O projeto Belfast Waterside, assinado pelo escritório Henning Larsen, recebeu oficialmente a aprovação urbanística da Câmara Municipal de Belfast, após um ano de tramitação. Localizado no terreno da antiga fábrica Sirocco Works, o projeto visa “transformar a área de 2,6 hectares na margem leste do rio Lagan, desativada há quase duas décadas”.
Mapas sonoros é um projeto do Archivo Usted no está aquí que registra de maneira não tradicional as cidades e povoados do território latino-americano. Constituindo um “mapa de mapas”, o site reúne mais de 40 páginas independentes com arquivos sonoros de países como Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Peru e Uruguai, formando um grande diário de bordo de documentos de áudio georreferenciados que oferecem uma maneira alternativa de cartografar e compreender a América Latina.
O arquiteto, educador, crítico, historiador, curador norte-americano e cofundador do The Architect's Newspaper, William Menking, faleceu recentemente em Manhattan, aos 72 anos, após anos de luta contra o câncer.
A habitação de interesse social é um dos temas de maior interesse para os nossos leitores, constituindo uma problemática transversal na grande maioria dos países latino-americanos. Na Colômbia, o desafio é ainda maior quando se trata de HIS rurais, visto que a infraestrutura existente não permite uma cobertura digna em toda a extensão do território.
Vencedor do 1º prêmio: The Year Without a Winter. Imagem cortesia de Tamás Fischer e Carlotta Cominetti
A Blank Space, plataforma online, anunciou os projetos vencedores de seu concurso anual ‘Fairy Tales’. A sétima edição da competição selecionou propostas de destaque que trazem contos de alerta e esperança em tempos de incerteza.
Como manifestação física de uma construção ideológica, a paisagem urbana herdada dos regimes socialistas europeus foi sendo gradualmente excluída das visões contemporâneas de vida urbana, desencadeando uma série de processos de reapropriação territorial na paisagem pós-soviética. Produzido pela Minimal Movie, o curta-metragem Landscape Architecture: Rethinking the Future from a Totalitarian Past propõe um debate sobre planejamento urbano, identidade cultural e construção comunitária, tendo como pano de fundo as cidades e a arquitetura do período socialista na Ucrânia.
Profissionais da arquitetura em todo o mundo vêm buscando constantemente novas maneiras de utilizar materiais para criar obras de grande impacto e mais ecológicas. Para Yvonne Farrell e Shelley McNamara, do escritório Grafton Architects — laureadas com o Prêmio Pritzker em 2020 —, a pesquisa e a aplicação de materiais estão na vanguarda de cada projeto que desenvolvem, a exemplo de sua primeira obra em Lima, no Peru, a Universidade de Engenharia e Tecnologia (UTEC).
Devido aos recentes acontecimentos relacionados à COVID-19, o governo da Cidade do México, em conjunto com a Comissão para a Reconstrução da Cidade do México, anunciou que o plano de reconstrução relacionado aos terremotos de 19 de setembro de 2017 não será suspenso; assim, serão adotadas medidas sanitária e de distanciamento para permitir a continuidade dos auxílios e processos.
Periferia: Ecatepec de Morelos, é um projeto do/a fotógrafo/a emergente Zaickz Moz que surge para realizar um registro fotográfico de como as bordas da Cidade do México têm se transformado, além de lançar um olhar sobre as estéticas que emergem em zonas como Chalco, Nezahualcóyotl ou Naucalpan. Projetos como Soy de Azteca lançaram luz sobre territórios esquecidos, buscando repensar as expressões de comunidade e identidade da periferia da Cidade do México, que se mostra cada vez mais difusa e transborda para além de seus limites geográficos.
Como parte do programa cultural da galeria de arte localizada na Cidade do México, a MASA apresenta a exposição Recover / Uncover, um espaço composto por peças únicas e de edição limitada criadas por designers e artistas cujos trabalhos buscam desafiar rótulos. Dessa forma, a MASA celebra a contradição como um reflexo do processo contínuo que busca se definir e se conformar com o tempo, apresentando objetos como ferramentas para a vida e para a contemplação.
Cada cidade possui edifícios singulares que definem sua identidade. Paris tem o Centro Pompidou, Londres tem o Lloyd's, Nova York tem o Museu Guggenheim. Obviamente, Chicago, a capital mundial da arquitetura, não é exceção, abrigando o James R. Thompson Center. O edifício foi nomeado em homenagem ao governador republicano de Illinois, que exerceu quatro mandatos consecutivos entre 1977 e 1991, cuja visão audaciosa viabilizou a inauguração da obra em 1985. Sede de escritórios do governo do estado de Illinois, a estrutura se diferenciava drasticamente de tudo o que havia sido construído até então.
