Imagem de Maillarts Brücken (2001), de Heinz Emigholz.
A fotografia é historicamente utilizada para documentar a arquitetura. Já no primeiro registro fotográfico, o objeto capturado foi a propriedade do seu inventor, Joseph Nicéphore Niépce. Apesar de comumente vista sob a ótica de registro da verdadeira obra de arte (o edifício capturado), a fotografia arquitetônica, mais do que um instrumento a serviço dessas estruturas, é uma arte por si só e, dessa forma, possui linguagem e questões estéticas próprias.
Há muitos e muitos anos, tive a sorte de conseguir um emprego de verão com Robert A.M. Stern enquanto estava na pós-graduação. As novas memórias de Stern, Between Memory and Invention: My Journey in Architecture (MonacelliPress, 2022), motivaram minhas próprias mini-memórias, com alguns detalhes relevantes que não foram incluídos no livro.
Cheguei ao escritório no início do verão, pouco tempo após a dissolução da Stern & Hagmann e do divórcio de Bob. Encontrei dois futuros profissionais de arquitetura, uma secretária-recepcionista-contadora simpática, mas desorganizada, e Bob. O escritório cresceu ao longo daquele verão e nos anos seguintes — hoje, a equipe conta com mais de 200 pessoas, incluindo 16 sócios/as na Robert A.M. Stern Architects (também conhecida como RAMSA).
O OMA e a Squint/Opera lançaram um novo vídeo do "Al Daayan Health District", um protótipo de hospital que responde à rápida mudança do campo médico por meio do potencial de modularidade, pré-fabricação e automação. O projeto apresenta unidades modulares pré-fabricadas, fazendas locais para alimentos e remédios e instalações de alta tecnologia.
No dia 31 de março, comemora-se no Brasil o Dia da Saúde e da Nutrição, fatores que ganham cada vez mais notoriedade na sociedade em que vivemos. Após mais de dois anos vivendo os altos e baixos da pandemia de Covid-19 e nos deparando com a necessidade evidente de uma realidade mais saudável, ativa e comunitária, é importante refletirmos como a arquitetura e o urbanismo podem se tornar ferramentas de acesso a cotidianos mais saudáveis.
O novo Bairro Maestranza Ukamau, um exemplo que aborda o acesso à habitação de interesse público em Santiago do Chile. Imagem
"Toda pessoa tem o direito a uma moradia digna e adequada, que permita o livre desenvolvimento de uma vida pessoal, familiar e comunitária", aponta a norma incorporada ao rascunho da nova Constituição do Chile, a cargo da Convenção Constitucional — um órgão político de 155 membros que tem como missão redigir e aprovar a proposta de um novo acordo da República, viabilizado pelo plebiscito de outubro de 2020 e impulsionado após as mobilizações sociais ocorridas no país em outubro de 2019.
Como parte do festival de design de 14 dias realizado na Cidade do México, o SPACE10 apresentou a mostra “Deconstructed Home”, com o objetivo de levá-la a diferentes regiões do país. O projeto contou com a participação de cinco designers que, ao longo de seis semanas intensas de pesquisa e experimentação prática, identificaram e exploraram novas possibilidades e usos para o biomaterial de sua escolha.
A arquitetura inflável deu asas à imaginação de visionários ambientais de todos os tipos. De figuras como Buckminster Fuller ao grupo Ant Farm, as estruturas infláveis prometem libertar as pessoas das intempéries da natureza ou da tirania da arquitetura. Desenvolvidos originalmente pelas Forças Armadas dos EUA como coberturas para radares no Ártico, os infláveis foram adotados pela NASA antes que seus segredos fossem revelados ao público, que passou a utilizá-los para resolver os mais diversos problemas, desde a cobertura de piscinas até estádios.
Overall Winner- Shadow Housing- Jeffrey Liu and Haylie Chan. Image Courtesy of Arch Out Loud
Uma casa, ou lar, é talvez a tipologia arquitetônica mais importante de nossas vidas. Como um lugar de intimidade e segurança, nossa casa é um mundo à parte e um espaço de pausa, descanso e relaxamento. Historicamente, nossos lares também são geridos por uma rotina, seja pela horários que desempenhamos nossas tarefas corriqueiras ou ainda na maneira como utilizamos os cômodos da casa para realizar estas atividades. É um hábito dormir sempre no mesmo quarto e passar a maior parte do tempo na sala de estar assim como o lugar de preparar a comida é a cozinha e de comer a sala de jantar.
Projeto premiado para Buitrago del Lozoya, realizado pelo arquiteto Javier Senosiain Jauregui. Imagem via assessoria de imprensa Pati Nuñez Agency
Foram anunciados os projetos vencedores da edição 2020-2022 do Concurso Internacional de Arquitetura Richard H. Driehaus, destinado a premiar a prática de uma arquitetura e de um urbanismo fundamentados na cultura, nos materiais e nos recursos de cada território. Com três locais espanhóis selecionados nesta edição, o objetivo central é preservar e fomentar as tradições locais e a identidade de cada lugar, bem como a economia circular, o trabalho artesanal e o uso de materiais e soluções sustentáveis e reutilizáveis de seu entorno.
