O escritório de arquitetura HKS e o estúdio de paisagismo Hood Design Studio foram selecionados pela empresa global de entretenimento e mídia CMNTY Culture para projetar um novo campus criativo no coração de Hollywood. Batizado de CMNTY Culture Campus, o projeto contará com espaços de produção, escritórios e locais de apresentação, reunindo indústrias criativas em um empreendimento de 500.000 pés quadrados (aproximadamente 46.450 metros quadrados).
A próxima exposição da série The Architect's Studio, organizada pelo Louisiana Museum of Modern Art, apresenta o trabalho do Forensic Architecture, um grupo de pesquisa multidisciplinar que atua na interseção entre arquitetura e jornalismo investigativo. Liderado pelo arquiteto Eyal Weizman, o coletivo de profissionais das áreas de arquitetura, artes, desenvolvimento de software, jornalismo, direito e animação investiga e documenta violações de direitos humanos em diversos conflitos globais. O grupo constrói modelos e espaços virtuais para propor novas perspectivas sobre eventos específicos.
Recorte do periódico “Tribuna da Mulher”, em sua edição 748, 1952. Fonte: Hemeroteca Digital Brasileira, livre uso em domínio público
A desigualdade de gênero na prática da profissão da arquitetura é fruto de um processo múltiplo, no qual o papel das narrativas tecidas cotidianamente pelo jornalismo é ainda pouco estudado. Aqui, apresentaremos como duas arquitetas foram retratadas pela imprensa diária carioca nos anos de 1950, buscando problematizar como seu deu a construção de uma imagem profissional não dissociada da esfera pessoal.
Tragédia, protesto, insurreição e turbulência política despertaram uma nova consciência sobre a injustiça racial e a instabilidade democrática. Essas questões criam novos desafios para usuários/as e profissionais de design de espaços públicos nos Estados Unidos. Espasmos culturais resultaram em espaços públicos contestados — cenários de assassinatos, protestos em ruas e parques e cemitérios esquecidos. Esses espaços demandam uma nova forma de justiça ambiental.
Avançando com sua maratona de sessões fotográficas, o fotógrafo de arquitetura Marc Goodwin está montando um Atlas de Atmosferas Arquitetônicas, um projeto que busca documentar diversos estúdios de arquitetura e design de todo o mundo. Desde 2016, Goodwin viaja "por toda parte para capturar as atmosferas dos estúdios de arquitetura", e após um hiato de dois anos devido à pandemia, o fotógrafo retomou o projeto com uma exploração dos escritórios de arquitetura de Berlim, registrando o ambiente de trabalho de firmas famosas, como Hesse, LAVA, JWA e FAR frohn&rojas.
As grandes cidades e a rotina conturbada da vida urbana cada dia mais revelam a necessidade de momentos de relaxamento visando saúde física e mental. Essa preocupação se tornou ainda mais evidente depois dos longos períodos de quarentena da pandemia de Covid-19, quando a desconexão com a rotina ficou ainda mais difícil. Assim, nos últimos anos, cada vez mais as pessoas têm procurado atividades e lugares que proporcionem esse descanso.
Enquanto a cidade continua a evoluir e se transformar, cantos mortos na paisagem urbana começam a emergir, reduzindo, em consequência, os níveis de atividades no nosso ambiente construído. Essas "zonas mortas" se referem a áreas onde falta engajamento ativo, elas permanecem vazias e privadas de pessoas, já que não se mostram mais úteis ou atraentes. Enquanto a pandemia de Covid-19 se aproxima do fim, a primeira questão que podemos enfrentar após a pandemia é a retomada do nosso ambiente urbano. Um sopro de vida em uma paisagem urbana cansada e desatualizada...
O elemento focal na criação de um ambiente urbano ativo e saudável é o aumentar a vitalidade através da ocupação e criação de espaços. Criar lugares diversos e interessantes para morar, florescer, e trabalhar. Aqui estão cinco estratégias regenerativas que animam a paisagem urbana e produzem ambientes resilientes, atraentes e flexíveis.
Publicar arquitetura é uma necessidade da própria disciplina para ser compreendida como tal. A ausência desse ato a transforma em um fazer sem questionamentos públicos, repleto de práticas privadas. Contudo, sua presença abre um campo que permite traduzir uma linguagem material para uma escrita, reformulando os discursos que emergem desse cenário. Entre as "menores" publicações estão os fanzines, que emergem do desejo de autogestão e de uma materialização de baixo custo e tiragem reduzida, capazes de se adaptar a diversos conteúdos, assumindo a forma de livretos ou mesmo de papéis dobrados.
