Jardim de chuva no parque Lagoa do Nado, em Belo Horizonte. Foto: Nereu Jr./WRI Brasil
Soluções baseadas na natureza (SBN) têm se difundido como abordagens eficientes para adaptar as cidades à crise do clima e mitigar os desastres cada vez mais frequentes. Projetos como jardins de chuva, parques lineares, restauração de encostas e agricultura urbana, ajudam a tornar as cidades mais resilientes diante de eventos climáticos extremos, enquanto geram benefícios adicionais para a sociedade, a economia e o meio ambiente.
https://www.archdaily.com.br/pt/991534/solucoes-baseadas-na-natureza-exemplos-implementados-por-cidades-brasileirasHenrique Evers, Lara Caccia, Bruno Incau, Vitor Tornello e Fernando Corrêa
Combinando arte, natureza e arquitetura, Mendoza Partida (Héctor Mendoza e Mara Partida) e BAX studio (Boris Bezan), ambos escritórios com sede em Barcelona, uniram-se para projetar a Art Sauna, uma experiência concebida como continuidade da jornada emocional do Museu de Arte Contemporânea Gösta Serlachius em Mänttä, Finlândia. Com uma escala sutil, íntima e doméstica, o novo espaço soma-se ao conjunto harmonizando o diálogo entre as três variáveis e integrando o edifício ao percurso, fundindo-o ao terreno e tornando-o parte da paisagem.
Montagem realizada sobre a imagem do trabalho "Uma outra sede para a Escola de Belas Artes" de Marcos Antonio Studt Roxo, participante de 2022.
Após ao menos cinco anos de estudos, chega o momento dos alunos de Arquitetura e Urbanismo apresentarem seus trabalhos finais de graduação - chamados frequentemente de TCC, TFG ou Projeto de Final de Curso. Ao escolher o tema, os estudantes evidenciam projetos civis, urbanos ou teóricos que são de grande importância por levantarem um debate sobre o futuro de nossas cidades, do ambiente construído, da infraestrutura urbana, da mobilidade e tantos outros tópicos fundamentais para discutir e desenvolver o modo como habitamos o espaço.
https://www.archdaily.com.br/pt/991842/os-melhores-trabalhos-de-conclusao-de-curso-em-2022-envie-o-seuArchDaily Team
No conjunto dos diferentes espaços de um projeto de arquitetura, os banheiros costumam ser uma mescla de áreas funcionais e de relaxamento. Sua inserção no projeto exige uma seleção cuidadosa de metais e acessórios, permitindo que profissionais de arquitetura e design explorem diferentes formas, cores e texturas para dialogar com a identidade visual de todo o conjunto. Servindo de inspiração para inúmeros metais sanitários, a coleção TARA da Dornbracht combina formas geométricas com uma modernidade atemporal, expressa por meio de uma linguagem formal clara.
Este ano, a linha TARA celebra seu 30º aniversário. Para comemorar a data, os designers Michael Sieger e seu irmão Christian Sieger relembram o processo de criação da coleção e sua trajetória até se tornar um ícone ao longo dos anos. Hoje, a dupla de designers busca serenidade, simplicidade e sustentabilidade: “Não queremos nos definir por um design extravagante, ou mesmo pelo design em si”. Alinhada às inovações lançadas em 2022, a equipe projetou um conceito único de arquitetura de banho referencial para a coleção.
Novas perspectivas: A Duravit leva o tema da reciclabilidade a um novo patamar. Com a base de ducha Sustano, a especialista em banheiros apresenta seu primeiro produto feito do recém-desenvolvido material DuraSolid Nature. Imagem cortesia de Duravit
A força inovadora na indústria não se resume ao desenvolvimento de novos produtos, mas também à sua consolidação bem-sucedida no mercado, tornando o dia a dia e o mundo um pouco melhores. Como fornecedora completa de produtos sanitários, Duravit conta com diversas inovações em seu portfólio: a superfície cerâmica higiênica e de fácil manutenção HygieneGlaze, a eficiente tecnologia de descarga com economia de água HygieneFlush para bacias sanitárias, ou misturadores com as funções de economia de energia e água FreshStart ou MinusFlow. Conhecida por suas banheiras de acrílico e bases de chuveiro, a fabricante sediada na Floresta Negra continua se perguntando: como podemos melhorar ainda mais? Seria possível desenvolver um material que apresentasse propriedades tão positivas quanto as do acrílico, mas que pudesse ser totalmente reciclado ao final de seu ciclo de vida? A resposta está em seu primeiro produto feito de um novo material chamado DuraSolid Nature: a linha de bases de chuveiro Sustano.
