111 West 57th Street, de SHOp Architects. Imagem cortesia de SHoP Architects
O mundo está diante de um século urbano. A população mundial está desmoronando nos centros das cidades, pois a indústria e a agricultura precisam de menos humanos, já que a tecnologia substitui a mão humana por máquinas. A população urbana mundial cresceu de 751 milhões em 1950 para 4,46 bilhões em 2021, e crescerá para 6,68 bilhões em 2050.
Enquanto arquitetos e designers querem definir e controlar o futuro de nossas cidades, a realidade imediata da cidade de Nova York, agora, é uma lição sobre o que pode ser nosso futuro. Sua resposta pode ser vista pelo advento da The Tower no tecido de Manhattan.
Os tapetes não costumam ser itens que passam despercebidos nos ambientes residenciais. Além de esquentar o ambiente e deixá-los mais aconchegantes, quando usados corretamente, os tapetes conectam os móveis e dão unidade à decoração. Veja a seguir algumas dicas de como dimensionar e escolher corretamente esse item em sua casa.
Para além das fronteiras tradicionais do minimalismo escandinavo e do wabi-sabi japonês, as estéticas do extremo norte e do extremo oriente revelam mais paralelos do que se poderia supor à primeira vista — afinal, não é por acaso que são tão frequentemente combinadas, dando origem ao termo Japandi.
O Centro de Educação e Pesquisa Albert Einstein, primeiro projeto do escritório Safdie Architects no Brasil, está prestes a ser concluído. Com inauguração prevista para agosto deste ano, o edifício — que conta com amplos pátios com jardins, criando um oásis urbano na Zona Sul de São Paulo — abrigará uma nova escola de medicina e instalações de pesquisa para uma das mais avançada instituição de saúde do país.
No início da pandemia de coronavírus, em março de 2020, os parisienses abastados afluíram para suas segundas residências na costa atlântica da França, quando foi declarado o lockdown no país. Em junho de 2020, quando as restrições afrouxaram na Inglaterra, os moradores se dirigiram para cidades litorâneas como Bournemouth para aproveitar o tempo ensolarado. O primeiro cenário reflete a crescente lacuna entre ricos e pobres da França, enquanto o último é um reflexo do poder democratizante das praias de acesso público.
Em ambas as situações, o que se busca é a tranquilidade natural normalmente encontrada nas praias. Globalmente, no entanto, há um fenômeno inquietante, segundo o qual, entrelaçado com mudanças climáticas e decisões políticas, as praias estão se tornando cada vez mais espaços privados e inacessíveis.
A EHDD lançou recentemente a ferramenta Early-Phase Integrated Carbon (EPIC), um novo aplicativo gratuito baseado na web desenvolvido para que os arquitetos definam metas e estratégias para reduzir as emissões de carbono nos projetos e construções. A ferramenta visa preencher uma lacuna no processo de avaliação do ciclo de vida e permitir aos projetistas identificar as medidas de maior impacto no início da concepção do projeto. Ao mesmo tempo, outros recursos como Tally e EC3 são vistos como cruciais mais tarde no desnvolvimento.
Como protagonista da cena culinária argentina, o churrasco ocupa um papel de destaque. Na arquitetura, para além das dimensões dos espaços onde são instaladas, as churrasqueiras se consolidam como ponto de encontro de visitantes e residentes das moradias, entrando em contato direto com os costumes e a cultura do país.
Celebrando seus 35 anos, esta edição da CasaCor reúne projetos de 68 renomados profissionais distribuídos em mais de 10mil m² dentro do ícone do modernismo paulistano, o Conjunto Nacional. Sob o tema “Infinito Particular”, a mostra desse ano se concentra no acúmulo temporal, na história contada e que contamos sobre nós mesmos. Nesse universo de formas de habitar o mundo, e dos rastros que deixamos ao nosso redor, desde a gordura dos dedos nas paredes até a poeira que trazemos na sola de nossos sapatos, estamos sempre buscando algo que é só nosso, inesgotavelmente próprio.
No debate urbanístico, a defesa do transporte coletivo é quase tão consensual quanto recorrente. Propostas como o desenvolvimento orientado para o transporte (TOD), que defende o adensamento das cidades de forma coordenada com corredores de transporte, têm ganhado força nas últimas décadas: saíram da academia e foram para as recomendações e estudos de caso de instituições como o Banco Mundial, para as propostas de políticos, documentos oficiais e já se encontram em várias intervenções urbanas mundo afora — de Curitiba a Toronto, principalmente na Ásia.
