Francisco Cadau recebeu o maior prêmio na recente Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires, em 2022. Um reconhecimento por sua trajetória que, pela técnica e materialidade, conseguiu colocar no mapa de maneira consistente sua região: a cidade de Campana, às margens do rio Paraná, na Argentina. Suas obras na cidade, como a Casa das Peneiras ou o Edificio Damero, são referências quando se trata de pensar em modelos de projeto onde "a construção e a tecnologia constituem as próprias ideias".
Mauro Gil-Fournier é doutor em arquitetura, pesquisador e professor que, após 15 anos de trajetória profissional, decidiu fundar a Arquitecturas Afectivas: "uma comunidade que faz arquitetura com prazer, desenvolvendo os afetos das pessoas, de outros seres e de coisas vivas".
Como funciona o processo para fazer arquiteturas afetivas? Por que elas são importantes para o futuro da arquitetura? Na conversa a seguir com Mauro, nos aprofundamos nesse conceito que traz como premissa "que outros possam projetar a partir de sua melhor expressão".
Marta Elena Campos Newman é uma das primeiras arquitetas graduadas pela escola de arquitetura da Universidad Iberoamericana, na Cidade do México. Desde a juventude, iniciou uma carreira profissional especializada em arquitetura de interiores, que rende frutos até os dias de hoje. Ao longo de sua trajetória, colaborou com os escritórios de arquitetura mais importantes da segunda metade do século XX no México, e seu trabalho como professora na Faculdade de Arquitetura da UNAM a levou a formar gerações inteiras de profissionais da arquitetura.
Foram prorrogadas até o dia 16 de fevereiro as inscrições do 5º Prêmio Design Tomie Ohtake, voltado a universitários(as) e profissionais recém-formados(as) de todas as áreas. A iniciativa consolidou-se como a principal premiação brasileira de mapeamento na área do design, acolhendo múltiplas linguagens, dada a sua transdisciplinaridade, e não se restringindo a categorias, uma vez que contempla projetos de naturezas diversas.
Há alguns meses, o mundo se reuniu em Sharm El Sheik, no Egito, para a cúpula anual sobre mudanças climáticas: a COP27. Como o resto da África, a Nigéria é representada por seu séquito de burocratas, defensores do clima e outros grupos interessados. Desde a última reunião na Escócia (COP26), a Nigéria assinou a Lei de Mudanças Climáticas, estabelecendo uma meta de atingir zero emissões líquidas de gases de efeito estufa entre 2050 e 2070.
Nesse tempo, o país desenvolveu um ambicioso plano de energia que veria a transição dos combustíveis fósseis para as energias renováveis, utilizando a sua vasta reserva de gás natural. O país está na vanguarda da Iniciativa dos Mercados Africanos de Carbono e planeja arrecadar pelo menos US$ 500 milhões com o comércio de créditos de carbono para compensar o carbono emitido.
https://www.archdaily.com.br/pt/995058/a-ambiciosa-agenda-climatica-da-nigeria-e-sua-fixacao-com-a-pegada-de-carbonoMathias Agbo, Jr.
O escritório MVRDV venceu o concurso para projetar a nova biblioteca de Wuhan, planejada para se tornar uma das maiores da China. O projeto de grande escala oferecerá uma variedade de ambientes de estudo e espaços de leitura e se conectará ao seu entorno por meio de três grandes aberturas. Com mais de 140 mil metros quadrados, o edifício adapta sua volumetria de acordo com a confluência dos dois principais rios de Wuhan.
A partir de fevereiro, o Instituto Inhotim oferecerá gratuidade na entrada no último domingo de cada mês. A ação promocional tem patrocínio da B3 - Bolsa de Valores e terá duração até 2024.
