Todo o espaço deve ser ligado a um valor, a uma dimensão pública. Não há espaço privado. O único espaço privado que você pode imaginar é a mente humana. — Paulo Mendes da Rocha
Hoje, celebraríamos o aniversário de 93 anos de Paulo Mendes da Rocha. Nascido em Vitória, formou-se em São Paulo em 1954 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Tornou-se um dos arquitetos brasileiros mais reconhecidos mundialmente e um dos grandes nomes da Escola Paulista. Foi também professor de projeto da FAU-USP entre 1961 e 1999, afastado em 1969 pela ditadura militar e sendo reintegrado ao corpo docente da universidade somente em 1980, após a anistia. Além disso foi presidente do IABsp em duas ocasiões.
Com 'Patrimônio e Modernidade’ como tema principal, o curador José Ángel Medina Murua já havia nos antecipado a "capacidade de Carme de amplificar todos os valores com os quais atua, de trabalhar com o seu entorno de uma maneira em que todos os elementos saiam beneficiados, melhorados".
Às vésperas da abertura oficial, trazemos uma entrevista com Carme Pinós sobre sua participação nesta nova edição.
Espaços criam ambientes de convivência, e o design do espaço tem efeito direto no humor e no comportamento das pessoas. Os vencedores do iF Design Award deste ano mostram como materiais, elementos e formas de alta tecnologia se destacam por sua singularidade e criam atmosferas muito especiais.
Nordic Office of Architecture venceu o concurso de design de interiores para o novo Terminal 3B do Aeroporto Internacional de Chongqing Jiangbei, na China, com uma proposta que integra programas experienciais e faz referência à identidade da cidade chinesa. Desenvolvido em colaboração com o UDG, o ADC e o Lichtvision, o projeto busca facilitar a orientação de forma intuitiva, ao mesmo tempo que oferece aos/às viajantes uma série de espaços interativos e atrações ao longo de seu percurso.
Na reprodução desta semana do The Architect's Newspaper, o autor Patrick Sisson aborda as implicações e a participação das comunidades de Nova York na configuração de seu ambiente construído, especialmente de sua orla. Ele também questiona o papel da representatividade e se "os conselhos comunitários da cidade e o Procedimento Uniforme de Revisão de Uso do Solo (ULURP) atuam mais como guardiões do que como catalisadores para o desenvolvimento equitativo?", sobretudo porque muitos novos empreendimentos são rotulados como projetos habitacionais.
Para a Alape, aperfeiçoar o material, o aço vitrificado – não apenas em termos visuais, mas também como uma experiência tátil, como na série de superfícies Aqua – é particularmente importante. Imagem cortesia de Alape
Há 125 anos, a marca alemã Alape vem aperfeiçoando a experiência visual e tátil de cubas e lavatórios feitos de aço vitrificado.
Escadaria labiríntica. Screenshot da série. Cortesia de Netflix
Pessoas morrem em Squid Game. Muitas pessoas. Mas apesar de violência ser um dos ingredientes mais apelativos para o sucesso (ou fracasso) de uma produção para televisão, não é por isso apenas que a série se tornou tão popular no mundo todo. Cultura pop, cenários hipnotizantes e uma trama repleta de metáforas sociais contribuem para isso.
Lançada pela Netflix no dia 17 de setembro deste ano, Squid Game (conhecida também como Round 6) já é a maior série realizada em um idioma que não o inglês, disse Ted Sarandos, co-CEO e Chefe de Conteúdo da plataforma de streaming, e tem grandes chances de se tornar a maior série já produzida pela gigante do entretenimento. Escrito e dirigido por Hwang Dong-hyuk, o survival thriller narra a jornada de 456 pessoas mergulhadas em dívidas que competem por um generoso prêmio em dinheiro de 45.6 bilhões de wons – aproximadamente R$210 milhões.
A neurociência ambiental é um campo emergente, dedicado ao estudo do impacto dos ambientes sociais e físicos, sobre os processos e comportamentos do cérebro. Desde várias oportunidades de interação social aos níveis de ruído, e acesso a áreas verdes, as características do meio urbano têm implicações importantes para os mecanismos neurais e o funcionamento do cérebro, influenciando assim nosso estado físico. O campo ilustra uma imagem diferente de como as cidades impactam nossa saúde e bem-estar, proporcionando assim uma nova camada científica de compreensão, que poderia ajudar arquitetos, urbanistas e tomadores de decisão a criar ambientes urbanos mais equitativos.
Quando consideramos o contexto das cidades, ao mesmo tempo que a violência urbana é um reflexo dos problemas e das desigualdades sociais, ela também reflete no território e na nossa forma de viver. Em outubro, no dia 2, foi celebrado o Dia Internacional da Não-Violência – inspirado nisso, destacamos aqui uma série de projetos para refletir sobre formas não-violentas de ocupar os espaços públicos.
