A cidade de Concepción, no Chile, será a primeira “cidade-laboratório” da América do Sul. O programa City Science Biobío é uma parceria entre o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT Media Lab), o Governo Regional do Biobío, a Corporación Ciudades e a Câmara Chilena da Construção (CChC). Essas instituições trabalharão em colaboração com universidades, municípios e organizações cidadãs da região. Também contarão com a visita de profissionais do MIT, que farão o acompanhamento dos estudos promovidos pelo programa.
Para além de sua funcionalidade primária, as coberturas são um dos elementos mais fundamentais na estética de um edifício, podendo assumir diferentes formas, compostas por variadas estruturas e vedadas por diversos materiais. Mas, para além da estética, as coberturas precisam atender às condições climáticas de onde estão localizadas, considerando as mudanças periódicas em relação à chuva, sol e ventos.
O antigo aeroporto de Berlim-Tegel está previsto para ser reestruturado. O plano diretor inclui o Schumacher Quartier, um novo bairro residencial com 200 hectares de área verde, e um parque industrial de pesquisa para tecnologias urbanas, o Berlin TXL – a Urban Tech Republic. Além de criar um espaço para a indústria, os negócios e a ciência, o parque de inovação pretende pesquisar e testar tecnologias urbanas. O parque se concentrará em temas principais no desenvolvimento das cidades: o uso eficiente da energia, construção sustentável, mobilidade ecológica, reciclagem, controle de sistemas em rede, água limpa e aplicação de novos materiais.
Concéntrico é o já consagrado Festival Internacional de Arquitetura e Design de Logroño. Um evento sobre a cidade, aberto a moradores e visitantes, cuja principal proposta é descobrir e redescobrir os espaços de interesse do Centro Histórico, refletindo sobre o ambiente urbano por meio de diferentes propostas de instalações efêmeras, tanto de arquitetura quanto de design. Este ano, sua 8ª edição será realizada de 1 a 6 de setembro.
Augusto Malta, Demolição do Morro do Castelo, Rio de Janeiro, RJ, 1 de junho de 1922. Imagem cortesia da Biblioteca Nacional Digital Brasil, Fundação Biblioteca Nacional.
Na inauguração do Primeiro Congresso Brasileiro de Eugenia, em julho de 1929, o médico e antropólogo Edgar Roquette-Pinto dirigiu-se a um público preocupado com a questão de como um país tão vasto como o Brasil poderia aumentar e melhorar sua população da melhor forma. Para alcançar isso, Roquette-Pinto exaltou a "eugenia" como a nova ciência que, junto à medicina e à higiene, garantiria a eficiência e a perfeição da raça. Com as seguintes palavras, o cientista brasileiro sublinhou uma agenda positivista que trazia a arquitetura para o cerne do movimento eugênico — a chamada ciência do "melhoramento" racial: "É fundamental ressaltar que a influência [sobre a nossa raça] não provém do meio natural, mas sim do meio artificial, criado pelo homem." Com essas observações de abertura do Congresso, Roquette-Pinto chamou a atenção para o papel crucial que o ambiente construído desempenha no "melhoramento" do que ele chamava de "patrimônio biológico" da diversa população brasileira. Em seu convite à engenharia social, Roquette-Pinto apontou para o conluio genético-ambiental que se esperava trazer consigo a própria possibilidade de progresso.
Alinhada com a agenda de neutralidade climática até 2050 das Nações Unidas, a Câmara Municipal de Roma anunciou a criação de um laboratório intitulado “Laboratorio Roma050 – il Futuro della Metropoli Mondo”, um projeto proposto e liderado pelo arquiteto italiano Stefano Boeri, que visa desenvolver uma visão ecológica para Roma até 2050. O projeto de regeneração urbana é composto por 12 jovens arquitetos e urbanistas com menos de 35 anos, juntos de 4 arquitetos renomados, como mentores, que têm experiência com estudos e pesquisas sobre a capital italiana.