O primeiro domingo de entrada grátis será no dia 26 de fevereiro. Atualmente a entrada gratuita acontece toda última sexta-feira de cada mês, exceto em feriados.
https://www.archdaily.com.br/pt/995088/instituto-inhotim-tera-entrada-gratis-no-ultimo-domingo-de-cada-mesArchDaily Team
Usar apenas a luz natural para documentar catedrais inglesas pode se tornar um grande desafio logístico e técnico. No entanto, o trabalho fotográfico de Peter Marlow resultou em uma série notável de registros de templos espirituais icônicos, cuja atmosfera contemplativa raramente está acessível a outras pessoas. Direcionar a câmera para o leste, em direção à nave, enquanto a luz do amanhecer atravessa a janela principal, abre uma perspectiva purista e mística que remete à época em que essas estruturas sagradas foram erguidas.
O Museu do Sexo de Nova York anunciou sua expansão para Miami em 2023, com um museu de três mil metros quadrados projetado pelo estúdio Snøhetta. O armazém convertido contará com três extensas galerias de exposições, espaço para comércio e um bar para preservar, apresentar e celebrar o significado cultural da sexualidade humana em uma das comunidades artísticas mais vibrantes e diversificadas dos EUA. O programa inaugural contará com o trabalho de Hajime Sorayama e Super Funland: uma jornada ao carnaval erótico, a principal experiência imersiva do museu.
Nesta entrevista com Paul Tange, presidente e diretor da Tange Associates em Tóquio, discutimos a relação com seu famoso pai Kenzo Tange (1913-2005; o arquiteto mais influente no Japão pós-guerra e vencedor do Prêmio Pritzker 1987), o destino da casa Tange Sênior construída para sua primeira família e a decisão de ingressar no escritório de seu pai logo após se formar em Harvard. Paul fala também de seu primeiro trabalho construído independentemente: a Mode Gakuen Cocoon Tower, em Tóquio, um campus vertical de 50 pavimentos capaz de acomodar dez mil estudantes.
Em 29 de dezembro de 2022, o governador regional da Região Metropolitana, Claudio Orrego, anunciou o investimento de 7,7 bilhões de pesos chilenos (9,4 milhões de dólares) para a construção do Passeio Urbano Mapocho Pedaleable y Caminable. O anúncio faz parte do plano de recuperação de espaços públicos e do plano diretor de ciclovias promovido pela autoridade máxima metropolitana da capital chilena.
Finalmente chegou a hora de escrever isso. Durante anos - em reuniões, passeios no campus e conversas informais - falei sobre o Wurster Hall da Universidade da Califórnia em Berkeley, agora Bauer Wurster Hall, incentivando as pessoas a ver e apreciar o significado e a beleza deste edifício. Não foi algo fácil de se fazer.
Bauer Wurster Hall abriga o College of Environmental Design (CED). Originalmente, abrigava os departamentos de arquitetura, paisagismo, planejamento urbano e design. O prédio foi projetado e construído especificamente para o CED, a nova faculdade fundada em 1959 que reuniria esses departamentos pela primeira vez. William Wurster, que originalmente deu nome ao prédio, foi o reitor fundador da faculdade e visionário quanto ao prédio.
Vi o Wurster Hall pela primeira vez em 1976, quando cheguei a Berkeley para fazer pós-graduação em arquitetura. O prédio, então com pouco mais de uma década, já era considerado um dos mais feios do campus, causando um especial desconforto por ser a sede do Departamento de Arquitetura. Eu não via dessa forma, mas estava muito ocupada nos ateliês e nas salas de aula para prestar atenção no design do edifício. Pelo que me lembro, embora os arquitetos do corpo docente do prédio ainda estivessem presentes, eles não discutiram o prédio conosco. Certamente estávamos cientes do caráter incomum do edifício.
https://www.archdaily.com.br/pt/994904/ha-mais-de-uma-maneira-de-definir-o-contextoEmily B. Marthinsen
A equipe formada pela ZGF Architects e pelos escritórios MIRAG e Double Twist, sediados em Barcelona, foi selecionada como vencedora do concurso de arquitetura para o projeto de um Centro de Pesquisa transdisciplinar net-positive, que busca fomentar novos campos de conhecimento e adotar diferentes abordagens com o objetivo de alcançar o bem-estar planetário. Localizado em um terreno histórico de Barcelona, o Centro de Pesquisa Mercat del Peix reunirá diversos/as especialistas globais em ciências experimentais, ciências sociais e humanidades com o objetivo de enfrentar os desafios mais complexos e intrigantes do mundo em relação ao futuro do planeta, incluindo a perda de biodiversidade e a economia e governança das mudanças climáticas.
