Housing Upcycle Program, Barrio Mugica of Buenos Aires. Image Courtesy of Special Project Unit Barrio Padre Carlos Mugica, Buenos Aires City Government
Na décima primeira sessão do Fórum Urbano Mundial em Katowice, Polônia, a União Internacional de Arquitetos (UIA), juntamente com a UN-HABITAT, anunciou os vencedores do Prêmio UIA 2030. Buscando reconhecer contribuições da arquitetura para a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e a Nova Agenda Urbana, esta edição premiou obras da Alemanha, Hong Kong, Argentina, Bangladesh e China dentre um total de 125 projetos de 40 países. As obras premiadas demonstram qualidade de projeto e alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Organizado em seis categorias — Categoria Aberta; Melhorando a Eficiência Energética; Habitação Adequada, Segura e Acessível; Planejamento Territorial Participativo, Eficiente e Inclusivo; Acesso a Espaços Verdes e Públicos; e Utilizando Materiais Locais —, os jurados escolheram um vencedor por seção, mas não conseguiram identificar um vencedor geral na categoria aberta e optaram por reconhecer seis projetos como Altamente Recomendados, homenageando no total 5 premiados e 15 recomendações.
Em sua edição de 2022, a Bienal Colombiana de Arquitetura e Urbanismo celebra 60 anos destacando projetos que contribuem para preservar e melhorar os valores urbanos, ambientais, sociais, históricos e culturais do meio em que foram realizados. Organizada pela Sociedade Colombiana de Arquitetos desde 1962, foram divulgados os 97 projetos selecionados que concorrem ao prêmio da Bienal em cada uma das nove categorias existentes, as quais envolvem diferentes campos da arquitetura: Arquitetura de Interiores e Efêmera, Desenho Urbano e Paisagismo, Divulgação, Habitat Social, Intervenção no Patrimônio, Investigação, Teoria e Crítica, Ordenamento Urbano e Regional, Projeto Arquitetônico e, por fim, Habitação Unifamiliar, Bifamiliar e Trifamiliar.
O projeto “Moray, o território perdido – Experimentando Muyus” foi realizado no âmbito da AAVS Nanoturismo, um programa experimental de ensino, pesquisa e desenvolvimento promovido pela AA Visiting School da Architectural Association, School of Architecture de Londres, Reino Unido. A iniciativa foi desenvolvida por uma equipe multidisciplinar em 2019 em Maras, Cusco, Peru.
O nanoturismo reconsidera o turismo tradicional e o direciona para uma perspectiva crítica, criativa e local. Por essa razão, a metodologia de pesquisa utilizada foi o método PAR (Pesquisa-Ação Participativa), que, por meio da participação, ação e pesquisa, permitiu identificar aspectos fundamentais “escondidos” dentro do contexto determinado.
Como parte dos preparativos para a Copa do Mundo de 2026, que será sediada por México, Estados Unidos e Canadá, foi apresentada a proposta de reforma do Estádio Azteca, localizado na Cidade do México. O local abrigou momentos históricos marcantes ao longo do tempo e continua, até hoje, sediando muitos dos eventos mais importantes da capital.
Não é difícil concordar que combinar cores numa sala é uma tarefa muito diferente de pensar a insolação em um edifício, ou como este era ser implantado num terreno. A importância de cada função pode ser subjetiva para cada cliente, fazendo com que ambos exercícios sejam fundamentais para trazer qualidade à percepção espacial - fator inerente ao ofício do decorador, designer de interiores e arquiteto. Mas, afinal, quais seriam as diferenças entre as três profissões?
https://www.archdaily.com.br/pt/962751/qual-a-diferenca-entre-decorador-designer-de-interiores-e-arquitetoArchDaily Team
A primeira edição do UIA 2030 Award celebrou projetos que contribuem para a realização da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Localizadas na Alemanha, em Hong Kong, na Argentina, em Bangladesh e na China, as intervenções vencedoras foram anunciadas durante a 11ª sessão do Fórum Urbano Mundial em Katowice, na Polônia. Organizado pela União Internacional de Arquitetos (UIA), em conjunto com o ONU-Habitat, o prêmio reuniu 125 propostas de 40 países.
