A torre "A District", projeto de Pelli Clarke & Partners, é um arranha-céu de uso misto de 330 metros de altura localizado no centro de Tóquio e agora se torna o edifício mais alto do Japão. A torre faz parte da vila urbana de Tora Asa, que visa "criar uma cidade dentro da cidade" e revitalizar o centro de Tóquio. A torre abrigará grandes escritórios, apartamentos residenciais, uma escola, um centro médico e lojas, além de amplos espaços verdes no térreo.
Design Justice é um ramo da arquitetura e do design focado em redesenhar cidades, produtos, serviços e ambientes pensando em reparações históricas.
O termo surgiu há mais ou menos 7 anos quando os debates e diálogos sobre inclusão e diversidade nos espaços começaram a ficar mais fortes criando movimentos que lutavam pelo direito de pessoas que tiveram suas raízes e escolhas negadas na sociedade.
Aninhada no coração da selva, na aldeia de Francisco Uh May está a residência AZULIK, dentro do mesmo complexo que o AZULIK UH MAY, um centro cultural para as artes. Fortemente influenciada pelas formas da própria natureza, a casa de Roth adota uma abordagem biomórfica, desafiando as convenções arquitetônicas e apresentando uma relação harmoniosa com o entorno.
A Portobello realiza no dia 03 de maio, às 11h, a Mostra UNLTD Dreams, uma exposição que promove discussões sobre arte, arquitetura e sustentabilidade, além de apresentar as diversas possibilidades de uso dos espaços pelo olhar de grandes profissionais.
Com níveis de produtividade 50% superiores em comparação aos modelos anteriores, a HP apresenta sua nova linha de soluções de impressão de grande formato HP Latex. A série é composta por quatro dispositivos – as HP Latex 700 e 800, e as HP Latex 700W e 800W–, que oferecem a capacidade de impressão com tinta branca pela primeira vez nesta categoria. Os trabalhos de impressão executados por esta nova série não apenas apresentarão cores mais brilhantes e detalhes mais nítidos, mas também serão realizados em velocidades ainda maiores, alcançando até 36 m² por hora.
A ascensão do co-living começou a moldar radicalmente o design de interiores. Em projetos residenciais e empreendimentos comerciais, o co-living está ligado ao surgimento da ideia de uma moradia sem cozinha. Iniciada pela arquiteta espanhola Anna Puigjaner, essa ideia está conectada a uma série de inovações em design de interiores e co-living construídas nos últimos cinco anos. Por sua vez, esses novos interiores começaram a contar uma história de habitação e experiência espacial enraizada na vida moderna.
Cada vez mais disciplinas se preocupam com o direito à moradia. Seja no campo da arquitetura, do direito, da economia, do urbanismo, da geografia ou da ciência política, diferentes pessoas buscam identificar os obstáculos para sua efetivação, sobretudo em ambientes urbanos cada vez mais hostis. No entanto, embora todos falemos sobre o direito à moradia, não estamos falando da mesma coisa.
Cortesia de Juan Barrios Duarte (Labrantía Estudio)
É normal se sentir intimidado pelo número crescente de representações de arquitetura sendo publicadas nas mídias sociais. Somando isso ao funcionamento do famigerado algoritmo, acabamos sendo expostos a publicações que são, em muitos aspectos, semelhantes entre si. Mas para nós, arquitetos, designers e estudantes, as redes sociais não são apenas uma plataforma de networking e divulgação de nossos trabalhos, elas servem também como fonte de inspiração. Se o algoritmo não está nos ajudando a conhecer coisas novas e diferentes, cabe a nós procurá-las.
Albor Arquitectos é um escritório de arquitetura cubano fundado em 2016 por Carlos Manuel González Baute, Alain Rodríguez Sosa, Camilo José Cabrera Pérez e Merlyn González García. Eles afirmam que a construção em Cuba é uma tarefa complexa, um desafio crescente devido à falta de materiais, altos custos e restrições ao exercício independente da profissão.
Mesmo neste contexto, suas obras, como Casa Soporte, Casa Casita e El Apartamento, se destacam pela continuidade da cidade herdada, pela redescoberta das técnicas de construção e por uma arquitetura baseada na proximidade com as pessoas e a realidade social predominante.
Convidamos o escritório, selecionado pelo ArchDaily como um dos Novos Escritórios de 2021 e recentemente vencedor do segundo lugar no Prêmio Obra do Ano 2022 por seu projeto Casa Torre, a nos contar mais detalhadamente sobre todas as suas inspirações, motivações e forma de trabalho de Cuba.