Conhecido como a casa do estado, o palácio presidencial ou uma variedade de outros termos - o edifício que abriga a sede do governo de um país geralmente é bastante impressionante em termos arquitetônicos. Frequentemente opulenta, grandiosa e às vezes imponente, a casa do governo destina-se a funcionar como um marco visual distinto de uma nação - uma extensão da identidade de um país. No continente africano, região que viu uma parte significativa ser colonizada por nações europeias, essa identidade de estado, no sentido arquitetônico, é complexa.
Em 2013, o ArchDaily publicou o artigo “Podemos parar de desenhar árvores no topo dos arranha-céus?” - e o autor ficou frustrado com o greenwashing desenfreado. Se você quiser fazer parecer sustentável, basta colocar uma árvore nele. As plantas sempre foram uma tática de marketing eficaz de apelo aos ambientalmente conscientes, mas assim que são editadas no Photoshop, são descartadas ao primeiro sopro de engenharia de valor. Dada a volumosa enxurrada de comentários e debates vigorosos após essa publicação (2013, 2016, 2016), fica claro que algo persiste. Talvez um instinto amplamente sentido de que, na verdade, nossas “paisagens” urbanas são insustentáveis e muitas vezes inabitáveis. Nossas cidades não apenas aproveitam os serviços ecossistêmicos de florestas distantes e águas subterrâneas para sustentar nossa produção de carbono, poluição do ar e desperdício de água, esgotando terras aráveis para alimentar nossas populações cada vez mais urbanas, mas também criam áreas urbanas desprovidas de vida que aumentam nossa pegadas de carbono e impactam negativamente a saúde e o bem-estar humanos.
https://www.archdaily.com.br/pt/993648/construindo-calorias-entendendo-o-valor-de-viver-com-as-plantasAndreas Theodoridis, Christina Ciardullo & Anna Dyson
Há oito anos o ArchDaily celebra os melhores desenhos do ano. A edição de 2022 é particularmente especial, pois apresenta uma ampla gama de técnicas e representações no campo da arquitetura. Da pintura tradicional às colagens digitais e desenhos axonométricos, a seleção deste ano agrada todos os gostos.
Com o objetivo de moldar edifícios e cidades no sul da Europa, o BIG abriu seu escritório mais recente em Barcelona, na Espanha. Liderado pelo sócio João Albuquerque, o estúdio busca gerar um impacto positivo e se integrar à cidade e à comunidade espanhola. Com uma série de projetos que se estendem do oeste ao leste da região mediterrânea — com destaque para o campus da Farfetch e do Fuse Valley em Portugal, o Joint Research Center em Sevilha para a Comissão Europeia e o Gastronomy Open Ecosystem para o Basque Culinary Center —, o BIG Barcelona está em constante evolução.
O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com o sócio do BIG Barcelona, João Albuquerque, sobre a criação do escritório catalão, sua trajetória no BIG, os próximos projetos da empresa e sua atuação nos mercados espanhol e do sul da Europa.
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio da quarta temporada, Sara conversa com Tomás Salgado, do ateliê Risco, sobre a Cidade do Futebol, um equipamento da Federação Portuguesa de Futebol. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz profissionais de criação de diferentes áreas em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões aprofundadas e debates pessoais.
