O HANNAH Office é um estúdio experimental de pesquisa e design cujo trabalho se foca em avançar a arquitetura e as práticas contemporâneas de construção ao examinar as possibilidades de novas rotinas digitais e tecnologias de fabricação. Selecionado como um dos Melhores novos escritórios de 2021 pelo ArchDaily, o HANNAH Office foi fundado em 2012 por Leslie Lok e Sasa Zivkovic, e constitui uma plataforma para explorar a tecnologia e os métodos materiais em uma diversidade de escalas, do mobiliário ao urbanismo, em busca de novos resultados em design.
Em 2021, o motorista médio de Londres passou 148 horas nos engarrafamentos — o dobro da média nacional, de acordo com um novo relatório da Inrix, uma empresa que analisa o tráfego rodoviário. Essas descobertas levaram a uma reportagem da BBC que atribuiu o novo suposto status de cidade mais congestionada do mundo a um aumento nas ciclovias, implementadas em toda Londres para garantir o distanciamento social nas viagens durante a pandemia. Essa análise parece ignorar o fato de que o congestionamento em 2021 foi praticamente o mesmo que em 2019.
Para entender o que está acontecendo, precisamos lembrar que a quantidade de tempo disponível para cada um de nós restringe o quanto podemos viajar. Há muitas coisas que precisamos encaixar em 24 horas e, em média, passamos apenas uma hora nos deslocando. Isso limita o acúmulo de congestionamento nas cidades.
Qual é o papel das florestas no nosso dia a dia? De que maneira elas podem se tornar espaços habitáveis? Quais estratégias podem ser implementadas para reduzir o impacto ambiental das nossas construções? No âmbito do Dia Internacional das Florestas, celebrado a cada 21 de março, o objetivo deste ano é conscientizar sobre os vínculos que se estabelecem entre as florestas e o nosso cotidiano. Mesmo com o avanço do desmatamento, as florestas representam uma fonte de grandes benefícios econômicos, sociais e ecológicos.
Ruas são espaços públicos estruturantes das cidades e locais de convergência por excelência. Do encontro das ruas temos os largos, as praças, os parques. Pelas ruas, tudo passa, e da qualidade das ruas dependem as pessoas para acessar oportunidades de emprego, educação, saúde e lazer. Mas basta olhar para as grandes cidades brasileiras para perceber a priorização que se dá aos veículos motorizados em detrimento dos outros modos. Em São Paulo, por exemplo, 41% das calçadas não têm a largura mínima exigida por lei.
https://www.archdaily.com.br/pt/978914/ruas-completas-na-universidade-ajudam-a-pensar-e-projetar-a-cidade-na-escala-humanaAndressa Ribeiro, Adriana Sansão, Bruno Batista, Carolina Stolf, Fernando César Manosso, Rodrigo Rinaldi
Tubos, cabos e condutos de diferentes materialidades nas paredes e tetos fazem parte de todos os espaços que transitamos e habitamos. Eles representam o conjunto de redes e equipamentos necessários ao desenvolvimento da vida nos nossos edifícios, trazendo serviços como água, luz, gás, entre muitos outros. De acordo com as normas vigentes em cada país e o uso definido em cada espaço, as instalações podem ser deixadas aparentes, conferindo aos espaços interiores um certo caráter e estética.
Metrocable em Medellín. Foto: EMBARQ Brasil | WRI Brasil Cidades Sustentáveis, via Visualhunt
UX Design, ou o design centrado na experiência do usuário, não é, como muito se pensa, um campo voltado exclusivamente ao mundo digital, telas e interfaces visuais. Trata das "complexas redes de relacionamento que cada usuário tem entre si e dentro do próprio sistema", seja ele um projeto virtual, gráfico, arquitetônico ou urbano. É o que diz Cuca Righini, arquiteta formada pela FAUUSP e especialista em UX design, design thinking e pedagogia da cooperação.
Desde as celebrações de importantes conquistas às expressões de desejos de melhora a alguém enfermo, o ato de presentear alguém (ou a si próprio) com flores está presente em diferentes etapas da nossa vida e pode carregar inúmeros significados. Esta espécie de ritual materializa a expressão de um sentimento e, em muitas culturas, trata-se de uma escolha delicada e sensível, que costuma levar em conta a seleção de espécies específicas para cada evento.
