Skidmore, Owings & Merrill (SOM) divulgou o projeto 8 Shenton Way, uma torre de 305 metros de altura. Uma vez concluída, ela se tornaria não apenas o edifício mais alto mas um dos arranha-céus mais sustentáveis da Ásia. A torre de uso misto se inspira nas florestas de bambu para criar uma comunidade vertical interna-externa com espaços públicos, escritórios, varejo, hotel e residências. Em parceria com a DCA Architects, o projeto está programado para ser concluído em 2028 e se tornará o mais novo marco na paisagem urbana de Singapura, junto com a Marina Bay e a CapitaSpring Tower.
A galeria SPACES, com sede em Cleveland, foi selecionada para organizar a exposição dos EUA na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023, em colaboração com o Bureau of Educational and Cultural Affairs do Departamento de Estado dos EUA. Como curadoras, Tizziana Baldenebro, diretora executiva da galeria, colaborou com Lauren Leving, curadora do Museu de Arte Contemporânea de Cleveland, na proposta. Juntas, elas planejam preencher o espaço do pavilhão com obras em plástico de professores de arquitetura, designers e artistas. A exposição, intitulada Everlasting Plastics, pretende examinar o papel deste material “literalmente e como metáfora cultural”.
A Faculdade de Arquitetura da Universidade Nacional Autônoma do México convida para a exposição “20 años. Trazos en diálogo. Archivo de Arquitectos Mexicanos” (20 anos. Traços em diálogo. Arquivo de Arquitetos Mexicanos), que celebra o aniversário deste espaço e seu compromisso com a preservação da memória arquitetônica do México. Desde sua fundação, em janeiro de 2002, com a chegada do fundo de Augusto H. Álvarez, deu-se início ao projeto do Arquivo de Arquitetos Mexicanos (AAM). Esse acontecimento propiciou outras doações que foram recebidas ao longo de duas décadas, totalizando hoje 31 acervos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134408/faculdade-de-arquitetura-da-unam-apresenta-a-mostra-20-anos-tracos-em-dialogo-arquivo-de-arquitetos-mexicanosArchDaily Team
"Um poeta do vago que projeta com engenhosa exatidão." Foi assim que a arquiteta e curadora Marta Bogéa descreveu Gustavo Utrabo em seu ensaio publicado na edição 207 da revista espanhola El Croquis. Famosa pelas caprichosas monografias de escritórios de renome mundo afora, foi a primeira vez que seu editorial lançou luz sobre um profissional brasileiro. Este não é, porém, o único reconhecimento internacional que Utrabo guarda no currículo: entre outros, suas Moradias Infantis em Canuanã, — desenvolvidas em parceria com Marcelo Rosembaum enquanto ainda era sócio da firma Aleph Zero, junto a Pedro Duschenes — venceram o Prêmio RIBA 2018 e foram incluídas na lista das 25 melhores obras de arquitetura do século XXI elaborada pelo jornal britânico The Guardian.
O escritório de arquitetura emergente ucraniano NOVA - New Office of Vital Architecture projetou a nova Prefeitura de Mariupol como uma proposta para reconstruir a cidade, quase totalmente devastada durante a atual guerra na Ucrânia. O projeto busca abrir o debate sobre democracia urbana e vida cívica por meio da arquitetura, substituindo os tradicionais esquemas hierárquicos por um edifício governamental aberto e acessível.
A gama Onirika da Dekton traz a poesia da pedra natural com seus veios rítmicos para superfícies compostas de alta tecnologia. Awake, mostrada aqui, remete à pedra Paonazzo, com seus tons cinzas e oxidados. Imagem cortesia de Cosentino
A opulência tem um preço, e não se trata apenas daquele que pesa no bolso. Madeiras exóticas sofrem ranhuras, o ouro perde o brilho, o mármore mancha e lasca. No entanto, isso não nos impede de desejar materiais que consideramos naturalmente elegantes e repletos de personalidade. É verdade que hoje também buscamos certo refinamento e precisão em nossos materiais de construção, além de durabilidade, fabricação ética, facilidade de instalação e manutenção, e superfícies higiênicas. Contudo, o que muitas vezes falta aos materiais industrializados modernos é aquele calor acolhedor e a poesia de outrora. Será que é pedir demais querer ambos?