A possibilidade de experimentação do fanzine impulsionou sua crescente popularização no Chile, manifestando-se em sua incorporação na XXI Bienal de Arquitetura e Urbanismo do Chile em 2019. Embora as noções sobre esse meio antecedam o evento, há um vácuo em relação às suas características que nos obriga a fazer perguntas de construção simples, quase ingênuas, que questionam o fanzine sobre as singularidades de sua produção, mas cuja discussão revela a rede invisível tecida entre quem, sem saber, já se conhecia.
Las formas de la sala. Escenarios de representación. Image Cortesía de Carlos Montes González
“As formas da sala. Cenários de representação” é um trabalho de pesquisa realizado pelo arquiteto Carlos Montes González para o Mestrado Universitário em Estudos Avançados de Arquitetura da Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona. Nele, propõe-se um estudo alternativo das salas. Esse espaço nevrálgico de qualquer moradia ganha destaque a partir da análise de sua relação com os cômodos adjacentes.
Dubai planeja construir um quarto de seus edifícios com tecnologia de impressão 3D até 2025, uma iniciativa que demonstra o potencial dessa tecnologia em rápida evolução para redefinir e expandir os limites da construção tradicional. Desde que a impressão 3D foi introduzida nos setores de construção civil, engenharia e arquitetura, ela vem ganhando cada vez mais popularidade no mercado. Um relatório de julho de 2021 da Grand View Research projeta que o mercado global de construção por impressão 3D crescerá 91% apenas entre 2021 e 2028. Por trás dessa expectativa de crescimento acelerado estão, por um lado, a rapidez e o baixo custo da construção com impressão 3D e, por outro, sua capacidade de viabilizar habitações de interesse social e oferecer infinitas possibilidades de projeto. Assim, à medida que arquitetos e arquitetas se adaptam a uma nova era tecnológica onde velocidade e eficiência são elementos-chave nos processos de projeto e execução, a ascensão da impressão 3D mostra-se extremamente promissora. Esta tecnologia pode, inclusive, remodelar a construção civil como a conhecemos.
Tsz Yan Ng é diretora de escritório, professora, acadêmica e artista sediada em Michigan, cujo trabalho interdisciplinar e colaborativo busca desafiar e aprimorar a manufatura e as práticas de fabricação contemporâneas. “Faz muito tempo que não mudamos nossa forma de construir”, afirma Ng. “Precisamos fazer com que a construção seja melhor, e não apenas mais barata, buscando inspiração em diferentes áreas. A arquitetura é um ecossistema global de pessoas, e o todo deve ser maior do que a soma das partes.”
Com uma história que remonta a 1834, a fabricante de estojos e cofres de luxo WOLF compreende perfeitamente a importância de proteger não apenas bens valiosos, mas também o próprio legado.
“A arquitetura deve expressar nossa própria vulnerabilidade”, afirma Dorte Mandrup em conversa com o Louisiana Channel ao falar sobre seu recente projeto, o Centro do Fiorde de Gelo, na Groenlândia. Sendo, por si só, um espaço de exposição, este potente vídeo explora o entorno, oferecendo uma perspectiva profunda sobre as transformações observadas no gelo e a relação harmoniosa entre a estrutura e a paisagem glacial.
Na primavera de 2021, Dorte Mandrup concedeu uma entrevista a Marc-Christopher Wagner em seu escritório. Como humanista, Mandrup é profundamente influenciada pela medicina, pela escultura e pela cerâmica, criando formas arquitetônicas instigantes e evocativas. Como parte de sua atuação filantrópica, o centro foi projetado para narrar a evolução, a história da humanidade e os mistérios do gelo.
Projetada por Herzog & de Meuron, a Switch House é a mais recente extensão do Tate Modern. Radical em sua forma e materialidade, está intimamente relacionada ao complexo do qual faz parte: o principal espaço para arte moderna de Londres desde 2000. Fotografado recentemente por Bahaa Ghoussainy, este edifício de 2016 é um modelo para museus do século XXI.
Seja apreciada em um restaurante ou preparada em casa, uma coisa é fato: a comida une as pessoas. Por essa razão, os arquitetos passaram a colocar as cozinhas no coração das casas, oferecendo aos moradores um espaço para cozinhar, jantar e passar bons momentos com seus familiares e amigos. No entanto, nem todas residências comportam cozinhas espaçosas, já que algumas casas são muito pequenas e outras não têm uma configuração espacial favorável para isso. A seguir, exploraremos como arquitetos e designers utilizam diferentes layouts de cozinha em diferentes situações e para diferentes usuários.
