María Luisa Dehesa Gómez Farías (1912-2009) é uma arquiteta mexicana natural de Xalapa, Veracruz, que se tornou a primeira mulher no México a obter o diploma de arquiteta. Sua formação começou em 1933, quando conseguiu ingressar na Real Academia de San Carlos, o que a obrigou a se mudar para a Cidade do México – instalando-se em um quarto na cobertura que alugou em Coyoacán, de onde se deslocava de bonde – para integrar uma turma de 113 pessoas, das quais apenas 5 eram mulheres.
A primeira segunda-feira de outubro de cada ano marca o Dia Mundial da Arquitetura e o Dia Mundial do Habitat. Celebrados simultaneamente, buscam lançar luz sobre o ambiente construído e seus desafios, assumindo um tema diferente a cada nova edição. Este ano, através do Dia Mundial da Arquitetura, a UIA aposta na “Arquitetura para o bem-estar”, alinhada com a designação de 2022 como o Ano UIA do Design para a Saúde em edifícios e cidades. Paralelamente, o Dia Mundial do Habitat da ONU está centrado em “não deixar ninguém para trás”, e visa abordar para o problema da desigualdade e desafios nas cidades e assentamentos humanos em decorrência da pandemia de Covid-19, das mudanças climáticas e de conflitos de todo tipo.
Apresentando o Outubro Urbano, 31 dias para promover um futuro urbano melhor, o Dia Mundial da Arquitetura e o Dia Mundial do Habitat impulsionam os debates sobre sustentabilidade urbana. Posicionando-se no debate, o ArchDaily participa promovendo conteúdos que abordam os principais tópicos dessas datas, conscientizando, apresentando soluções, engajando a comunidade internacional e empoderando aqueles que fazem arquitetura para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Hoje, mais do que nunca, é importante buscar as alternativas adequadas para promover a sustentabilidade. A tendência na arquitetura presente neste e nos próximos anos tem um enfoque cada vez mais global, ecológico e inclusivo. Desenvolver construções baseadas no desenvolvimento sustentável é um dos desafios de arquitetos/as do futuro para diminuir a demanda de energia convencional, reduzir o impacto ambiental e manter la qualidade de vida das pessoas que nelas habitam.
A edificação sustentável vai além do uso adequado de materiais e estratégias para a construção de um imóvel verde. Trata-se de alcançar o bem-estar das pessoas que a habitam, ao mesmo tempo em que se reduz o impacto ambiental que os/as usuários/as possam causar ao realizar suas atividades cotidianas em seu interior.
As janelas costumam ser um dos elementos mais marcantes de uma edificação, podendo ser completamente transformadas a depender de como são detalhadas e instaladas. No entanto, com a crescente conscientização sobre o isolamento térmico, o detalhamento das janelas e sua instalação tornaram-se progressivamente mais complexos.
A seguir, analisaremos uma parede de alvenaria com câmara de ar típica, os diferentes elementos necessários para instalar uma janela moderna e como tudo isso se articula no canteiro de obras.
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O International High-Rise Award (IHA) selecionou cinco edifícios da Ásia, Austrália, Europa e América do Norte entre os 34 arranha-céus indicados de 13 países. O Vancouver House, do BIG; as TrIIIple Towers em Viena, do escritório Henke Schreieck Architekten; o The Bryant em Nova York, do David Chipperfield Architects; os Singapore State Courts, do Serie Architects + Multiply Architects; e a Quay Quarter Tower em Sydney, do 3XN, são os projetos finalistas de 2022/23 por exemplificarem a sustentabilidade e os aspectos sociais em edifícios em altura.
O IHA é voltado a profissionais de arquitetura e incorporadoras cujos edifícios tenham pelo menos 100 metros de altura e tenham sido concluídos nos últimos dois anos. Entre os vencedores de edições anteriores estão o Norra Tornen, do OMA (2020); a Torre Reforma, do escritório LBR&A Arquitectos (2018); e a Torre Agbar, do Ateliers Jean Nouvel (2006).
Retomar técnicas e materiais ancestrais para trilhar novos espaços de convivência. Este é o mote que surgiu do desejo de "criar frestas de liberdade, alegria, amor e afetos potencializadores, que se propõem a pensar formas de habitar em convivência com a Terra e a ancestralidade". Um conceito materializado e que segue em construção na Terra Afefé: uma microcidade em Ibicoara, na Chapada Diamantina, realizada pela artista Rose Afefé.
Unindo novas e velhas técnicas construtivas, os pesquisadores do Instituto de Arquitetura Avançada da Catalunha (IAAC) ergueram uma pequena estrutura de terra com impressão 3D. É o primeiro projeto do tipo realizado na Espanha.