https://www.archdaily.com.br/pt/1134928/alta-performance-mas-natural-as-novas-superficies-da-cosentinoEmma Moore
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Screenshot from the movie "Women in Architecture". Image credit: Boris Noir
Contexto, em arquitetura, é aquilo que diz respeito à existência humana num determinado lugar. Clima, cultura, geografia, preexistências, para nomear apenas alguns. Para Toshiko Mori, arquiteta japonesa radicada nos Estados Unidos, contexto é tudo aquilo que desperta a curiosidade em relação às pessoas para quem projetamos. Em quase quatro décadas à frente de seu escritório em Nova York, Mori tem tido a oportunidade de exercitar sua curiosidade na prática projetual e na academia, logrando construir seus edifícios em contextos tão diversos como China, Itália ou Senegal.
Junto a Johanna Meyer-Grohbrügge e Gabriela Carrillo, Toshiko Mori faz parte do novo documentário Women in Architecture, que estreará no dia 3 de novembro de 2022. O filme, realizado por Sky-Frame em colaboração exclusiva com o ArchDaily e direção de Boris Noir, é um catalisador para o debate e reflexão em torno de um dos temas mais urgentes na arquitetura.
Belo Horizonte-MG. Foto de ciqueira, via Visualhunt
Durante as discussões finais para a aprovação do Plano Diretor de Belo Horizonte, em 2019, a previsão de cobrança de Outorga Onerosa do Direito de Construir (OODC) gerou intenso debate e se mostrou o principal obstáculo político para a aprovação. Diversas instituições, incluindo a ONU-Habitat, se manifestaram a respeito. Afinal, o que é a OODC e quais os efeitos desse instrumento de planejamento no território?
https://www.archdaily.com.br/pt/990965/o-que-e-a-outorga-onerosa-do-direito-de-construir-e-como-ela-ajuda-a-tornar-as-cidades-mais-justas-e-sustentaveisBruno Felin, Laura Azeredo, Luana Betti e Priscila Pacheco
Com diferentes formas, tamanhos e estilos adequados a diferentes locais, funções e personalidades, os espelhos podem ser usados como pontos de autorreflexão, para se vestir e se embelezar, mas também para multiplicar luz e espaço em ambientes naturalmente escuros ou estreitos, ou simplesmente como objetos decorativos. Aqui estão as perguntas certas para se fazer quando se deseja utilizar espelhos no projeto.
Meninas adolescentes não são crianças nem adultas, o que significa que elas têm necessidades e comportamentos específicos diferentes desses dois grupos. Infelizmente, como muitos grupos marginalizados, essas necessidades e comportamentos não são atendidos ou incentivados em nosso ambiente construído, como aconteceu com outros. Por exemplo, playgrounds são construídos para as crianças e quadras esportivas que estimulam a competição são direcionadas para homens e meninos adolescentes.
Assim, não construir espaços públicos com as necessidades das meninas adolescentes em mente permite que outros grupos de pessoas, predominantemente homens que já ocupam 80% dos espaços públicos, continuem a dominá-los. Fazendo meninas adolescentes se sentirem dez vezes menos seguras em espaços públicos. Essa ausência não apenas afeta seu desenvolvimento social, físico e mental, mas também complica a maneira como elas veem seu lugar nos espaços públicos.
Em outubro, a equipe da Archdaily conversou com Henry Glogau durante sua estadia em Londres, onde estava trabalhando em alguns projetos. Com apenas 26 anos, seu currículo inclui uma quantidade impressionante de premiações internacionais, por conta da relevância de seu trabalho para questões tão básicas e urgentes para a humanidade: acesso a água potável, saneamento e qualidade de vida. Nascido na Nova Zelândia, Henry se mudou para Copenhague em 2018 para estudar na Royal Danish Academy e, nos últimos dois anos, trabalha no escritório da 3XN GXN como arquiteto em sua unidade de inovação, juntamente com uma equipe multidisciplinar. Abaixo, leia a conversa que tivemos sobre alguns de seus projetos, suas crenças sobre o papel da arquitetura e suas opiniões sobre nossa responsabilidade com o planeta.
