No último ano, tenho conversado com profissionais de arquitetura e design envolvidos na criação de ambientes imersivos. Esses/as profissionais se veem como naturalmente responsáveis por liderar a construção desses espaços, o que serve como um lembrete do potencial da categoria para assumir esse papel.
Por mais óbvio que pareça, o metaverso tem sido projetado majoritariamente por desenvolvedores/as e designers gráficos. Diante disso, esse cenário deve servir como um alerta para que profissionais de arquitetura se envolvam, uma vez que possuem habilidades particularmente aptas para essa tarefa.
Se o metaverso poderá ser utilizado como uma narrativa para reivindicar uma mudança no papel de arquitetos e arquitetas ainda resta saber, mas 2023 pode ser o ano para isso.
Em 2018, o bairro romano de San Lorenzo ganhou as manchetes quando uma jovem foi encontrada morta em um edifício abandonado. A mídia concentrou-se na decadência da região, ignorando sua longa história política e cultural. Conhecido como um território "vermelho", San Lorenzo foi um dos poucos distritos a resistir à Marcha sobre Roma de Mussolini em 1922. Construído no final do século XIX para abrigar uma população trabalhadora composta por artesãos/ãs, ferroviários/as e operários/as industriais, o bairro tem uma atmosfera áspera, marcada por resquícios de seu passado industrial e edifícios que ainda carregam as cicatrizes dos bombardeios aliados na Segunda Guerra Mundial. Esse pequeno bairro de localização central está espremido entre Termini, a principal estação ferroviária, Verano, o cemitério monumental inaugurado em 1812, e a Città Universitaria La Sapienza (Universidade de Roma La Sapienza).
https://www.archdaily.com.br/pt/1138503/a-cidade-possivel-de-roma-e-a-batalha-contra-a-gentrificacao-em-san-lorenzoMarina Engel
O Studio KO foi escolhido para assumir a curadoria do Pavilhão Nacional do Uzbequistão na 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza. A resposta do país ao tema geral deste ano —O Laboratório do Futuro— é uma exposição intitulada Desconstruir Juntos. O objetivo é colocar em foco o rico patrimônio arquitetônico do país como uma ferramenta potencial e inspiradora para o desenvolvimento de um futuro mais sustentável. A equipe curatorial incluirá Karl Fournier, Olivier Marty, Jean-Baptiste Carisé e Sophia Bengebara.
Toyohito Ikeda, governador de Takamatsu, no Japão, decretou a demolição do famoso Ginásio Kagawa, projetado por Kenzo Tange. Construída entre 1961 e 1964, a estrutura é um marco modernista do pós-guerra no Japão. A notícia desencadeou a criação de uma petição em um esforço para salvar o monumento.
Forma e função. Termos que acompanham diversas definições que cabem à arquitetura, mas já não bastam para resumir a prática em 2023. Hoje, construir envolve a compreensão dos ciclos de materiais, como cada ação pode estar ligada ao extrativismo de recursos naturais e seus danos ao meio ambiente. Vivemos na urgência de revisar a forma como produzimos o espaço construído. Nessa busca por modelos que se afastam de sistemas lineares e que brindam um constante processo de transformação e redistribuição da matéria, estratégias oriundas da economia circular surgem como um possível caminho. Sua aplicação em patrimônios arquitetônicos — para manutenção ou restauro — podem servir como um grande incentivo para as mudanças necessárias em prol de uma sociedade mais sustentável.
Desde 2015, é realizado o renomado Festival Internacional de Arquitetura e Design de Logroño, chamado Concéntrico, que ano após ano busca fomentar o diálogo entre a cidade, o patrimônio e a arquitetura contemporânea, apostando na reflexão das pessoas sobre o ambiente urbano e a cidade. Em sua nona edição, que acontecerá de 27 de abril a 2 de maio de 2023, foram anunciadas as equipes de arquitetura e design participantes do festival.
Este arquivo está licenciado sob a licença Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported. Edifício do The New York Times, 1984. Imagem via Wikimedia
A dupla de apresentadores e produtores do podcast Uncertain Things, Adaam James Levin-Areddy e Vanessa M. Quirk, entrevista especialistas com diversas trajetórias para responder à pergunta: “E agora? Como chegamos aqui e o que vem a seguir?”. Neste episódio com Michael Kimmelman, eles abordam vários temas interessantes, como a história e evolução do The New York Times, o novo livro de Kimmelman, The Intimate City, e nossa compreensão geral das comunidades nas cidades.
O escritório português MASSLAB, em colaboração com o AFRY Ark Studio, venceu a Train Factory Mixed-Use Competition, um concurso internacional em duas etapas que teve como principal objectivo criar um novo marco para a cidade de Helsinque, na Finlândia. A proposta foi selecionada entre cinco consórcios de arquitetura reconhecidos mundialmente.
O concurso foi organizado pelo The Train Factory Group e pela Câmara Municipal de Helsinque, sendo escolhida a proposta A roof for Helsinki para o antigo edifício do trem elétrico que será transformado num edifício de 45.000 m2 de escritórios, comércio e um hotel, reimaginado como parte do núcleo social, comercial e cultural do património histórico.
