Selecionado dentre uma restrita lista de dez propostas, o projeto de David Chipperfield venceu o concurso pelo Museu Arqueológico Nacional de Atenas, na Grécia. Abrigando uma das coleções mais importantes do mundo de arte pré-histórica e antiga, o museu passará por obras de reforma e ampliação, incluindo um piso subterrâneo e um terraço verde. A proposta foi desenvolvida em conjunto com a Wirtz International, Tombazis & Associate Architects, wh-p ingenieure, Werner Sobek e Atelier Brückner.
HeartFelt® Linear. Imagem cortesia de Hunter Douglas & Inteco
Diariamente, profissionais de arquitetura e design enfrentam uma tarefa ambiciosa: criar espaços que não apenas cativem o olhar, mas que também promovam a saúde e o bem-estar de quem os habita. Uma parte fundamental dessa missão envolve a implementação de estratégias de projeto que favoreçam um clima interno agradável, visto que a temperatura, a umidade e a qualidade do ar exercem um impacto significativo no humor, na produtividade e na saúde geral dos/as ocupantes. O ser humano simplesmente funciona melhor quando se sente confortável e satisfeito em seu lar ou ambiente de trabalho. Embora os sistemas de ar-condicionado, ventilação e aquecimento tenham servido convencionalmente como soluções populares para regular o clima interno, eles frequentemente trazem consigo consequências indesejáveis — como a presença de poeira e bactérias, a necessidade de manutenção constante e um aspecto visual poluído e pouco atraente. Existe, contudo, uma solução alternativa.
O 3XN, escritório sediado em Copenhague com foco em arquitetura cultural, acaba de receber a aprovação do comitê de planejamento para o projeto do novo Museu da Migração (Migration Museum). Em sua localização atual, em Lewisham, no sudeste de Londres, o museu funciona como um abrangente arquivo coletivo sobre o movimento de pessoas de e para a Grã-Bretanha. Além disso, o projeto explora como esses fluxos migratórios nos moldaram como indivíduos, comunidades e como nação. A proposta de 21 pavimentos cria uma nova sede permanente para o Museu da Migração, além de uma residência estudantil.
Como a fundação não lida com indicação pública nem divulga a metodologia por trás da escolha do vencedor, a comunidade profissional especula anualmente quem pode ser o premiado. Analisando a lista de nomes que já ganharam, vemos que tudo é possível.
Se há alguém que realmente entende os desejos e sonhos das futuras noivas, certamente são as mentes por trás da criação daquele mítico objeto matrimonial: o vestido de noiva. Há mais de 30 anos, Lars Wallin, um dos estilistas mais famosos da Suécia, cria vestidos para mulheres prestes a vivenciar o que, para muitas, é a experiência romântica definitiva. E com o projeto de uma recém-concluída suíte nupcial no hotel Radisson Blu Scandinavia em Gotemburgo, Wallin demonstrou não apenas sua delicadeza de alta costura em materializar sonhos de glamour e romance, mas também a habilidade de transferir perfeitamente seus talentos criativos do ateliê para o quarto.
As cabines acústicas de escritório Hushoffice foram projetadas para atender a todos os requisitos funcionais possíveis de um escritório moderno. O hushMeet pode acomodar uma mesa para quatro pessoas e permite a instalação de uma tela em seu interior
A teorização do espaço de trabalho tornou-se um debate global, impulsionado por pesquisas sobre novas tendências corporativas, experimentações de modelos híbridos, a revolução digital e seus impactos na produtividade, o bem-estar no ambiente corporativo e a busca pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Como apontou um artigo do New York Times sobre o ambiente de trabalho digital, embora essa discussão já se arraste por décadas, a implementação de práticas verdadeiramente bem-sucedidas ainda está no início. Com a ascensão de gigantes da tecnologia como Slack e Zoom, somada às transformações globais dos últimos anos, nossos modelos de trabalho mudaram profundamente. Adaptamo-nos ao home office, mas muitas vezes nos esquecemos da eficiência do trabalho presencial e da conexão humana proporcionada pelo contato físico. O tema da "distração digital" infiltrou-se em nosso cotidiano e, agora que voltamos a discutir o design dos espaços de escritório, esse é um desafio que precisamos enfrentar.
