Marta Minujín, Parthenon of Books, Dokumenta 14, Kassel, Alemanha, 2017. Imagem de Anne-Catrin Schultz. Imagem cortesia de Real and Fake in Architecture–Close to the Original, Far from Authenticity?
O termo “fake” (falso) tem sido frequente na mídia no início do século XXI, referindo-se a manchetes e declarações fictícias que são percebidas como reais, influenciando a opinião e a ação pública. Substituindo o termo historicamente mais comum “propaganda”, as chamadas *fake news* visam à desinformação e buscam “prejudicar uma agência, entidade ou pessoa, e/ou obter ganhos financeiros ou políticos, muitas vezes usando manchetes sensacionalistas, desonestas ou totalmente fabricadas”. Rastrear notícias falsas, diferenciar informações “reais” de opiniões pessoais e identificar o engano intencional (ou não) pode ser complicado. Não menos complexo é decifrar a dualidade entre o falso e o real no ambiente construído. Com o intuito de explorar o contexto mais amplo das manifestações do falso na arquitetura e no projeto ambiental, faz-se necessário examinar a definição de falso e seus termos correlatos.
Recentemente, o economista vencedor do Prêmio Nobel Paul Krugman escreveu no New York Times sobre as causas da crise de moradia inacessível em Nova York. Ele atribuiu o problema a alguns fatores, incluindo uma poderosa "monocultura" financeira na cidade, os NIMBYs (movimento "não no meu quintal") e o fato de a própria prefeitura bloquear novas construções. Esse último argumento, contudo — o de que o poder público municipal impede novas obras —, é um mito cada vez mais difundido e que precisa ser examinado.
O novo evento bienal Architekturwoche Basel (AWB) será lançado em maio como uma plataforma para discutir arquitetura e desenvolvimento urbano através das lentes da construção sustentável e da economia circular. A edição inaugural também marca o lançamento do primeiro Pavilhão de Basel, uma estrutura temporária destinada a mostrar novas possibilidades de construção ecológicas. O projeto vencedor, “Loggia Basileana”, criado pelo escritório de arquitetura isla, é feito de componentes de construção reutilizados e apresenta uma série de módulos que formam uma passagem contínua de pedestres ao longo de uma ferrovia em Dreispitz.
Estamos passando por um período de transição demográfica, e isso, todos nós já sabemos. O crescimento da população acima de 60 anos vem sendo exponencial, entretanto, não é apenas o aumento demográfico que deve ser considerado, mas também o novo perfil dessas pessoas – afinal, não se faz mais idosos como antigamente.
Michael Sorkin costumava considerar a crítica como “uma profissão de serviço”, destacando a capacidade do campo de moldar a opinião pública e a direção da arquitetura em geral. A crítica de arquitetura intelectualmente expansiva não apenas avalia os méritos e deficiências de um projeto, mas revela como os edifícios estão situados em relação à história e à teoria e como eles contribuem para os dilemas econômicos, sociais e ambientais atuais. A seguir, entramos no campo da crítica de arquitetura, destacando algumas de suas figuras-chave e refletindo sobre como esse papel mudou com o surgimento das mídias digitais.
Marta Vall-llossera Ferran. Image Cortesía de CSCAE
Marta Vall-llossera Ferran tornou-se a primeira mulher a assumir a presidência do Conselho Superior dos Colégios de Arquitetos da Espanha após o processo eleitoral extraordinário convocado em decorrência do recente falecimento de Lluís Comerón, presidente do CSCAE, aos 61 anos.
Sete décadas após projetar o Lever House, o escritório SOM retorna ao icônico edifício modernista para retomar sua restauração, dando continuidade ao seu longo histórico de preservação do projeto. O SOM já havia revisitado o edifício em 2001, restaurando sua fachada com materiais de alto desempenho e preservando a imagem arquitetônica original. Desta vez, a intervenção abrange o térreo e o terraço do terceiro pavimento, além dos sistemas prediais, visando melhorar significativamente o desempenho energético do edifício. Quando concluída, em 2023, a renovação se tornará um importante exemplo de como prolongar a vida útil do patrimônio edificado de meados do século XX.
O concurso Winter Stations de 2022 revelou seus três projetos vencedores, selecionados entre propostas enviadas de todo o mundo, juntamente com três projetos estudantis da Ryerson University, University of Toronto e University of Guelph. Em sua oitava edição, após um hiato de um ano, o concurso criado em 2015 pelas empresas RAW Design, Ferris + Associates e Curio vai mais uma vez “atrair as pessoas para fora para aproveitarem a praia no inverno”, com as instalações ocupando os postos de salva-vidas na praia de Woodbine, em Toronto.