Nos últimos anos, tem havido uma atenção cada vez maior à iluminação de interiores, especialmente no contexto do crescente número de escritórios em plano aberto (*open-plan*). Em grande parte do mundo — e sobretudo nos países nórdicos —, as pessoas chegam a passar de 80% a 90% de seu tempo em espaços fechados. A luz que nos cerca afeta tanto nosso ritmo circadiano quanto nossos hormônios, tornando o ambiente interno e sua iluminação fatores determinantes para o nosso bem-estar. As opiniões sobre qual seria a solução ideal de iluminação interna — e se ela de fato existe — são diversas e divergentes. Para compreender melhor essa dinâmica, a fabricante dinamarquesa de iluminação Louis Poulsen propôs-se a testar os efeitos de diferentes condições de iluminação artificial em sua própria sede em Copenhague.
O Aedes Architecture Forum inaugurou recentemente a exposição "Jinyun Quarries – The Quarry as Stage", que apresenta a transformação de pedreiras desativadas na província de Zhejiang, na China, em uma plataforma para atividades culturais e sociais. A arquiteta Xu Tiantian, de Pequim, e a equipe do escritório DnA_Design and Architecture foram encarregadas de desenvolver uma nova infraestrutura pública no interior de nove das minas do condado de Jinyun, abrindo novas perspectivas econômicas para a população local. Em cartaz até o dia 5 de maio, a exposição destaca a extraordinária espacialidade das pedreiras, revelando a complexidade das estruturas por meio de uma série de maquetes, plantas e fotografias das intervenções.
O coletivo de arquitetura AKT e Hermann Czech assinarão em conjunto o conceito e o projeto do Pavilhão da Áustria na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia. Intitulado "Participação" (Beteiligung/Participation), o pavilhão será temporariamente transformado em um experimento social, explorando temas como o público e o privado, a acessibilidade e a inacessibilidade, e o coletivo e o indivíduo por meio de uma intervenção arquitetônica. A 18ª Exposição Internacional de Arquitetura será realizada de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
Kiev, Ukraine / Statue of Berehynia on the top of Independence Monument on the Maidan Nezalezhnosti. Image via Shutterstock
Em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia iniciou uma invasão em larga escala no território ucraniano. Sendo a maior crise de refugiados e o maior conflito armado no território europeu neste século até o momento, esta guerra está mobilizando pessoas em todo o mundo para pressionar as autoridades a encerrar o conflito armado. Personalidades e instituições do campo da arquitetura participaram desses atos de solidariedade, emitindo declarações, condenando ações e até encerrando atividades na Rússia. Da UIA ao MVRDV, e até organizações russas como o Instituto Strelka, o mundo da arquitetura está denunciando esses atos de violência e apoiando um cessar-fogo imediato.
Quando pensamos em saúde, pensamos em médicos, enfermeiras, cirurgiões, radiologistas e anestesistas – as pessoas que tratam doenças e salvam vidas.
Mas esquecemos um grande grupo de pessoas que os tornam bem-sucedidos em salvar vidas – especialistas em codificadores médicos, gerentes de serviços de saúde, arquitetos e engenheiros hospitalahres e outros que correm nos bastidores para trazer resultados positivos para a saúde.
Na arquitetura, o mais comum é desenhar apenas para os humanos. No entanto, abranger o escopo do projeto para outras espécies é um exercício que vem sendo proposto em diversas encomendas. De um mobiliário específico até o design de interiores todo pensado para o animal, as possibilidades de criar um ambiente mais lúdico e confortável, tanto para humanos quanto para os animais, são diversas.
A região central de São Paulo estampa as contradições das nossas cidades. Por um lado, verificam-se imóveis ociosos em regiões bem atendidas por infraestruturas urbanas, por outro lado, cresce o número de pessoas em situação de rua, alojadas em barracas e estruturas precárias improvisadas.
Embora o principal evento trágico tenha ocorrido em 1941, durante toda a ocupação o espaço foi utilizado como local de extermínio pelas forças alemãs. Com efeito, entre 70 e 100 mil pessoas perderam suas vidas em Babyn Yar. Sem uma arquitetura destinada à tragédia e apenas uma paisagem remanescente, não há espaço de memorialização para o reconhecimento público.
O governo do estado de São Paulo anunciou na última quinta-feira (10) o projeto da primeira ciclovia de longa distância em rodovia no Brasil, a Ciclovia dos Bandeirantes, na Rodovia dos Bandeirantes.
Localizada entre São Paulo e Itupeva, a nova ciclovia ligará a capital paulista ao recém-lançado Distrito Turístico Serra Azul, em Itupeva, com aproximadamente 57 quilômetros de extensão.