A horta com espinafre recebendo o CO2 do sistema de ventilação | Foto: Bruce Gellerman / WBUR
Fazendas e jardins urbanos em coberturas são opções populares para fornecer alimentos na cidade, enquanto atuam como amenizadores de ilhas de calor, aumentando o isolamento térmico de edifícios e melhorando a qualidade do ar. Entretanto, as plantas acabam icando menores e menos saudáveis, já que sofrem mais com a radiação solar, vento e baixa umidade do solo.
https://www.archdaily.com.br/pt/992042/ventilacao-de-edificios-podem-ajudar-a-fertilizar-hortas-em-telhadosMayra Rosa
O Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais criativos/as em conversas espontâneas que dão margem a reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas de profissão, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina recebem o arquiteto Greg Faulkner, fundador e diretor da Faulkner Architects, para discutir sua trajetória como engenheiro de design na indústria aeronáutica; suas ferramentas e processo de trabalho; a relação com o terreno; suas filosofias de projeto e verdades arquitetônicas; a gestão e manutenção de um escritório de pequeno porte; a colaboração com Tom Kundig no projeto de sua própria casa, entre outros temas.
Em um momento histórico no qual começamos a sentir os resultados de um longo processo de industrialização e urbanização veloz e predatório, é necessário pensar e produzir espaços que estejam aptos a se readaptar a novas realidades. A partir dessa necessidade surgem conceitos que podem nortear a transformação e produção de cidades futuras.
A arquiteta mexicana Gabriela Carrillo construiu uma carreira exemplar e apaixonada pela cidade, pelo território e pela diversidade. Suas obras amplamente premiadas, primeiro em parceria com Mauricio Rocha e agora dirigindo seu próprio escritório, tornaram-se a imagem de referência quando se trata de arquitetura contemporânea no México. Seus projetos traduzem as necessidades do mundo, desenvolvendo um trabalho constante para reconhecer os valores do território, a fim de proporcionar espaços que dignifiquem seus habitantes. Situada entre a práxis, a teoria e a pesquisa, seus interesses estão focados no cotidiano, desenvolvendo uma prática flexível e dinâmica que permite manter um equilíbrio entre o trabalho e a vida.
Ao lado de Toshiko Mori e Johanna Meyer-Grohbrügge, Gabriela Carrillo faz parte do novo documentário Women in Architecture, que será lançado em 3 de novembro de 2022. A filmagem promovida pela Sky-Frame, em colaboração exclusiva com o ArchDaily e sob a direção de Boris Noir, é um impulso para inspiração, debate e reflexão em torno de uma das questões mais prementes da arquitetura.
“Historia de las villas en la ciudad de Buenos Aires. De los orígenes hasta nuestros días” é o livro de Valeria Snitcofsky que reconstrói os antecedentes históricos das villas na cidade de Buenos Aires. Fruto de uma pesquisa iniciada em 2003, cujos avanços se materializaram em uma monografia de graduação e em uma tese de doutorado, a obra propõe um percurso que se inicia no final do século XIX. O trabalho se alinha ao objetivo da Fundación Tejido Urbano, focado em promover a pesquisa e a produção de conhecimento sobre a problemática do hábitat e da habitação.
A racionalidade das formas ortogonais domina a arquitetura, apesar dos grandes gestos que, ao longo da história, buscaram uma contraposição. Na produção em larga escala, os ângulos retos, a repetição e a modularidade do bloco ou do grid de pilares, ajudam na velocidade e na eficiência da construção, apesar de reproduzirem as mesmas soluções espaciais. Diferentemente do edifício, a arquitetura de interiores consegue propor alternativas para quebrar com essa racionalidade, seja a partir de divisórias, seja em objetos decorativos.
As edificações guardam histórias, mas quem as relata é quem as construiu. Mañungo, carpinteiro chilote, nos narra através de seus cadernos a história cultural, identitária e arquitetônica de 12 localidades rurais do arquipélago de Chiloé. Por meio de um estudo etnográfico, apresentam-se os atributos e qualidades das igrejas pertencentes a esses territórios e sua vinculação com a vida de seus habitantes.
A promessa do metaverso, esse novo tipo de espaço digital tridimensional imersivo, está se mostrando cada vez mais atraente para arquitetos ansiosos por explorar o novo reino da criação virtual. Tal como está atualmente, o metaverso não tem uma definição singular, mas é composto por muitas narrativas e explorações. No entanto, esta terra desconhecida é um terreno fértil para os arquitetos, que têm a oportunidade de moldar não apenas o novo ambiente, mas também as experiências dos futuros usuários. O projeto SOLIDS representa uma resposta a essas condições. Desenvolvido por FAR, um arquiteto e engenheiro que trabalha com ambientes digitais, o SOLIDS utiliza um processo generativo para projetar edifícios únicos compatíveis com o metaverso.