Nada mais representativo para um escritório do que carregar o nome do país na sua identidade. Longe de parecer banal, a arquitetura do Brasil no Brasil Arquitetura passa por uma análise minuciosa que destaca aspectos de nossa cultura e sociedade.
Cortesia de S'Winter Station - Ryerson University – Department of Architectural Science
A indústria da construção tem experienciado mudanças severas nas últimas décadas. Se antes era possível contar com mão-de-obra abundante e uma falsa noção de que os recursos naturais eram infinitos, hoje em dia o setor tem se esforçado a buscar inovações para tornar-se mais sustentável, sobretudo considerando o seu enorme impacto e importância no mundo. Além disso, a recente pandemia do COVID-19 alterou diversos contextos e dinâmicas e exigiu dos projetistas criatividade para superar os desafios. Isso pode abranger o próprio processo projetual que precisou ser revisto em alguns casos. O projeto S'Winter Station, desenvolvido por alunos e professores da Ryerson University’s Department of Architectural Science, é um destes exemplos, já que se amparou na tecnologia existente de visualização e fabricação para ser concretizado.
Muito além da formação básica, a leitura é uma atividade de lazer que faz parte da sociedade moderna. Seja ao ar livre, em praças e parques, seja em casa, ou até no trabalho, esse hábito, que melhora a capacidade de raciocínio e a saúde mental, já teve, nos palácios e palacetes, grandes espaços dedicados aos livros. Selecionamos 15 projetos que demonstram as diferentes formas de integrar a leitura em diferentes escalas e programas arquitetônicos.
Um dos elementos de mais afinidade entre arquitetura e cinema é o projeto cenográfico. O cenógrafo, assim como o arquiteto, parte de um conceito para elaborar espaços com uma finalidade. O arquiteto projeta espaços para a vivência e o cenógrafo projeta os espaços pra contar histórias. Muitos arquitetos trabalham com cenografia em razão da afinidade que as atividades apresentam.
Os municípios, assim como as pessoas, são dinâmicos e vão se transformando para acompanhar e se adaptar às mudanças sociais, econômicas e ambientais de seu tempo. Da mesma forma, a visão sobre como a cidade ideal deveria ser planejada foi sendo influenciada pela realidade e pelo pensamento vigente de cada época.
Daniel Libeskind (n. 1946, Lodz, Polônia) estudou arquitetura na Cooper Union em Nova York, graduou-se em 1970 e recebeu seu diploma de pós-graduação na Universidade de Essex, na Inglaterra, em 1972. Enquanto seguia a carreira de professor, ganhou o concurso internacional de 1989 para projetar o Museu Judaico em Berlim, antes mesmo de construir um único edifício. Ele então, mudou-se com sua família para lá estabelecendo um escritório com sua esposa Nina e dedicou a próxima década à conclusão do museu que abriu em 2001. O projeto levou a uma série de outras comissões de museus que exploraram noções como memória e história na arquitetura.
O final do século XIX nas Américas é marcado por uma onda de disputas históricas e transformações políticas que têm como pano de fundo a busca por uma identidade nacional. A época registra uma série de conflitos e disputas pelas independências daqueles que hoje conhecemos como países e repúblicas soberanas. É neste contexto que surgem os movimentos pan-americanos, ou ainda hispano-americanos, que, apesar de terem influências políticas variadas e distintas entre si, almejavam uma unificação de todos os territórios do continente Americano.
Do revestimento externo ao sistema estrutural, um edifício é feito de muitas camadas. Assim como o corpo humano, muitas delas - que tendem a ser os componentes mais cruciais e funcionais - permanecem invisíveis pelo público, cobertas com características estéticas. Entre todos os elementos ocultos, todos os edifícios incluem chapas usadas para servir vários propósitos principais: proteger o chão, paredes, telhados e tetos, fortalecendo a estrutura contra forças internas e externas, dando à edificação solidez.
A madeira é o material mais comum para este revestimento, com Oriented strand board (OSB), geralmente sendo a melhor escolha. Mas por quê? Feitas por lascas de madeira coladas e comprimidas com adesivos curados pelo calor, placas OSB são leves, flexíveis, fortes, versáteis e totalmente recicláveis. Também se destacam resistindo à deflexão, deformação e distorção, além de oferecer algum isolamento térmico e acústico. No entanto, além de seu bom desempenho e propriedades mecânicas, o OSB é especialmente conhecido por ser mais barato do que outras alternativas, economizando drasticamente custos e o tempo. De fato, este painel estrutural pode ser de U$ 3 a U$ 5 mais barato do que o compensado, o que explica por que muitas vezes é considerado seu substituto de baixo custo.
