O podcast The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) aborda de forma direta o design, a arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela arquiteta Marina Bourderonnet e pelo arquiteto David Lee, o programa recebe diversos profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão margem a reflexões profundas e discussões pessoais.
Diversos temas são abordados com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para profissionais de design, análises de edifícios e projetos, ou reflexões descontraídas sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina recebem Jimenez Lai, fundador do Bureau Spectacular, para discutir espaços cívicos e infraestruturais nas cidades; a arquitetura de colagem; o que define uma sala de estar; seu projeto atual, “Citizens With No Places”; seu livro “Citizen of No Place”; a experiência de viver e estudar em Taliesin West; e os loteamentos suburbanos.
Com objetivo de conhecer os arquitetos, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa de referência, Sara Nunes, da produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, lançou o podcastNo País dos Arquitectos, em que conversa com importantes nomes da arquitetura portuguesa contemporânea.
Materiais inusitados, cores vibrantes e composições ousadas são alguns adjetivos que podem ser aplicados quando se fala sobre o trabalho do Superlimão. Tudo começou em 2002 quando Antonio Carlos Figueira de Mello, Lula Gouveia, Thiago Rodrigues e o antigo sócio Sergio Cabral fundaram o escritório batizando-o em homenagem a bala Super Lemon – “azeda no início e doce no final”. Desde então, essa pitada humor - presente até no próprio nome - permeia todas as criações da equipe insinuando novas experiências e despertando curiosidade assim como o saborear da bala.
Com o objetivo de gerar um impacto significativo no consumo responsável e sustentável de recursos e energia na indústria da construção, a ETH Zürich em colaboração com a FenX AG está usando a impressão 3D de espuma (F3DP) para fabricar formas geometricamente complexas para a construção de elementos em concreto.
Este artigo de Lucía de Molina Benavides e Elisa Valero Ramos foi publicado originalmente com o título "La vivienda colaborativa en la era digital como proceso sostenible" [1] na edição nº 31 da revista Dearq em 01 de setembro de 2021 (DOI: https://doi.org/10.18389/dearq31.2021.03).
O artigo investiga como a era digital representou uma revolução na vida de milhões de pessoas. Atualmente, observa-se como o desenvolvimento tecnológico está afetando a sustentabilidade social das cidades em questões como exclusão, individualismo ou gentrificação. Em contrapartida, essa mesma tecnologia, quando aplicada de maneira transversal, gera inclusão, diversidade e senso de comunidade. Este artigo aborda o tema da habitação colaborativa, entendida como um processo participativo que se estende para além das fases de projeto e construção, alcançando a gestão e o uso dos espaços, o que, graças às tecnologias digitais, favorece sua sustentabilidade social.
https://www.archdaily.com.br/pt/1131043/a-habitacao-colaborativa-na-era-digital-como-processo-sustentavelLucía de Molina Benavides y Elisa Valero Ramos
Arquitetura e moda parecem uma combinação improvável. No entanto, em mais de um aspecto, elas são feitas do mesmo tecido. Antigas tribos nômades viviam em abrigos de tecido e peles de animais — os mesmíssimos materiais usados em suas vestimentas. Dessa forma, roupas e abrigos eram confeccionados pelas mesmas mãos artesãs. Com o tempo, à medida que nossas construções supriram as necessidades básicas de proteção do corpo humano, esses ofícios se elevaram a formas de arte distintas. Hoje, designers como Virgil Abloh, com formação em arquitetura, costuram esses dois campos de volta em desfiles que fazem referência a projetos de Mies van der Rohe, ou em jaquetas adornadas com edifícios tridimensionais acolchoados. Os espaços comerciais de moda também aproximam o espaço e o vestuário, frequentemente de maneira meticulosa e instigante. Este vídeo analisa a história da relação entre arquitetura e moda e visita uma loja em Chicago chamada Notre, com projeto de Norman Kelley.
Quando pensamos em escritório de arquitetura, nos vem à cabeça a elaboração e desenvolvimento de projetos de variada complexidade e escala, mas tradicionalmente associados ao espaço vivenciado. Seja este espaço para atividades habitacionais, comerciais, institucionais, dentre tantas outras que caracterizam nosso modo de vida urbano. Portanto, é natural o estranhamento ao nos depararmos com um portfólio contendo, ao mesmo tempo, residências, equipamentos náuticos, sistema de transporte público e eletro portáteis, tais como ventiladores de teto, purificadores de ar e espremedor de fruta.
