Na entrevista a seguir, investigamos suas inspirações e maneiras deincorporar essas novas tecnologias, abordando também suas projeções para o futuro da madeira no Chile.
A pandemia de COVID-19 representa um momento de disrupção em todo o mundo, pronto para impulsionar mudanças transformadoras no design — desde a maneira como vivenciamos nossas casas e escritórios até o planejamento de nossas cidades. A série de webcasts Design Disruption explora essas transformações — abordando também questões como mudanças climáticas, desigualdade e a crise habitacional — por meio de conversas com mentes visionárias da arquitetura, do design, do planejamento urbano e pensadores/as, apresentando soluções criativas e reimaginando o futuro do ambiente construído.
As estruturas abobadadas permitem a materialização de moradias de forma acessível e com pouca infraestrutura — utilizando unicamente o arco catenário como base do projeto, um sistema construtivo sem cimbramento e o corpo humano como referência morfológica. Além da economia de recursos materiais — caso as vantagens associadas ao capital não representem um estímulo suficiente —, as estruturas abobadadas caracterizam-se por seu caráter humanizado e pela possibilidade de gerar espaços orgânicos carregados de identidade.
O Pavilhão da Finlândia para a Expo Dubai 2020 se inspira na natureza, no design e na inovação finlandeses. Concebido pelo escritório JKMM Architects, o projeto também incorpora elementos do contexto local, com feições que remetem a tendas.
O escritório de design Sasaki deu início à transformação e reforma da histórica Boston City Hall Plaza. Sendo um dos espaços cívicos mais utilizados da cidade, o projeto busca tornar a praça mais acolhedora e acessível para o cotidiano e para ocasiões especiais. A equipe de projeto trabalha em parceria com o prefeito Martin J. Walsh e com a administração municipal no plano de 2,8 hectares para proporcionar maior capacidade de programação de eventos, nova infraestrutura e melhorias em sustentabilidade.
3609-13 S. Saratoga Starter Home*, concluída em 2019 por OJT. Imagem cortesia de Office of Jonathan Tate
O arquiteto Jonathan Tate vivia e trabalhava em Memphis, no Tennessee, quando o furacão Katrina assolou Nova Orleans em 2005. Atraído instintivamente pela Big Easy, ele se mudou para lá mais tarde em busca da oportunidade de observar os esforços de reconstrução e investigar o papel da arquitetura nesse processo.
O escritório Farshad Mehdizadeh Design projetou um hotel na pequena cidade de Sagan, como uma resposta conceitual à escassez de infraestrutura residencial e hoteleira nesta área recém-desenvolvida do Irã. O projeto consiste em uma estrutura de baixa altura em um terreno de 50.000 m².
Hoje, a disponibilidade de informações e dados faz com que nossa capacidade de analisar, entender e compreender a vida nas cidades seja incrivelmente enorme. Em termos de urbanismo, um dos dados mais valiosos e cobiçados para analisar a dinâmica de mobilidade urbana são os que surgem do uso do sistema SUBE (Sistema Único de Boleto Electrónico, utilizado na Argentina para pagar os meios de transporte público). Ao compilar essas informações, milhões de pegadas digitais podem ser agrupadas e transformadas em dados gráficos, permitindo-nos interpretar e intuir os comportamentos das pessoas em relação ao transporte, colaborando para o entendimento e a compreensão das tendências urbanas de acordo com os horários e os dias da semana.
“Onde termina a cidade não deveria ser a pergunta –repetiu Alejandro Aravena em diversas palestras–, onde ela começa é a questão que deveríamos tentar entender”. Em muitos países da América Latina, a concentração de riqueza em ambientes urbanos levou à explosão das cidades e das “zonas metropolitanas”, gerando problemáticas complexas.