Por esse motivo, floriculturas e lojas especializadas em arranjos florais são, muitas vezes, locais em que a diversidade das espécies é disposta de forma a possibilitar a escolha certa de um arranjo ou buquê de flores. Neste sentido, muitas floriculturas tomam partido de organizações espaciais e elementos de projeto que busquem realçar a beleza natural das flores. Alguns exemplos dessa estratégia são a aplicação de tons mais neutros nas superfícies, em contraste com o colorido das diferentes espécies, e o emprego de expositores inovadores em diálogo com os arranjos.
As vestimentas utilizadas pelos povos nômades no deserto (beduínos, berberes, tuaregues, entre outros) são geralmente escuras, compridas e de tecido pesado. Ao contrário do senso comum, que recomendaria roupas leves, claras e curtas para um clima quente, as roupas pesadas e soltas do corpo favorecem a convecção, criando um fluxo de ar constante junto ao corpo, conferindo um conforto térmico no clima árido. Para edificações a analogia funciona. Ao abordarmos eficiência energética e desempenho dos projetos, inevitavelmente falaremos da sua envoltória, entre outros aspectos do projeto. Nem sempre uma solução exitosa em um local será eficiente em outro.
Durante os últimos 2 anos, temos criado uma série de artigos sobre bem-estar e sustentabilidade focados na indústria da construção. Mas de que forma os projetos, conforme suas demandas e contexto, aplicam as soluções para torná-los, de fato, eficientes e de bom desempenho?
Heritage Buildings of Beirut, Lebanon. Image via World Monuments Fund
O World Monuments Fund divulgou sua lista World Monuments Watch 2022, uma seleção de 25 sítios em todo o mundo que possuem grande importância cultural e patrimonial, mas estão enfrentando ameaças econômicas, políticas ou naturais. A seleção deste ano destaca questões globais como mudanças climáticas, turismo desenfreado, sub-representatividade e recuperação após crises, exigindo planos de preservação imediatos.
Imagem: Jessely Cardoso/Prefeitura de São Paulo. Image Cortesia de Caos Planejado
Um dos temas econômicos mais importantes em pauta em diversos países até o início da pandemia de coronavírus, no começo de 2020, as legislações que impõem restrições à oferta de novos imóveis nos municípios trazem impactos negativos tanto para o crescimento das localidades como para a população, que tem suas opções de habitação, de acesso a empregos e de locomoção afetadas. Adotadas pela maioria das cidades brasileiras, as normas de zoneamento — que determinam critérios para a ocupação dos terrenos, o tamanho dos empreendimentos que podem ser construídos em pontos específicos e as áreas de preservação ambiental — também refletem no aumento dos preços das propriedades, uma vez que a disponibilidade de unidades não consegue acompanhar a demanda existente por elas.
https://www.archdaily.com.br/pt/977879/restricoes-de-zoneamento-empurram-populacao-para-areas-perifericasSomos Cidade
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Está em andamento a construção da Ponte Simone-Veil do OMA em Bordeaux, com os primeiros elementos da estrutura metálica instalados na margem direita do rio Garonne. Com 548 metros de extensão, a sexta ponte sobre o rio Garonne ligará os municípios de Floirac e Bègles e proporcionará à cidade um novo espaço público. Projetada como uma superfície contínua com espaços públicos verdes em cada margem, a ponte de 44 metros de largura acomodará carros, transporte público, bicicletas, e uma grande superfície dedicada a pedestres. Quando concluída, se tornará a primeira ponte do OMA.