Centro Internacional de Conferências de Katowice / JEMS. Imagem via JEMS
"Transformar nossas cidades para um melhor futuro urbano", esse é o tema principal do próximo Fórum Urbano Mundial (WUF), que acontecerá pela primeira vez na Europa Oriental na cidade de Katowice, na Polônia, entre 26 e 30 de junho de 2022. Esse evento mundial sobre urbanização sustentável é convocado a cada dois anos pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), e nesta ocasião será organizado em parceria com o Ministério de Fundos de Desenvolvimento e Política Regional e com a a Prefeitura Municipal de Katowice.
Os escritórios evoluíram tremendamente nos últimos anos, tornando-se cada vez mais como um espaço doméstico, incorporando novas paletas de cores, mobiliários flexíveis, texturas aconchegantes e até mesmo vegetação como parte do design. Neste último caso, não é simplesmente um acréscimo estético, mas o verde é integrado de tal forma que transforma e valoriza completamente a experiência de trabalho de quem está dentro. Como as plantas podem se tornar protagonistas do espaço de trabalho? Vamos rever 7 casos que os integram de forma criativa em prol do bem-estar dos usuários.
A seleção desta semana dos melhores projetos de Arquitetura Não Construída destaca propostas conceituais, propostas de concursos e projetos em diferentes fases de desenvolvimento enviados pela comunidade do ArchDaily. De uma vila feita de resíduos de cacau impressos em 3D para um fabricante de chocolate no Equador à transformação de um shopping center em Ontário em um bairro sustentável e voltado para pedestres, passando pela reforma e readequação de conjuntos habitacionais brutalistas em Londres, as propostas a seguir ilustram uma ampla gama de abordagens projetuais que moldam o ambiente construído.
A seleção de projetos não construídos desta semana destaca intervenções globais que abordam uma série de temas altamente relevantes, como construção circular, adoção de materiais sustentáveis, biodiversidade, requalificação urbana de infraestruturas obsoletas, reuso adaptativo e a reavaliação do patrimônio edificado existente.
O Royal Botanic Gardens, Kew, e o Museum of Architecture (MoA) lançaram um concurso para selecionar três projetos excepcionais para a criação de três casas na árvore no sítio do RBG Kew, declarado Patrimônio Mundial da UNESCO, como parte de uma exposição mais ampla intitulada ‘Treehouses at Kew’.
‘Treehouses at Kew’ será a principal exposição do Kew, em cartaz de abril a outubro de 2023, oferecendo uma das experiências de visitação mais imperdíveis do calendário cultural de Londres em 2023.
Há muito mais a se descobrir sobre arquitetos/as e seus projetos quando começamos a conhecer as histórias por trás de suas obras. Compreender de onde e como vem sua inspiração, e de que forma uma ideia se transforma em uma realidade palpável, sensorial e vivenciável, nos permite entender melhor por que o projeto chegou ao seu resultado final.
Em parceria com o fotógrafo Marc Goodwin, como parte de seu projeto Atlas of Architectural Atmospheres — desta vez na cidade de Berlim —, tivemos a oportunidade de nos reunir com o arquiteto alemão Christoph Hesse, do escritório Christoph Hesse Architects, sediado em Korbach e Berlim, para conversar sobre os elementos que compõem sua visão de arquitetura e sua produção. Encontrar um profissional em seu próprio espaço de trabalho é também um diferencial; analisamos diferentes projetos enquanto observávamos maquetes físicas, e a narrativa de seu trabalho transformou-se em uma bela história sobre um lugar — uma cidade do interior da Alemanha —, suas pessoas, suas vidas e um futuro sustentável em harmonia com a natureza.
Os cineastas de arquitetura 9sekunden colaboraram com os arquitetos do escritório de David Chipperfield para criar um curta-metragem sobre a extensão do Museu Kunsthaus em Zurique, Suíça. O recurso mostra a jornada dos visitantes pelo novo edifício, encontrando a instalação interativa "The Sense of Things" do renomado coreógrafo William Forsythe. Percorrendo a arquitetura, combinado com a curiosidade das pessoas entrando no espaço, o filme destaca a interação entre cultura, urbanidade e o ambiente construído da cidade de Zurique.