Por meio de comunicado, o Instituto Nacional de Belas Artes e Letras (Inbal) anunciou a proposta selecionada que representará o México na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023. A seleção contou com 44 equipes inscritas e 14 projetos apresentados. A proposta selecionada leva o nome de Infraestrutura utópica: a quadra campesina de basquete e é composta pelos seguintes participantes:
O Instituto Tomie Ohtake e a AkzoNobel apresentam os projetos finalistas do 9º Prêmio Arquitetura Tomie Ohtake Akzonobel. Ao todo, são 10 obras selecionadas na categoria Profissional e três projetos selecionados na Universitária, além de um projeto reconhecido como menção honrosa nesta mesma categoria.
Nos últimos anos, o debate sobre sustentabilidade ganhou força em diversas disciplinas devido à crise ambiental que enfrentamos. Um dos conceitos que o design, a arquitetura e o urbanismo vêm adotando é o de “Economia Circular”, pois a prática demonstrou ao setor que os esforços não devem se limitar a incluir a reciclagem em nossas estratégias; é preciso também compartilhar, alugar, reutilizar, reparar, renovar e reciclar materiais e produtos existentes pelo maior tempo possível, evitando o desperdício.
Casa & Restaurante / junya ishigami + associates. Image Cortesia de junya ishigami + associates
Nos primórdios da humanidade, cada comunidade se organizou instintivamente de acordo com as condições locais, os recursos disponíveis e seu modo de vida. Se, por um lado, grupos nômades criaram soluções para ocupar espaços temporariamente, muitas vezes carregando abrigos dentre seus pertences, por outro, os grupos que começaram a assumir características sedentárias também criaram formas de ocupar espaços disponíveis e desenvolveram técnicas construtivas que foram evoluindo até a atualidade.
Uma dessas formas de habitar, que passou a ser negligenciada pela arquitetura convencional com o passar do tempo, chegando a ganhar um status mais fantasioso na cultura popular, foi a ocupação de espaços cavernosos ou escavados. Essa é, porém, uma prática milenar que soma técnicas vernaculares para contornar as condições climáticas e amplia as possibilidades da arquitetura.
O escritório de arquitetura norte-americano Populous revelou o projeto de um novo estádio multiuso em Indianápolis, nos Estados Unidos, planejado para servir como a nova casa do time profissional de futebol Indy Eleven. A arena de 20 mil lugares fica no centro do Eleven Park, um empreendimento de uso misto projetado para transformar o quadrante sudoeste da cidade com a introdução de escritórios, unidades residenciais, comércio, estacionamentos e comodidades como restaurantes, um hotel e áreas verdes.
O Clube dos 500 foi idealizado pelo banqueiro Orozimbo Roxo Loureiro no início dos anos 1950 aos moldes do antigo Clube dos 200, fundado pelo presidente Washington Luís para reunir influentes políticos e empresários longe dos holofotes das capitais. Embora a ideia inicial de um clube social não tenha prosperado, Orozimbo decidiu desenvolver no local um empreendimento comercial e de turismo oportunamente bem posicionado entre as duas maiores cidades brasileiras.
Nenhum tema permeia mais áreas da sociedade atual do que as preocupações com o clima global nas próximas décadas. Quão extremos serão seus efeitos e, acima de tudo, como podemos nos adaptar o mais rápido possível para enfrentar e gerenciar melhor essa situação? Afinal, uma coisa é certa: os últimos cem anos poderiam ser definidos pelo termo "excesso" — em relação às emissões, ao consumo de recursos e ao desequilíbrio na natureza. Movida pela determinação internacional de limitar as mudanças climáticas, a indústria vem reagindo com firmeza e reconhecendo a crise como uma oportunidade.
Assim, é natural que a maior plataforma internacional de HVAC (aquecimento, ventilação e ar-condicionado) e água também assuma esse desafio e o torne o tema central de sua próxima edição. “Soluções para um futuro sustentável” será o lema quando a ISH convidar mais uma vez o público a Frankfurt am Main, de 13 a 17 de março de 2023. Após uma pausa mais longa devido à pandemia, desta vez a feira apresentará um número especialmente grande de inovações. Como de costume, as empresas expositoras dividem-se em dois segmentos principais: ISH Energy, que compreende os setores de aquecimento e ar, e ISH Water, que engloba tudo o que diz respeito ao design de banheiros e à tecnologia de instalações.
Selecionado dentre uma restrita lista de dez propostas, o projeto de David Chipperfield venceu o concurso pelo Museu Arqueológico Nacional de Atenas, na Grécia. Abrigando uma das coleções mais importantes do mundo de arte pré-histórica e antiga, o museu passará por obras de reforma e ampliação, incluindo um piso subterrâneo e um terraço verde. A proposta foi desenvolvida em conjunto com a Wirtz International, Tombazis & Associate Architects, wh-p ingenieure, Werner Sobek e Atelier Brückner.