Por mais de um século, uma feira de rua conhecida como "The Blue" foi o coração pulsante de Bermondsey, no sudeste de Londres. No passado, aos sábados, centenas de pessoas se dirigiam ao bairro histórico — uma região cujas raízes remontam ao século XI, quando servia de rota de peregrinação para a Abadia de Bermondsey. Os frequentadores costumavam comprar produtos de mais de 200 barracas conhecidas por vender de tudo. "É possível comprar qualquer coisa no The Blue" era o ditado popular local.
Respondendo ao concurso de arquitetura para o edifício CAMERIMAGE do Centro Europeu de Cinema, Kengo Kuma & Associates propôs um novo marco icônico que celebra o cinema e a arquitetura como "formas universais de expressão". O projeto, que ficou em segundo lugar na competição, propunha uma fachada que remetia ao movimento das cortinas se abrindo diante do palco ou da tela de cinema.
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Gêmeo Digital. Imagem via Shutterstock/Videoflow
O surgimento do fenômeno do "gêmeo digital" anunciou uma grande mudança em termos de planejamento urbano. Ele apresenta essencialmente a cidade como dinâmica, de forma virtual. Garante que todos os elementos do tecido histórico, novas construções e transporte público sejam contabilizados em um modelo tridimensional. Não só apresenta elementos-chave em termos de paisagem, como também engloba condições muitas vezes esquecidas, como a presença de luz ao longo do dia, sombreamento e vegetação. Tudo isso contribui para um melhor processo de análise do território.
Como parte da programação cultural da semana de arte que ocorreu na Cidade do México, a PEANA apresenta a exposição "Por debajo del árbol" no Taller de Arquitectura de Agustín Hernández, que abre suas portas ao público pela primeira vez para reunir obras contemporâneas de quinze artistas em diálogo com o universo de Agustín Hernández. A mostra tem curadoria de Ana Pérez Escoto e Carlota Pérez-Jofre e permanecerá aberta de 10 de fevereiro a 4 de março.
Primeiro Lugar. Imagem cortesia de Galiasgar Kamal Tatarian State Academic Theatre
O Concurso Internacional Aberto para o Desenvolvimento de um Conceito Arquitetônico para o Teatro Acadêmico Estatal Tártaro Galiasgar Kamal anunciou seus resultados. O consórcio que inclui o escritório Kengo Kuma & Associates conquistou o primeiro lugar, enquanto o segundo lugar ficou com a proposta liderada pelo Asif Khan Studio e o terceiro lugar com o Coop Himmelb(l)au e sua equipe.
Formar-se em arquitetura costuma vir acompanhado da expectativa de trabalhar em um escritório das 9h às 18h. No entanto, a realidade é que muitos/as recém-formados/as estão se aventurando em carreiras diversificadas e explorando campos como fotografia de arquitetura, escrita, renderização, cenografia e gerenciamento de projetos. Neste Editor's Talk, o/a fundador/a e editor/a-chefe do ArchDaily, o/a diretor/a de desenvolvimento de produtos de software, os/as editores/as executivos/as e o/a editor/a de redes sociais compartilham suas experiências de graduação em arquitetura e como acabaram explorando caminhos profissionais diferentes, porém altamente complementares, provando que a prática da arquitetura vai muito além de projetar espaços físicos construídos.
A Dra. Steffi Burkhart conhece bem a geração millennial. Ela sabe — ou, pelo menos, tem uma opinião muito bem fundamentada e profundamente pesquisada — como essas pessoas querem viver e trabalhar. Considerando que os/as millennials – comumente identificados/as como as pessoas nascidas entre o início dos anos 1980 e meados dos anos 1990 – em breve dominarão a força de trabalho, compreender suas necessidades e aspirações profissionais e pessoais é uma informação valiosa. Isso é vital para empresas, cidades e países que desejam atrair e empregar de maneira produtiva os melhores talentos dessa geração.
Como parte da exposição internacional de arte contemporânea Desert X, a segunda edição do Desert X AlUla apresenta 15 instalações contextualizadas pelo deserto da Arábia Saudita que exploram "ideias de miragem e oásis". A edição deste ano tem curadoria de Reem Fadda, Raneem Farsi e Neville Wakefield sob o tema de Sarab (termo em árabe para 'Miragem') e convida os/as artistas a abordarem a história e a cultura do deserto, seu significado contemporâneo e a dicotomia entre o mundo natural e o construído pelo ser humano.