O uso de bicicletas em meios urbanos tem se intensificado cada vez mais. Saúde, lazer, economia, comodidade, diversos são os motivos e benefícios que levam a optar por elas. Para que essa escolha seja feita, há um fator fundamental em jogo: a segurança durante a corrida, dada principalmente por ciclovias e ciclofaixas. Por isso, apresentamos um ranking que traz quais capitais brasileiras mais priorizam o ciclista e a qualidade de sua rota, favorecendo a construção de uma cidade melhor através da mobilidade ativa.
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Buenos Aires, Argentina. Imagem de sharptoyou. Image via Shutterstock
Compreendendo a diversidade e a pluralidade de pessoas que habitan e transitam pelas cidades dia após dia, o urbanismo com perspectiva de gênero propõe incorporar todas as identidades, perspectivas e atividades que durante anos foram invisibilizadas. Ao compreender as complexidades que envolvem as cidades e ao se envolver nas experiências urbanas de quem nelas habita, os espaços públicos revelam-se o cenário de desenvolvimento da vida urbana e, como tal, devem reunir uma série de diretrizes e considerações alinhadas a este novo paradigma, atuando como ferramentas de planejamento para compor essa rede de espaços e contemplar todas as pessoas que utilizam a cidade.
O Dia da Mulher Arquiteta e Urbanista foi estabelecido em 2020 pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil para reafirmar o compromisso com a promoção da igualdade de gênero em todas as suas instâncias e na relação com a sociedade. Conforme levantamento do próprio CAU/BR em seu Anuário 2019, mulheres representam 63% dos arquitetos e urbanistas, uma proporção que deve aumentar no futuro próximo. Considerando apenas os profissionais com até 30 anos, são 75% de mulheres contra 25% de homens.
https://www.archdaily.com.br/pt/986273/dia-da-mulher-arquiteta-e-urbanista-conhecendo-as-pioneiras-no-brasilArchDaily Team
Recentemente, a cidade de São Paulo presenciou dois eventos envolvendo espaços que antes eram públicos e agora estão sob concessão privada. A já consagrada Virada Cultural Paulistana voltou a acontecer após os anos iniciais da pandemia de covid-19, e teve como um de seus palcos o novo Vale do Anhangabaú. Além dela, o complexo do Pacaembu, que recentemente deixou de ser um equipamento público, tornou-se uma concessão e vem passando por uma série de reformas e transformações, recebeu a Feira ArPa, evento que juntou uma série de importantes galerias para exposição, compra e venda de obras de arte. Apesar da diferente natureza desses eventos, seus processos despertam reflexões a respeito do modelo de privatizações que estamos vivendo nas cidades hoje.
Cidades em todo o mundo estão desenvolvendo planos de ação abrangentes para criar uma resposta coordenada aos desafios da mudança climática. Metas e objetivos para emissões baseadas no consumo são importantes para orientar o planejamento estratégico e a tomada de decisões, melhorar a responsabilidade e comunicar a direção do planejamento das empresas e do público. Autoridades governamentais nacionais e regionais estão trabalhando com o setor privado, organizações internacionais e a sociedade civil para criar mudanças em todos os níveis, desde intervenções estruturais em cadeias de fornecimento e indústrias até ações individuais. Isto demonstra uma compreensão crescente do papel das cidades na mitigação dos efeitos adversos do aumento da temperatura.
Como portas de acesso ao conhecimento e à cultura, as bibliotecas desempenham um papel fundamental na sociedade. Essenciais na criação de oportunidades de aprendizagem, bem como no apoio à alfabetização e à educação, os recursos e serviços que cada biblioteca oferece ajudam a moldar novas ideias que são centrais para a construção de uma sociedade criativa e inovadora.
Se você está lendo isso agora, ou já leu um artigo no ArchDaily, é porque você estava em um lugar que permitia que você se conectasse à internet. Pense em um momento em que você se encontrou em uma zona morta, onde a Internet estava ruim e você não conseguiu conectar seu computador ao WiFi para concluir uma tarefa, ou sem conseguir conectar seu telefone para pesquisar rapidamente no Google. Você provavelmente correu para o café mais próximo, ou lugar onde o WiFi era mais confiável, apenas para ter a sensação de estar online novamente. A internet, em um mundo ideal, é igualmente aberta a todos, proporcionando acesso ao conhecimento e a capacidade de se conectar facilmente com outras pessoas. Mas o que acontece quando você não tem internet? Como sua vida é afetada se você estiver do lado errado da exclusão digital e morar em uma área sem acesso à banda larga?