Mas será que todo o nosso trabalho pode realmente ser realizado de forma remota e digital?
https://www.archdaily.com.br/pt/1138388/hushoffice-sinta-se-em-casa-no-trabalho-o-retorno-do-trabalho-remoto-ao-escritorio韩爽 - HAN Shuang
O projeto Down to Earth de Francelle Cane e Marija Marić foi escolhido por unanimidade para ocupar o Pavilhão de Luxemburgo para a 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza. O júri elogiou a análise detalhada do território nacional e dos seus habitantes, dando ao projeto uma inflexão universal. A equipe vencedora é composta por duas curadoras, Francelle Cane e Marija Marić, apoiadas por um Conselho Consultivo e uma equipe de colaboradores nas áreas de cenografia, produção de conteúdo e mídia. A equipe também contará com uma rede de parceiros nacionais e internacionais.
O concurso 'Ideas Alternativas de Uso Público: Cerros Orientales de Bogotá' na Colômbia buscou identificar alternativas de uso do espaço público que contemplem o equilíbrio entre a riqueza natural e as dinâmicas da cidade. Nesse sentido, a proposta 'Correr la Tierra' - vencedora do primeiro lugar - propõe, a partir da compreensão dos processos da paisagem e com o objetivo de gerar melhores relações do meio com as dinâmicas antrópicas, renaturalizar, reativar, restaurar ou articular os caminhos dos diversos elementos e seres que compõem o território e o lugar para alcançar a recuperação integral da paisagem.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138060/correr-a-terra-a-ideia-vencedora-para-melhorar-o-uso-publico-dos-cerros-orientais-de-bogotaDiego Vivas
As últimas décadas trouxeram uma concepção renovada da ruína, condicionada pela lógica da sociedade contemporânea. Podemos encontrar essas ruínas, por exemplo, na demolição de edifícios industriais de escala desmedida. No entanto, elas estão desprovidas de seus valores históricos e enigmáticos, por termos presenciado seu nascimento e por sua coexistência no presente.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138253/rumo-a-uma-estetica-da-destruicao-desmantelamento-na-usina-nuclear-de-vandellosCarlos Gonzalvo Salas
A segunda parte de "Stories of Lisbon's Light" se passa em Cascais, um vibrante refúgio litorâneo a uma hora de Lisboa, situado no extremo mais ocidental do continente europeu. Em plena Riviera Portuguesa, o arquiteto Bruno Novo trouxe seu toque moderno e minimalista a uma casa de veraneio onde a luz natural é a grande protagonista. Ao priorizar elementos naturais e intervenções minimalistas que ampliam e conectam os espaços internos e externos, a residência foi concebida sob medida para as férias em família.
Através de sua nova culinária nórdica, a cena gastronômica em Copenhague vem crescendo em popularidade e se tornando um grande atrativo para habitantes e visitantes. A sua gastronomia enraizada e sazonal, bem como os seus conceitos tradicionais de convívio, tornam qualquer experiência gastronômica na cidade uma experiência holística, uma vez que está ligada aos produtos e, claro, ao ambiente. Uma refeição agradável, naquela que é uma das cidades mais alegres do mundo, requer um lugar, um projeto e planejamento específicos que alimentem atividades comunitárias e de lazer. Esses espaços deverão se tornar ainda mais cobiçados, já que Copenhague sediará o Congresso Mundial de Arquitetos UIA.
Atualmente, o metaverso é difícil de ser definido. Tente pensar nisso como a união da abundância de comunidades virtuais que criamos ao longo dos anos no Facebook com a enorme variedade de oportunidades de lazer semelhantes às compras na Amazon. No entanto, o metaverso vai muito além disso e torna possível um novo tipo de cenário trabalhando com as próprias qualidades de placemaking que conhecemos das cidades, vilas e aldeias que habitamos em todo o mundo.
O metaverso é um espaço transacional e, talvez, acima de tudo, um espaço experiencial onde acontecimentos inesperados ocorrem e, principalmente, eventos compartilhados são desfrutados de forma individual e comunitária.
