Cortesia de Grupo Tagwató Imarangatu e Associação Cânions Paulistas
O grupo Tagwató Imarangatu (Gavião Sagrado) e a Associação Cânions Paulistas desenvolveram o projeto de arquitetura para um Centro Cultural Indígena, que pretende ser um dos principais marcos da história e identidade Tupi-Guarani no Sudoeste Paulista. Situada em Barão de Antonina, a aldeia Txondaros Tekoa Mbaé foi reconhecida e delimitada como território indígena pela Funai em 2011, fazendo parte de um importante e necessário processo de retomada das terras ocupadas originalmente pelos povos indígenas.
https://www.archdaily.com.br/pt/985702/grupo-tagwato-imarangatu-e-associacao-canions-paulistas-projetam-centro-cultural-indigena-em-barao-de-antoninaArchDaily Team
Em um novo episódio de entrevistas, o Arquicast conversa com um dos escritórios mais renomados e consolidados da arquitetura brasileira. Em 2022, aflalo/gasperini arquitetos comemoram 60 anos de uma prática que acompanhou a evolução arquitetônica nacional. A preocupação com o empenho em edificações é parte essencial do trabalho desenvolvido, bem como a busca pelo uso da mais avançada tecnologia disponível para uma prática sustentável, tudo isso, comprovado por edifícios mais antigos que ganharam certificações internacionais.
Quando os primeiros aviões comerciais decolaram, o mesmo aconteceu com a arquitetura. Como muitos outros momentos de avanço tecnológico, o fascínio por voar pelos céus foi uma forte influência para os movimentos de design dos últimos cinquenta anos. Não apenas em termos de como projetamos aeroportos e pensamos na experiência dos passageiros das companhias aéreas, mas na estética da aviação, e como os tecidos, texturas e detalhes sofisticados influenciariam nossas vidas no solo.
Nenhuma cidade é como Nova York. Amálgama de diferentes culturas, ela é uma das mais diversas do mundo. Entretanto, Nova York também enfrenta desafios sociais e ambientais que vão desde a necessidade de novas moradias e demandas de transporte até o aumento do nível do mar e tempestades. À medida que a pandemia enfatizou ainda mais a importância da arquitetura e do urbanismo no desenvolvimento da vida pública, as autoridades e os planejadores da cidade estão analisando uma série de abordagens e modelos a fim de reinventar o crescimento urbano.
Há um futuro para as nossas cidades se não adotarmos um modo de vida sustentável? Há algum tempo, a sustentabilidade urbana vem sendo abordada mais sob a perspectiva das mudanças climáticas do que a partir de uma visão holística que incorpore a sociedade e a maneira como vivemos em comunidade.
Que novas formas de viver estamos experimentando com as diferentes transformações sociais, econômicas e ecológicas? Certamente precisamos colocar em pauta os diversos casos de referência que têm surgido em diferentes partes do mundo e compreender as últimas tendências sobre a maneira como vivenciamos nossas cidades.
Um antigo conto folclórico indiano narra a história de um semideus, Hiranyakashipu, que recebeu a dádiva da indestrutibilidade. Ele desejou que sua morte nunca fosse provocada por qualquer arma, humana ou animal, nem de dia ou de noite, e nem dentro nem fora de sua residência. Entretanto, para cessar sua trajetória, o Senhor Vishnu assumiu a forma de um ser meio-humano-meio-animal para matar o semideus durante crepúsculo no limiar de sua casa.
Liam Young é um arquiteto, designer de produto e diretor que atua na área entre design, ficção e futuro. Young é especialista em projetar ambientes para a indústria cinematográfica e televisiva, com base na crença de que criar mundos imaginários permite nos conectar emocionalmente às ideias e desafios do nosso futuro.
