
A primeira responsabilidade da imprensa deve ser transmitir informações e conhecimentos de valor. A segunda é difundir os valores da sociedade. No entanto, o compromisso mais importante é apresentar conteúdos completos e multidimensionais que orientem a atenção pública para questões fundamentais, impulsionando, em última análise, a transformação progressiva da sociedade.
No ano passado, fomos "confinados" e obrigados a dialogar com o mundo através da pequena tela de nossos celulares e computadores. Embora as reuniões virtuais tenham economizado muito tempo, o excesso de conteúdo digital rapidamente se transformou em uma cultura de consumo rápido — a maioria virou apenas abas abertas no celular, onde "ler mais tarde" equivale a "nunca mais ler". A pressa na veiculação de conteúdos nos roubou a paciência de esperar: não queremos mais contemplar as transformações do clima, da luz e do contexto humano no espaço; queremos apenas ver a foto finalizada e perfeita. Ao mesmo tempo, a falta de contato físico nos levou a criar "bolhas de debate internas", limitando o desenvolvimento do projeto a uma perspectiva puramente local e doméstica. Com isso, a comunidade de valores compartilhados baseada no consenso social está se desintegrando, e a avaliação pessoal do/a arquiteto/a passou a ditar o critério de julgamento do próprio projeto de arquitetura.
Como um veículo internacional de arquitetura, o ArchDaily eleva mais uma vez seus padrões editoriais. Nossa equipe de 22 editores em todo o mundo passará a apresentar conteúdos com perspectiva global, multidimensionais, abertos, temáticos e profundamente comprometidos com as questões sociais. Os temas do ArchDaily Topics de 2019 e 2020 mostraram que não oferecemos apenas a cobertura de notícias mais completa do setor, mas também assumimos um posicionamento claro. Este ano, nosso tema é "Unidade entre o Saber e o Agir", rejeitando imagens enganosas e textos puramente autoelogiosos.












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