“Trata-se de um protótipo que representa a ponte entre o passado – arquitetura vernacular de barro – e o futuro – tecnologia de impressão 3D em larga escala – que não só servirá para mudar a arquitetura do futuro, mas também será muito útil para enfrentar o clima atual e a crise habitacional em todo o mundo”, afirma o Instituto.
Desenvolvido pelo empresário indie @levelsio, This House Does Not Existé uma plataforma que permite aos usuários gerar imagens de casas contemporâneas no estilo do ArchDaily. O programa usa difusão latente de texto para imagem para gerar automaticamente imagens realistas de casas. O site é intuitivo e fácil de usar, com um botão no canto superior direito escrito “tap image to generate new house” (toque na imagem para gerar uma nova casa). O site também permite que os usuários votem nas melhores imagens geradas ou vejam casas semelhantes clicando nas palavras-chave exibidas na parte inferior da imagem.
Como ponto de partida para projetos de arquitetura, o terreno e a sua topografia apontam os direcionamentos que a distribuição do programa poderá seguir. Entre elas, uma solução se destaca pela continuidade entre a topografia e a arquitetura, a partir do rebaixamento do nível da construção e avanço do terreno sobre a cobertura. A partir deste teto jardim criado com as mesmas características do entorno, o resultado causa a impressão de uma intervenção quase inexistente.
A incorporação do terreno como elemento arquitetônico retoma, de certa maneira, o conceito das cavernas, reforçando uma ideia de abrigo e acolhimento a partir de um híbrido entre a configuração inicial e natural e a intervenção arquitetônica.
Hoje em dia, bem-estar é uma palavra comumente usada no design e em outras áreas. Mas o que isso realmente significa? De acordo com o National Wellness Institute, o conceito é definido como "um processo ativo pelo qual as pessoas tomam conhecimento e fazem escolhas para uma existência mais bem-sucedida". Isso pode ser visto de diferentes perspectivas, como fatores ambientais, intelectuais, espirituais e físicos. Embora esses elementos possam ser integrados separadamente na vida de alguém, eles também podem se complementar e trabalhar juntos. Por exemplo, o exercício não apenas fornece benefícios físicos, mas contribui para o bem-estar emocional também.
Como a conexão emocional seria capaz de gerar projetos mais acolhedores para os grupos minorizados? Qual o impacto da tecnologia na concepção das cidades e dos lares? Como a arquitetura e o design podem melhorar o bem-estar e elevar a autoestima das pessoas? Esses e outros questionamentos fazem parte da conversa com o arquiteto, urbanista e designer Guto Requena realizada pelo Betoneira Podcast.
A aprovação do pacote de mudanças climáticas do governo Biden, a chamada “Lei de Redução da Inflação”, previsivelmente se dividiu em linhas partidárias, com os republicanos caracterizando o projeto como um ato de gastos imprudentes do governo, que certamente aumentará os impostos e alimentará ainda mais a inflação. Mas será que esse ato realmente significa imprudência nos gastos? A legislação autoriza 430 bilhões de dólares em gastos, sendo a maior parte — mais de 300 bilhões de dólares — destinada a créditos fiscais. Outros gastos e iniciativas destinados a estimular a economia de energia limpa e a redução das emissões de carbono. O projeto de lei também permite que o Medicare negocie preços de alguns medicamentos caros com empresas farmacêuticas. O projeto de lei é parcialmente financiado por um imposto mínimo de 15% sobre grandes corporações e um imposto especial de consumo sobre empresas que recompram suas próprias ações. Dado o escopo do problema e os crescentes custos futuros da inação climática, esta legislação é um primeiro passo extremamente modesto, mas muito necessário.
https://www.archdaily.com.br/pt/988786/o-custo-iminente-das-mudancas-climaticasMartin C. Pedersen, Steven Bingler
Sabemos que as cidades brasileiras são excludentes. Não dão preferência ao transporte público, prejudicando os mais pobres. Segregam os bairros mais ricos, levando a classe trabalhadora a morar nas periferias urbanas. E mesmo lá, boa parte da população só pode pagar por casas no mercado informal.
https://www.archdaily.com.br/pt/988909/quantas-pessoas-conseguem-comprar-um-imovel-no-brasilEnrico Costa
The Granary Square, Londres. Foto de Samuel Regan-Asante, via Unsplash
Os espaços públicos de propriedade privada, apelidados de POPS devido à sigla de seu nome em inglês — privately owned public spaces —, nasceram em Nova York, em 1961, a partir de uma estratégia de incentivo do poder público à criação de áreas livres, de uso público, em imóveis privados, com zeladoria realizada pelo proprietário.
