Atualmente, mais de 50% da população mundial vive em áreas urbanas e, em 2050, essa população urbana quase dobrará de tamanho com 7 em cada 10 pessoas no mundo vivendo em cidades. À medida que as cidades continuaram a crescer e se expandir ao longo da história, um novo vocabulário também surgiu, muitas vezes para comunicar melhor a escala da vida urbana em um contexto relativamente contemporâneo. Um exemplo é o termo megalópole – normalmente definido como uma rede de grandes cidades que se interconectaram com áreas metropolitanas vizinhas por infraestrutura ou transporte. Na realidade, é uma região percebida de forma urbana abrangente, dentro da qual existe um fluxo constante de comércio e migração.
Estatísticas recentes sugerem que, se alguém vive até os 80 anos, cerca de 72 desses anos serão gastos dentro de edifícios. Isso faz sentido se tivermos em mente que, quando não estamos em casa, os humanos estão trabalhando, aprendendo ou se envolvendo em atividades divertidas principalmente em ambientes construídos. Contemplando eventos atuais, no entanto, esse número deve crescer. Em um mundo cada vez mais caótico e incerto, marcado pelos efeitos contínuos das mudanças climáticas e pela pandemia global, o desejo de permanecer dentro de casa em um ambiente protegido, controlado e pacífico está mais forte do que nunca. Os arquitetos enfrentam um desafio importante: criar interiores confortáveis, produtivos e saudáveis com parâmetros bem regulamentados, considerando fatores como qualidade do ar interno, luz natural e características biofílicas dos estágios iniciais do design. Obviamente, isso envolve a escolha de materiais de maneira sensível e adequados, seja evitando certos componentes prejudiciais à saúde ou integrando produtos atóxicos que acalmam e promovem o bem-estar.
A IE University, em colaboração com a All Things Urban, convida para a série "Cities and Jobs". Trata-se de um ciclo de webinars promovido pelas duas organizações para marcar o lançamento do novo Bacharelado em Estudos Urbanos da IE (com inscrições abertas). O programa multidisciplinar examina as questões urbanas de forma holística para preparar a futura geração de urbanistas para enfrentar os desafios mais urgentes de nossas cidades.
Embora ocupem apenas 2% da superfície do planeta, as cidades abrigam mais de 50% da população. Atualmente, elas consomem 75% da energia global, produzem 80% das emissões de CO2 e geram mais de 80% do PIB mundial. Esses números colocam as cidades no centro de qualquer discussão sobre aquecimento global, urbanização, progresso e questões sociais.
Os três webinars online abordarão temas que vão de “Inteligência Artificial Urbana: como podemos urbanizar a tecnologia?” a “Infraestrutura Verde Urbana: como a natureza pode salvar as cidades?” e “Desigualdades sociais urbanas: como as cidades podem incluir as pessoas?”
É possível fotografar o tempo através das transformações no espaço urbano? Acumular passado e presente em uma mesma imagem, convidando o espectador para uma investigação visual e arqueológica? O Betoneira Podcast conversou com o fotógrafo alemão Michael Wesely sobre fotografia e cidades. Pioneiro em fotografias de longa exposição, Michael desenvolveu uma técnica que permite expor um mesmo negativo por horas, dias ou mesmo anos. O resultado é a condensação de todo o tempo de exposição em uma única fotografia, gerando imagens poéticas de grande impacto visual.
The Second Studio (anteriormente The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e a vida cotidiana. Apresentado pelos arquitetos David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço para reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios são entrevistas, enquanto outros trazem dicas para colegas de profissão, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina recebem os integrantes do Architecture Workers United (AWU) Andrew Daley, organizador associado no IAMAW, e Jennifer Siqueira, arquiteta de projetos na Bernheimer Architecture, para discutir sua atuação com o AWU; os fundamentos dos sindicatos e como iniciar um; o cenário da sindicalização na profissão; os prós e contras de formar um sindicato; e muito mais.
Quais são as histórias das primeiras arquitetas ibero-americanas? É a principal pergunta que buscamos responder para celebrar o tema do ArchDaily deste mês: Mulheres na arquitetura.
