A partir de uma reflexão sobre a paisagem, a tipologia e a tecnologia, nasce o projeto do escritório de arquitetura Balsa Crosetto Piazzi, dando origem a um núcleo de banheiros compartilhados voltado aos/às trabalhadores/as da pecuária leiteira que vivem a alguns quilômetros da localidade de Ausonia, na província de Córdoba, Argentina.
Igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto-MG. Foto de Lucia Barreiros Silva
No início desde mês, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) abriu o chamamento público para a seleção de projetos de arquitetura e engenharia voltados para a preservação do Patrimônio Cultural do Brasil. Essa ação faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal (Novo PAC) e tem como objetivo escolher até 100 novos projetos destinados ao restauro, conservação e promoção dos bens culturais brasileiros. O prazo para inscrições se estenderá até 10 de novembro de 2023 e deve ser realizado por meio da plataforma TransfereGov.
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O Anel do Porto de Copenhague – “Kronløbsringen” / Third Nature. Imagem cortesia de JJO By Tredje Natur
Através de projetos de renovação urbana, arquitetos/as, urbanistas e designers podem infundir nova vida a paisagens urbanas degradadas, modernizando a infraestrutura, introduzindo novas funções no tecido urbano e reimaginando o caráter dos espaços públicos abertos. Esses projetos despertam interesse por seu caráter duplo: se, por um lado, oferecem uma oportunidade de reimaginar o potencial da cidade, por outro, as áreas afetadas já estão consolidadas no tecido urbano, o que impõe desafios de integração e adaptação contextual.
A seleção desta semana de Melhor Arquitetura Não Construída destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily que aprimoram a funcionalidade, a estética e a sustentabilidade das áreas urbanas, ao mesmo tempo em que respeitam e acolhem o tecido existente da cidade. De um bairro residencial que prioriza a autossuficiência e a circularidade nos Países Baixos a uma rampa de rodovia transformada em espaços produtivos na Califórnia, Estados Unidos, passando por um novo caminho elevado projetado para aliviar o congestionamento urbano no porto de Copenhague, esta seleção apresenta projetos que destacam o caráter em constante mutação de nossas cidades. Contando com propostas tanto de escritórios de arquitetura emergentes quanto de consolidados, como Benthem Crouwel Architects, Space&Matter e Vincent Callebaut Architectures, os projetos demonstram a variedade de abordagens necessárias para adaptar os ambientes urbanos às necessidades de seus habitantes.
As cores das fachadas estão intimamente ligadas à identidade de um lugar, influenciando seu entorno e seus habitantes, além de facilitar a preservação e a adequação do uso da cor em áreas urbanas. Durante o lançamento de sua nova coleção de cores, a STENI colaborou com a principal especialista em cores e arquitetura da Escandinávia, Kine Angelo, professora associada do Departamento de Arquitetura e Tecnologia da NTNU, que trabalha com cores há mais de 12 anos.
As cidades são o alicerce da civilização. Há milênios elas atraem pessoas com a promessa de melhores padrões de vida — desde oportunidades econômicas e educacionais superiores até um acesso mais facilitado a infraestruturas públicas de qualidade, como habitação, saúde e transporte coletivo. Hoje, no entanto, muitas cidades ao redor do mundo enfrentam dificuldades para cumprir essa promessa. Diante de uma migração urbana que se acelera a um ritmo vertiginoso — a Organização das Nações Unidas projeta que mais de dois terços da população mundial viverá em cidades ou centros urbanos até 2050 —, os recursos e serviços urbanos existentes sofrem uma pressão crescente, o que compromete seu funcionamento e gera profundas desigualdades.
Não existe uma forma única de definir ou avaliar a habitabilidade urbana; cada cidade possui um conjunto singular de características, que vão de sua história, cultura, geografia e demografia até seu modelo de governança e os desafios urbanos que enfrenta. Desse modo, melhorar a habitabilidade exige esforços coordenados de múltiplos agentes — incluindo a população, governos e especialistas — para identificar gargalos críticos, vislumbrar oportunidades e propor soluções contextualizadas. A série de TV Tale of Two Cities, na qual o/a arquiteto/a e urbanista indiano/a Dikshu C. Kukreja se reúne com lideranças globais, traz reflexões valiosas sobre o que grandes metrópoles mundiais têm feito para criar ambientes mais habitáveis para sua população. A seguir, apresentamos cinco exemplos: de Bogotá, Kolkata, Hannover, Tirana e Washington, D.C.