Os acabamentos são a pele dos projetos que construímos, e eles serão as telas e molduras que contêm as atmosferas ao habitar os espaços. Como expressa o vencedor do Pritzker Peter Zumthor em seu livro Atmosferas, através da consonância dos materiais, ao uni-los, misturá-los ou alterar seu formato, qual efeito é gerado para criar uma harmonia entre eles em relação à atmosfera dos espaços.
Desde o dia 16 de março, com o objetivo de proteger a saúde pública e reduzir a transmissão da COVID-19 no território peruano, o país decretou quarentena obrigatória. Com esta medida excepcional, todas as pessoas que vivem no país devem permanecer em suas residências até –por enquanto- o dia 26 de abril, abstendo-se de ir aos seus locais de trabalho e circulando o mínimo possível pelos espaços públicos. A reestruturação da vida urbana já é evidente: as ruas e os espaços de encontro, como praças, parques e as praias da cidade, antes repletos de pessoas, agora estão completamente vazios.
A arquitetura tradicional baseia-se na compreensão complexa do habitar, na produção e transmissão coletiva de saberes e na construção por meio de processos comunitários de ajuda mútua que fortalecen o tecido social, a identidade cultural e o vínculo territorial. Ou seja, trata-se de uma prática de autoprodução comunitária na qual os/as próprios/as habitantes, sem intermediários/as, gerem os múltiplos processos envolvidos na materialização de seu habitat, apoiando-se sempre na inteligência coletiva. Atualmente, a arquitetura passou de bem comum a uma linguagem exclusiva de poucos na qual, embora ainda necessite da participação organizada de diversos agentes, sua produção é atribuída a um/a autor/a: um ente individual que, sem possuir os múltiplos saberes necessários para concretizar uma obra do início ao fim, é reconhecido/a como a mente mestra por trás de todos os processos. A profissionalização da arquitetura não apenas individualizou o discurso e complexificou a transmissão de conhecimentos, mas também discriminou e rejeitou os saberes produzidos à margem das instituições acadêmicas, de classe e governamentais, rotulando-os como precários e abrindo, assim, as portas para o racismo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126611/arquitetura-e-racismo-quando-o-design-e-aplicado-como-ferramenta-colonialMariana Ordoñez y Jesica Amescua
Com uma média de 12 metros quadrados de área verde por habitante, em um relatório publicado recentemente pela Iniciativa de Cidades Emergentes e Sustentáveis do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a cidade de Rosário foi declarada o enclave urbano "mais verde” da Argentina. O índice resultante é ideal em relação ao estabelecido pela OMS, que determina que deve haver entre 10 e 15 metros quadrados de espaço verde por pessoa para que todos os cidadãos e cidadãs possam desfrutar de uma qualidade de vida digna. A criação de novos parques nos últimos anos, somada à melhoria dos mais de 70 já existentes com a incorporação de equipamentos e tecnologia, deixa em evidência a relevância que os espaços verdes têm para os cidadãos e cidadãs de Rosário.
A arquitetura de emergência na América Latina é um conceito atribuído àqueles espaços que funcionam como um refúgio temporário diante de circunstâncias adversas, tais como terremotos, inundações, processos migratórios, etc. Diferentes países como México, Chile, Colômbia, Equador, Uruguai e Panamá sofreram acontecimentos que exigiram a redefinição das habitações de emergência de acordo com as necessidades específicas de cada país.
Foram anunciados os projetos vencedores do Concurso Nacional de Anteprojetos “Parque de la Ciudad” Comodoro Rivadavia, uma convocatória organizada pelo Colégio de Arquitetos de Chubut e promovida pela Federação Argentina de Entidades de Arquitetos. O certame convidou os/as participantes a desenvolverem ideias urbano-arquitetônicas para renovar o espaço público da cidade de Comodoro Rivadavia, Chubut (Argentina), por meio do projeto de um novo Parque Urbano e de um Centro de Formação e Produção de Música Popular.
Recentemente, o Lujiazui Riverfront Center, codesenvolvido pela China Resources Land e pela Shanghai Land Group, com projeto arquitetônico do escritório KPF, aproximou-se de sua conclusão. Localizado ao longo do Rio Huangpu, no distrito à beira-rio de Lujiazui, em Xangai, o empreendimento possui uma área construída total de 200.000 m². O complexo é composto por oito edifícios corporativos de pequena escala implantados paralelamente à margem, cujas alturas variadas redesenham o skyline da orla. Um sistema de vielas internas e eixos cria uma rede de pedestres que conecta pequenas praças internas e os edifícios circundantes, integrando-se às estruturas históricas do entorno e estabelecendo uma forte relação com o desenho urbano local.