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com as mentes por trás dessas arquiteturas aclamadas, aprofundando o debate sobre as intervenções e as especificidades de cada projeto. Além disso, as equipes vencedoras compartilharam seus trabalhos futuros e em andamento, bem como suas perspectivas sobre a importância do engajamento de arquitetos e arquitetas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Este artigo foi publicado originalmente no La Joven Cuba em 28 de junho de 2022.
Há algumas semanas visitei o terraço mirante do hotel Paseo del Prado e me extasiei com tanta beleza durante o entardecer. À frente, a entrada da baía e o Castelo dos Três Reis do Morro; girando para a esquerda, a silhueta do Malecón; virando para a direita, o Paseo del Prado, com o imenso Capitólio coroando a perspectiva. Poucas cidades no mundo possuem tanta beleza arquitetônica e paisagística, tanta história e monumentalidade.
No entanto, ao olhar para trás, o que percebi não era motivo de orgulho. Embora ainda mantivesse certa beleza, era uma vista triste e cinzenta: a grande massa desbotada e deteriorada de toda a cidade por trás das fachadas do Prado e do Malecón.
A Capela de Santo Inácio em Seattle, projetada por Steven Holl Architects, foi homenageada pelo American Institute of Architects (AIA) com o seu Twenty-five Year Award. O prêmio do AIA é concedido a edifícios que estabeleceram precedentes, resistiram ao teste do tempo por um período de 25 a 35 anos e continuam a definir padrões de excelência por seu projeto arquitetônico e importância histórica. Concluída em 1997, a Capela de Santo Inácio reflete o ideal da prática jesuíta, uma ordem religiosa da Igreja Católica na qual nenhum método único de adoração é prescrito. Em vez disso, a ordem reconhece que “diferentes métodos ajudam diferentes pessoas”. Essa ideia se reflete na Capela de Santo Inácio, principal espaço de culto da Universidade de Seattle, onde diferentes nuances de luz se unem para apoiar as celebrações e as necessidades rituais da comunidade acadêmica.
O A’ Design Award nasceu "do desejo de destacar os melhores designs e produtos bem projetados". Trata-se de um prêmio internacional cujo objetivo é proporcionar a designers, arquitetos/as e inovadores/as de todas as áreas do design uma plataforma para apresentar seus trabalhos e produtos a um público global. A edição deste ano já está aberta para inscrições antecipadas; os/as profissionais podem registrar seus projetos aqui.
Luminárias de teto pendentes Calla. Imagem cortesia de Cocoweb
Caracterizada por uma estrutura simples e telhado de duas águas, a tipologia tradicional de celeiro responde à sua função original: abrigar produtos agrícolas e gado. Nos últimos anos, no entanto, a estética dos celeiros evoluiu drasticamente, despertando o interesse de designers por seu charme rústico duradouro, forma minimalista, ornamentação refinada e modularidade — qualidades que há muito a tornam popular em refúgios de campo. Reinterpretada para se adequar a um estilo contemporâneo, essa tipologia vintage conquistou projetos modernos que buscam oferecer um refúgio da realidade densa e acelerada da vida urbana. Ao reformar fazendas históricas ou construir novas residências projetadas para se assemelharem a celeiros, arquitetos e arquitetas têm se inspirado nas origens industriais das instalações agrícolas tradicionais, mas com um toque moderno.
Quando falamos de produção social, tratamos dos processos em que os líderes das comunidades são adultos que representam e tomam as decisões por sua comunidade; mas deixamos de fora as crianças que também se apropriam e vivem em seus espaços. Quem têm imaginação e criatividade ilimitadas, que criam cenários em Marte em uma quadra de basquete. Quem têm as melhores corridas de carros na areia espalhada de seu quintal. Meninos e meninas que, por diferentes circunstâncias familiares ou econômicas, não podem escrever uma carta, mas conseguem dizer o que sentem e querem nas entrelinhas.