Paradoxalmente, o confinamento que vivenciamos durante a atual crise sanitária também desencadeou uma série de encontros que ignoram as fronteiras. Para o Estudio Diagonal, escritório emergente que conquistou reconhecimento internacional por projetos como o Refúgio 3x3, o trabalho remoto permitiu que se abrissem ao mundo e às múltiplas oportunidades que este oferece, sem precisar abandonar seu lugar de origem. A partir da cidade de Osorno, situada no sul do Chile, a equipe interdisciplinar liderada pelo arquiteto Sebastián Armijo projeta e constrói uma série de obras que se nutrem tanto da paisagem local e de seus recursos, quanto das influências arquitetônicas que descrevem a tendência global atual.
A perspectiva crítica em relação ao regionalismo preponderante no discurso acadêmico local, a importância da materialização da obra na conceituação de seu trabalho e a busca por alcançar altos padrões de projeto com o mínimo de recursos são alguns dos temas transversais ao seu pensamento e obra. Na entrevista a seguir, Sebastián Armijo discorre sobre os interesses e influências que o movem a desenvolver uma variedade de projetos a partir do conceito de “irredutibilidade pragmática”.
Josep Ferrando é arquiteto radicado em Barcelona. É reitor da Escola Técnica Superior de Arquitetura La Salle (ETSALS) e diretor do Centro Obert d´Arquitectura de Barcelona e do Departamento de Cultura do Colégio de Arquitetos da Catalunha (COAC). Integrando sua trajetória acadêmica e suas frequentes palestras, seu escritório desenvolve projetos que exploram diferentes escalas e materiais, experimentando sistemas construtivos e soluções inovadoras. Conversamos com ele sobre a importância dos materiais na arquitetura e sobre as sinergias que ele encontra entre a prática e a docência.
O impacto que a crise climática teve no planeta na última década é uma influência crítica de como os arquitetos e urbanistas projetam as cidades do futuro. É claro que, tanto em nível individual quanto corporativo, é importante agir e proteger a Terra antes que os impactos negativos mudem nossos ambientes familiares para sempre - e o tempo esteja se esgotando rapidamente. Quando se trata de criar formas para salvar nossas cidades do “the next big one”, seja um furacão, enchente, nevasca ou incêndio, a maneira como projetamos a infraestrutura preventiva negligencia um número significativo de pessoas. A mudança climática não afeta apenas os lugares mais ricos do mundo, na verdade, tem efeitos maiores sobre os mais pobres.
Projeta-se que, até 2025, a população mundial ultrapasse 8,1 bilhões de pessoas — e a grande maioria estará concentrada em áreas urbanas. Embora grande parte do foco esteja em preparar e reconfigurar nossos centros urbanos já hiperdensos para absorver ainda mais habitantes, na periferia, cidades e vilas menores ao redor do mundo têm apresentado uma expansão significativa, definindo-se como locais “em ascensão”. Lugares que antes talvez passassem despercebidos agora ganham destaque por seu rápido crescimento, vitalidade econômica e custo de vida acessível, entre outras características.
A Editora Romano Guerra lançou campanha de venda antecipada para viabilizar o livro Arquitetura e escrita: relatos do ofício, coletânea que reúne 24 entrevistas com importantes historiadores(as) e críticos(as) brasileiros(as) e estrangeiros(as), pertencentes a distintas gerações e matrizes intelectuais. O livro tem organização de José Lira, Felipe Contier, João Sodré, Jonas Delecave, Paula Dedecca, Samira Chahin e Victor Próspero.
Realizadas pelos organizadores ou por colaboradores convidados, as entrevistas iluminam suas trajetórias de formação, filiações e principais trabalhos na área, suas posições metodológicas e interpretativas, além de seus diálogos com outros autores e disciplinas.