No futuro, produto pode ser aplicado em construções carbono neutro. Foto: Helene Sandberg
Um protótipo de concreto neutro em carbono acaba de ganhar o Prêmio Obel 2022. A solução busca amenizar o impacto ambiental da construção civil, cujo setor é responsável por 38% de todas as emissões de CO2 relacionadas à energia, segundo relatório da ONU.
Apelidado de Seratech, o material foi desenvolvido por dois estudantes de doutorado do Imperial College London, Sam Draper e Barney Shanks. Eles descobriram uma maneira simples de eliminar a pegada de CO₂ do concreto: substituir parte do teor de cimento do concreto por um tipo de sílica criada com dióxido de carbono (CO₂) absorvido de chaminés das fábricas.
Bienais, exposições e festivais focados em arquitetura oferecem uma plataforma para abrir debates, realizar pesquisas e impulsionar a inovação, mas também podem contribuir para as mudanças que moldam a imagem e o caráter de uma cidade. Através de instalações e experiências temporárias, estes eventos podem expandir linhas de investigação sobre a qualidade dos espaços urbanos, convidando visitantes e residentes a desacelerar, romper com a sua rotina diária e questionar os seus ambientes locais. Os efeitos podem não ser imediatos, mas ao acumular essas impressões e momentos de contemplação, festivais de arquitetura e design podem ter um impacto duradouro nas cidades que os recebem.
Dimensões, texturas e cores não são os únicos fatores a serem considerados ao projetar um espaço. A escolha da iluminação correta também se eleva como uma estratégia-chave para criar a atmosfera de um projeto. A iluminação apropriada adiciona novos aspectos ao espaço: dentro do mesmo projeto, diferentes maneiras de aplicar a luz desenvolve diversas situações, brincando com luz e sombra, calor e frieza, além de profundidade e altura.
Através dos produtos de iluminação ilimitados disponíveis nas seções de 'iluminação interna' e 'iluminação externa' no Architonic, os arquitetos podem brincar com um novo ângulo para aplicar em seus projetos futuros. A discussão a seguir traz quatro maneiras - orientadores de caminho, iluminação externa, objetos de arte e uma combinação com móveis - nos quais a arquitetura aplica a iluminação como uma estratégia de design.
O Grupo Saint-Gobain e a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA) anunciaram os vencedores da 9ª edição do Prêmio Saint-Gobain AsBEA de Arquitetura. A premiação celebrou projetos que apresentam aspectos de conforto, soluções inovadoras e que, ao mesmo tempo, preservam o meio ambiente e promovem a sustentabilidade da construção civil brasileira.
O Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado por David Bruce Lee e Marina Bourderonnet, profissionais de arquitetura, o programa traz diferentes profissionais da área criativa em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, David e Marina respondem a duas perguntas dos ouvintes: como lidar com a sensação de fracasso na faculdade de arquitetura e se a arquitetura é ou não difícil e estressante. A dupla discute por que estudantes recém-ingressos costumam ter falsas expectativas de sucesso, a importância de aceitar o fracasso, por que não se deve buscar aprovação de professores/as ou clientes, como lidar com exercícios de projeto "bobos", como superar o bloqueio criativo, os principais motivos pelos quais a prática da arquitetura é desafiadora, entre outros temas!
https://www.archdaily.com.br/pt/1134288/the-second-studio-podcast-superando-o-fracasso-na-faculdade-de-arquiteturaThe Second Studio Podcast
Unidades modulares vão abrigar moradores em situação de rua na capital paulista. O projeto batizado de Vila Reencontro teve início no bairro Bom Retiro – porém o terreno previsto está em análise por possível contaminação do solo – e agora se estende para a rua Ladeira da Memória, próximo à estação Anhangabaú do Metrô, no centro da cidade.