Bienal das Amazônias. Foto: Cortesia de Juliana Godoy
As relações entre as águas e as diferentes vidas que habitam a Amazônia. Este é o ponto de partida para a primeira Bienal das Amazônias, que reúne 120 artistas de todos os países que abrigam o território da maior floresta tropical do mundo. Sob o título “Bubuia: Águas como Fonte de Imaginações e Desejos” a mostra tem a curadoria de Keyna Eleison e Vânia Leal, com colaboração de Sandra Benites e Flávia Mutran na conceituação do projeto, e está em cartaz em Belém. A exposição ganhou forma num edifício que foi remodelado para recebê-la e traz em sua expografia um diálogo constante com os materiais e culturas da região. Conversamos com a arquiteta Juliana Godoy, responsável pelo projeto expográfico, para saber como as subjetividades amazônicas foram traduzidas e conceitualizadas no âmbito espacial.
Ao longo de sua trajetória como arquiteta, Fernanda Canales tem demonstrado um interesse específico em estudar o fenômeno da habitação no México, o que se reflete em diversas pesquisas e publicações que buscam colocar essa problemática em pauta em nível global. Como ela explica para este projeto: "Com milhões de residências vazias no mundo e milhões de pessoas sem teto, a arquitetura tem o potencial de oferecer alternativas contra a segregação: sem dúvida, pode oferecer mais, para mais pessoas." Alinhada a essa perspectiva, Fernanda apresenta "A HOUSE FOR MORE", um workshop e uma instalação na VDL House voltados a questionar os espaços subutilizados nas residências e incluir diversos programas coletivos nos lugares que habitamos.
A partir de 21 de outubro de 2023 até 3 de março de 2024, o Vitra Design Museum receberá uma exposição retrospectiva apresentando o trabalho de Iwan Baan, reconhecido fotógrafo de arquitetura. A mostra Iwan Baan: Momentos na Arquiteturaoferece uma visão abrangente do extenso portfólio de Baan, apresentando a habilidade do artista em capturar a essência da arquitetura contemporânea, juntamente com os contextos urbanos e sociais associados a ela e as pessoas que habitam esses diversos espaços.
Em Paris, no décimo terceiro arrondissement, o escritório de arquitetura Moreau Kusunoki concluiu o Le Berlier, uma torre de madeira de 50 metros de altura que inclui unidades residenciais e uma série de outros serviços. Localizado na confluência de diversos fluxos urbanos, redes e escalas, o projeto busca equilibrar inovação, monumentalidade e conforto doméstico. O novo complexo residencial conta com uma fachada em grelha feita de madeira carbonizada e pré-temperada.
Um bairro nobre em Dar es Salaam, Tanzânia. Imagem: Scott Beyer
No hipertecnológico século XXI, a América do Norte urbana é, em grande parte, uma economia de serviços. A cidade de Nova York, por exemplo, atualmente é dominada por uma combinação de serviços financeiros de alto nível, tecnologia e outras profissões especializadas, enquanto as profissões de baixa escolaridade se concentram no turismo, na entrega de alimentos e em outros empregos no setor de serviços. Empregos de chão de fábrica, onde existem, ocorrem por um legado de zoneamento exclusivamente industrial. Os usos da terra agrária, como a “agricultura urbana”, são quase inexistentes, um hobby esotérico dos gourmets.
Há mais de meio século, a planta livre permanece na vanguarda da arquitetura de interiores, sendo a escolha frequente tanto em construções novas quanto em reformas de clientes que optam por integrar ambientes e suas funções para trazer mais harmonia e conectividade aos seus lares. Assim, mesmo com rotinas cada vez mais atribuladas, as famílias podiam cozinhar, conversar, estudar e relaxar juntas, tudo ao mesmo tempo.
No entanto, por obrigar os/as usuários/as a compartilharem o mesmo espaço com ruídos, odores e atmosferas conflitantes, muitas pessoas vêm se afastando da planta livre tradicional, abrindo espaço para novos conceitos que vêm ganhando força, como o broken plan (ou planta compartimentada). Por outro lado, um caminho evolutivo alternativo para a planta livre é a expansão vertical. Combinada a espaços de convivência com pé-direito duplo, triplo ou até mesmo mais altos, a planta livre ganha o respiro de que precisa, mantendo-se conectada ao restante da casa.
