O projeto "Salão de Festas" foi escolhido para representar o Pavilhão da França na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza. Como resposta ao tema proposto por Lesley Lokko — O Laboratório do Futuro — a equipe francesa pretende criar um lugar de celebração e de experiência coletiva, transformando o pavilhão em uma sala de espetáculos. A equipe curatorial é composta por Muoto, um escritório liderado por Gilles Delalex e Yves Moreau, em parceria com Georgi Stanishev e o curador associado Jos Auzende. A expografia ficará a cargo de Clémence La Sagna e a programação é de Anna Tardivel. O pavilhão estará aberto de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
A Lei da Polaridade também é válida em relação à sociedade e às culturas humanas: na verdade, tudo tem um oposto. As contraculturas explodiram como forma de condenar os "caminhos do mundo". Um movimento de contracultura é capaz de expressar o ethos e as aspirações de uma população durante um tempo específico e, à medida que novos estilos de vida são explorados, a arquitetura evolui para satisfazer os ideais utópicos das novas sociedades. Desta forma, ela acaba por ser um produto da cultura para a qual é projetada.
Desde o fogo nas cavernas até a iluminação pública nas cidades, a iluminação tem evoluído de forma constante junto aos avanços da tecnologia — e, nos últimos anos, começou a mudar de maneira ainda mais significativa devido à crescente conscientização sobre seu impacto no meio ambiente e na saúde das pessoas. Hoje em dia, já não é incomum encontrar LEDs de acendimento automático em espaços de trabalho e residências, tanto para melhorar a eficiência energética quanto o bem-estar e o conforto. Ao mesmo tempo, praças e ruas estão cada vez mais integradas a sensores e configurações de software que permitem melhorar a segurança e a mobilidade. E, com a estimativa de que a população mundial vivendo em cidades crescerá para 68% até 2050, sem dúvida a iluminação urbana se tornará um fator ainda mais importante a ser considerado.
No entanto, para aproveitar ao máximo essas oportunidades, precisamos pensar na iluminação como parte de uma visão integral e trabalhar em conjunto para criar soluções melhores. Qual será o futuro da iluminação? Lançamos essa pergunta aos nossos leitores e leitoras e, após revisar uma imensa quantidade de comentários e opiniões, tanto de profissionais da construção quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, foi uma surpresa encontrar tantas convergências e visões sobre a importância de ir um passo além do atual, sem aumentar a poluição luminosa — e sendo mais amigável com todos os seres vivos. Conheça os principais pontos de vista a seguir.
O significado de infraestrutura já é amplamente conhecido pela população em geral, tendo como definição simplificada um conjunto de serviços fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico de uma região, tais como saneamento, transporte, energia e telecomunicação. Os exemplos corriqueiramente apresentados sempre dizem respeito a estruturas físicas construídas pelo homem, entretanto, uma nova concepção de infraestrutura vem surgindo nas últimas décadas impulsionada, principalmente, pela urgência da reconciliação entre humano e natureza para a sobrevivência das espécies.
Organizado pelo Colégio de Arquitetos da Província de Córdoba (CAPC) e promovido pela Federação Argentina de Entidades de Arquitetos (FADEA), foi realizado o Concurso Provincial de Ideias para o Parque Central Freyre, no antigo terreno da Ferrovia Central Argentina, na localidade de Freyre, em Córdoba, Argentina.
Em 2021, o arquiteto espanhol Fernando Menis venceu o concurso público para realizar a construção dos dois Edifícios de Serviços Essenciais das Ilhas Canárias, localizados nas duas maiores ilhas do arquipélago, Santa Cruz de Tenerife e Gran Canaria. Com a execução de um projeto focado não apenas na segurança das operações, mas também na hiperconectividade, na flexibilidade funcional, no bem-estar de seus colaboradores e colaboradoras e na regeneração ambiental do entorno, o Governo das Ilhas Canárias planeja aumentar a segurança pública, a prevenção de riscos e a gestão de emergências, buscando dar resposta a possíveis desastres naturais, mudanças climáticas e outros eventos como pandemias, ciberataques ou terrorismo.