HeartFelt® Linear. Imagem cortesia de Hunter Douglas & Inteco
Diariamente, profissionais de arquitetura e design enfrentam uma tarefa ambiciosa: criar espaços que não apenas cativem o olhar, mas que também promovam a saúde e o bem-estar de quem os habita. Uma parte fundamental dessa missão envolve a implementação de estratégias de projeto que favoreçam um clima interno agradável, visto que a temperatura, a umidade e a qualidade do ar exercem um impacto significativo no humor, na produtividade e na saúde geral dos/as ocupantes. O ser humano simplesmente funciona melhor quando se sente confortável e satisfeito em seu lar ou ambiente de trabalho. Embora os sistemas de ar-condicionado, ventilação e aquecimento tenham servido convencionalmente como soluções populares para regular o clima interno, eles frequentemente trazem consigo consequências indesejáveis — como a presença de poeira e bactérias, a necessidade de manutenção constante e um aspecto visual poluído e pouco atraente. Existe, contudo, uma solução alternativa.
O 3XN, escritório sediado em Copenhague com foco em arquitetura cultural, acaba de receber a aprovação do comitê de planejamento para o projeto do novo Museu da Migração (Migration Museum). Em sua localização atual, em Lewisham, no sudeste de Londres, o museu funciona como um abrangente arquivo coletivo sobre o movimento de pessoas de e para a Grã-Bretanha. Além disso, o projeto explora como esses fluxos migratórios nos moldaram como indivíduos, comunidades e como nação. A proposta de 21 pavimentos cria uma nova sede permanente para o Museu da Migração, além de uma residência estudantil.
Como a fundação não lida com indicação pública nem divulga a metodologia por trás da escolha do vencedor, a comunidade profissional especula anualmente quem pode ser o premiado. Analisando a lista de nomes que já ganharam, vemos que tudo é possível.
Se há alguém que realmente entende os desejos e sonhos das futuras noivas, certamente são as mentes por trás da criação daquele mítico objeto matrimonial: o vestido de noiva. Há mais de 30 anos, Lars Wallin, um dos estilistas mais famosos da Suécia, cria vestidos para mulheres prestes a vivenciar o que, para muitas, é a experiência romântica definitiva. E com o projeto de uma recém-concluída suíte nupcial no hotel Radisson Blu Scandinavia em Gotemburgo, Wallin demonstrou não apenas sua delicadeza de alta costura em materializar sonhos de glamour e romance, mas também a habilidade de transferir perfeitamente seus talentos criativos do ateliê para o quarto.
As cabines acústicas de escritório Hushoffice foram projetadas para atender a todos os requisitos funcionais possíveis de um escritório moderno. O hushMeet pode acomodar uma mesa para quatro pessoas e permite a instalação de uma tela em seu interior
A teorização do espaço de trabalho tornou-se um debate global, impulsionado por pesquisas sobre novas tendências corporativas, experimentações de modelos híbridos, a revolução digital e seus impactos na produtividade, o bem-estar no ambiente corporativo e a busca pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Como apontou um artigo do New York Times sobre o ambiente de trabalho digital, embora essa discussão já se arraste por décadas, a implementação de práticas verdadeiramente bem-sucedidas ainda está no início. Com a ascensão de gigantes da tecnologia como Slack e Zoom, somada às transformações globais dos últimos anos, nossos modelos de trabalho mudaram profundamente. Adaptamo-nos ao home office, mas muitas vezes nos esquecemos da eficiência do trabalho presencial e da conexão humana proporcionada pelo contato físico. O tema da "distração digital" infiltrou-se em nosso cotidiano e, agora que voltamos a discutir o design dos espaços de escritório, esse é um desafio que precisamos enfrentar.
Mas será que todo o nosso trabalho pode realmente ser realizado de forma remota e digital?
https://www.archdaily.com.br/pt/1138388/hushoffice-sinta-se-em-casa-no-trabalho-o-retorno-do-trabalho-remoto-ao-escritorio韩爽 - HAN Shuang
O projeto Down to Earth de Francelle Cane e Marija Marić foi escolhido por unanimidade para ocupar o Pavilhão de Luxemburgo para a 18ª Bienal de Arquitetura de Veneza. O júri elogiou a análise detalhada do território nacional e dos seus habitantes, dando ao projeto uma inflexão universal. A equipe vencedora é composta por duas curadoras, Francelle Cane e Marija Marić, apoiadas por um Conselho Consultivo e uma equipe de colaboradores nas áreas de cenografia, produção de conteúdo e mídia. A equipe também contará com uma rede de parceiros nacionais e internacionais.
O concurso 'Ideas Alternativas de Uso Público: Cerros Orientales de Bogotá' na Colômbia buscou identificar alternativas de uso do espaço público que contemplem o equilíbrio entre a riqueza natural e as dinâmicas da cidade. Nesse sentido, a proposta 'Correr la Tierra' - vencedora do primeiro lugar - propõe, a partir da compreensão dos processos da paisagem e com o objetivo de gerar melhores relações do meio com as dinâmicas antrópicas, renaturalizar, reativar, restaurar ou articular os caminhos dos diversos elementos e seres que compõem o território e o lugar para alcançar a recuperação integral da paisagem.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138060/correr-a-terra-a-ideia-vencedora-para-melhorar-o-uso-publico-dos-cerros-orientais-de-bogotaDiego Vivas