A água é um recurso fundamental que sustenta a vida, serve de base para a agricultura e impulsiona a indústria em todo o mundo. No entanto, a escassez hídrica vem se tornando uma questão cada vez mais urgente em escala global. Fatores como as mudanças climáticas, a rápida urbanização e a expansão industrial agravam esse cenário. Entre esses fatores agravantes, os vazamentos continuam sendo um aspecto frequentemente subestimado e negligenciado do desperdício de água.
Nesta entrevista do Louisiana Channel com Yasmeen Lari, a renomada arquiteta paquistanesa fala sobre o papel dos arquitetos e as mudanças de perspectiva necessárias na indústria hoje em dia. Premiada com a RIBA Royal Gold Medal 2023 por seus esforços humanitários, Lari enfatiza a necessidade de repensar a indústria da arquitetura para lidar com as disparidades sociais e deficiências de recursos. Na entrevista, Lari reflete sobre sua educação, formação arquitetônica e sua prática atual.
Entre 20 e 22 de outubro de 2023, aconteceu a segunda edição do festival internacional de arquitetura Open House em Sevilha. Com o objetivo de fomentar o conhecimento da cidade e valorizar o espaço urbano, a arquitetura e o design, o evento abriu as portas gratuitamente de mais de 50 espaços, incluindo edifícios e escritórios de arquitetura.
Entre os edifícios mais destacados desta edição estavam a Torre Sevilla de César Pelli, o Palácio de San Telmo e o Palácio de las Dueñas. Além das visitas guiadas oferecidas pela cidade, a programação também contou com demonstrações de trabalhos de olaria da oficina Barrería San Mateo e de técnicas de aplicação de argamassa de cal.
Em outubro deste ano, foi realizada a quarta edição do Prêmio Peña Ganchegui de Jovem Arquitetura Basca, criado em 2017 pelo Arquivo Peña Ganchegui em parceria com o Departamento de Habitação do Governo Basco.O objetivo deste reconhecimento é dar visibilidade a profissionais da arquitetura — graduados/as na Comunidade Autônoma Basca ou que atuem na região — que tenham menos de 10 anos de experiência e que promovam, desenvolvam e consolidem uma cultura arquitetônica de qualidade.
A cerimônia de premiação ocorreu noInstituto de Arquitetura de Euskadi, localizado na Parte Vieja de San Sebastián, com o prêmio entregue por Pablo García Astrain, diretor de Habitação, Solo e Arquitetura do Governo Basco. O júri, composto por María Langarita, Fernando Márquez Cecilia e António Cruz, destacou no trabalho do escritório Ortega Diago o exercício de síntese espacial, a singularidade de suas soluções programáticas, a delicadeza no tratamento dos materiais, a ênfase nas transparências e a preocupação com a fluidez das circulações. Esses atributos ficaram evidentes tanto nos projetos de interiores — que vão de reformas residenciais a adequações de espaços comerciais e de trabalho — quanto em propostas não construídas.
Diz-se que o que se vê é o que se leva. As técnicas de preparo simplificadas e os equipamentos utilizados em redes de fast-food, por exemplo, ficam totalmente visíveis para os clientes na fila de espera. Contudo, esse conceito de projetar ambientes de hospitalidade abertos e transparentes ao menos oferece honestidade ao público, pois, embora os ingredientes mais frescos e as técnicas de alta gastronomia não estejam presentes, a gordura e a sujeira antes associadas a esse tipo de estabelecimento também não estão.
Ao comparar essa realidade com a de estabelecimentos mais sofisticados, que mantêm a cacofonia de uma cozinha comercial oculta aos olhos do público durante o serviço, passa-se a questionar o que mais poderia estar escondido. Ao adotar o mesmo conceito de cozinha aberta, cozinhas profissionais que contam com chefs talentosos/as e ingredientes de alta qualidade conseguem provar seu valor.
No lugar certo, na hora certa: assim se poderia descrever a origem de Future > Factory > Furniture >, um evento especial na Dutch Design Week 2023, que retorna ao icônico Klokgebouw – junto a mais de cem outros locais na cidade de Eindhoven – de 21 a 29 de outubro. Foi no antigo edifício da fábrica da Philips que, no início deste ano, ocorreu outro encontro do setor. O Destination Design reuniu mais de 40 marcas internacionais e holandesas pelo segundo ano consecutivo, em um esforço para lançar luz sobre novos produtos e ideias inovadoras.