Rem Koolhaas, co-fundador do Office for Metropolitan Architecture (OMA), ganhador do Prêmio Pritzker em 2000 e um dos mais proeminentes teóricos do urbanismo hoje em dia, foi um dos primeiros a questionar o fenômeno dos arranha-céus e sua influência na transformação da cidade. Particularmente intrigado com a região do Golfo Pérsico e as ambições urbanas desta área, em 2009, durante a 9ª edição da Bienal de Sharjah, fez uma palestra sobre o potencial de reinventar a urbanização nos Emirados Árabes Unidos.
Por ocasião do jubileu de ouro dos Emirados Árabes Unidos, marcando 50 anos desde que foram fundados em 1971, 50U, publicado pela Archis, explora os diferentes desenvolvimentos no Golfo, esta região que "testemunhou a transformação de uma cidade parcialmente nômade, parcialmente baseada na comunidade em uma sociedade metropolitana globalmente ativa”. Depois de Al Manakh, em 2007, seguido em 2010 por Al Manakh Cont’d, 50U conta a história dos Emirados Árabes Unidos por meio de 50 retratos de pessoas, plantas e lugares. O livro também compartilha um trecho da palestra de Koolhaas em 2009 que reflete sobre as condições contemporâneas, focando especificamente em sua leitura de Dubai, seu envolvimento arquitetônico e suas previsões urbanas futuras.
Visitamos o “país dogon” no Mali (paralelo 15°N) em 2008 para observar como a arquitetura vernácula “dogon” (Patrimônio da UNESCO) alcançou a contraforma das vivências. Buscávamos a coerência entre sociedade e habitar com a arquitetura e o urbanismo em outra dimensão e em outra cultura.
Você moraria em uma casa construída em uma fábrica? A evolução tecnológica no projeto e produção arquitetônica está trazendo mudanças inegáveis na maneira como pensamos e construímos a arquitetura. A possibilidade de materializar uma casa através de um sistema de peças fabricadas industrialmente em uma área fora do canteiro final da obra abriu a porta para muitos arquitetos investigarem e experimentarem novos materiais e tecnologias alimentados pela fabricação digital.
A Era da Digitalização começou há quase 40 anos com a ascensão da tecnologia da informação. Com ela, vieram mudanças profundas na maneira como os seres humanos interagem e as indústrias operam — exceto, contudo, no campo da educação. Por muito tempo, apesar das tecnologias em constante evolução ao nosso redor, o aprendizado em sala de aula permaneceu o mesmo. O/A professor/a se posicionava diante dos/as estudantes, transmitindo conhecimento por meio de métodos convencionais de leitura, oratória e desenhos na lousa. Essa também tem sido a realidade do ensino de arquitetura até o momento. No entanto, os tempos estão mudando. Os/As estudantes de hoje cresceram cercados/as por tecnologias digitais e, por isso, podem se beneficiar de novos métodos de aprendizado, como a gamificação, para desafiar seus intelectos.
Heatherwick Studio, em colaboração com a The Woolbeding Charity e o National Trust, revelaram seu mais recente projeto: uma estufa cinética e o Jardim da Rota da Seda (Silk Route Garden), situados no limite de Woolbeding Gardens, uma propriedade histórica em West Sussex. A estrutura que se abre serve como ponto focal de um novo jardim que destaca como a antiga Rota da Seda influenciou os jardins ingleses atuais. O projeto apresenta dez “sépalas” de aço com uma fachada de vidro e alumínio que, ao se abrirem, criam um espaço de 141 m² em formato de coroa.
A cidade de Roterdã selecionou os escritórios Powerhouse Company, Atelier Oslo e Lundhagem para renovar e ampliar a Biblioteca Central da cidade, um edifício emblemático do início dos anos 1980 projetado por Van den Broek & Bakema. O novo projeto adota o conceito de reuso radical para transformar a edificação da década de 1980 em uma biblioteca contemporânea, plenamente adaptada às necessidades do público atual. A equipe combina a experiência da Powerhouse Company, da Atelier Oslo e da Lundhagem, sendo que estes dois últimos escritórios foram premiados em 2021 com o prêmio Public Library of the Year pelo projeto da biblioteca Deichman de Oslo. A previsão é que as obras comecem em 2025 e sejam concluídas até o final de 2028, ano que marca o 45º aniversário do edifício.