The Second Studio (anteriormente The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos arquitetos David Lee e Marina Bourderonnet, traz diferentes profissionais da área criativa em conversas espontâneas que dão espaço para análises profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas de profissão, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais do cotidiano e do design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, David e Marina discutem as diferenças entre a faculdade de arquitetura e a prática profissional. A dupla aborda temas como projetos acadêmicos versus edifícios reais; processo de projeto; trabalho em equipe; conceitos de arquitetura; desenvolvimento pessoal; clientes versus empregadores/as versus docentes; o ritmo da arquitetura; trajetórias de carreira acadêmica e profissional; conjuntos de habilidades; e o que essas diferenças significam para estudantes, recém-formados/as e para a própria profissão.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131209/o-podcast-the-second-studio-sobre-as-diferencas-entre-a-faculdade-de-arquitetura-e-a-pratica-profissionalThe Second Studio Podcast
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
No primeiro episódio da segunda temporada, Sara conversa com o arquiteto José Manuel Carvalho Araújo sobre o projeto para a Casa do Gerês localizada em Vieira do Minho. Ouça a entrevista e leia a transcrição da conversa, a seguir:
O episódio do Arquicast desta semana fala sobre competências e habilidades na formação do arquiteto e urbanista que podem ser aproveitadas em atividades profissionais que ultrapassam o campo da arquitetura. Divididas em 3 categorias, as 21 carreiras trazidas no artigo de Ariana Zilliacus para o ArchDaily demostram a amplitude de opções disponíveis para a atuação de arquitetos e arquitetas, e uma alternativa real de driblar a concorrência no mercado.
Se anteriormente já discutimos o fato da área de serviço, ou lavanderia, ser um luxo dispensável na casa contemporânea. O fato inegável é que ela é um ambiente presente nos lares brasileiros. Um espaço no qual além de lavar e secar roupas, também armazenamos produtos de limpeza e outros objetos. Por se tratar de uma área, na maioria das vezes, pequena e que deve ser muito funcional, nem sempre é fácil mantê-la organizada. Por isso, apresentamos aqui algumas dicas para aqueles que pretendem tornar esse ambiente ainda mais estruturado para um melhor cotidiano.
Segundo os dados do Global Media Report, em 2014, 330 milhões de famílias estavam financeiramente ameaçadas pelos custos de habitação e esse número poderia aumentar para 440 milhões até 2025. Esses dados não apenas se confirmaram, como o aumento do número de famílias ameaçadas pode ser muito maior, com a crise desencadeada pela COVID-19.
Se antes a população brasileira em situação de vulnerabilidade social e econômica já enfrentava um grave problema habitacional, atualmente essa situação se agravou. De acordo com o levantamento nacional, feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em março de 2020, quando a pandemia estava apenas começando, já eram mais de 221.000 pessoas em situação de rua.
Gallery of Furniture, Lukas Pelech. Imagem Cortesia of CHYBIK + KRISTOF
Um bom projeto é aquele que observa e aprende do passado porém, com um olho no futuro. Para Ondřej Chybik e Michal Kristof, cofundadores da CHYBIK + KRISTOF, a melhor forma de respeitar a história e a memória de um lugar é reinterpretando-as. Contando atualmente com sedes em Praga, Brno e Bratislava, o escritório foi fundado em 2010 por Ondřej e Michal. Operando com mais de 50 funcionários através de uma equipe multidisciplinar, a principal área de atuação do escritório encontra-se nas lacunas espaciais e sociais presentes nos espaços públicos e construídos das cidades.
Balneário Camboriú, Santa Catarina. Cidade com 5 dos 10 prédios mais altos do Brasil. Foto de: carlosoliveirareis on VisualHunt
O que você acha de construir mais rodovias para diminuir os engarrafamentos? Se você acompanha o debate sobre política urbana, já deve ter a resposta na ponta da língua: construir mais pistas não melhora o trânsito! Quanto mais rodovias, mais carros!
Construir vias estimula mais pessoas a se tornarem motoristas. Com mais faixas asfaltadas à disposição, mais pessoas se dispõem a trocar o transporte público pela conveniência do automóvel. A população pode buscar moradias mais distantes, imaginando que conseguirá dirigir rapidamente até o trabalho.
O CAU Brasil lançou dois editais de chamada pública de apoio institucional com o objetivo de selecionar organizações da sociedade civil (OSC) interessadas realizar duas importantes ações de valorização da arquitetura e urbanismo. Mais de R$ 1 milhão será direcionado a projetos culturais e de assistência técnica em habitações de interesse social (ATHIS).
O fotógrafo de arquitetura Paul Clemence divulgou uma série de imagens da recém-inaugurada extensão do museu Kunsthaus Zürich, projetada por David Chipperfield Architects. O anexo é uma adição independente ao antigo museu e abriga uma coleção de obras de arte modernistas, a coleção Bührle e exposições temporárias. A identidade arquitetônica se inspira nas tradicionais fachadas de pedra do museu, bem como em outros edifícios públicos da cidade.
“Nos países tropicais, é na sombra e no ar fresco que as pessoas se reunem e não em espaços fechados e cálidos como em outras regiões do planeta. Para a nossa sorte, aqui na Costa Rica não falta sombra e tampouco brisa,” comenta Bruno Stagno sobre uma possível arquitetura para os trópicos. Neste sentido, além da sombra e da ventilação natural o que é que define a arquitetura costarriquenha contemporânea?