Após dois anos de disputas judiciais, o vencedor da medalha de ouro AIA 2020, Marlon Blackwell, e a HBG Design chegaram a um acordo para o infame caso do Saracen Casino. A empresa premiada alegou que era responsável pelo projeto do Saracen Casino em Pine Bluff, Arkansas, no entanto, a HBG Design, uma empresa de design de Memphis contratada pela Blackwell para realizar o projeto legal, é que estava recebendo os créditos. Depois de realizar um extenso trabalho de design de 2017 a março de 2019 e ser abruptamente desligada do projeto, a HBG foi processadas pela MBA por “violação à propriedade intelectual, responsabilização como terceiro interessado (attribution), interferência indevida em relação alheia (tortious interference), violação contratual e enriquecimento sem causa”.
Embora o caso tenha sido resolvido, a batalha é mais um episódio no atual debate sobre propriedade intelectual na arquitetura e as implicações legais entre autores do projeto arquitetônico e firmas contratadas para assinar o projeto legal.
Estamos muito animados em compartilhar uma grande notícia: em breve lançaremos nosso primeiro livro, The ArchDaily Guide to Good Architecture [O Guia ArchDaily para uma Boa Arquitetura].
Em parceria com a renomada editora internacional gestalten, tiramos um tempo para recordar os mais de 40.000 projetos publicados nos últimos 15 anos, buscando identificar suas contribuições e responder à ousada questão do que é uma boa arquitetura. A grande abrangência do ArchDaily é um reflexo de quão importante é a arquitetura hoje, à medida que a complexidade cada vez maior do nosso mundo impõe cada vez mais pressão e demandas ao nosso ambiente construído. Para lidar com questões como a crise climática, escassez de energia, densidade populacional, desigualdade social, escassez de moradias, urbanização acelerada, identidade local e falta de diversidade, a arquitetura precisa se abrir.
A fotografia de arquitetura tem sido historicamente um gênero dominado por homens, assim como a própria arquitetura e a indústria da construção em geral. Mas esse cenário está mudando rapidamente. Alguns dos maiores nomes da fotografia de arquitetura muntial agora são mulheres e no campo nacional, não é diferente. Ao enfrentar barreiras de gênero, sendo uma das principais dificuldades a exposição ao espaço público em horas não usuais, carregando equipamentos valiosos — como a fotógrafa Ana Mello já afirmou em entrevista — essas profissionais estão rompendo paradigmas e eternizando as obras com seus olhares aguçados e sensíveis.
O escritório Snøhetta revelou o projeto de sua maior obra no Japão até o momento, o Shibuya Upper West Project, desenvolvido para a Tokyu Corporation, L Catterton Real Estate e Tokyu Department Store. O projeto busca oferecer experiências culturais em sintonia com o vibrante distrito de Shibuya, em Tóquio, conhecido por suas multidões movimentadas, grandes telas e pelo cruzamento em frente à Estação de Shibuya Hachikō. A torre de 36 andares incluirá um complexo cultural, espaços comerciais, um hotel contemporâneo e residências para aluguel.
Plano Diretor para o Terminal Rodoviário Port Authority New York New Jersey Midtown. Imagem cortesia de Foster + Partners
A Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey anunciou a escolha de Foster + Partners e da empresa de design multidisciplinar A. Epstein and Sons International Inc, com sede nos EUA, para repensar o terminal de ônibus de Manhattan, o mais movimentado do mundo. O projeto visa expandir a sua capacidade, substituindo o antigo terminal de ônibus de 72 anos por uma nova instalação de padrão internacional. O novo terminal será projetado para oferecer a melhor experiência ao usuário, atendendo às necessidades de transporte público da região no século XXI, ao mesmo tempo em que impulsiona a comunidade ao redor e permite a remoção de ônibus intermunicipais das ruas locais.