Com baixo índice de densidade, o projeto oferece uma série de espaços que incluem comércio especializado, áreas de reuniões compartilhadas, praças rebaixadas e terraços-jardins. Ao conectar-se, a curtas distâncias de caminhada, a hotéis de alto padrão, centros culturais e residências de luxo do entorno, o complexo conforma um estilo de vida corporativo dinâmico de 24 horas. Trata-se do primeiro complexo corporativo de Xangai a integrar perfeitamente escritórios em estilo jardim com o dinâmico CBD de Lujiazui. Além disso, as edificações apresentam pé-direito de 4,5 metros (com altura livre de 3 metros nos pavimentos padrão e de 3,5 metros nos pavimentos executivos). No plano horizontal, as plantas são totalmente livres de colunas, garantindo vistas panorâmicas desimpedidas para o Rio Huangpu.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126662/lujiazui-riverside-center-em-xangai-esta-prestes-a-ser-concluido-um-complexo-de-sedes-corporativas-de-baixa-densidade-no-cbd韩爽 - HAN Shuang
No Chile, assim como em grande parte do mundo, a metodologia BIM (Building Information Modeling) está começando a ser adotada por órgãos públicos, tornando-se um requisito obrigatório para cada vez mais projetos de edificação e infraestrutura. Essa necessidade de trabalhar de forma padronizada levou à criação do Padrão BIM para Projetos Públicos e do Padrão da Librería Nacional BIM (LNB), iniciativas que permitem organizar e facilitar a transformação digital do setor em nível nacional.
O Padrão da LNB apresenta-se como um apoio para todas as empresas fornecedoras de materiais e insumos da construção, oferecendo um guia para desenvolver seus objetos sob um padrão validado pelos setores público e privado. De forma opcional, a Corporación de Desarrollo Tecnológico (CDT) desenvolveu um sistema de certificação de Objetos BIM sob o Padrão da LNB, garantindo confiabilidade ao seu cumprimento e gerando um índice comum — estruturado, detalhado e comparável — de produtos e materiais, o que permite unificar transversalmente os processos colaborativos propiciados por essa metodologia.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126664/chile-por-que-validar-objetos-bim-com-o-padrao-da-biblioteca-nacional-lnbArchDaily Team
A noção de “bens comuns” une recursos abertos de qualquer tipo: naturais, culturais, espaciais, materiais e imateriais — cuja propriedade e acesso são compartilhados. Esses recursos comuns precisam ser mantidos, assim como o conjunto de práticas que os governam e preservam. No entanto, a rápida transição da Geórgia para um sistema político neoliberal na década de 1990 resultou em uma nova compreensão desses bens comuns — recursos que passaram a ser vistos como abertos à mercantilização e à individualização. Por serem recursos finitos, esses bens comuns precisam ser sustentados, nutridos e geridos por comunidades e profissionais. Profissionais de arquitetura, urbanismo e instituições estatais têm um papel fundamental a desempenhar na recuperação dos bens comuns — o que se mostra ainda mais urgente em Tbilisi.
Edificio Juana Azurduy 1635 / BAAG. Image Cortesía de BAAG
O escritório BAAG, Buenos Aires Arquitectura Grupal, nos ensina desde 2008 que reservar um tempo coletivamente para pensar, experimentar e repensar é sinônimo de contribuir e avançar na disciplina. Suas obras, pesquisas, atuação na academia e constantes participações em debates buscam construir um pensamento crítico baseado na prática conjunta, algo que parece ser cada dia mais pertinente e fazer mais sentido na profissão.
Realizamos uma entrevista a distância com esse propósito, para que nos contassem sobre suas inspirações, seus processos, seus aprendizados e suas projeções.
Esboço do Museu de Arte de Bagdá para o Iraque (1957–58). Desenho original. Imagem cortesia da Alvar Aalto Foundation
O Museu Alvar Aalto apresenta uma última exposição antes de passar por uma reforma completa, destacando os projetos de museus não construídos do/a arquiteto/a. Embora Aalto tenha projetado um total de 15 edifícios de museus, apenas três saíram do papel e foram de fato construídos. A exposição intitulada “O Sonho de um Museu” reúne desde desenhos detalhados e esboços preliminares até propostas para concursos.
Nos países da América Latina, o método mais utilizado para diferenciar uma área rural do espaço urbano baseia-se na análise do número de habitantes que residem em determinada zona, considerando como “rural” todas as localidades com população inferior a 2.000 habitantes. Nesses casos, a baixa densidade e a dispersão das construções costumam definir o predomínio da paisagem natural sobre a arquitetura construída.