A Boss Design defende que o escritório não é mais um espaço de trabalho baseado na rotina, mas sim um espaço de destino impulsionado por um propósito. Imagem cortesia de Boss Design
As exigências e expectativas em relação ao ambiente de trabalho mudaram drasticamente nos últimos dois anos. O próprio propósito do escritório está sendo reescrito, e seu papel e função, redefinidos. Mark Barrell, Diretor de Design da fabricante global de mobiliário Boss Design, argumenta que o avanço do trabalho híbrido — modelo adotado por 80% dos clientes da Boss — significa que os escritórios devem se transformar em "espaços de destino", ou melhor, em uma série de diferentes espaços de destino.
Como parte do programa Essência do Design, o Hong Kong Design Institute (HKDI), o Hong Kong Institute of Vocational Education (IVE) e a Galeria HKDI apresentam Zaha Hadid Architects: Vertical Urbanism. A exposição online apresenta as inovações de ZHA na arquitetura através de uma exibição de desenhos técnicos, visualizações geradas por computador, modelos arquitetônicos, projeções de vídeo e experiências de realidade aumentada. A mostra imersiva está disponível online e permite aos visitantes explorar o mundo de ZHA, oferecendo uma visão privilegiada com detalhes dos projetos do escritório.
Delft Hotel Interiors. Imagem via Frame Magazine utilizada sob os termos de "fair use"
Nos últimos anos houve um clamor significativo em torno dos hábitos e impactos da geração millennial. Manchetes como "millennials são o motivo de não usarmos mais guardanapos" ou "os millennials estão matando o mercado imobiliário" eram comuns. Depois de serem culpados pela morte de praticamente qualquer coisa, a força de trabalho millennial se afastou dos holofotes para abrir caminho para a próximo geração, a Geração Z, ou "Gen Z", que segundo muitos acreditam deve gerar perturbações significativas na sociedade, incluindo a arquitetura e o design.
Seria possível um espaço ser um e muitos ao mesmo tempo? Sob o nome Mínimo Múltiplo Comum, Estudio BNAA projetou um espaço de superfícies mínimas, comumente utilizado para fins comerciais ou escritórios, com a particularidade de poder se transformar em múltiplos espaços ao mesmo tempo. Localizado em San Luis, Argentina, trata-se de um projeto que faz referência ao conceito matemático (MMC), mas sob outra perspectiva e função, combinando movimento, flexibilidade e o uso do magnetismo como sistema construtivo.
Todos os aspectos da sociedade estão se tornando cada vez mais digitais. A interconexão e velocidade com que somos capazes de pesquisar e transferir informações nos deixaram acostumados a explorar novas maneiras pelas quais a tecnologia pode impactar nossas vidas. Nos últimos anos, a ascensão do bitcoin, do blockchain e agora do metaverso, fez com que arquitetos e designers reconsiderassem a noção de espaço físico e virtual. Mas, além disso, existe um "meio-termo" entre os espaços que serão projetados para receber o escapismo tecnológico que o metaverso e a web3 oferecem. Embora esses mundos virtuais estejam na fronteira da digitalização de tudo, os arquitetos desempenharão um enorme papel na concepção dos espaços físicos do mundo real que podem suportá-los.
Ao projetar o espaço interno de uma residência, é comum cometer o erro de não dar a devida importância ao piso. Frequentemente, a prioridade costuma ser as paredes, o mobiliário e a iluminação, sem levar em conta essa grande superfície que, com sua textura e aparência, pode definir a percepção, o caráter e o estilo de um ambiente. No entanto, para além do seu valor estético, a resistência do piso é indispensável – afinal, os móveis ou a decoração podem mudar com frequência, mas o revestimento deve permanecer em bom estado por anos. Isso se aplica especialmente no caso da cozinha, considerando que é uma das áreas da casa que mais sofre com o uso intenso, o tráfego e o desgaste.
Massimo Paolini compartilha conosco o seguinte artigo, publicado originalmente no El Salto, trazendo novas reflexões sobre a mobilidade urbana no futuro das cidades.
A visualização em tempo real é utilizada para gerar renderizações com excelente qualidade visual a partir de um modelo BIM ou CAD. Ao ser integrada ao fluxo de trabalho de projeto, ela também facilita a colaboração e permite que todas as partes envolvidas em um projeto de arquitetura participem ativamente ao longo de todo o processo de desenvolvimento.
A seguir, apresentamos cinco maneiras pelas quais a integração da visualização em tempo real pode proporcionar uma compreensão completa do projeto em suas diversas etapas.