Uma frase de efeito, muito conhecida — "Do Cabo para o Cairo" — gerou inúmeros livros e despertou a imaginação de incontáveis viajantes do continente africano. As origens da frase são de natureza imperial, nascida de uma proposta de 1874 do jornalista inglês Edwin Arnold, que procurava descobrir as origens do rio Congo. Este projeto foi mais tarde retomado pelo imperialista Cecil Rhodes, que imaginou uma ferrovia contínua de territórios governados pela Inglaterra que se estendia do Norte ao Sul do continente.
Como parte da política de incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte, o Conselho Metropolitano de Milão aprovou seu projeto Biciplan “Cambio”, um novo sistema que introduz corredores chamados “superciclo” por toda a cidade. Assim, o projeto tem como objetivo valorizar o ciclismo, a preservação ambiental e a segurança e o bem-estar da população. O plano complementará as ciclovias já existentes com a adição de 750 quilômetros de novas vias que ligarão as 133 comunas da cidade à região metropolitana, aumentando a cobertura interna do sistema de vias em 10% e 20% em uma escala maior.
No dia 1º de outubro, a arquiteta Rozana Montiel apresentou a exposição "Blanco en tres actos" no Colegio de San Ildefonso, na Cidade do México. A mostra convida a vivenciar os processos de projeto do escritório da arquiteta em três momentos: "Habitar o vazio", "Folhas em branco" e "Um manifesto", em um espaço interno revestido de papel, buscando ressignificar a página em branco a partir de um desdobramento de tempo e texturas. Nesta tela, desdobram-se cinquenta projetos desenhados à mão livre em diferentes escalas, formando uma retícula que revela o ato, o misterioso instante em que uma ideia se gesta.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134220/rozana-montiel-apresenta-exposicao-branco-em-tres-atos-no-colegio-de-san-ildefonsoArchDaily Team
Metha Arquitectos e Be Maarch receberam o primeiro prêmio no concurso de projeto para a remodelação da Praça de Armas da cidade de Juliaca, no Peru. Entre os aspectos da proposta destacados pelo júri estão: a prioridade do pedestre sobre o veículo, o reforço do caráter institucional e o valor ambiental, e a criação de um espaço que integre a natureza. Além disso, o júri ressaltou que o projeto compreende e aceita as dinâmicas do comércio informal, propondo um eixo hierárquico longitudinal entre a praça e o colégio para criar um espaço urbano de pedestres. O desenho é complementado por um eixo secundário de trânsito transversal e se organiza de modo a evitar a presença de barreiras arquitetônicas, gerando espaços mais inclusivos. Confira o projeto a seguir.
“What's color? para arquitetos/as e designers” é uma exposição da artista Claudia Valsells. Com curadoria de Julia Ruiz-Cabello y Gonzalo de Benito, a mostra reúne depoimentos de escritórios de arquitetura sobre o uso da cor em seus projetos. O evento ocorreu de 10 a 14 de dezembro de 2021 no espaço Pavilion do escritório de arquitetura PLANTEA, em Madri. A montagem de um espaço expositivo, à semelhança do ateliê no qual a artista trabalhou por mais de duas décadas para criar sua própria cartela de cores, configura o espaço.
A camada externa das superfícies e dos edifícios é a interface com o mundo, expressando grande parte de sua aparência, características e condições. Em alguns momentos, seja por restrições orçamentárias, complexidades técnicas ou falta de tempo, torna-se necessário buscar soluções rápidas e de fácil instalação. Os revestimentos 3M™ DI-NOC™ Architectural Finishes são películas decorativas adesivas que oferecem uma opção sustentável e econômica para a renovação de superfícies, reduzindo o descarte em aterros sanitários e minimizando o tempo de inatividade, o ruído e a poeira. São ideais para aplicação em marcenaria, portas, colunas e paredes internas. Há também uma versão para soluções externas, a linha de produtos 3M™ DI-NOC™ Architectural Finishes Exterior EX Series. Os acabamentos podem ser aplicados diretamente sobre o material existente da fachada, proporcionando um design sofisticado aliado a outros benefícios técnicos. A seguir, apresentamos dois exemplos que demonstram as possibilidades dos revestimentos de superfície da 3M.