Por meio da proposta de Menis, que engloba dois edifícios idênticos porém autônomos, espera-se alcançar maior sustentabilidade econômica, graças a custos de manutenção e operação reduzidos a longo prazo. Eficientes do ponto de vista energético e adaptáveis a fatores externos, os Edifícios de Serviços Essenciais (ESE) serão capazes de prestar serviços de atendimento à população durante todo o ano.
Relançamento do Minha Casa Minha Vida será durante viagem de Lula à Bahia, com novas regras para a adesão de famílias de baixa renda.| Foto: Ubirajara Machado/MDS / Agência Senado
Entre as novidades do novo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), lançado recentemente pelo Governo Federal, está a inclusão da modalidade "melhoria habitacional". É uma introdução necessária, porque atende populações historicamente desassistidas – e as mais vulneráveis aos impactos cada vez mais frequentes e severos da mudança do clima. É preciso iniciar uma nova trajetória de desenvolvimento sustentável, justo, inclusivo e de baixo carbono. Essa transição depende do acesso a habitação de qualidade, mas também a outras infraestruturas e serviços.
https://www.archdaily.com.br/pt/998585/novo-minha-casa-minha-vida-abre-oportunidade-de-qualificacao-de-territorios-precarios-com-governanca-compartilhadaSimone Gatti e Henrique Evers
Os laminados combinam estética, toque e funcionalidade de forma prática. Imagem cortesia de Egger
Ao jogar com o equilíbrio entre forma e função, os laminados permitem que a arquitetura desempenhe diversas funções simultaneamente, sendo robustos, retardantes de chamas, resistentes a manchas e antibacterianos. Com uma ampla variedade de aplicações na arquitetura, a Egger desenvolveu uma gama de produtos que podem ser aplicados em muitos dos espaços que habitamos diariamente, como cozinhas, banheiros, escritórios, hotéis e lojas. Aprofundando-nos nas especificidades dos laminados e em como eles podem ser aplicados na arquitetura, mostramos como esses materiais se consolidam como uma opção ideal de revestimento com alternativas em formatos extralargos.
O Heatherwick Studio divulgou um novo projeto que pretende transformar uma antiga usina de dessalinização em um distrito cultural na orla de Jeddah, na Arábia Saudita. A estrutura industrial será reconfigurada para se tornar The Museum, um grande complexo que oferece espaços de produção, estúdios e ateliês para artistas, além de grandes áreas de exposição.
Meta City Hall / CAA LAB. Imagem Cortesia de CAA LAB
O metaverso está se mostrando um terreno fértil para pesquisa e experimentação, especialmente para os arquitetos. Este novo reino é atualmente indefinido e reúne muitas narrativas, explorações e oportunidades para arquitetos e designers moldarem um novo tipo de ambiente. Ferramentas como geradores de imagens por Inteligência Artificial estão contribuindo para a compreensão das suas inúmeras possibilidades. Embora eles ainda não façam parte da prática padrão, trazem a promessa de uma mudança na produção da arquitetura. Projetos conceituais como os apresentados a seguir não têm propósito externo mas, ainda assim, são importantes para a consciência das novas tecnologias que provavelmente terão um efeito significativo no futuro de nossa profissão.
A curadoria desta semana apresenta os melhores projetos de arquitetura não construída, destacando criações enviadas pela comunidade ArchDaily que experimentam um novo meio e integram novas tecnologias. De edifícios abstratos criados para serem experimentados por meio da realidade virtual no metaverso a investigações sobre a capacidade dos mecanismos geradores de imagens por IA de desenvolver expressões arquitetônicas inovadoras e até pesquisas em planimetria, os projetos a seguir estão ampliando os limites de como a arquitetura poderá ser na nova era dos desenvolvimentos tecnológicos.
O uso de materiais translúcidos na arquitetura brasileira tem sido uma tendência crescente nos últimos anos. Vidro laminado translúcido, policarbonato e acrílico são apenas alguns deles. Se possuem diferentes vantagens e desvantagens em relação ao custo, resistência a impactos, isolamento térmico e acústico, o que traça o benefício comum entre eles é o constante diálogo que propiciam entre interior e exterior.