Buscando apresentar suas motivações, inspirações e trajetórias, realizamos um trabalho de pesquisa para visibilizar e destacar alguns nomes que não receberam o merecido reconhecimento. Conheça abaixo Doris Clark Núñez, Guadalupe Ibarra, Matilde Ucelay Maórtua, Filandia Pizzul, Dora Riedel, Luz Amorocho, María Luisa Dehesa, Arinda da Cruz Sobral e Julia Guarino.
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio Sara conversa com o arquiteto Samuel Gonçalves, do atelier SUMMARY, sobre o projeto de quatro creches em Lisboa, pré-fabricação e os desafios que as cidades enfrentam na atualidade.
Outubro é o mês em que muitos países do mundo celebram a conscientização a respeito da prevenção e do diagnóstico do câncer de mama. A partir de uma campanha da Fundação Susan G. Komen for the Cure, lançada em 1990 nos Estados Unidos, instaurou-se como símbolo dessa luta um laço rosa que se repete desde então nos eventos organizados com esse propósito. Para celebrar esse mês e somar às ações de conscientização, o ArchDaily selecionou um conjunto de projetos que utilizam a cor rosa, seja em fachadas, interiores ou detalhes.
A tecnologia está revolucionando a indústria criativa, que fica cada vez melhor e mais rápida. A inovação no setor de arquitetura nunca foi tão desenfreada quanto neste momento. O advento da inteligência artificial (IA) na arquitetura - o primeiro método de design genuíno do século XXI - está mudando a maneira como os edifícios são imaginados e projetados. Geradores de imagens de IA como Midjourney e DALL-E proporcionam uma maneira exploratória e eficiente para a concepção de conceitos arquitetônicos. Uma emergente e interessante estética de design é revelada através das imagens, que são geradas em menos de 5 minutos. Em entrevista exclusiva ao ArchDaily, o arquiteto e educador Matias del Campo levanta a hipótese de qual seria o futuro da estética arquitetônica.
A forma como planejamos nossas cidades, subúrbios e comunidades rurais é um conjunto de objetivos em constante evolução, essenciais para a criação de cidades sustentáveis. Não apenas precisamos considerar o que está dentro dessas áreas, mas também projetar os limites entre cada uma delas, onde o urbano encontra o rural, e onde o rural encontra os pequenos subúrbios. Nos últimos anos, os urbanistas têm prestado muita atenção à expansão urbana, ou ao que acontece quando as cidades crescem rapidamente para fora dos centros urbanos. O que acontece quando as cidades parecem "se espalhar" fora de controle, e os princípios de planejamento por trás do Novo Urbanismo são capazes de transformar a expansão urbana em comunidades equitativas?
Foi por pouco, mas o primeiro turno das eleições para Presidente da República infelizmente não bastou para definir quem será o próximo líder político do país e os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, e Jair Bolsonaro, do Partido Liberal, receberão mais uma vez o voto popular no próximo dia 30 de outubro.
O próximo Presidente terá, entre muitas outras, a tarefa de oferecer aporte federal ao desenvolvimento das cidades brasileiras — local onde vivem cerca de 87% da população do país. Visando contribuir com o debate e, se a tarefa couber ao ArchDaily, ajudar os indecisos a se resolverem, reunimos a seguir as propostas de ambos os presidenciáveis para o futuro das cidades, de acordo com seus respectivos planos de governo, considerando temas como habitação, infraestrutura, transporte, cultura, sustentabilidade, meio ambiente e energia.
https://www.archdaily.com.br/pt/990343/o-que-lula-e-bolsonaro-dizem-sobre-cidades-habitacao-e-meio-ambienteArchDaily Team
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio da quarta temporada, Sara conversa com o arquiteto Diogo Brito do escritório OODA sobre o projeto de reconversão do antigo Matadouro Industrial de Campanhã, no Porto, desenvolvido em co-autoria com Kengo Kuma.