Logroño, no norte da Espanha, é tanto um cruzamento de fronteiras quanto de arquiteturas. Não apenas por ser uma parada fundamental no Caminho de Santiago e um ponto de encontro para os amantes da boa gastronomia e do bom vinho de Rioja, mas também porque as obras de sua longa história arquitetônica podem ser encontradas de forma discreta, mesclando-se a cada passo pela cidade: desde as ruínas antigas sobre o Monte Cantábria até o edifício moderno da Prefeitura de Rafael Moneo — sem esquecer o design contemporâneo da Estação de Trem de Ábalos + Sentkiewicz ou a futura obra de Kengo Kuma para a Bosonit no Centro Histórico.
Não se preocupe em se perder. A equipe por trás do Festival Concéntrico vem, ao longo de suas oito edições, selecionando uma série completa de locais: novas praças, pátios internos e espaços públicos ocultos que revelam muito sobre a importância do tecido urbano e da cidade quando se fala de arquitetura em Logroño.
Ao organizar os elementos, materiais e cores de um layout arquitetônico, os arquitetos podem guiar com sucesso os usuários através de uma sala e seus diferentes espaços, criando um fluxo intuitivo e adequado para aqueles que a habitam. Ao explorar estratégias inovadoras para criar novas maneiras de organizar um espaço, a arquitetura pode usar a cor para intensificar certos aspectos de um projeto. O uso da cor em um projeto de arquitetura combina diferentes fatores além das preferências estéticas, afetando também as emoções e o comportamento do usuário. Antes de iniciar a seleção de cores, o processo de design implica certa tomada de decisão, como quais elementos arquitetônicos devem ser destacados, se houver uma zonificação ou divisão de espaços dentro do uso de cores, a criação de pontos focais e a consideração de como cada cor está associada a um determinado humor.
Através de cinco projetos de arquitetura, o artigo a seguir analisa como a cor é aplicada como uma estratégia de design para definir espaços através de três categorias: estrutura, elementos e objetos e definição de espaços.
'Incluir a cor em certos lugares tem o grande valor de fazer os contornos e os planos estruturais parecem mais enérgicos' - Antoni Gaudi
O Museu Guggenheim de Bilbao, está celebrando seu 25º aniversário em outubro de 2022. Situado à beira do rio Nervión no País Basco, Espanha, o Guggenheim de Frank Gehry impulsionou a economia da cidade com seu sucesso surpreendente e mudou seu papel no desenvolvimento da cidade. Vinte e cinco anos depois, o Efeito Bilbao continua desafiando pressupostos sobre transformações urbanas, inspirando a construção de peças arquitetônicas icônicas que elevam o status das cidades e atraem visitantes e investidores.
Museu Hirshhorn. Imagem Cortesia do Museu Hirshhorn
O Museu Hirshhorn e o Jardim de Esculturas do Smithsonian selecionou Skidmore, Owings & Merrill e Selldorf Architects para desenvolver em conjunto o projeto de modernização do interior e da praça do Museu Hirshhorn. Como a primeira reforma nos últimos cinquenta anos, o museu planeja atualizar suas galerias e espaços públicos para atender às exigências contemporâneas de um museu público de arte moderna. Ele também representa uma resposta ao aumento da frequência de visitação durante os últimos cinco anos. O contrato federal foi concedido após um processo competitivo pela Smithsonian Facilities em consulta com o Hirshhorn. O projeto conceitual, a ser apresentado em 2023, será submetido a uma consulta pública.
A Fundación Patrimonio Sustentable, juntamente com a Associação de Comércio de Valdivia Centro e o Sercotec Região de Los Ríos, lançaram, em outubro de 2022, o Guia Bairro Cochrane: Patrimônio e Comércio de Valdivia. Esta publicação recente busca apresentar o valor patrimonial, humano e arquitetônico do bairro, reunindo relatos sobre empreendimentos locais, ofícios históricos e imóveis emblemáticos do território.