Gleba A. Foto de: Azul Serra. Acervo do escritório Vigliecca, editado por ArchDaily
A configuração do bairro de Heliópolis é consequência de um histórico de ocupações irregulares e de urbanização complexa. Os enfoques do poder público na região nas últimas décadas têm sido os mais variados, sem que, tenha sido possível superar o caráter informal do território, especialmente no que diz respeito à implementação total e articulada da infraestrutura urbana. Foi para abordar esse contexto que o escritório Vigliecca & Associados foi convidado a desenhar os conjuntos habitacionais para as Glebas A e H, realizados, respectivamente, em 2004 e 2013.
https://www.archdaily.com.br/pt/989815/urbanizacao-de-heliopolis-os-desafios-da-intervencao-na-cidade-informalAlexandre Kok, Caio França, Gabriela Rudge, Lara Girardi, Lia Soares, Maria Clara Calixto, Marina Liesegang, Marina Saboya, Pedro Trama, Tamara Silberfeld e Valentina Kacelnik
Visualização da proposta de infraestrutura cinza do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA. Resposta ao Estudo de Gestão de Risco de Tempestades Costeiras de Back Bay do Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA / Curtis + Rogers Design Studio. Imagem cortesia de Miami Downtown Development Authority
Uma forte mobilização local e uma campanha na mídia convenceram o Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA a realizar um novo estudo ampliado para um projeto de US$ 6 bilhões visando proteger Miami de futuros furacões, inundações costeiras e impactos climáticos. Críticos da proposta argumentavam que o plano inicial do órgão, que previa uma série de diques e comportas, afetaria negativamente a identidade de Miami, desvalorizaria propriedades e bloquearia o acesso a importantes parques da orla, exacerbando as desigualdades existentes no acesso ao espaço público.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134701/protestos-levam-corpo-de-engenheiros-do-exercito-dos-eua-a-repensar-plano-de-protecao-contra-tempestades-de-miamiJared Green
Projetada pelo BIG-Bjarke Ingels Group e CRA-Carlo Ratti Associati, a CapitaSpring é a mais recente adição de Singapura. Recentemente concluído, após quatro anos de construção, o oásis de 280 metros de altura, considerado uma das estruturas mais altas da cidade, é um arranha-céu de uso misto com abundantes jardins suspensos e parque na cobertura, espaço para escritórios, residência com serviços, hawker center (mercado gastronômico), restaurantes e espaços públicos.
O arranha-céu biofílico, alinhado com “o urbanismo vertical pioneiro da cidade” e com a reputação de Singapura como cidade-jardim, está localizado no coração do distrito financeiro, em um antigo estacionamento público e centro de vendedores ambulantes. Composta por 80.000 plantas, traduzindo-se em uma área total ajardinada de mais de 140% da área do terreno, a torre cria um “novo espaço verde de alta densidade para os moradores e transeuntes”.
O trabalho artístico do destacado arquiteto chileno Alberto Cruz (1917-2013), vencedor do Prêmio Nacional de Arquitetura em 1975, será exposto na AA Gallery, pertencente à Architectural Association de Londres. A mostra estará em exibição de 11 de novembro a 10 de dezembro de 2022 e abrangerá la obra gráfica do arquiteto e acadêmico sob o título “Observação, Ato e Forma”.
DEADMAU5 The Metaverse Festival. Image by Duncan Rawlinson flickr under Attribution-NonCommercial 2.0 Generic (CC BY-NC 2.0).
“Todos os espaços físicos que nós (arquitetos) projetamos – edifícios, interiores e cidades já nascem como metaespaços, e nós os chamamos de modelos 3D”. Com essa afirmação Brian Jencek, diretor de planejamento da empresa de arquitetura HOK, de San Franciso, estreita os limites entre o modo de projetar atual e o futuro da arquitetura no metaverso. Segundo ele, não estamos tão longe assim dessa tecnologia, visto que, já usamos as mesmas ferramentas que os designers visuais utilizam, como Unity, Twin motion e Blender, para criar ambientes realistas.
Edificio damero / Francisco Cadau Oficina de Arquitectura. Image Cortesía de Francisco Cadau Oficina de Arquitectura
Durante o quarto dia da 18° Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires, ocorreu o anúncio dos Prêmios Bienal, destacando projetos e obras de arquitetura desenvolvidos durante os últimos quatro anos nos âmbitos nacional e internacional. Concedidas pelo Comitê de Direção da Bienal, as categorias estabelecidas abrangeram desde habitação unifamiliar, habitação multifamiliar e design de interiores até paisagismo, espaço urbano, equipamentos públicos e privados.