Vista desde la intersección de la calle. Image Cortesía de Kengo Kuma & Associates
O escritório japonês Kengo Kuma & Associates e o arquiteto espanhol Javier Villar projetaram uma nova sede para a empresa de tecnologia Bosonit em Logroño, capital de La Rioja, na Espanha. Um projeto que a equipe de arquitetura define com o seguinte lema: “em Logroño para Logroño”, premissa que tem sido seu leitmotiv.
Cuidar de uma planta nem sempre é fácil, tem espécies que precisam ser regadas diariamente, já outras que podem passar por uma temporada maior sem qualquer contato com a água. Ao buscar por essas últimas, é possível criar um paisagismo que diminui consideravelmente a manutenção - incluindo a quantidade de podas e regas, por exemplo - e o consumo de água, facilitando a existência do verde sem grandes dores de cabeça: um jardim seco.
Usado por artesãos em todo o mundo por milhares de anos, o vidro colorido é uma das formas de arte mais antigas. Suas origens datam do século VII, quando janelas coloridas começaram a adornar igrejas, catedrais e conventos - geralmente representando símbolos religiosos e histórias bíblicas. Eles se expandiram para mesquitas e palácios islâmicos durante o século VIII, e na Idade Média podiam ser encontrados em inúmeras igrejas em toda a Europa. Intrincados trabalhos em vidro atingiram o esplendor máximo nos edifícios monumentais do período gótico, resultando em vitrais gigantes e elaboradas com figuras, padrões e geometrias extremamente complexas. No entanto, hoje em dia isso já não é exclusivamente reservado para locais de culto proeminentes ou estruturas antigas. De mãos dadas a métodos inovadores de produção e novas tecnologias, o vidro colorido retornou na arquitetura contemporânea, embelezando edifícios com seus toques ousados e animados.
De 21 a 25 de setembro, foi realizado o Festival Mextrópoli + XII Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo na Cidade do México. No âmbito do evento, o ArchDaily conversou com o vencedor do Prêmio Pritzker de 2014, Shigeru Ban, sobre o tema central "Habitar à margem", uma proposta que buscava visibilizar o trabalho de quem está trazendo soluções para as crescentes necessidades sociais, ambientais e econômicas à margem do sistema.
Quase 100 milhões de brasileiros não têm acesso à coleta de esgoto, segundo dados do Trata Brasil. A comunidade Guaranys, parte integrante da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, com cerca de 450 famílias, é parte dessa estatística. O local possui moradias inteiras em áreas alagadas e esgotos que vazam a céu aberto. Para amenizar este problema, a comunidade foi escolhida para receber um projeto social que instala banheiros com biodigestor em áreas vulneráveis.
Como parte de uma iniciativa do Tec de Monterrey, este ano está sendo realizado o Primeiro Prêmio do 213º Sorteio Tec Tradicional com uma obra do arquiteto chileno vencedor do Prêmio Pritzker 2016, Alejandro Aravena. A Casa Elemental, é a segunda das Casas do 75º Aniversário da Sorteos Tec, que se celebra este ano.
Ontem ocorreu a cerimônia de premiação dos vencedores da 4ª edição do Prêmio Oscar Niemeyer de Arquitetura Latino-Americana. O evento fez parte da 18ª Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires e contou com uma conferência do principal vencedor, Laurent Troost.
A Trienal de Arquitetura de Lisboa anunciou como vencedor da quarta edição do Prêmio Début o escritório Vão, de São Paulo, formado por Anna Juni, Enk te Winkel e Gustavo Delonero. O escritório é conhecido por uma prática transdisciplinar que busca diluir as fronteiras do campo profissional visando enriquecer a reflexão arquitetônica. Nas edições anteriores, a premiação reconheceu o trabalho de Bonell+Dòriga (Espanha, 2019), Umwelt (Chile, 2016) e de Jimenez Lai, do Bureau Spectacular (EUA, 2013).
O protagonista indiscutível dos últimos anos tem sido o metaverso. A notícia já está inundando o mundo dos videogames e da tecnologia. Hoje, arquitetos e designers estão cada vez mais conscientes da responsabilidade que têm na condução dessa construção virtual. Mas o que é realmente a arquitetura do metaverso? Como ele é projetado? Como é construído?
Os escritórios Snøhetta e Hassell foram os selecionados em um concurso para redesenhar o Harbourside em Darling Harbour, Sydney. Com início previsto para 2023, a torre residencial de 42 andares e os 13.500 metros quadrados de espaços públicos se estenderão por mais de 240 metros de frente para a água na icônica região de Darling Harbour. A incorporadora Mirvac planeja alcançar as certificações Green Star de 5 e 6 estrelas, além do selo WELL, tornando o empreendimento um dos distritos mais sustentáveis da Austrália.