A natureza tem sido continuamente considerada uma musa inspiradora para os arquitetos. Cores e formas do mundo natural encontram-se embutidas em construções artificiais. Os edifícios também são moldados por padrões de vento e sol, topografia e vegetação. Enquanto a arquitetura é alimentada pelos efeitos da natureza, os edifícios têm sido propostos como objetos inertes que permanecem estáticos num mundo em evolução biológica. As “selvas” de concreto antropocêntricas são desprovidas de vida, separando os humanos dos ambientes naturais e causando desequilíbrios que se manifestaram em forma de pandemias. Mas, como seriam as cidades se não houvesse fronteiras entre humanos e ecossistemas?
Nas grandes cidades, é cada vez mais comum encontrar edificações que comportam diferentes configurações e distribuições em seus espaços internos. No final dos anos 1960, começaram a surgir as tipologias de duplex em edifícios entre empenas na cidade de Buenos Aires, quando o Código de Edificação permitia que fossem implantados nos recuos obrigatórios dos pavimentos superiores.
Ao longo dos anos, o design de interiores tem evoluído de acordo com as necessidades emergentes, mas, sobretudo, com as experiências que busca evocar em quem habita o espaço. Nos últimos dois anos, fomos testemunhas de uma mudança radical e de um interesse especial por este tema, uma vez que a pandemia nos obrigou a prestar atenção redobrada à configuração dos lugares que habitamos. Isso resultou em projetos muito mais integrais que buscam atender ao bem-estar das pessoas, combinando cores, experiências sensoriais, tecnologia e elementos naturais que promovem a saúde.
É comum encontrar em Planos Diretores (PD) e em Leis de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS), o conceito de Solo Criado, que torna possível a implementação de alguns instrumentos urbanísticos, como a Outorga Onerosa do Direito de Construir (OODC) e a Transferência do Direito de Construir. Mas o que é Solo Criado?
https://www.archdaily.com.br/pt/986031/o-que-e-solo-criado-conceitos-e-exemplos-na-cidadeAdriano Costa
O escritório de design e inovação CRA - Carlo Ratti Associati divulga o resultado de sua Visão Urbana e Programa Urbano para a Manifesta 14, a Bienal Nômade Europeia em Prishtina, Kosovo, entre 22 de julho e 30 de outubro de 2022. O projeto do CRA propõe uma nova metodologia para a recuperação do espaço público na cidade. Ele começa com uma série de intervenções de design abertas para incentivar a participação do cidadão e promover ciclos de feedback para criar efeitos a longo prazo no ambiente construído. Durante o século 20, mudanças de regime e confrontos políticos trouxeram turbulência considerável para Kosovo e suas cidades. Como resultado, Prishtina sofre atualmente com uma escassez substancial de espaço público, mas um grande grupo de moradores desprivilegiados está ansioso para reverter essa situação.
A primeira arquiteta a receber o título na República Argentina foi Filandia Pizzul, em 1928, pela Universidade de Buenos Aires, quando o curso já completava mais de 50 anos. A partir de 1874, a graduação em arquitetura funcionava independentemente do departamento de Ciências, onde os estudos eram ministrados desde 1865. Sua figura foi pioneira em vários campos, sendo também a primeira mulher a concluir os cursos do Departamento de Aeronáutica Civil em 1928, obtendo a licença de piloto nº 181.
"A arquitetura é narrativa incrustada", escreveu Marco Frascari. Ao enfatizar a reciprocidade entre arquitetura e narrativa ao longo de sua carreira, o arquiteto, teórico e professor italiano via as histórias como chave para criar uma arquitetura "não trivial", ou seja, transcendente. De suas ideias, textos, ensinamentos e estudos surge a reflexão que dá origem a este texto.
Ao ar livre, as sacadas e varandas ganharam ainda mais importância após o período de isolamento social que passamos. Um espaço em contato com o exterior, que traz a iluminação e ventilação para o apartamento, mas que também pode ser utilizado de diversas formas para aprimorar o layout e trazer mais conforto para o ambiente de estar.