O escritório Handel Architects projetou o terceiro edifício mais alto de Los Angeles, um arranha-céu de 63 andares e 265 metros de altura no centro histórico de L.A. Composto por uma segunda torre de 150 metros, habitações de interesse social e espaços comunitários, o "Angels Landing" será o maior e mais alto empreendimento construído por incorporadores/as negros/as nos Estados Unidos, estabelecendo um marco tanto para o setor imobiliário quanto para a silhueta urbana de L.A. Em parceria com a The Peebles Corporation e a MacFarlane Partners, o complexo está previsto para ser inaugurado em 2027 e gerará mais de 8.300 novos empregos durante a sua construção.
A primeira edição presencial e em escala total do London Design Festival (LDF) em três anos, marcando também o 20º aniversário do evento, deveria ser uma celebração. Contudo, como diz o ditado, a vida tinha outros planos. Impactados pela notícia do falecimento de Sua Majestade, a Rainha Elizabeth II, o país — e, na verdade, o mundo — iniciou o festival em um período de luto. Tendo reinado durante a era de maior efervescência e inovação no design na história humana, a monarca, no entanto, não era alheia às transformações.
Com temas de longa data como a sustentabilidade, novos materiais, crises econômicas e futuros digitais mais presentes do que nunca na consciência pública, o LDF '22 não se limitou a ser um ponto de encontro corporativo. O festival representou, acima de tudo, uma oportunidade de compartilhar uma dose necessária de positividade com entusiastas do design e com o público local de passagem. A seguir, apresentamos as instalações e debates mais instigantes e comentados de nove dias de reflexão sobre o passado e otimismo em relação ao futuro.
O mistério das cores nos intriga desde a infância. Misturar tintas para criar novos tons ou observar os raios de sol e cristais formando arco-íris torna-se uma parte fascinante da nossa infância muito antes de ouvirmos falar em química e óptica. À medida que crescemos, a cor continua a desempenhar um papel fundamental em como vivenciamos o mundo, impactando o humor, as emoções, a produtividade e o comportamento. Isso explica por que os seres humanos são naturalmente atraídos por certas tonalidades; trata-se de algo intrínseco ao cérebro humano. Há uma percepção comum, por exemplo, de que as paletas de vermelho, laranja e amarelo geram uma sensação de calor e alegria, ao passo que tons de marrom, cinza e preto evocam tristeza e melancolia. Naturalmente, o mesmo se aplica ao design e ao ambiente construído, pois, juntamente com a textura, a luz e a sombra, os espaços ao nosso redor são definidos por tons e nuances que moldam o que vemos e como nos sentimos. Assim, a cor acaba transformando a maneira como percebemos, sentimos e vivenciamos a arquitetura.
O escritório de arquitetura OMA, liderado pelo sócio Shohei Shigematsu, e Jacobs revelaram o projeto para a nova sede do Discovery Partners Institute, parte do sistema da Universidade de Illinois. O edifício foi projetado para ancorar um distrito de inovação no “The 78”, ao longo do rio Chicago. O edifício de oito pavimentos, localizado em um terreno de um hectare a sudoeste do Loop, proporcionará mais de 18.560 m² (200.000 ft²) de escritórios, sala de aulas, laboratórios e espaço para eventos para a DPI e seus parceiros universitários e industriais.
Cada vez mais é comum ver famílias contemporâneas buscando por opções habitacionais que atendam não somente suas condições sociais, econômicas e culturais, mas que também sejam capazes de responder às suas necessidades habitacionais futuras. Ao mesmo tempo, vemos o esforço emocional, físico e financeiro para transformar e adaptar espaços já construídos com o objetivo de responder às mudanças familiares. Dessa forma, pensar em habitações que sejam evolutivas e adaptáveis é um dos grandes desafios para os arquitetos na atualidade.
María Luisa Dehesa Gómez Farías (1912-2009) é uma arquiteta mexicana natural de Xalapa, Veracruz, que se tornou a primeira mulher no México a obter o diploma de arquiteta. Sua formação começou em 1933, quando conseguiu ingressar na Real Academia de San Carlos, o que a obrigou a se mudar para a Cidade do México – instalando-se em um quarto na cobertura que alugou em Coyoacán, de onde se deslocava de bonde – para integrar uma turma de 113 pessoas, das quais apenas 5 eram mulheres.