O arquiteto Wang Shuo nasceu em 1981 em Pequim. Cresceu em uma família de neurocientistas e era particularmente talentoso em matemática, chegando a vencer as olimpíadas nacionais de matemática no ensino médio. No entanto, em vez de seguir a carreira de ciência da computação, como fizeram muitos de seus colegas de classe, decidiu estudar arquitetura. A decisão foi inteiramente intuitiva. Obteve seu bacharelado em arquitetura pela Universidade de Tsinghua, em Pequim, em 2004. O título de mestre foi concluído na Rice University, em Houston, em 2006. Sua tese, intitulada Wild Beijing, focou na emergência do urbanismo espontâneo em Pequim. Após concluir sua formação, Wang trabalhou por um ano no escritório GLUCK+, de Peter Gluck, em Nova York. A empresa é conhecida por se especializar em projetos práticos de concepção e construção (design-build) e por atuar como empreiteira geral, o que confere aos/às arquitetos/as grande controle sobre a qualidade da execução. Após seu período nos Estados Unidos, mudou-se para a Europa por dois anos, trabalhando na OMA em Roterdã. Lá, colaborou com Rem Koolhaas, dedicando-se especialmente a projetos em que diversas camadas da vida social, cultural e cotidiana se sobrepunham para criar espaços ativos e genuinamente contemporâneos.
O arquiteto Zhang Lei, radicado em Nanjing (n. 1964, Jiangsu, China), não acredita na história, apenas no tempo. Ele está convencido de que a história é algo que acontece em nosso próprio tempo, sendo moldada por circunstâncias específicas, demandas programáticas atuais, técnicas construtivas de ponta e sensibilidades contemporâneas.
Tomás Saraceno nos guia por seu ateliê em Berlim em um vídeo curto gravado durante sua recente exposição 'Algo-r(h)i(y)thms' na galeria Esther Schipper. O ateliê do artista argentino, “um espaço de experimentação e teste de ideias complexas”, abriga uma sala dedicada aos seus estudos recentes sobre aranhas.
A Rastegar Property Company anunciou planos para desenvolver a parede verde viva mais alta da América do Norte como parte de uma torre de 26 andares em Dallas. O edifício visa melhorar a qualidade do ar local com mais de 40.000 plantas, com estimativa de capturar mais de 725 kg (1.600 libras) de dióxido de carbono e produzir 544 kg (1.200 libras) de oxigênio anualmente. O empreendimento ficará localizado do outro lado da rua do complexo de uso misto Union.
O Design:ED Podcast revela os bastidores do campo da arquitetura sob a perspectiva de profissionais que lideram o setor. Esta série inspiradora oferece uma visão única sobre a construção de uma carreira de sucesso no design, desde as origens humildes até o reconhecimento global. A cada semana, convidados(as) compartilham os altos e baixos de suas trajetórias rumo ao sucesso, servindo de inspiração para profissionais de todos os níveis da área. Ouvir suas histórias proporciona um roteiro valioso para quem busca progredir na carreira e elevar o patamar de seu trabalho.
Vencedor do Prêmio Pritzker, fundador da Morphosis e cofundador da SCI-Arc, Thom Mayne participa do podcast para discutir sua atração pela posição de outsider, o uso da tecnologia na arquitetura e como fundou o renomado escritório Morphosis.
Centro Comunitário Yuanlu. Imagem cortesia de A' Design Award
Se você adiou sua inscrição, esta é a sua última chance de inscrever seu projeto no A’ Design Award 2020 — o prazo final para envio de trabalhos termina em 28 de fevereiro de 2020, oferecendo a oportunidade de expor seu trabalho para um público global. A competição internacional nasceu "do desejo de destacar os melhores projetos e produtos de excelente design" de designers, arquitetos/as e inovadores/as de todas as áreas do design. Em meio a outras premiações e concursos de design, o A' Design Award destaca-se por sua escala excepcional, com mais de 100 categorias de design.
O condomínio de luxo mais alto de Miami, a recém-concluída torre Brickell Flatiron, foi projetada pelo arquiteto Luis Revuelta, com interiores assinados pelo arquiteto de design italiano Massimo Iosa Ghini. Com 224 metros de altura, o edifício residencial é o mais novo ícone do Distrito Financeiro de Brickell.
O escritório de arquitetura ZJA, sediado em Amsterdã, apresentou a proposta vencedora para um novo marco arquitetônico e uma "paisagem de dunas" na costa belga. Apresentado como parte do consórcio Nautilus, o projeto busca integrar perfeitamente o edifício à paisagem circundante no município de Middelkerke. A proposta também visa mitigar os riscos de inundação e tornar o calçadão da orla livre de carros, conectando a praça Epernay ao mar.