O Danish Maritime Architecture Studio MAST desenvolveu o projeto "Land on Water", um sistema que oferece uma solução adaptável para construir quase tudo na água: casas flutuantes, acampamentos, até mesmo pequenos parques e centros comunitários. O projeto é uma resposta ao reconhecimento da elevação do nível do mar e do aumento dos riscos de inundações urbanas, o que levou a um crescente interesse em adaptar a arquitetura para ser construída sobre a água. O "Land on Water" propõe uma solução flexível e sustentável, um ponto de partida para as soluções anteriores, que se provaram serem de difícil adaptação, transporte e estão frequentemente utilizando materiais insustentáveis, tais como fundações de concreto preenchidas com poliestireno ou pontões plásticos. O projeto é desenvolvido com o apoio de Hubert Rhomberg & venture studio FRAGILE.
Com o objetivo de reconhecer iniciativas em prol da arquitetura e das cidades brasileiras, a 5º edição do Prêmio FNA 2022 já tem sua lista de vencedores. O portal de notícias ArchDaily Brasil, com atuação nacional, a organização sem fins lucrativos Comunidades Catalisadoras (ComCat), do Rio de Janeiro (RJ), e o projeto Fab Social, de Guarulhos (SP), receberão o prêmio no dia 26 de novembro, durante a programação do 46º Encontro Nacional de Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas (46º ENSA), em Brasília (DF). A decisão contou com a presença de ex-presidentes e da presidente da entidade, Eleonora Mascia, que destacou a atuação dos projetos pela categoria profissional e pelas comunidades brasileiras.
https://www.archdaily.com.br/pt/991379/fab-social-comunidades-catalisadoras-e-archdaily-brasil-conquistam-o-premio-fna-2022ArchDaily Team
No dia 13 de outubro, foi inaugurada na Cidade do México a Design House que, como acontece todos os anos, apresenta uma série de intervenções que integram disciplinas como design, arquitetura e design de interiores. Ao longo de dez anos, o evento tem apresentado, em diferentes imóveis, propostas de vanguarda de mais de cem escritórios participantes em colaboração com os showrooms que integram a Rota do Design, os quais disponibilizam aos escritórios as peças e acessórios que compõem as diversas propostas.
O paisagismo de interiores acontece das mais variadas formas, afinal, trazer o verde para os ambientes internos tem demonstrado diversos fatores benéficos para a qualidade do espaço e seus usuários. Salas e escritórios normalmente possuem um espaço dedicado para as plantas, mas isso nem sempre acontece com os banheiros. Por isso, elencamos alguns modos de levar a vegetação para este espaço muitas vezes subestimado.
A Fundação Mapocho Vivo foi constituída formalmente em 2020 por iniciativa de Joaquín Moure, técnico agrícola e muralista que, desde 2019, se encantou com a flora e a fauna encontradas no rio quando todos acreditavam se tratar de uma água inerte e repleta de resíduos. Hoje, o projeto se estabelece como uma entidade que mantém a limpeza, protege e projeta o futuro do corredor biológico de 110 km que se estende ao longo de 16 comunas de Santiago do Chile, compreendendo que a arquitetura deve abranger os ecossistemas naturais para integrá-los aos sistemas urbanos.
A fachada é a única parte do edifício que pode ser vista do exterior, tendo a função de comunicar uma mensagem que deriva de seu projeto. Por isso, merece atenção especial em cada detalhe. Uma fachada bem proporcionada em termos de cores e materiais, que facilite a conexão entre o interior e o exterior, gera uma atração inicial para quem passa pela rua, convidando a entrar.
De uma pequena casa revestida de azulejos clássicos a grandes marcas como Apple ou Louis Vuitton, as fachadas são utilizadas como expressão arquitetônica para antecipar os primeiros elementos que encontraremos no interior do espaço. No design de interiores, o hall de entrada de uma residência concentra muitas pistas do que veremos a seguir. O efeito dessa primeira impressão seria ainda mais positivo se a fachada contasse com um projeto que instigue a curiosidade das pessoas.
Em homenagem a Charles Geisen, bisavô do atual presidente do Grupo Soprema, Pierre-Étienne Bindschedler, foi definido o nome ‘Le Grand Charles’ para la nova sede da Soprema. O escritório será inaugurado no final do outono de 2022 em frente à atual sede do grupo, na região de Port du Rhin, em Estrasburgo, França. Alinhado à visão da empresa, o projeto busca proporcionar um local de trabalho de qualidade, estimulante e atraente para sua equipe.