Por meio da Smads (Secretaria Municipal de Assistência Social), a iniciativa consiste em ceder moradias provisórias feitas de contêineres, ou seja, são casas modulares metálicas.
Em 1972, Caetano Veloso anuncia na canção Triste Bahia que “o vapor de Cachoeira já não navega mais no mar”. De fato, somos uma geração que desconhece a capacidade náutica de Salvador, uma vez que a maioria não teve a oportunidade de conviver com o cotidiano da cidade portuária. Um breve olhar nos registros realizados por fotógrafos como Marcel Gautherot, Pierre Verger e Lázaro Roberto, entre as décadas de 1950 a 1970, permite verificar que as dinâmicas cotidianas realizadas junto ao mar eram abissalmente diferentes das atuais.
A Copa do Mundo de Futebol é um dos maiores eventos do mundo e envolve torcedores de todas as nacionalidades. Já tendo passado por vários continentes, o evento este ano acontecerá no Qatar, um país da península árabe com uma população de cerca de 2,7 milhões de habitantes, sendo a maioria islâmica. Além deste, outros 31 países disputarão o título de melhor do mundo.
Para além de um evento esportivo, a Copa é também uma oportunidade de observar, conhecer e conviver com outras culturas, principalmente para o país sede. Divididos em 8 diferentes grupos, os primeiros a jogar, do grupo A e B, serão Qatar, Equador, Inglaterra, Irã, Senegal, Países Baixos, Estados Unidos e País de Gales. Veja a seguir alguns exemplos da arquitetura desses países.
A década de 1970 foi uma época sombria para Nova York. Enquanto a economia estava em baixa, as taxas de criminalidade estavam em alta. A imagem pública negativa também afastou os turistas, levando a cidade a uma crise financeira. Para mudar as percepções sobre a Big Apple, o Departamento de Desenvolvimento Econômico do Estado de Nova York procurou a empresa de publicidade Wells Rich Greene para criar uma operação de marketing convidativa. Após 45 anos, a campanha I Love NY resultante permanece fresca nas mentes dos moradores e turistas, renovando com sucesso a marca da cidade de Nova York. Cidades de todo o mundo, como Paris, Amsterdã e Jerusalém, também investiram pesado na construção de marcas atrativas.
Por mais pretensioso que isso possa parecer, podemos afirmar sem medo que o bambu é dos materiais mais promissores para a indústria da construção civil. Neil Thomas, engenheiro diretor do atelier one, afirma que, se projetássemos um material de construção ideal, ele se pareceria muito com o bambu. Isso porque ele cresce muito rapidamente em boa parte do mundo, possui uma seção transversal altamente eficiente e apresenta uma resistência à cargas impressionante. Mas, além do uso estrutural em seu formato bruto, o bambu é um material que permite alto nível de processamento, podendo ser laminado para pisos, utensílios e, como veremos neste artigo, para estruturas de Structural Engineered Bamboo (SEB), que se assemelham muito às de Madeira Engenheirada. Conversamos com Luke D. Schuette, fundador e CEO da ReNüTeq Solutions, LLC, empresa de St. Louis, Missouri, que vem trabalhando com este sistema construtivo.
A maioria dos arquitetos pode se identificar com a sensação de estar mergulhado em uma profunda devoção à arquitetura. O que começa como uma carreira dos sonhos se torna um pesadelo para muitos. Depois de uma formação rigorosa, a experiência de uma carreira tumultuada pode desanimar os profissionais. Postagens no Twitter e no LinkedIn têm debatido amplamente as longas horas de trabalho e os salários díspares, com poucas soluções. Os arquitetos estão constantemente em guerra entre profissão e paixão, uma sobreposição de amor e desespero. Talvez, na raiz desses problemas esteja a definição coloquial do substantivo ‘arquiteto’.