A consultoria digital japonesa Gluon planeja preservar no metaverso a Nakagin Capsule Tower em Tóquio, um dos exemplos mais representativos do Metabolismo japonês de Kisho Kurokawa. O "3D Digital Archive Project” está usando uma combinação de técnicas de medição para registrar o icônico edifício em três dimensões e recriá-lo no metaverso. A torre encontra-se em fase de demolição devido ao estado precário da estrutura e à incompatibilidade com as normas sísmicas vigentes, bem como ao estado geral de decadência e falta de manutenção.
O Laboratorio Arte Alameda (LAA) –espaço da Rede de Museus do Instituto Nacional de Bellas Artes y Literatura (Inbal)– em colaboração com a Fundación Telefónica, apresenta Joanie Lemercier. Paisajes de luz, primeira exposição individual de Joanie Lemercier, artista de origem francesa, no México. A proposta oferece "um percurso por diferentes paisagens que transportam desde a contemplação de linhas abstratas depuradas e o fascínio provocado por majestosas montanhas virtuais geradas por computador, até a preocupante realidade de uma natureza superexplorada."
https://www.archdaily.com.br/pt/1134648/joanie-lemercier-apresenta-a-instalacao-paisagens-de-luz-no-laboratorio-arte-alameda-cidade-do-mexicoArchDaily Team
Ao longo dos anos, as configurações urbanas foram mudando e assumindo novas formas. Os espaços de trabalho tornaram-se mais flexíveis, os escritórios em casa são comuns e os crescentes custos na construção levaram a mudanças na forma como as edificações são concebidas e construídas, nos direcionando para áreas externas públicas e comunitárias destinadas à atividades de lazer e encontros sociais. Nossos estilos de vida em constante transformação estão, portanto, moldando uma nova paisagem urbana que influencia na maneira como concebemos e usamos esses espaços. Entretanto, algumas tipologias menores e muitas vezes não reconhecidas persistiram e permanecem tão necessárias como sempre foram.
Estes não são lugares de função definida, mas abrigam instâncias valiosas em nosso dia-a-dia. São os espaços intersticiais (ou intermediários) que atuam como amortecedores e conectam nossos espaços privados aos edifícios ou ambientes públicos e funcionais. São os corredores, áreas de espera, elevadores, escadas, entradas e outras zonas de transição que entrelaçam nosso ambiente construído.
https://www.archdaily.com.br/pt/987010/espacos-intersticiais-e-vida-publica-pequenas-intervencoes-que-tecem-nosso-ambiente-construidoHana Abdel & Paula Pintos
As últimas duas décadas mostraram ao mundo novas maneiras de viver como resultado de diferentes mudanças sociais, econômicas e ecológicas. Naturalmente, essas mudanças chegaram à arquitetura e à prática urbana, provocando novos conceitos dentro das tipologias tradicionais. Ao projetar um espaço, independentemente de sua função, sempre se priorizaram as necessidades dos usuários, garantindo-se a praticidade e funcionalidade, mas, recentemente, palavras-chave como flexibilidade, privacidade, inclusão e consciência ecológica tornaram-se forças motrizes por trás dos processos de design. Neste Interior Focus, veremos como as cidades atuais e as tendências de vida em todo o mundo reformularam o design de interiores e introduziram modificações nas tipologias típicas.
Neste dia 19 de agosto, celebra-se o Dia Internacional da Fotografia. Para homenagear a data, apresentamos os registros vencedores do recente concurso fotográfico "Interculturalidade e Patrimônio Habitado".
Trampoline Bridge / AZC Architects. Imagem Cortesia de AZC Architects
As cidades humanas giram em torno das relações entre pessoas e lugares. As comunidades prosperam com recursos compartilhados, espaços públicos e uma visão coletiva para sua localidade. Para nutrir cidades felizes e saudáveis, arquitetos e o público em geral aplicam métodos de placemaking ao ambiente urbano. Placemaking - a criação de lugares significativos - depende fortemente da participação comunitária para produzir efetivamente espaços públicos atraentes.