A transformação na dinâmica dos espaços domésticos impacta na arquitetura tanto no interior quanto no exterior das casas e apartamentos. As cozinhas são o principal exemplo dessa transformação. Historicamente consideradas espaços de trabalho marginalizados na arquitetura, elas têm ganhado mais protagonismo enquanto espaços de estar, o que impacta não somente no tamanho dos espaços e em sua organização, como também nos revestimentos que são utilizados.
As assinaturas estão rapidamente se tornando parte integrante da vida cotidiana. Por exemplo, as plataformas de streaming substituíram completamente a necessidade de possuir aparelhos de DVD, enquanto que os serviços de veículo por aplicativo suprem parcialmente a necessidade de possuir um carro particular. As assinaturas têm sido amplamente entendidas como serviços digitais, mas uma nova tendência sugere que o mesmo conceito pode ser transferido para objetos físicos em um futuro próximo. Em vez de ter uma geladeira, uma máquina de lavar ou mesmo lâmpadas, pode-se adquirir uma assinatura para garantir a durabilidade dos produtos, roupas limpas e uma casa bem iluminada.
O conceito é conhecido como “economia baseada em assinaturas”, uma variante da noção de “economia circular”. Ele postula que, em vez de possuir alguns dos objetos utilizados diariamente, é possível subscrever um serviço para ter acesso às mesmas vantagens, mas sem a necessidade de possuir, manter ou alienar o objeto em questão. Os consumidores não compram mais produtos; eles compram acesso a serviços. Às vezes, isso significaria simplesmente alugar o objeto em vez de comprá-lo, mas o modelo vai um passo além. Ele traz uma mudança de responsabilidade e mentalidade. Isso porque os consumidores já não são os proprietários dos objetos, a responsabilidade de reutilizar e reciclar recai sobre os produtores, que passam a ser responsáveis por todo o ciclo de vida dos objetos que criam.
Neste dia 20 de fevereiro, celebra-se mais uma edição do Dia Mundial da Justiça Social. O tema "Superar barreiras e desbloquear oportunidades" constitui uma oportunidade perfeita para refletir sobre a importância da equidade em todos os âmbitos da sociedade — especialmente a partir da arquitetura e do urbanismo. Afinal, ambas as disciplinas desempenham um papel fundamental na construção de cidades acessíveis, servindo como ferramentas essenciais para enfrentar os desafios da desigualdade econômica e da exclusão social.
Dezenas de países pelo mundo já baniram o uso do amianto no setor da construção civil. De extração barata e abundante na natureza, trata-se de uma fibra natural utilizada na fabricação de reservatórios de água, divisórias, telhas e elementos de decoração, por conta de suas propriedades que incluem grande flexibilidade e alta resistência química, térmica e elétrica. No entanto, há comprovações científicas que ligam à exposição deste material de construção a vários tipos de câncer, bem como à asbestose -quando as fibras do mineral alojam-se nos alvéolos pulmonares, comprometendo a capacidade respiratória. O caso do amianto evidencia como certos materiais de construção podem - repentinamente ou não - tornarem-se uma lembrança longínqua por conta de seus impactos. E, além dos impactos na saúde, atualmente materiais com alto consumo energético ou de matérias primas raras, vêm sofrendo pressão para terem seu uso diminuído ou para tornarem mais “verdes” seus métodos de fabricação, sob pena de também desaparecerem num futuro próximo. Neste artigo, buscaremos reunir alguns deles.
A Capital Mundial do Design, um projeto dedicado a promover a profissão de design em todo o mundo, elege a cada dois anos uma nova cidade para receber o título temporário. A iniciativa reconhece cidades que fazem uso construtivo do design para promover mudanças sociais, culturais e ambientais e melhorar a qualidade de vida em geral. Esta semana, San Diego e Tijuana foram nomeadas as Capitais Mundiais do Design de 2024 por suas estratégias de design centradas no ser humano e sua colaboração binacional.