Ir a uma agência bancária de rua para descontar um cheque, sacar dinheiro ou mesmo abrir uma conta são tarefas que ficaram no passado. Com quase todos os serviços financeiros agora disponíveis on-line e as transações digitais conquistando uma fatia de mercado cada vez maior (passando de 28% para 41% entre 2019 e 2022), cada vez mais agências físicas estão fechando suas portas.
No entanto, a complexidade dos mundos da tecnologia e das finanças continua a gerar confusão e receio em muitos clientes — o que talvez explique por que a presença acolhedora de uma agência física, com pessoas reais, ainda tenha espaço. Esses novos interiores de agências bancárias remetem a um tempo nostálgico em que sabíamos o nome do gerente local, mas agora trabalham em conjunto com a tecnologia para oferecer serviços financeiros híbridos e um atendimento mais personalizado, em ambientes confortáveis e acolhedores.
'Ecologías en movimiento', tema del pabellón de Chile en la Bienal de Venecia 2023. Image Cortesía de Ministerio de las Culturas, las Artes y el Patrimonio de Chile
Com a proposta "Ecologias em Movimento", o arquiteto Gonzalo Carrasco e o escritório Beals Lyon Arquitectos farão a curadoria do pavilhão chileno na Bienal de Arquitetura de Veneza 2023, segundo informou o Ministério das Culturas, das Artes e do Patrimônio do Chile.
"Ecologias em movimento" abordará como no projeto original da Quinta Normal de Santiago, "arquitetura e ciência tornaram possível imaginar o futuro de um país que estava entrando na modernidade" no século XIX, segundo os organizadores. O pavilhão também traçará paralelos com os desafios atuais de reparação e restauração ecológica com o estudo dos processos de recuperação do solo com sementes endêmicas.
Em 2018, o Bureau International des Expositions (BIE) anunciou que a cidade japonesa de Osaka sediaria a Exposição Mundial de 2025, um evento que deverá atrair milhões de visitantes entre 13 de abril e encerrado em 13 de outubro de 2025. Com o tema Projetando a sociedade do futuro para nossas vidas, esta será a segunda vez que o Japão recebe o evento, após a Expo Osaka 1970.
O arquiteto Sou Fujimoto está encarregado do projeto do plano diretor da Expo e também da direção dos escritórios de arquitetura dos países participantes. Até o momento, 153 países e regiões e 8 organizações internacionais confirmaram oficialmente sua participação na Expo Osaka 2025
A cidade de Boston em "The Last of Us". Image via Captura de tela de "The Last of Us" (2023), HBO
Vinte anos após o nascimento do cinema, o espectador já se familiarizava com imagens catastróficas pós-apocalípticas. O cinema nasceu no final do século XIX, mais precisamente em 1896, com a exibição do aparelho chamado cinematógrafo, capaz de projetar imagens em movimento. Na estreia, os irmãos Lumière exibiram alguns curtas, impressionando o público com o movimento projetado em uma superfície bidimensional. Embora existam registros de pequenas filmagens datadas meses antes desse evento, A chegada de um trem na estação, um dos curtas exibidos no evento e filmado pelos próprios irmãos Lumiére, é considerado o primeiro filme do mundo.
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Casa no Restelo / Pedro Domingos Arquitectos. Imagem cortesia de FritsJurgens
A terceira e última parte de "Stories of Lisbon's Light" foca em uma residência familiar robusta e de contraste ousado, situada entre as sete colinas de Lisboa, a "cidade da luz". Descubra como o arquiteto Pedro Domingos projetou uma casa onde a luz natural e o rio Tejo assumem o papel principal. Voltada para o sul, a residência exigiu decisões arquitetônicas radicais para que a luz pudesse fluir por todos os seus espaços.