Após os séculos de colonização, globalização e extração econômica e expansionismo sem fim, os humanos reconstruíram o mundo da célula até a placa tectônica. Young sugere em um TED Talk: “E se revertêssemos radicalmente essa expansão planetária? E se nós, como humanos, chegássemos a um consenso global para nos retirarmos de nossa vasta rede de cidades e cadeias de suprimentos emaranhadas para uma metrópole hiperdensa que abriga toda a população da Terra?"
Os papéis de parede estão longe de ser um consenso. Eles podem fazer referência a espaços domésticos antiquados, mas também podem dotar de personalidade um espaço sem graça. E o melhor, isso pode ser feito muito rapidamente e sem grandes custos. Da mesma forma, faz com que não perdurem por tanto tempo e sejam rapidamente descartados e substituídos, tornando-se, portanto, itens transitórios de decoração. Como afirma Joanna Banham, pesquisadora do tema, “O papel de parede é frequentemente considerado a Cinderela das artes decorativas - a mais efêmera e menos preciosa das decorações produzidas para o lar. No entanto, a história do papel de parede é um assunto longo e fascinante que remonta ao século XVI e abrange uma enorme variedade de belos padrões criados por mãos anônimas e por alguns dos designers mais conhecidos dos séculos XIX e XX.” Atualmente, temos visto mais um ressurgimento dos papéis de parede, com inúmeras possibilidades de materiais, padrões e cores e há diversos exemplos de arquitetos que os têm utilizado para criar novas atmosferas aos seus projetos. Neste artigo, delinearemos um pouco sobre a história destes elementos e algumas das opções mais atuais, através de um mergulho no catálogo do Architonic.
A arquiteta, pesquisadora e docente Marina Tabassum foi eleita vencedora do Prêmio Carreira Trienal de Lisboa Millennium bcp. Marina é a primeira pessoa do sul global a receber a honraria, juntado-se à estadunidense Denise Scott-Brown (premiada em 2019), a dupla francesa Lacaton & Vassal (2016), o britânico Kenneth Frampton (2013), o português Álvaro Siza (2010) e o italiano Vittorio Gregotti (2007).
No livro Design of Childhood, a arquiteta e pesquisadora Alexandra Lange afirma que crianças foram consideradas não-pessoas durante quase toda a história da arquitetura da Arquitetura antiga e moderna, sendo excluídas dos processo de criação dos espaços urbanos e interiores. Esse processo acarretou e ainda vem acarretando diversos problemas quando as crianças atingem a idade adulta, já que essas crianças cresceram constantemente vigiadas pelo medo do movimento e dos olhos dos adultos.
Ressureição da loja de rua é possível: as pessoas continuam analógicas. Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil
Um endereço ideal pressupõe conveniência, atendimento das necessidades básicas de produtos e serviços a uma simples caminhada. O café da manhã na base do prédio, o “vou ali na farmácia”, o puxar o carrinho abarrotado de frutas, o descer no sábado para cortar o cabelo, o levar o pet na pracinha da esquina. A saúde de uma cidade passa pela frequência de pessoas caminhando em espaços públicos, com senso de comunidade, sensação de segurança, civilidade e capacidade de consumo para as necessidades básicas. E a loja nessa caminhada é um estímulo vital.
https://www.archdaily.com.br/pt/986617/a-morte-das-lojas-de-rua-e-seu-impacto-nas-cidadesFabiano de Marco
Em novembro de 2022, a Rede de Bienais Latino-Americanas de Arquitetura REDBAAL celebrará seus primeiros 10 anos de existência prolífica e os comemorou convocando a Quarta Edição do Prêmio Oscar Niemeyer de Arquitetura Latino-Americana, o Grande Prêmio ON-04. Em agosto deste ano, foi anunciada a decisão do júri, com os três primeiros lugares reconhecendo o trabalho de arquitetos do Brasil e do México.