A Powerhouse Company revelou seu projeto para o novo edifício de salas de aula da Universidade de Tilburg que, quando concluído, será o primeiro edifício acadêmico dos Países Baixos construído em madeira laminada cruzada (CLT). Inserido em uma paisagem arborizada, o edifício faz uma referência à arquitetura modernista tombada dos anos 1960 do campus, ecoando sua atmosfera monástica através do ritmo das janelas e das fachadas de calcário.
Dübendorf, na Suíça, é uma espécie de solo sagrado para especialistas em tecnologia da arquitetura. Lá, no campus acadêmico compartilhado dos Laboratórios Federais Suíços de Ciência e Tecnologia de Materiais e do Instituto Federal Suíço de Ciência e Tecnologia Aquática, a universidade pública ETH Zürich vem realizando há quase uma década experimentos de engenharia e construção no NEST, um edifício de pesquisa em constante evolução. Em agosto, ETH Zürich revelou sua mais recente extensão do edifício, o HiLo (abreviação de high performance-low emissions, ou alto desempenho e baixas emissões) — uma adição modular de dois pavimentos a essa estrutura camaleônica que combina princípios construtivos medievais e métodos digitais contemporâneos para elevar o patamar das aplicações mais sustentáveis de concreto.
Com o V-Ray 5 para SketchUp, Update 2, a Chaos introduziu novas ferramentas inteligentes que facilitam a criação de renderizações incríveis por arquitetos/as e artistas de visualização de arquitetura (arch-viz). É possível aproveitar os modelos e materiais gratuitos disponíveis no Chaos Cosmos, personalizar superfícies com o V-Ray Decal e ajustar a renderização com o LightMix e pós-processamento.
Neste tutorial, Ricardo Ortiz, Especialista de Produto do V-Ray, utiliza uma cena de interior para demonstrar como essas novas e poderosas adições podem acelerar seus processos criativos e adicionar detalhes extras para um fotorrealismo excepcional.
A palavra em inglês para arquiteto/a, architect, pode ser dividida em três partes: “Arch”, o arco arquitetônico que, em seus radicais de origem grega, representa o “máximo, mais forte, maior”; no centro, o “I” (“eu”, em inglês); e, por fim, “Tect”, que remete às “ferramentas técnicas”. Assim, a própria origem da identidade do/a arquiteto/a carrega a premissa de “utilizar o ‘eu’ como consciência subjetiva para realizar a melhor construção possível através de ferramentas técnicas”.
Ao longo do tempo, o “Arch” almejado pelo/a arquiteto/a, o “I” da perspectiva subjetiva e o “Tect” das ferramentas técnicas de viabilização transformaram-se de acordo com as mudanças das eras e do contexto social. No entanto, o significado essencial desses três elementos e sua relação de sinergia mútua não sofreram alterações substanciais.
Nas últimas duas ou três décadas, a aceleração das tecnologias de ponta impulsionou os/as arquitetos/as a tentar inventar e reconstruir novas ferramentas “técnicas” voltadas ao projeto e à construção, buscando acompanhar o ritmo da era da informação. Com a chegada de uma nova onda tecnológica liderada por inteligência artificial, Big Data e computação em nuvem, o mundo caminha decisivamente rumo à digitalização e à inteligência artificial. Como resultado, as definições e as relações entre “Arch”, “I” e “Tect” precisam mudar para que os/as profissionais de arquitetura possam realmente romper com as amarras das relações de produção tradicionais.
O “I” do/a arquiteto/a deixa de ser o único agente do projeto e da construção. Em vez disso, a fusão plena entre “I” e “Tect” gera uma consciência híbrida que une a inteligência humana à da máquina para moldar o nosso objetivo final, o “Arch”. A mentalidade de projeto e os fluxos de trabalho estão se transformando, e esse paradigma de colaboração coletiva inaugura novos modelos profissionais para a arquitetura.
Qual é a diferença fundamental nessa mudança de agente? Trata-se da transição entre a tomada de decisão individual do/a arquiteto/a e a decisão compartilhada entre o ser humano e o computador.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134228/como-os-as-arquitetos-as-usam-arquitetos-de-inteligencia-artificial-inclui-beneficios韩爽 - HAN Shuang