Enquanto os governos do mundo lidam com as crises ambientais, a indústria da construção civil corre para reavaliar o projeto sustentável e desenvolver novas formas de medir sua eficiência. Consequentemente, os sistemas de certificação de edifícios verdes (GBCS) começaram a ganhar força no século XX para avaliar e promover práticas de construção ditas sustentáveis. No entanto, o chamado Sul Global enfrenta desafios distintos na construção de cidades sustentáveis. Suas nações em desenvolvimento exigem abordagens diferentes para projetar arquiteturas apropriadas, econômicas e inspiradoras para um futuro promissor.
No contexto contemporâneo, como já foi dito inúmeras vezes, parece que vivemos no que se chama de uma era digital. Uma pandemia global aumentou a popularidade dos meios digitais de comunicação — como o Microsoft Teams e o Zoom, e o aplicativo de mensagens multiplataforma WhatsApp com mais de 2 bilhões de usuários ativos. Do ponto de vista ambiental, vemos a migração dos negócios para a “nuvem” como uma vitória da sustentabilidade. Em termos simplificados e para citar um exemplo específico, as empresas podem abster-se de armazenar dados em discos rígidos externos, e armazenar seus dados em serviços de hospedagem de arquivos online.
Dentro de diversos – senão todos – programas arquitetônicos, existe uma função que é um requisito básico e comum a eles: o banheiro. Não se projeta uma residência, escritório, espaço comercial, teatro, museu, espaços religiosos, parques, escolas, sem ele. Em alguns países, o sanitário público faz parte da infraestrutura urbana, da mesma forma que o são transporte público ou coleta de resíduos. Direito básico da humanidade, ainda que negado para uma parcela considerável da população global, o sanitário acompanha o desenrolar histórico. A modernidade trouxe consigo a separação entre público e privado, e o cômodo passou a ser cada vez mais reservado na sociedade ocidental.
Poucos arquitetos na história tiveram a honra e o privilégio de intervir na famosa Praça de São Marcos em Veneza — marco turístico de inigualável valor histórico para a humanidade. Sir David Chipperfield é um deles. Como se não bastasse, deixou sua marca também em outro projeto de inestimável valor, embora muito mais recente: a Neue Nationalgalerie, projetada por Mies van der Rohe em Berlim. Os quatro séculos que separam essas duas joias parecem não impor dificuldades para o vencedor do Prêmio Pritzker de 2023, que refuta um estilo internacional de arquitetura em busca de um traço que destaque as qualidades locais.
A reforma e a reutilização adaptativa têm estado na vanguarda do discurso arquitetônico nos últimos anos. Isso demonstra que a profissão está cada vez mais consciente de seu impacto no meio ambiente e das oportunidades de reaproveitar o que já foi construído. A Architecture 2030 lançou recentemente o CARE, ou Carbon Avoided Retrofit Estimator, uma nova ferramenta digital que permite que arquitetos, proprietários e comunidades quantifiquem a reutilização adaptativa. Ao inserir um conjunto simplificado de informações do projeto, como metas de energia e possíveis intervenções na construção, os usuários podem estimar rapidamente as emissões operacionais de carbono geradas pelo uso do edifício e as emissões de carbono incorporadas que estão vinculadas aos materiais de construção empregados.
No dia 20 de maio, o mundo da arquitetura voltará seus olhos para Veneza e para a inauguração da 18ª edição da Bienal de Arquitetura. Desde que a arquiteta Lesley Lokko foi anunciada como curadora do evento, o ArchDaily tem coberto todos os detalhes da Bienal e sabemos que, dias antes da abertura, surgem muitas dúvidas sobre o evento entre nossos leitores.
Até que ponto um espaço pode ser estreito sem perder sua condição de habitabilidade? Quais são as dimensões mínimas que uma habitação deve ter para garantir o conforto de seus habitantes e o correto desenvolvimento de suas atividades cotidianas?
Reunindo pesquisas científicas atuais, um novo relatório de ciência climática do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU foi aprovado e divulgado depois de intensas negociações entre os principais cientistas do mundo e governos. Com 37 páginas, o Relatório de Síntese da Sexta Avaliação do IPCC (AR6), reúne seis relatórios científicos e políticos aprofundados, e tem como público alvo principal os formuladores de políticas.