O Dia dos Direitos Humanos é celebrado a cada 10 de dezembro - e, após visitar numerosos locais que relembram os cenários de lamentáveis crimes contra a humanidade e violência, é possível fazer uma observação: o lugar da memória não se encontra apenas em um edifício. É, além disso, o lugar onde se evoca através do encontro, da reivindicação e do gesto.
A tecnologia utilizada no reconhecimento facial de smartphones ou em chaves digitais de automóveis tem o potencial de revolucionar a maneira como as pessoas acessam e se movimentam pelos edifícios. Muitos aspectos comuns dos sistemas de controle de acesso atuais parecem ultrapassados em comparação com os avanços tecnológicos em outras áreas de nossas vidas: teclados numéricos para senhas (PIN), crachás de segurança, cartões magnéticos e até mesmo fechaduras e chaves físicas. No entanto, já existem tecnologias capazes de tornar o acesso aos edifícios simultaneamente mais fluido e mais seguro.
Nos edifícios destinados ao desenvolvimento de atividades laborais, o correto desenho dos espaços desempenha um papel fundamental. A consideração de variáveis como iluminação, isolamento acústico, a relação entre os postos de trabalho ou a altura dos espaços permite, em muitos casos, otimizar o rendimento das empresas garantindo, ao mesmo tempo, o conforto de quem os utiliza. Os requisitos específicos dependerão do uso do edifício, em que certas atividades exigirão maior concentração e outras, por outro lado, demandarão a interação de seus protagonistas, dando lugar ao desenvolvimento de processos colaborativos. A arquitetura deverá ser capaz de oferecer soluções a essas demandas considerando, inclusive, a possibilidade de as atividades se transformarem ao longo do tempo.
Inuit Art Centre. Imagem cortesia de Michael Maltzan Architecture
O Inuit Art Centre (IAC), da Winnipeg Art Gallery, deve ser inaugurado em Manitoba no outono deste ano. Projetado pelo escritório Michael Maltzan Architecture em colaboração com a Cibinel Architecture, o projeto de 40.000 pés quadrados (cerca de 3.700 metros quadrados) incluirá novas galerias, um auditório, áreas de pesquisa e um acervo de arte visível. O IAC está posicionado para se tornar o maior espaço de galeria do Canadá dedicado à arte, cultura e história Inuit.
Como remanescentes da Era Industrial, os gasômetros de Londres são uma presença fascinante na paisagem urbana, a qual se encontra à beira do desaparecimento. O ensaio fotográfico Ruin or Rust retrata essas estruturas singulares como pano de fundo da vida cotidiana, capturando sua relação com o contexto urbano. Fruto de um trabalho de dois anos, este projeto pessoal de Francesco Russo, profissional de fotografia baseado em Londres, enquadra o diálogo entre esses elementos da paisagem urbana e a vida que transcorre ao seu redor, investigando seu papel na sociedade contemporânea e no tecido urbano.
O escritório SPEECH desenvolveu uma proposta de projeto para o World Trade Center (WTC) em Moscou, na Rússia, um dos maiores e mais antigos complexos empresariais de uso misto da cidade, construído originalmente em 1980. O projeto proposto introduz dois volumes de vidro ao horizonte da cidade, abrigando funções de uso misto, como escritórios, cafés e lojas.
Publicado originalmente como "El espacio público en asentamientos de origen informal: una construcción colectiva del espacio social" na terceira edição da Revista CLEA — uma publicação anual da Coordinadora Latinoamericana de Estudiantes de Arquitectura (CLEA) —, este artigo propõe que o fator mais importante do espaço público é a possibilidade de nos construirmos como cidadãos e cidadãs.
A produção e a significação do espaço público em assentamentos de origem informal são assumidas por seus próprios habitantes. Assim, o processo de constituição da ideia do público se forja a partir do momento da ocupação do vazio que carece de uma oferta de serviços (Hernández, 2011). Isso parte da necessidade de habitação que molda o vazio por meio da moradia como ideia primária para os interesses da pessoa.