historical Archives, National Museum of Health and Medicine/Creative Commons

AD: O conceito de "arquitetura biótica" é uma das ideias mais instigantes do livro. Como vocês definiriam a arquitetura biótica e de que maneira ela se diferencia de conceitos como design sustentável, regenerativo ou centrado no ser humano?

BC & MW: Temos o cuidado de não defini-la. A arquitetura biótica não seria uma única coisa virtuosa. O pior aspecto da arquitetura hoje é o fato de ser uma monocultura. Em todos os lugares, os edifícios são construídos de maneira muito semelhante. Biótico significa vida, que é múltipla, simbiótica, emaranhada, mutável.

O discurso sobre sustentabilidade é inteiramente centrado no ser humano. O aparente cuidado com o planeta é apenas uma preocupação com a sobrevivência humana. A biosfera sobreviverá a qualquer nível de devastação que nossa espécie inventar. O design centrado no ser humano é uma péssima ideia, tanto para as pessoas quanto para a maioria das outras espécies.

Descentralizar o humano é uma tarefa urgente.

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We the Bacteria: Notes Toward Biotic Architecture, de Beatriz Colomina e Mark Wigley (Lars Müller Publishers, 2025). Imagem © Lars Müller Publishers

Para nós, isso não significa descartar os seres humanos. Pelo contrário, significa adentrar o humano com maior profundidade, abraçando os 100 trilhões de micróbios sinuosos e odoríferos, divididos em cerca de mil espécies, que nos constituem. Ou, para colocar de outra forma, o ser humano que esteve no centro do discurso arquitetônico pelo menos desde Vitrúvio não é humano, mas sim uma ficção, mais inerte do que qualquer edifício.

O Futuro Possível da Arquitetura

AD: Materiais vivos, fungos, algas e bactérias estão cada vez mais presentes na experimentação arquitetônica. Quais desses desenvolvimentos vocês acreditam ter o maior potencial para transformar fundamentalmente a arquitetura?

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Anúncio do Lysol, do Ladies’ Home Journal, setembro de 1922. Imagem © Domínio Público

BC & MW: O que importa é a diversidade de experimentos e suas possíveis interações, e não um experimento em particular. Hoje, os materiais, as técnicas, a manutenção e a preservação dos edifícios estão sendo profundamente transformados por meio de uma colaboração ativa com os micróbios. A indústria da construção civil está evoluindo rapidamente, assim como profissionais do design. Pense no concreto, o maior responsável individual pelas emissões de carbono. Paradoxalmente, ele se deteriora rápido demais e é substituído por ainda mais concreto. Sintetizá-lo com bactérias — ou com bactérias em seu interior que permitam sua autocura e maior durabilidade — é algo transformador. Preservar edifícios existentes infundindo-os com micróbios para combater aqueles que causam sua deterioração já é uma prática comum. Uma nova geração de designers está explorando maneiras de utilizar bactérias e fungos para gerar materiais de construção, produzir energia, capturar carbono, remediar o solo e contribuir para a saúde compartilhada de pessoas, plantas, animais de estimação e insetos. Isso não é um apelo nostálgico a um tempo anterior à arquitetura. É uma redução da estupidez e envolve um senso político diferente, no qual os direitos do ambiente vivo são tratados como uma responsabilidade contínua — uma pergunta a ser constantemente feita de diferentes maneiras, e não uma resposta pronta.

AD: Um tema recorrente no livro é a necessidade de ir além do excepcionalismo humano. Se reconhecemos que os edifícios são moldados por alianças complexas entre seres humanos, micróbios, materiais e ambientes, como deveríamos repensar a agência, a autoria e o papel do/a arquiteto/a?

BC & MW: No mínimo, isso significa pensar que arquitetos e arquitetas sempre estiveram enredados em inúmeras colaborações com outras disciplinas e clientes que vão além do humano. Até mesmo a ideia de curador/a ou jardineiro/a implica apenas uma versão atenuada de excepcionalismo.

Talvez seja melhor pensar em arquitetos e arquitetas como uma espécie que depende, como todas as outras espécies, de inúmeras outras, mas que também é capaz de contribuir para o bem-estar compartilhado e para a saúde planetária. Essa contribuição pode consistir mais em formular perguntas do que em respondê-las.

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Capa do catálogo oficial da Exposição Internacional de Saúde, Londres, 1884. Imagem © Domínio Público

Um dos papéis fundamentais de arquitetos e arquitetas, assim como de artistas, é produzir certas hesitações no cotidiano que permitam ver as coisas de outra forma, pensá-las de outra forma e, talvez, vivê-las de outra forma. Essa hesitação, que pode provocar diferentes modos de vida, pode incluir pausas nos ritmos e fluxos de uma vida aparentemente mais-que-humana.

AD: Olhando para o futuro, qual vocês acham que é a lição mais importante que arquitetos e arquitetas devem extrair da vida microbiana? Qual é o ensinamento da vida microbiana que deveria se tornar parte do ensino de arquitetura?

BC & MW: Para nós, não se trata de uma única lição reflexiva. Como docentes, estamos muito mais interessados em criar uma espécie de acolhimento para uma multiplicidade de pensamentos inesperados por parte da próxima geração. Ver a arquitetura em termos microbianos significa desaprender muito do que se considera o ensino de arquitetura. Este livro oferece uma história de 10 mil anos de arquitetura para ajudar a desaprender grande parte dos dogmas da disciplina e, assim, abrir espaço para experimentações no projeto e na teoria da arquitetura. Não tentamos dar uma forma específica a esse trabalho político urgente do design.

A lição é que se nós, seres humanos, somos microbianos — assim como os espaços em que vivemos, os materiais com os quais construímos e o mundo em que edificamos —, o futuro da arquitetura, compreendida como um mecanismo de sobrevivência, é, evidentemente, microbiano.

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We the Bacteria: Notes Toward Biotic Architecture, de Beatriz Colomina e Mark Wigley (Lars Müller Publishers, 2025). Imagem © Lars Müller Publishers

Cedric Price costumava dizer que não sabia qual era a pergunta, mas sabia que a resposta era a tecnologia. Nós não sabemos qual era a pergunta, mas sabemos que a resposta são os micróbios.

Este artigo foi escrito por . A tradução é gerada por IA.

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Sobre este autor
Cita: Harrouk, Christele. "A arquitetura já foi inteiramente humana? Beatriz Colomina e Mark Wigley sobre a natureza microbiana da arquitetura" [Has Architecture Ever Been Entirely Human? Beatriz Colomina and Mark Wigley on the Microbial Nature of Architecture] 07 Ago 2026. ArchDaily em Português. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/1182248/a-arquitetura-ja-foi-inteiramente-humana-beatriz-colomina-e-mark-wigley-sobre-a-natureza-microbiana-da-arquitetura> ISSN 0719-8906

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