A primeira segunda-feira de outubro de cada ano marca o Dia Mundial da Arquitetura e o Dia Mundial do Habitat. Celebrados simultaneamente, buscam lançar luz sobre o ambiente construído e seus desafios, assumindo um tema diferente a cada nova edição. Este ano, através do Dia Mundial da Arquitetura, a UIA aposta na “Arquitetura para o bem-estar”, alinhada com a designação de 2022 como o Ano UIA do Design para a Saúde em edifícios e cidades. Paralelamente, o Dia Mundial do Habitat da ONU está centrado em “não deixar ninguém para trás”, e visa abordar para o problema da desigualdade e desafios nas cidades e assentamentos humanos em decorrência da pandemia de Covid-19, das mudanças climáticas e de conflitos de todo tipo.
Apresentando o Outubro Urbano, 31 dias para promover um futuro urbano melhor, o Dia Mundial da Arquitetura e o Dia Mundial do Habitat impulsionam os debates sobre sustentabilidade urbana. Posicionando-se no debate, o ArchDaily participa promovendo conteúdos que abordam os principais tópicos dessas datas, conscientizando, apresentando soluções, engajando a comunidade internacional e empoderando aqueles que fazem arquitetura para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Hoje, mais do que nunca, é importante buscar as alternativas adequadas para promover a sustentabilidade. A tendência na arquitetura presente neste e nos próximos anos tem um enfoque cada vez mais global, ecológico e inclusivo. Desenvolver construções baseadas no desenvolvimento sustentável é um dos desafios de arquitetos/as do futuro para diminuir a demanda de energia convencional, reduzir o impacto ambiental e manter la qualidade de vida das pessoas que nelas habitam.
A edificação sustentável vai além do uso adequado de materiais e estratégias para a construção de um imóvel verde. Trata-se de alcançar o bem-estar das pessoas que a habitam, ao mesmo tempo em que se reduz o impacto ambiental que os/as usuários/as possam causar ao realizar suas atividades cotidianas em seu interior.
As janelas costumam ser um dos elementos mais marcantes de uma edificação, podendo ser completamente transformadas a depender de como são detalhadas e instaladas. No entanto, com a crescente conscientização sobre o isolamento térmico, o detalhamento das janelas e sua instalação tornaram-se progressivamente mais complexos.
A seguir, analisaremos uma parede de alvenaria com câmara de ar típica, os diferentes elementos necessários para instalar uma janela moderna e como tudo isso se articula no canteiro de obras.
Não perca a oportunidade de baixar o Guia Completo de Detalhamento de Janelas em PDF, com detalhes completos em CAD, na Detail Library.
O International High-Rise Award (IHA) selecionou cinco edifícios da Ásia, Austrália, Europa e América do Norte entre os 34 arranha-céus indicados de 13 países. O Vancouver House, do BIG; as TrIIIple Towers em Viena, do escritório Henke Schreieck Architekten; o The Bryant em Nova York, do David Chipperfield Architects; os Singapore State Courts, do Serie Architects + Multiply Architects; e a Quay Quarter Tower em Sydney, do 3XN, são os projetos finalistas de 2022/23 por exemplificarem a sustentabilidade e os aspectos sociais em edifícios em altura.
O IHA é voltado a profissionais de arquitetura e incorporadoras cujos edifícios tenham pelo menos 100 metros de altura e tenham sido concluídos nos últimos dois anos. Entre os vencedores de edições anteriores estão o Norra Tornen, do OMA (2020); a Torre Reforma, do escritório LBR&A Arquitectos (2018); e a Torre Agbar, do Ateliers Jean Nouvel (2006).
Retomar técnicas e materiais ancestrais para trilhar novos espaços de convivência. Este é o mote que surgiu do desejo de "criar frestas de liberdade, alegria, amor e afetos potencializadores, que se propõem a pensar formas de habitar em convivência com a Terra e a ancestralidade". Um conceito materializado e que segue em construção na Terra Afefé: uma microcidade em Ibicoara, na Chapada Diamantina, realizada pela artista Rose Afefé.