Zaha Hadid Architects (ZHA) foi nomeado o vencedor de um concurso internacional para projetar o Jinghe New City Culture & Art Center na província de Shaanxi, China. O projeto faz parte da Jinghe New City, uma área que cresce como um centro de ciências e tecnologia com novos institutos de pesquisa científica que são movidos pela consciência ambiental. A arquitetura combina com a paisagem circundante, ecoando os vales esculpidos pelo rio Jinghe através das montanhas e paisagens da província de Shaanxi.
Os seres humanos se esforçam muito para fazer o inexplicável ser entendido. A nossa espiritualidade torna-se religião. A justiça torna-se lei. E o que nos encanta torna-se a estética, e a estética se reduz ao “estilo” nas artes plásticas e na arquitetura. A descrição, depois a definição, da estética nos permite julgar e, com sorte, controlar o que nos emociona: "Os estilos podem mudar, os detalhes podem ir e vir, mas as amplas exigências do julgamento estético são permanentes". — Roger Scruton
Mas o prazer instantâneo que às vezes sentimos quando ouvimos, provamos, pensamos ou vemos partes de nossa experiência é irracional em sua apreensão. Tentamos criar valor em nossos resultados, definindo-os além da experiência — isso é estética.
A varanda é um espaço aberto protegido por uma cobertura que ao constituir um prolongamento da edificação, possui como principal característica criar uma transição entre os espaços exterior e interior. Muito comum em diversas casas brasileiras, se tornou um lugar fundamental de encontro, como tal característica é buscada pelos mais distintos programas, buscamos por exemplos de arquiteturas voltadas para o setor cultural e de serviços nos quais espaços avarandados foram concebidos.
https://www.archdaily.com.br/pt/963128/transicao-entre-exterior-e-interior-15-varandas-em-diferentes-programas-e-tipologiasArchDaily Team
Agravada pela pandemia, a crise habitacional tornou-se um fenômeno global. O aumento dos preços, a falta de acesso e as políticas habitacionais deficientes traduziram-se em maior escassez e condições de precariedade. O caso do Chile não é exceção. Inclusive, de acordo com os últimos relatórios emitidos pela Câmara Chilena da Construção (CChC), existem “mais de 700 mil famílias com problemas de coabitação involuntária e moradias irrecuperáveis, somando-se às 81 mil famílias que vivem em acampamentos”.
As periferias constituem um dos campos de ação preferidos de quem trabalha com arquitetura social em contextos de "primeiro mundo". Em 2020, um grupo de estudantes do curso de Architecture for Humanity da YAcademy — a renomada escola internacional de arquitetura localizada em Bolonha, na Itália — teve a oportunidade de trabalhar com Michele De Lucchi para levar arte, beleza e qualidade às cinzentas periferias de Milão.
Alphabet of light por BIG x Artemide. Imagem cortesia de Artemide
Após dois anos de adiamentos e cancelamentos, a Semana de Design de Milão deste ano reuniu milhares de designers, artistas e artesãos/ãs para expor suas habilidades e apresentar diferentes soluções para o futuro da fabricação, do design de interiores, dos materiais e do meio ambiente. Como em todos os anos, arquitetos/as de renome também participaram do evento, utilizando produtos, peças de mobiliário e instalações para compartilhar suas perspectivas profissionais e responder a algumas das principais questões da prática, mostrando como a disciplina pode contribuir para a melhoria do meio ambiente e da sociedade como um todo.
Com foco na sustentabilidade e na consciência ambiental em relação à produção de mobiliário, as contribuições da arquitetura no Salone del Mobile deste ano apresentaram abordagens inovadoras de design “inclusivo”.
As contribuições da arquitetura deste ano, que estiveram em exibição pelas ruas movimentadas de Milão, pelo distrito de design de Brera e seu jardim botânico, pela Alcova, pela BASE e por outros espaços culturais, destacaram a sustentabilidade e a consciência ambiental na produção de mobiliário, temas centrais desta edição da Semana de Design de Milão.