O escritório Büro Ole Scheeren venceu um concurso internacional de projeto para construir a torre Nanjing Jiangbei New Financial Center, de 350 metros de altura, na China. O arranha-céu de silhueta octogonal mescla a tradição e a cultura locais em uma estrutura de uso misto, com o objetivo de se tornar um símbolo icônico da nova identidade urbana de Nanjing.
Kisho Kurokawa afirma em um trecho do filme 《Koshuu》: “Ainda há uma tradição japonesa invisível no plano de fundo”. Apesar do uso de alta tecnologia, ele enfatiza a tradição japonesa expressa na arquitetura, rejeitando a simetria arquitetônica tradicional. Ele projetou a Nakagin Capsule Tower (1972), em Tóquio, no Japão, um edifício de uso misto com funções residenciais e de escritórios. Este foi o primeiro edifício de cápsulas construído para uso prático e permanente.
“Kochuu”, dirigido por Jesper Wachtmeister, baseia-se na influência e nas origens da arquitetura modernista japonesa. Por meio de reflexões sobre o futuro, a tradição e a natureza, o documentário aprofunda-se nos elementos tradicionais japoneses e em seu impacto no design nórdico. A obra ilustra como arquitetos e arquitetas do Japão contemporâneo se esforçam para combinar o estilo de vida moderno com filosofias antigas para criar algo novo.
A oportunidade de reimaginar um terreno de 1,8 hectare (4,5 acres) em uma grande cidade norte-americana, contendo tanto edifícios históricos a serem preservados quanto lotes destinados ao desenvolvimento, é rara. Para a equipe por trás do 5M, um projeto em um ponto de articulação no centro de San Francisco, essa perspectiva trouxe um potencial empolgante de engajamento com todos os aspectos de desenvolvimento comunitário e placemaking. Concluído pelo SITELAB, KPF e diversos outros escritórios, o 5M revela uma área central transformada e de uso misto após um processo de uma década.
Sou Fujimoto Architects revelou seu projeto para o Hida Furukawa Station Eastern Development, um centro comunitário regional que visa enriquecer a vida, o lazer e a cultura dos moradores da cidade de Hida, na província de Gifu, japão. O centro incluirá uma base de pesquisa universitária, acomodação estudantil, um campo de jogos para todas as estações e instalações comerciais, todos interconectados para formar uma comunidade harmoniosa.
Por muito tempo mulheres tiveram suas produções excluídas e apagadas em áreas com como engenharia, arquitetura e design. Há e sempre existiram mulheres arquitetas, planejadoras e políticas urbanas inspiradoras, mas em todo o mundo, as profissões de ambiente construído – e em particular seus escalões superiores – permanecem fortemente dominadas por homens, mais do que outras esferas, como educação ou saúde.
El poder de la Data - Mirador. Image Cortesía de Online Lab of Architecture (OLA)
O Poder dos Dados (originalmente "El poder de la Data") é uma exposição criada em um edifício virtual, concebido por geometrias tridimensionais baseadas em vários algoritmos de inteligência artificial. O projeto foi criado pela equipe de arquitetos pesquisadores da OLA (Online Lab of Architecture) formada por Jennifer Durand (Peru), Daniel Escobar (Colômbia), Claudia Garcia (Espanha), Giovanna Pillaca (Peru) e Jose Luis Vintimilla (Equador).
Catálogo de Arquitectura del Movimiento Moderno del Perú (CAMMP). Image Cortesía de Alejandra Acevedo
Com o objetivo de difundir a arquitetura moderna peruana em âmbito internacional, foi inaugurada em 31 de março a exposição do “Catálogo de Arquitetura do Movimento Moderno do Peru (CAMMP)” na sede do Colégio Oficial de Arquitetos de Madri (COAM), na Espanha. A pesquisa, realizada pelas arquitetas Alejandra Acevedo e Michelle Llona, contou com o apoio do curso de Arquitetura da Universidade de Lima e do Instituto de Pesquisa Científica (IDIC), e ficará aberta ao público até 30 de abril deste ano.
Ficou para trás a época dos banheiros simples e sem personalidade. O que antes eram pequenos cômodos dedicados exclusivamente à funcionalidade e à privacidade transformou-se, nos últimos anos, em espaços de relaxamento que priorizam o bem-estar, permitem escapar do mundo exterior e adotam novas tendências do design contemporâneo. Assim, seja com uma abordagem clássica ou ousada, hoje vemos banheiros mais expressivos, coloridos, que integram tecnologia e visam à sustentabilidade. Com isso, é cada vez mais comum romper com o esquema tradicional e se afastar da imagem de um espaço completamente branco, sem um design singular e intencional.