A Trienal de Bruges 2024 anunciou o seu tema, "Espaço de Possibilidade", assim como a lista de artistas e arquitetos participantes. De 13 de abril a 1º de setembro de 2024, o evento ocupará as ruas e o centro histórico de Bruges, na Bélgica, com exposições de arte contemporânea e arquitetura. Os curadores desta edição, Shendy Gardin e Sevie Tsampalla, escolheram 12 artistas e arquitetos que irão desafiar os espaços dos bairros da cidade, em resposta ao tema, que os convida a explorar o potencial oculto da cidade.
O escritório de arquitetura Parabase foi selecionado para desenvolver uma série de lotes da Areal Walkeweg, na Basileia, visando criar um edifício de habitação social integrado a um centro migração. A solução arquitetônica, intitulada "Elementa", reutiliza componentes de projetos desconstruídos, transformando as antigas colunas e lajes de piso em paredes e elementos de fachada. O projeto foi escolhido a partir de um concurso aberta, em que o júri elegeu a solução da Parabase pela sua forte estética aliada ao reuso criativo de elementos pré-fabricados de concreto.
No universo em constante evolução da visualização arquitetônica, o Chaos Vantage desponta como uma ferramenta valiosa para profissionais de arquitetura, design e criação que buscam uma perspectiva nova e fotorrealista de seus projetos de V-Ray em tempo real. Diante disso, por que se deve considerar explorar o Chaos Vantage, além das ferramentas já existentes? Este artigo analisa suas vantagens, com foco especial no fotorrealismo e na renderização ultrarrápida em tempo real.
Cortesia de 180 Degrees Design Studio | The Fabric
À medida que o panorama da arquitetura e do desenvolvimento urbano se adapta ao clima contemporâneo, a noção tradicional de construção tem sido significativamente modificada e ajustada. Em especial, princípios de reutilização, reciclagem, reuso adaptativo e o potencial de transformar estruturas existentes em algo mais significativo e sustentável têm ganhado bastante força. Ao observar esta seleção de projetos não construídos, torna-se possível explorar uma nova maneira de encarar os edifícios e o patrimônio, de forma consideravelmente mais sensível ao ambiente construído.
Dos austeros edifícios de escritórios no Reino Unido à proposta de reativação de um arranha-céu em Ostrava, esses diversos contextos narram histórias de resiliência, inovação e um profundo compromisso com o patrimônio construído existente. Ao propor um novo olhar sobre as preexistências, as propostas defendem conceitos de reuso adaptativo e ativação espacial.
Nos Jogos Asiáticos recentemente encerrados, o escritório UAD participou do projeto de diversas arenas esportivas. Entre elas, o Centro de Cultura Esportiva de Beisebol e Softbol dos Jogos Asiáticos de Hangzhou se destaca como a maior instalação recém-construída desta edição, além de ser, atualmente, o maior complexo de beisebol e softbol da China, com os mais altos padrões e instalações mais avançadas. Nesta edição do Spotlight, entrevistamos Qian Xidong, do UAD, que compartilha suas reflexões de design acumuladas ao longo de anos de prática profissional.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138165/mais-do-que-arquitetura-um-estilo-de-vida-entrevista-com-qian-xidong-do-uad韩爽 - HAN Shuang
Cada estilo arquitetônico está intrinsecamente relacionado a um contexto, período ou lugar específico. Um exemplo ilustrativo é o território dos Estados Unidos, fortemente influenciado pelo período da colonização britânica nas Américas (séculos XVII e XVIII). Nesse cenário, surgiram habitações que adotaram uma linguagem arquitetônica singular. Além disso, as grandes distâncias entre as principais cidades em diversas regiões do país impactaram significativamente a configuração da arquitetura residencial, resultando na incorporação de celeiros e outras estruturas que desempenhavam funções variadas para além da moradia. Esse estilo caracteriza-se por sua planta retangular, volumes de dois pavimentos, telhados de duas águas e revestimento de madeira na fachada — elementos que constituem parte integrante da expressão vernácula das casas daquela época.
Os telhados de duas águas, especificamente, constituem o recurso mais associado à estética tradicional das habitações construídas entre os séculos XVII e XIX, bem como de suas sucessoras. Um exemplo contemporâneo é a Beachside House, projeto documentado na Swisspearl Architecture Magazine. Implantada na costa de Long Island Sound — canal que separa o estado de Connecticut de Long Island, em Nova York —, a residência é composta por quatro volumes com telhados de duas águas revestidos por painéis de fibrocimento em tons claros, configurando uma abstração da arquitetura vernácula da Nova Inglaterra.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138232/casa-a-beira-mar-um-estudo-de-caso-de-arquitetura-de-inspiracao-vernacular-utilizando-materiais-modernosEnrique Tovar