A construção da obra traz consigo múltiplos objetivos. Um deles é a construção de um conjunto de edifícios modelo em termos de impacto ambiental, tendo como base as soluções sustentáveis e eco-responsáveis desenvolvidas pelo Grupo.
Iluminação Linear Suspensa. Imagem cortesia de Alcon Lighting
A iluminação desempenha um papel crucial na arquitetura: permitir que os/as usuários/as enxerguem, habitem os espaços com segurança e realizem suas atividades diárias. No entanto, seu poder há muito tempo supera essas funções básicas, impulsionado principalmente pelos avanços tecnológicos e pelas novas tendências de design que trouxeram maior inovação e criatividade. O design de iluminação contemporâneo tem a capacidade de transformar completamente um ambiente, impactando o conforto visual e definindo o tom ao delimitar volumes, destacar texturas e realçar cores. Também pode determinar a percepção de forma e tamanho; por exemplo, em um cômodo especialmente pequeno, uma iluminação adicional refletida em paredes de tons claros ajudará a fazer com que o espaço pareça maior. Da mesma forma, está comprovado que a luz afeta o humor, a concentração e o bem-estar geral. Enquanto um ambiente adequadamente iluminado está associado ao aconchego e a melhores níveis de energia, uma iluminação deficiente pode levar a problemas de saúde, incluindo dores de cabeça, fadiga ocular e até depressão.
A Transportation Alternatives e o Massachusetts Institute of Technology iniciaram uma nova ferramenta digital, o Spatial Equity NYC, para ajudar os usuários a entender como o restrito espaço da cidade de Nova York é distribuído. A ferramenta avalia o uso de ruas, calçadas e espaços públicos - fatores que influenciam dados como poluição, fatalidades no trânsito, acessibilidade ou qualidade do ar. Os dados coletados mostram uma correlação direta entre bairros com comunidades de baixa renda e de cor e as formas prejudiciais em que o espaço público é usado, que acarretam em problemas de saúde e mobilidade.
Uma das coisas que mais admirei em Fernando González Gortázar é sua irreverência, que ele cultivou com verdadeiro empenho, como uma das formas mais aguçadas da inteligência, como uma forma de rebeldia, como um bastião de liberdade. Isso porque a irreverência de Fernando nasce da conjunção entre seu admirável talento para tudo o que lhe interessava e seu acentuado senso de humor e cinismo. Outra singularidade do personagem foi que ele levou essa irreverência para a sua produção artística, às vezes de maneira sutil e subterrânea, às vezes de maneira evidente. E algumas de suas célebres irreverências resultaram em projetos extremamente bem-sucedidos; mais do que isso, acredito que todos os seus trabalhos foram, em grande medida, motivados pela irreverência como uma de suas forças motrizes — a outra, sem dúvida, sendo o amor e a paixão que dela emanam.
A experiência de cada um em uma cidade é única. Quer esteja visitando um lugar pela primeira vez ou tenha vivido lá toda sua vida, suas experiências são moldadas por suas interações pessoais com o ambiente construído. Edifícios, paisagens e ruas se juntam para oferecer uma oportunidade de estímulo sensorial, no entanto, a maioria deles é incapaz de fornecer inspiração. Enquanto a infraestrutura de uma cidade é responsável pela habitabilidade, a mesma importância não é dada a diversão. Brincadeiras e jogos incorporados ao tecido da cidade podem ajudar a melhorar o envolvimento do usuário com os espaços urbanos.
The Power of Air, de Sidnie Ancion, Meg Kalinowski, Anabella Acevedo Peña – UD Semestre da Primavera de 2022. Imagem cortesia de City College of New York
A Spitzer School of Architecture do City College de Nova York vem desafiando as convenções do ensino tradicional de projeto há décadas. Agora, o reformulado programa de Mestrado em Desenho Urbano (Master of Urban Design) da prestigiada instituição dá continuidade a essa tendência de educação inovadora, reconfigurando o ambiente urbano como um laboratório no qual os/as estudantes desempenham um papel ativo de pesquisa.