Unindo novas e velhas técnicas construtivas, os pesquisadores do Instituto de Arquitetura Avançada da Catalunha (IAAC) ergueram uma pequena estrutura de terra com impressão 3D. É o primeiro projeto do tipo realizado na Espanha.
“Trata-se de um protótipo que representa a ponte entre o passado – arquitetura vernacular de barro – e o futuro – tecnologia de impressão 3D em larga escala – que não só servirá para mudar a arquitetura do futuro, mas também será muito útil para enfrentar o clima atual e a crise habitacional em todo o mundo”, afirma o Instituto.
Desenvolvido pelo empresário indie @levelsio, This House Does Not Existé uma plataforma que permite aos usuários gerar imagens de casas contemporâneas no estilo do ArchDaily. O programa usa difusão latente de texto para imagem para gerar automaticamente imagens realistas de casas. O site é intuitivo e fácil de usar, com um botão no canto superior direito escrito “tap image to generate new house” (toque na imagem para gerar uma nova casa). O site também permite que os usuários votem nas melhores imagens geradas ou vejam casas semelhantes clicando nas palavras-chave exibidas na parte inferior da imagem.
Como ponto de partida para projetos de arquitetura, o terreno e a sua topografia apontam os direcionamentos que a distribuição do programa poderá seguir. Entre elas, uma solução se destaca pela continuidade entre a topografia e a arquitetura, a partir do rebaixamento do nível da construção e avanço do terreno sobre a cobertura. A partir deste teto jardim criado com as mesmas características do entorno, o resultado causa a impressão de uma intervenção quase inexistente.
A incorporação do terreno como elemento arquitetônico retoma, de certa maneira, o conceito das cavernas, reforçando uma ideia de abrigo e acolhimento a partir de um híbrido entre a configuração inicial e natural e a intervenção arquitetônica.
Hoje em dia, bem-estar é uma palavra comumente usada no design e em outras áreas. Mas o que isso realmente significa? De acordo com o National Wellness Institute, o conceito é definido como "um processo ativo pelo qual as pessoas tomam conhecimento e fazem escolhas para uma existência mais bem-sucedida". Isso pode ser visto de diferentes perspectivas, como fatores ambientais, intelectuais, espirituais e físicos. Embora esses elementos possam ser integrados separadamente na vida de alguém, eles também podem se complementar e trabalhar juntos. Por exemplo, o exercício não apenas fornece benefícios físicos, mas contribui para o bem-estar emocional também.
Como a conexão emocional seria capaz de gerar projetos mais acolhedores para os grupos minorizados? Qual o impacto da tecnologia na concepção das cidades e dos lares? Como a arquitetura e o design podem melhorar o bem-estar e elevar a autoestima das pessoas? Esses e outros questionamentos fazem parte da conversa com o arquiteto, urbanista e designer Guto Requena realizada pelo Betoneira Podcast.
A aprovação do pacote de mudanças climáticas do governo Biden, a chamada “Lei de Redução da Inflação”, previsivelmente se dividiu em linhas partidárias, com os republicanos caracterizando o projeto como um ato de gastos imprudentes do governo, que certamente aumentará os impostos e alimentará ainda mais a inflação. Mas será que esse ato realmente significa imprudência nos gastos? A legislação autoriza 430 bilhões de dólares em gastos, sendo a maior parte — mais de 300 bilhões de dólares — destinada a créditos fiscais. Outros gastos e iniciativas destinados a estimular a economia de energia limpa e a redução das emissões de carbono. O projeto de lei também permite que o Medicare negocie preços de alguns medicamentos caros com empresas farmacêuticas. O projeto de lei é parcialmente financiado por um imposto mínimo de 15% sobre grandes corporações e um imposto especial de consumo sobre empresas que recompram suas próprias ações. Dado o escopo do problema e os crescentes custos futuros da inação climática, esta legislação é um primeiro passo extremamente modesto, mas muito necessário.
https://www.archdaily.com.br/pt/988786/o-custo-iminente-das-mudancas-climaticasMartin C. Pedersen, Steven Bingler
Sabemos que as cidades brasileiras são excludentes. Não dão preferência ao transporte público, prejudicando os mais pobres. Segregam os bairros mais ricos, levando a classe trabalhadora a morar nas periferias urbanas. E mesmo lá, boa parte da população só pode pagar por casas no mercado informal.
https://www.archdaily.com.br/pt/988909/quantas-pessoas-conseguem-comprar-um-imovel-no-brasilEnrico Costa