A arquitetura traz em si um forte arquétipo, no qual o propósito parece ser maior do que ela mesma. Floreada por uma imagem poética, seus profissionais refletem o símbolo de grandes inventores, que concebem o espaço e fundam novas formas de viver na sociedade. Sem dúvidas um ofício sedutor e que, certamente, influencia o cotidiano de qualquer cultura. No entanto, é cada vez mais marcada por ilusões e desapontamentos, num mercado que parece paulatinamente se distanciar da teoria e se fechar nos nichos que ele mesmo cria. Sob uma competição cada vez maior, sem resultar numa qualidade significativa do que é produzido, trabalhar com arquitetura se reflete gradualmente em frustrações e insegurança.
Prêmio Europeu do Espaço Público Urbano - Vencedores da edição 2018. Image via Centre de Cultura Contemporània de Barcelona
O CCCB abre as inscrições para o Prêmio Europeu do Espaço Público Urbano, um concurso bienal organizado com o objetivo de reconhecer e divulgar todos os tipos de trabalhos de criação, recuperação e melhoria dos espaços públicos das cidades europeias. Esta premiação de caráter honorífico – cujas inscrições estarão abertas de 20 de abril a 17 de maio de 2022 – distinguirá obras realizadas entre 2018 e 2021. Teresa Galí-Izard, engenheira agrônoma, paisagista e professora da ETH Zurich, será a presidente do júri internacional do prêmio. O regulamento e todas as informações sobre a participação no Prêmio estão disponíveis no site.
Big data e modelos híbridos de trabalho são o futuro do setor de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC), segundo Álvaro González. Álvaro é estudante do Global Master in Real Estate Development e cofundador da Infinity Dimensions, uma startup que busca acelerar a digitalização no setor.
Incorporando a filosofia de "aprender fazendo" (learning by doing) da IE University, conversamos com ele sobre como gerenciar uma startup e cursar uma pós-graduação ao mesmo tempo é possível — com a dose certa de espírito empreendedor.
Uma embarcação autônoma ecológica vai começar a fazer o transporte de passageiros pelos canais de água do Rio de Janeiro em dezembro de 2022. O novo projeto de mobilidade urbana é fruto de uma parceria entre o Hotel Urbano – Hurb, plataforma de viagens, e a TideWise, empresa latinoamericana do segmento de barcos autônomos.
A nova parceria vai explorar algumas rotas hidroviárias da cidade para conectar atrações turísticas e polos importantes, como o Pão de Açúcar e o centro do Rio e a Península na Barra da Tijuca e a estação de metrô Jardim Oceânico.
https://www.archdaily.com.br/pt/980351/barcos-autonomos-transportarao-passageiros-no-rio-de-janeiroArchDaily Team
O escritório dinamarquês de arquitetura Schmidt Hammer Lassen revelou o projeto vencedor de um concurso internacional para o edifício residencial de madeira mais alto do mundo. Localizada na cidade suíça de Winterthur, a torre Rocket&Tigerli, de 100 metros de altura, desenvolvida em estreita colaboração com o escritório local de arquitetura Cometti Truffer Hodel, evoca a arquitetura industrial do século XIX da região por meio de suas fachadas de tijolos de terracota em tons de vermelho escuro e amarelo. O projeto propõe uma variedade de tipologias residenciais e comodidades destinadas a criar um bairro vibrante.
Há alguns anos, o escritório MVRDV foi pioneiro ao criar um sistema para envolver os moradores de Hamburgo em um plano de rejuvenescimento urbano. O Grasbrook Maker foi idealizado como uma plataforma interativa e multiusuário para democratizar o projeto. Profissionais de arquitetura estabeleceram a estrutura de projeto dentro da qual os participantes podiam posicionar os edifícios públicos.
Coletar contribuições de diversas partes interessadas é fundamental para a arquitetura. Na verdade, a arquitetura é uma das disciplinas mais colaborativas do mundo. Cada projeto, de uma residência a um plano diretor urbano, envolve uma equipe de clientes, arquitetos/as, engenheiros/as, construtores/as, financiadores/as e muitos outros colaboradores.
O governo de Abu Dhabi divulgou o projeto para um Museu de História Natural desenhado pelo escritório holandês Mecanoo. O projeto se assemelha a formações rochosas naturais por meio de formas geométricas que estão presentes em todos os elementos do projeto, acompanhadas pela presença de água e vegetação. O terreno de 35 mil metros quadrados contará com galerias de arte, espaços para exposições temporárias e teatros, bem como uma instalação de pesquisa inovadora para o estudo de zoologia, paleontologia, biologia marinha, pesquisa molecular e ciências da terra. A nova instituição pretende ser um espaço de educação e, ao mesmo tempo, um think-tank para a inovação nesses respectivos campos.