Em abril de 1782, apenas seis anos após a assinatura da Declaração de Independência dos EUA, John Adams chegou a Amsterdã como o primeiro embaixador do país nos Países Baixos. Três meses depois, um consórcio de banqueiros holandeses concedeu um empréstimo de 5 milhões de florins (equivalente a US$ 150 bilhões hoje) à nova república, um sinal claro de confiança nos EUA. Apesar de não poder oferecer um empréstimo, como engenheiro sanitarista holandês, posso oferecer outra coisa aos americanos: os cinco séculos de experiência do meu país vivendo, trabalhando e prosperando abaixo do nível do mar. Este é certamente um conhecimento que os EUA precisarão desesperadamente à medida que o nível da água continua a subir, ameaçando inúmeras comunidades costeiras.
https://www.archdaily.com.br/pt/977347/aumento-do-nivel-do-mar-o-sistema-de-drenagem-dos-paises-baixos-poderia-funcionar-em-outros-lugaresJan H. de Jager
Trata-se de uma luminária de escala monumental, com mais de 6 metros de altura e 55 m² de área, que pende no pátio principal do mosteiro da Purissima Concepció, transformando radicalmente este edifício do século XVII através da luz e da cor.
Render hecho por Josué Miranda - Aérea parque cultural de la danza. Image Cortesía de Isabel Loredo Pecho
Em novembro de 2021, foi realizada a entrega do diploma do Prêmio ADUS na categoria “Desenho Urbano Profissionais (Projeto)” à equipe de arquitetura do escritório Signare Estudio, composta por Isabel Loredo Pecho e Juan José Quiun Montes, pelo projeto: “Praça Cultural da Dança” em Lircay, Peru.
O objetivo deste prêmio é destacar projetos arquitetônicos que conduzam a um mundo mais sustentável, sob a premissa de que a arquitetura é criadora de tendências sustentáveis e melhorias na qualidade de vida das nossas cidades e do habitat em geral.
Como em qualquer setor, a maior parte das habilidades na construção civil é adquirida por meio de anos de prática e resolução de problemas cotidianos, indo muito além do que é ensinado em sala de aula. Para recém-formados/as em arquitetura, interagir com empreiteiros/as, engenheiros/as e construtores/as durante suas primeiras visitas à obra pode parecer intimidador, especialmente por ser o primeiro contato com a prática profissional real.
Entre os muitos aprendizados adquiridos no canteiro de obras estão as terminologias utilizadas pelas equipes de execução, que nem sempre são abordadas na faculdade. Embora um dicionário de arquitetura pareça ser a solução ideal, carregar um livro com mais de 25.000 verbetes — como o clássico Dictionary of Architecture and Construction de Cyril M. Harris — não seria a opção mais prática para o dia a dia da obra. Por isso, reunimos uma seleção de 50 termos e conceitos de construção com os quais todo/a arquiteto/a se deparará pelo menos uma vez ao longo de sua trajetória profissional.
O edifício Zalando BHQ-Z, projetado pelo escritório HENN, teve sua estrutura concluída em Berlim e, uma vez finalizado, fortalecerá a identidade da cidade como um polo tecnológico. O projeto é a última estrutura a ser construída dentro do complexo de três edifícios da sede da Zalando, também projetado pelo HENN. A proposta reinterpreta a tradicional quadra de Berlim por meio de uma implantação em formato de Z, que transforma o pátio interno — habitualmente privado — em um espaço público acolhedor. Ao mesmo tempo, os vazios do edifício estabelecem um diálogo com o ambiente construído ao redor.
“Meu prazer em fazer arquitetura está em dizer: ela definitivamente pode ser construída”, afirma o/a arquiteto/a Peter Cook em entrevista ao canal Louisiana Channel. Na conversa, Cook discute sua determinação em comunicar ideias por meio de desenhos arquitetônicos vibrantes, além do ceticismo que enfrenta em relação às suas propostas ambiciosas e à estética incomum de seus projetos.
Em janeiro de 2022, Peter Cook concedeu esta entrevista em seu ateliê, antes da abertura da exposição “City Landscapes” no Museu de Arte Moderna Louisiana, na Dinamarca. Sendo o primeiro conjunto de obras de um/a arquiteto/a a ser exposto no local, a mostra presta homenagem ao desenho à mão como o principal meio de expressão profissional na área. O trabalho retrata formas inovadoras de explorar as cidades e o nosso espaço físico, com texturas e cores marcantes e evocativas.