The Chrysler Building - Interior, Manhattan, New York . Imagem Cortesia de Dorff / Wikicommons CC BY-SA 3.0
Art Deco ou Arts Décoratifs originou na década de 1920, após a Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernesrealizada em Paris (1925). No entanto, somente na década de 1930 o movimento ganhou força na Europa e nos EUA, ampliando o Art Deco e abrangendo todos os elementos da arte decorativa, incluindo mobiliários, design de interiores, joias e arquitetura. Sua popularidade decorre de suas origens únicas. Em vez de um movimento de design impulsionado por forças políticas ou filosóficas, ele foi criado pelo desejo de uma mudança glamourosa e atraente, um reflexo da era de ouro em Hollywood e um boom econômico generalizado.
Caracterizado por sua decadência, rica aplicação de cores e formas geométricas, o movimento é influenciado pela descoberta de artefatos de civilizações antigas e pela introdução e admiração do automóvel. Como um movimento fortemente influído por aspectos em voga, procurou criar uma forma de modernidade luxuosa, a um passo de uma arquitetura mais tradicional, enfatizando elementos artesanais e projetados individualmente, raramente produzidos em massa.
As cidades litorâneas sempre foram um ponto de atração para moradores, turistas e empresas. Além das características estéticas, a proximidade com o mar tornou estas cidades um foco de transporte marítimo com a construção de portos, bem como polos de atividades recreativas e aquícolas. No entanto, nas últimas décadas, essas regiões têm sido ameaçadas pelo aumento dos níveis de água, inundações e ciclones recorrentes, juntamente com outros desastres naturais que puseram em perigo suas comunidades, colocando sua população, ecossistema e ambiente construído em risco.
Imagem: Stewie811/Flickr. Cortesia de Caos Planejado
Em condições normais, a maioria das pessoas gosta de viver em lugares com fácil acesso à sua vida cotidiana. É bom poder levar seus filhos a pé para o jardim de infância e é mais fácil manter uma vida social quando muitos de seus amigos moram na mesma rua que você. Quando você fica sem sabão, você é grato por poder reabastecer na mercearia no andar de baixo, ao invés de ter que dirigir 20 minutos até o supermercado.
Em preparação para o Disrupt Symposium, à medida que se aproxima o lançamento da conferência, planejado para o dia 1º de maio, conversei com Krista Kim, artista contemporânea e fundadora do movimento Techism, cujo trabalho explora o conceito de consciência digital. Seu interesse pela tecnologia digital e por seus efeitos revolucionários na percepção humana, na mídia, nas estruturas sociais e na comunicação a levou a trabalhar tanto no ambiente digital quanto no físico.
A Diriyah Biennale Foundation revelou recentemente a equipe curatorial da Bienal de Artes Islâmicas da Arábia Saudita, destacando a arte passada e presente da cultura islâmica. Entre os curadores está Sumayya Vally, co-fundadora do escritório Counterspace, com sede em Joanesburgo, responsável por projetar o Serpentine Pavilion 2021. Ocorrendo na cidade de Jeddah no início de 2023, a Bienal de Artes Islâmicas promoverá intercâmbios artísticos e estabelecerá ainda mais o status da Arábia Saudita no cenário artístico.
Comparados ao Ocidente e Oriente, a consciência e o conhecimento da arquitetura da África subsaariana - África ao sul do deserto do Saara - são escassos. Um novo livro pretende mitigar esse descuido, e é uma conquista significativa. Architectural Guide Sub-Saharan Africa (editora DOM, 2021), organizado por Philipp Meuser, Adil Dalbai e Livingstone Mukasa, levou mais de seis anos para ser elaborado. O guia de sete volumes apresenta a arquitetura nos 49 estados-nação subsaarianos do continente, inclui contribuições de cerca de 340 autores, 5.000 fotos, mais de 850 edifícios e 49 artigos expressamente dedicados a teorizar a arquitetura africana em seus aspectos sociais, econômicos, históricos e contexto cultural. Entrevistei dois dos editores — Adil Dalbai, pesquisador e arquiteto praticante especializado na África subsaariana, e Livingstone Mukasa, um arquiteto nativo de Uganda interessado nas interseções entre a história da arquitetura e a antropologia cultural — sobre os desafios de criar o guia, algumas de suas revelações sobre a arquitetura da África e seu impacto potencial.
https://www.archdaily.com.br/pt/979567/um-novo-guia-abrangente-sobre-a-arquitetura-da-africa-subsaarianaMichael J. Crosbie