Há cem anos, profissionais de design e arquitetura da Bauhaus e do movimento moderno romperam com o conceito tradicional de habitação, propondo novas formas de construir, distribuir espaços e mobiliá-la. Embora muitas de suas abordagens estéticas e construtivas tenham tido grande impacto e desenvolvimento no campo do design desde então, a sociedade, no entanto, caminhou em um ritmo diferente no que diz respeito à adoção de certos modelos de espaço doméstico para os quais esses movimentos abriram portas. Desde então, a habitação tem estado em constante revisão, reformulação e até experimentação, despertando profundo interesse na maioria dos/as mais importantes profissionais de design e de arquitetura do século XX e, até agora, do século XXI.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134962/scenes-from-the-near-future-uma-exposicao-que-explora-o-futuro-das-casasArchDaily Team
O EUROPARC, coletivo de design pan-europeu, foi anunciado como vencedor do concurso internacional para reformar o Edifício Paul Henri SPAAK em Bruxelas, na Bélgica. O edifício do Parlamento da União Europeia tem muitas deficiências, mas os vencedores do concurso reconhecem que sua demolição e substituição podem não ser a solução mais responsável ou sustentável. O edifício existente é, portanto, reimaginado e adaptado para melhor atender às necessidades e à identidade da UE. O EUROPARC é constituído por cinco estúdios de arquitetura de cinco países europeus: JDS Architects (Dinamarca/Bélgica), Coldefy (França), CRA-Carlo Ratti Associati (Itália), NL Architects (Holanda) e Ensamble Studio (Espanha), com o apoio das empresas de engenharia UTIL (Bélgica) e Ramboll (Dinamarca).
Imagine que você tem agendada uma visita à uma edificação muito importante para a história da arquitetura, uma obra-referência para todos os entusiastas do meio. Você provavelmente se equiparia com uma câmera fotográfica ou um bom celular, em alguns casos, levaria lápis, caderno e até uma trena para registrar curiosamente todos os seus aspectos.
Hoje em dia, entretanto, esse não é único meio pelo qual podemos “visitar” uma edificação de importância histórica ou, pelo menos, é o que alguns pesquisadores estão se esforçando em mostrar. Além de todas as facetas assumidas pelo metaverso, está sendo explorado também o seu papel na preservação histórica da arquitetura e da cultura de determinados locais, gerando materiais disponíveis para diferentes gerações.
Quatro equipes foram selecionadas como finalistas no concurso para projetar a expansão do campus do Portland Museum of Art, localizado em Portland, no Maine. As equipes finalistas são lideradas por Adjaye Associates, Lever Architecture, MVRDV e Toshiko Mori Architect + Johnston Marklee + Preston Scott Cohen. O projeto prevê uma expansão de aproximadamente 5.570 metros quadrados (60.000 pés quadrados) em uma estrutura de seis ou sete pavimentos, planejada para acomodar o aumento no número de visitantes e um acervo artístico em constante crescimento. O museu abriu uma consulta para receber a opinião do público sobre as propostas, que estarão em exibição no PMA até o dia 11 de dezembro.
Blair Kamin deixou o cargo de crítico de arquitetura do Chicago Tribune em janeiro de 2021, após quase 30 anos na função. Ele recebeu o Prêmio Pulitzer em 1999 pelo conjunto de sua obra, com destaque para uma série sobre a orla de Chicago, incluindo uma reportagem que documentou a disparidade racial e de classe entre as frentes de lago norte e sul da cidade. Anteriormente, ele publicou duas coletâneas de seu trabalho: Why Architecture Matters (2001) e Terror and Wonder (2010), ambos pela University of Chicago Press. Sua terceira coletânea, Who is the City For? Architecture, Equity, and the Public Realm in Chicago, foi lançada na semana passada. Recentemente, conversei com Kamin sobre o novo livro, o estado de Chicago no pós-pandemia e a necessidade de uma crítica de arquitetura mais presente na grande mídia. Amanhã publicarei a segunda parte da nossa conversa, na qual o crítico defende a necessidade de redefinir a expressão “equidade no design”.
Foram anunciados os vencedores da XXVIII Bienal Colombiana de Arquitetura e Urbanismo (BCAU 2022) em cada uma das nove categorias do prêmio: Projeto Arquitetônico, Arquitetura de Interiores e Efêmera, Projeto Urbano e Paisagismo, Divulgação, Habitat Social, Intervenção no Patrimônio, Pesquisa, Teoria e Crítica, Planejamento Urbano e Regional, e, por fim, Habitação Unifamiliar, Bifamiliar e Trifamiliar.