Uma grande variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
As mudanças climáticas têm sido um dos tópicos mais urgentes deste ano, e por um bom motivo. Seus efeitos são visíveis não apenas em habitats naturais, mas também em ambientes urbanos. A indústria da construção civil tem um papel importante nesta dinâmica. Ao longo do ano, eventos como a COP27 enfatizaram a importância dos esforços para zerar as emissões líquidas e os desafios enfrentados pelos países em desenvolvimento afetados por desastres naturais, cada vez mais devastadores. Possíveis direcionamentos rumo ao desenvolvimento incluem ações em vários estágios e escalas, desde a otimização de espaços verdes para controle de calor urbano até o uso de materiais de construção locais e inovadores para minimizar a pegada de carbono, ou a aprovação de leis que ajudam a criar ambientes urbanos e naturais mais sustentáveis.
Este artigo representa um resumo de artigos publicados no ArchDaily durante o ano de 2022 com temas relacionados às mudanças climáticas e o potencial da arquitetura para fazer a diferença. Ele divide o tópico em quatro questões principais: O que as cidades estão fazendo para mitigar o calor urbano? Como enfrentar o aumento do nível do mar? O que foi a COP27 e por que ela é importante? Os materiais de construção podem ajudar a atingir esses objetivos? A última seção apresenta um panorama das novas legislações aprovadas ao longo de 2022, como forma de entender como os governos estaduais e municipais estão impondo essa necessidade de mudança.
Histórias encenadas sobre comunidade e identidade, a arquitetura temporária mostrou que em 2022 não é preciso ser permanente para ser poderosa. Uma instalação pública direta e pop-up pode passar da preparação para a ação, recuperando e definindo o que torna uma comunidade única. Destacando instalações para reconhecer a diversidade linguística em Nova York, uma mesa gigante para celebrar a culinária em Barcelona e uma grande rede em Dubai para representar a cultura local, entre outros, essas iniciativas buscam entender como as expressões locais e regionais podem ajudar as cidades a ser mais igualitárias e diversas.
A globalização conectou o mundo de maneira sem fronteiras. Embora também tenha tornado a informação mais acessível, levou à homogeneidade e à crise de identidade ao fundir sociedades e expressões culturais únicas. Não há como negar as diferenças culturais com o crescimento da globalização. Assim como a arquitetura produz padrões de vida comuns, ela também pode destacar singularidades. 2022 foi o ano de expressar memórias locais a serem reconhecidas e celebradas, colocando comunidade e identidade como temas centrais na arquitetura temporária em festivais, instalações e pavilhões.
Quando o Airbnb começou, há quase 15 anos, oferecia uma solução inovadora para reservar estadias de curta duração sem complicações. Ao alugar um quarto vago ou um apartamento inteiro, era oferecida uma alternativa aos modos tradicionais de reservar hotéis, muitas vezes superfaturados e lotados. O Airbnb agora enfrenta muitas críticas à medida que cresceu rapidamente, oferecendo centenas de milhares de estadias em todo o mundo. Entretanto, não escapou de passar por experiências negativas. Agora, planejadores e formuladores de políticas estão começando a ver os efeitos da abundância de anúncios do Airbnb e como isso afeta uma crescente crise imobiliária.
Andar pelas ruas de Mumbai, Índia, é uma experiência inigualável. A energia da maior e mais populosa cidade da Índia é sentida através de seu povo, de suas atividades e de seu ambiente construído. A cultura dinâmica da cidade fica expressa de forma evidente através das estruturas que pontuam sua paisagem.
Mumbai combina uma mistura eclética de edifícios de grande e pequena escala, antigos e novos, tradicionais e modernos. A cidade dos contrastes ostenta um legado arquitetônico de mais de 2 mi anos. Localizada no estado de Maharashtra, na costa oeste da Índia, Mumbai abriga uma variedade de estilos arquitetônicos como Vitoriano, Gótico, Art Deco, Indo-Saracênico, Moderno e Pós-moderno. A cidade é caracterizada por seu antigo encanto e vivacidade, um palco diversificado e de oportunidades.