A arquitetura molda nossas vidas todos os dias, mas como ela pode ser descentralizada? No centro dos esforços para projetar ambientes de realidade estendida (XR) está o desejo de tornar esses projetos mais humanos e mais relacionáveis. À medida que tecnólogos, arquitetos e os próprios usuários desenvolvem novas ferramentas para o metaverso, bem como espaços aumentados e virtuais, novos projetos são cada vez mais democratizados e de código aberto. Ao mesmo tempo, o processo de design está sendo reimaginado.
A arquitetura é criada para as pessoas, mas como se projeta além da escala humana? Com o interesse pela biodiversidade e habitats de animais em alta, acelerado pela crise climática, há também a questão do abrigo e o que significa projetar espaços de interação e reabilitação. À medida que o olhar dos arquitetos vai além das estruturas para as pessoas, sua atenção é voltada para diferentes tipos de recintos e espaços abertos que repensam o envolvimento com os animais e seu bem-estar.
Para mais um episódio da série sobre Habitação de Interesse Social (HIS), o Arquicast selecionou um recorte importantíssimo da nossa história recente: o Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). São discutidas as bases e os fundamentos do chamado déficit habitacional, os avanços do programa e suas mazelas.
Cortesia de Saint-Gobain's Architecture Student Contest
A 17ª edição do "Architecture Student Contest” chegou ao fim, com a participação de mais de 220 universidades de 32 países. Neste ano, o desafio era transformar um distrito em Varsóvia, Polonia, com o objetivo de revitalizar uma área localizada ao lado da Estação Ferroviária de Warszawa Wschodnia, trabalhando simultaneamente no desempenho, bem como nos aspectos arquitetônicos, ambientais e sociais. Isso envolveu o design de uma nova moradia de estudantes e novas habitações, além de um centro de reuniões e entretenimento em um antigo prédio industrial que foi classificado como patrimônio histórico da cidade. O objetivo do concurso é desenvolver um projeto com impacto positivo para seus usuários e no planeta, com baixas emissões de carbono durante todo o seu ciclo de vida.
Os escritórios Gênesi e EVO Arquitetos foram premiados com o terceiro lugar no concurso nacional Iconicidades, promovido pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul e lançado em abril deste ano. A iniciativa buscava selecionar as melhores propostas de transformação de espaços públicos em locais de estímulo à economia criativa nas cidades de Pelotas, Rio Grande, Santa Maria, Cachoeirinha e São Leopoldo.
https://www.archdaily.com.br/pt/986972/genesi-e-evo-arquitetos-sao-premiados-no-concurso-de-requalificacao-da-casa-da-feitoria-e-museu-do-imigrante-em-sao-leopoldoArchDaily Team
O Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast explícito sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou reflexões informais sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina recebem o arquiteto Tom Kundig, sócio e diretor de design da Olson Kundig, para conversar sobre sua infância cercada por artistas e arquitetos/as; montanhismo, esqui e uma experiência de quase morte; sua filosofia e visão positiva de vida; a prática profissional e a parceria com Jim Olson; processos arquitetônicos, ferramentas e sua experiência com a materialidade; a abertura de um escritório em Nova York e muito mais.
Hoje em dia está cada vez mais fácil notar a presença da tecnologia nas grandes cidades devido à velocidade em que nos movemos e ao capital. “Smart Cities” ou “Cidades Inteligentes”, é um termo popular para descrever a relação do planejamento urbano e tecnologia, cujo eixo norteador é a informação em prol da conectividade dos edifícios. Entretanto, a acessibilidade a essas novas tecnologias, revelou como é possível, a partir de nossas experiências únicas como cidadãos, acompanhadas de uma grande preocupação com o registro dos ambientes urbanos, mapear e vivenciar as cidades a partir de outras perspectivas.