Ontem teve início o sétimo Festival Internacional de Intervenções Urbanas em Lima, no Peru. Durante o dia, foi realizada uma série de eventos no Lugar da Memória, com o objetivo de colocar em pauta, debater publicamente e visibilizar diversos esforços de diferentes frentes em busca de uma cidade melhor para todos e todas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134301/inaugura-se-o-festival-de-intervencoes-urbanas-fiiu-7-em-limaDiego Vivas
A Trienal de Arquitetura de Lisboa divulgou a lista de finalistas do Prêmio Début Millennium bcp. Este ano, dez escritórios de quatro continentes chegam à fase final desta premiação que celebra e impulsiona o crescimento criativo, intelectual e profissional de talentos emergentes numa fase crucial e transformadora das suas carreiras.
Fazem parte da lista de finalistas o Atelier Tiago Antero – ATA (Portugal), Atelier Tropical – Valerie Mavoungou (Congo), Ben-Avid (Argentina), messina | rivas (Brasil), Nana Zaalishvili (Georgia), Rohan Chavan (Índia), Savinova Valeria (Rússia), Spatial Anatomy (Singapura), vão (Brasil) e Vertebral (México). O vencedor desta edição se juntará a uma seleta lista de ganhadores que inclui os espanhóis Bonell+Dòriga (2019), os chilenos Umwelt (2016) e o norte-americano Jimenez Lai, do Bureau Spectacular (2013).
Hoje, 11 de julho, é celebrado o Dia Mundial da População, um evento anual iniciado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em 1990 que visa aumentar a conscientização sobre questões demográficas globais. Uma questão ainda mais urgente hoje: não só seremos dez bilhões de pessoas em 2050, como também dois terços de nós viverão em cidades, segundo relatórios recentes da ONU-Habitat.
Anualmente, o World Population Review avalia o crescimento das cidades e o número de residentes que vivem em áreas metropolitanas para entender as tendências globais em transformação. Embora na lista das 20 cidades mais populosas do mundo encontremos muitas da Ásia, como Tóquio, Delhi e Xangai, ao mesmo tempo, diversas cidades latino-americanas, como São Paulo, Cidade do México e Buenos Aires, também marcam presença. Decidimos, portanto, listar as dez cidades mais populosas da América Latina e, assim, entender seu crescimento e participação no contexto global.
Charles-Édouard Jeanneret-Gris, mais conhecido como Le Corbusier, é um dos principais referenciais e grandes mestres do Movimento Moderno. Sob a direção de Gerardo Panero, o documentário de longa-metragem intitulado “Plan para Buenos Aires” busca expor as tentativas do arquiteto de concretizar suas ideias sobre o traçado da cidade de Buenos Aires.
A consultoria de gestão global McKinsey & Company observou, em 2016, que o setor da construção civil estava pronto para uma disrupção. Considerado um dos maiores setores do mundo, o avanço forçado e a adoção de tecnologias inovadoras permitiram que a indústria de engenharia e construção (E&C) perseverasse nos últimos dois anos. De fato, um relatório mais recente, também da McKinsey, apontou que o setor tende a emergir da pandemia mais enxuto, mais digitalizado e com um olhar mais atento à sustentabilidade.
Houve algum momento em que os/as arquitetos/as se sentiram devidamente valorizados/as? Provavelmente não. Certamente não desde que a profissão se tornou dependente dos negócios da América, cujo negócio principal são os negócios em si. Com o crescimento econômico como diretriz primordial do país ao longo do século XX, os/as arquitetos/as — como membros da indústria da construção — desempenharam seu papel. Como? Projetando edifícios de todos os tipos que fossem mais leves, baratos e rápidos de erguer. Os valores dos/as arquitetos/as podiam ser sociais, artísticos e até cósmicos, mas seu valor para a sociedade tem sido primordialmente econômico.