Nanjing Green Light House. Imagem cortesia de Archiland International
A mitigação das mudanças climáticas tornou-se uma questão prioritária, com o setor da arquitetura e da construção sendo responsável por 38% das emissões globais de CO2 relacionadas ao uso de energia. Em dezembro de 2015, o Acordo de Paris propôs limitar o aquecimento global a menos de 2 °C acima dos níveis pré-industriais, com esforços para não ultrapassar 1,5 °C. Para atingir a meta do Acordo de Paris, o setor deve alcançar emissões líquidas zero de carbono até 2050.
Durante a 75ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 22 de setembro de 2020, a China declarou o compromisso de atingir o pico das emissões de dióxido de carbono antes de 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2060. O país definiu sua meta de neutralidade de carbono e suas estratégias de execução com o objetivo de enfrentar as preocupações climáticas e ambientais globais de maneira eficaz.
No início dos anos 1980, quando assisti pela primeira vez ao filme The Social Life of Small Urban Spaces e, logo depois, li o livro, ambos de autoria de William H. Whyte, aquilo me fascinou. Eu já conhecia Holly — como era carinhosamente chamado — desde a minha época de repórter no New York Post nos anos 1970, e costumávamos ter ótimas conversas sobre a cidade de Nova York, os erros cometidos por planejadores/as urbanos/as e o descaso de incorporadores/as imobiliários/as. Nos anos 1980, eu já trabalhava em meu primeiro livro, The Living City: Thinking Small in a Big Way, e conversava frequentemente com Jane Jacobs, que viria a se tornar uma grande amiga e mentora. Jacobs validava os pequenos esforços comunitários de base (de baixo para cima) em Nova York que eu vinha observando e que seriam os estopins — tantas vezes ignorados — para impulsionar o lento e constante renascimento da cidade. Minhas observações eram categoricamente rejeitadas — e até ridicularizadas — por profissionais de planejamento e de desenho urbano, mas foram celebradas e incentivadas tanto por Whyte quanto por Jacobs, e hoje fazem parte do consenso geral.
Ao superar o arranha-céu Tour First, a HEKLA Tower, com seus 48 pavimentos e 220 metros de altura, será o edifício mais alto do distrito financeiro de La Défense, em Paris, além do segundo edifício mais alto de toda a França. Atualmente em construção e projetada pelo vencedor do Prêmio Pritzker Jean Nouvel, a torre está destinada a se tornar um forte manifesto arquitetônico. Com conclusão prevista para este ano de 2022, em meio ao programa de revitalização do setor, o arranha-céu futurista distribui seus 76.000 m² de área construída em escritórios, serviços, lobbies, um anfiteatro, salas de projeção e espetáculos, restaurantes, bares, academias e loggias. Tudo isso com o objetivo de proporcionar uma experiência de uso única, com espaços de trabalho amplos e flexíveis que promovem a interação e o bem-estar.
O escritório Shigeru Ban Architects projetou um retiro de bem-estar na Ilha Awaji, no Japão. O projeto apresenta uma estrutura de madeira em forma de ponte suspensa sobre a paisagem, proporcionando aos visitantes uma experiência contemplativa.
A escolha por usar uma viga de madeira Vierendeel permite um vão de 21 metros e um balanço significativo em uma das extremidades da estrutura de 90 metros de comprimento. O retiro Zenbo Seinei, voltado para meditação e alimentação saudável, está atualmente em construção e deverá ser inaugurado ainda neste primeiro semestre de 2022.
Durante a pandemia, a comunicação entre as equipes, as reuniões e os processos de trabalho passaram rapidamente da presencialidade para a telepresencialidade. Diante disso, métodos híbridos, de home office e soluções de participação remota são cada vez mais estudados e adotados no mercado de trabalho. Embora alguns tenham pensado que isso significaria o fim dos escritórios físicos, muitas empresas optaram por alcançar um equilíbrio que atenda às novas necessidades dos/as colaboradores/as e, ao mesmo tempo, incentive o trabalho em equipe e a cultura e identidade corporativas. Como resultado, essa tendência se materializou em espaços de trabalho flexíveis que fomentam a colaboração inteligente.