The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa convida diversos profissionais da área de criação para conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e discussões pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com franqueza e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre a vida cotidiana e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138723/the-second-studio-podcast-o-bim-esta-arruinando-a-industria-da-arquiteturaThe Second Studio Podcast
Trânsito em Jakarta, Indonésia. Foto de Revan Pratama, via Unsplash
Há um estereótipo de que em países pobres, onde poucas pessoas têm carros, as alternativas ao automóvel estão florescendo. Vi um post no Mastodon afirmando essa premissa, e apontei nos comentários que isso não é bem verdade. Esta é uma versão mais detalhada do que eu disse em 500 caracteres. Resumindo, na maior parte do terceiro mundo, o transporte público é ruim, e quase todos os passageiros que usam vans e ônibus o fazem devido à pobreza, assim como a maioria das pessoas que andam a pé.
https://www.archdaily.com.br/pt/996280/a-ma-qualidade-do-transporte-publico-no-terceiro-mundoAlon Levy
Pop-up Le Cagole da Balenciaga em Londres. Imagem cortesia de Balenciaga / Divulgação
Com o comércio físico e digital se difundindo cada vez mais, os designers e arqutietos estão criando experiências de compra que preenchem a lacuna entre os espaços físicos e online. Estamos começando a ver o início de um novo varejo que habilmente sobrepõe comportamentos digitais disruptivos com novas estéticas.
Centro de São Paulo. Imagem cortesia de AsBEA-SP / Divulgação
A região central de São Paulo guarda uma parte importante da nossa história, que pode ser contada por seus edifícios. A relação de afeto com esta região para muitos paulistanos é clara ao resgatar na memória momentos vividos nestes edifícios históricos que carregam cultura e religiosidade, e nestas ruas de comércio intenso.
Porém, ao longo das últimas décadas esta relação se perdeu pela obsolescência dos edifícios, pela baixa habitabilidade nesta região, pela deterioração dos edifícios sem uso, pela insegurança e outros fatores que afastaram diversos paulistanos do centro — ainda uma área com densa circulação de pessoas, amplo comércio, ampla infraestrutura de transporte e conexão única com a cidade. Um espaço urbano com tamanha infraestrutura não pode ser abandonado em uma cidade que tem alta demanda por habitação, cultura e lazer.
Baseball Dream Park / HAEAHN Architecture, Inc.. Imagem cortesia de HAEAHN Architecture
O esporte desempenha um papel fundamental na vida de qualquer cidade; no entanto, os edifícios que abrigam essas atividades impõem um conjunto específico de desafios para os/as arquitetos/as. Escala e dimensões precisam ser adaptadas para permitir movimentos livres, as alturas são ajustadas à força do arremesso dos/as atletas e a iluminação, as superfícies e os acabamentos exigem atenção minuciosa. A questão torna-se ainda mais complexa quando essas atividades passam a sediar eventos de grande escala. O fluxo de pessoas transforma-se em parte integrante do projeto, uma vez que diferentes perfis de usuários/as demandam rotas de circulação independentes.
A seleção com curadoria desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca o desenho de centros esportivos enviados pela comunidade do ArchDaily. De um estádio de tênis na Itália a um pavilhão de ioga nas falésias de Portugal, esta seleção apresenta propostas focadas no movimento, na prática, no acompanhamento e no aproveitamento dos esportes, seja tênis, beisebol, ioga ou futebol. O artigo reúne projetos de diversos países, como Coreia do Sul, Canadá, Portugal e Argentina.
Nos meses de verão é comum a ocorrência de dias muito quentes seguidos de chuvas intensas, com níveis pluviométricos altíssimos. Com isso, não é difícil verificar alagamentos e inundações nas grandes cidades. Mas há algumas soluções arquitetônicas e urbanas que podem auxiliar na melhoria da qualidade de vida das pessoas. É o caso de intervenções de infraestrutura verde e aplicação de biofilia.
ARCH+ e Summacumfemmer Büro Juliane Greb foram selecionados para a curadoria do pavilhão alemão na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia com o tema Aberto para Manutenção / Wegen Umbau geöffnet. Comissionado pelo Ministério Federal Alemão de Habitação, Desenvolvimento Urbano e Construção Civil, o pavilhão pretende demonstrar "as oportunidades e potenciais de futuras profissões para avançar na arquitetura e design urbano sustentável, social e inclusivo". A 18ª Exposição Internacional de Arquitetura acontecerá de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.