Ao longo de sessenta anos, Le Corbusier utilizou uma ampla variedade de meios para explorar temas e formas, do desenho ao planejamento urbano, pintura, arquitetura e escultura. Ele descobriu a tapeçaria pela primeira vez em 1936, em resposta a um pedido de Marie Cuttoli, que na época estava encomendando obras de arte têxtil em uma fábrica em Aubusson a pintores modernos. No entanto, apenas doze anos depois ele manifestou o interesse em produzir obras de tecelagem a partir dos seus desenhos e chegou a esta cidade do centro de França, onde se iniciou um verdadeiro renascimento da tapeçaria, por iniciativa de Jean Lurçat e Jean Picart LeDoux.
Há poucas perguntas mais poderosas que “de onde você é?”. As pessoas se sentem profundamente conectadas às cidades e se identificam com outras pessoas que sentem essa mesma conexão. Em outras palavras, tendemos a entender e vivenciar os lugares de uma forma muito pessoal.
No entanto, para entender o lugar – na verdade, para entender os assentamentos humanos em geral – é importante reconhecer que os lugares não são criados por acaso. Eles são criados com o propósito de promover uma agenda política ou econômica. Cidades melhores surgem quando as pessoas que as moldam pensam de forma mais ampla e consciente sobre os lugares que estão criando.
Arranha-céus são elementos inerentes às cidades contemporâneas. Seja em São Paulo ou Nova York, em Seul ou Dubai, essas estruturas imponentes são onipresentes no tecido urbano e a imagem convencional que se tem delas é de planos de vidro. Isso não ocorre no Iêmen, onde há exemplos antigos que são bem diferentes dos arranha-céus atuais. No centro do país, a cidade de Shibam é cercada por uma muralha fortificada e é o lar de exemplos deslumbrantes de habilidade arquitetônica: casas em torre que datam do século XVI com até sete andares de altura.
Sempre em voga: a cadeira Ghost de Philippe Starck para a Kartell, a luminária Snoopy de Achille Castiglioni para a Flos, a poltrona Husk de Patricia Urquiola para a B&B Italia, a icônica banqueta Mezzadro de Castiglioni para a Zanotta, a mesa Tulip de Eero Saarinen como parte da Pedestal Collection para a Knoll International e a banqueta Ulmer de Max Bill, produzida pela wb form
A sustentabilidade está em pauta hoje em dia — mas geralmente com foco no futuro e no questionamento sobre como é possível consumir menos recursos, produzir de forma mais sustentável e reduzir resíduos. No entanto, a sustentabilidade também pode ser vivenciada com os olhos voltados para o passado ou para o presente — mais especificamente, por meio de um ambiente doméstico composto por móveis duráveis, que transcendem tendências e nunca saem de moda. Na terceira parte da nossa série sobre ícones do design, destacamos Philippe Starck, Eero Saarinen, Achille Castiglioni, Patricia Urquiola e Max Bill com suas peças de mobiliário atemporais, que podem ser encontradas em architonic.com.
Afirmamos isso com convicção, cientes de que a demografia da cidade (quase 80% de população afro-americana e um dos maiores índices de pobreza dos Estados Unidos) impõe desafios únicos para a geração de oportunidades econômicas. E dizemos isso com certeza, sabendo que um histórico pernicioso de redlining, discriminação de crédito e outras desigualdades negou à maioria negra de Detroit o poder de decisão e influência no design e no desenvolvimento econômico que geraria resultados mais favoráveis.
Notre Dame de Paris em construção em fevereiro de 2022. Imagem via Shutterstock, de Jacky D
A catedral de Notre Dame em Paris está a caminho de reabrir aos fiéis e ao público em 2024, de acordo com o comunicado da ministra da Cultura, Rima Abdul Malak, feito na quinta-feira, quase três anos após o incêndio devastador. No comunicado, ela salientou que a fase de limpeza do projeto de restauração já está concluída, permitindo que as obras de reconstrução sejam iniciadas. A catedral do século XII está sendo restaurada como era no projeto anterior, incluindo a torre de 96 metros projetada pelo arquiteto Eugene Viollet-le-Duc em meados de 1800, para a qual uma nova madeira foi selecionada.