O arquiteto Antoine Predock divulgou sua proposta para o Albuquerque Rail Trail, um percurso multimodal que conectará pontos importantes da área central da cidade de Albuquerque, no estado do Nova México (EUA). O projeto busca combinar caminhos para pedestres e bicicletas com a cultura e a história local, incentivando a recreação saudável, expressão cultural e desenvolvimento econômico. O projeto faz parte do Mayor's Institute on City Design e da Just City Mayoral Fellowship.O Circuito Rail Trails de 7 milhas foi projetado para conectar diversos destinos importantes na área central de Albuquerque, incluindo o National Hispanic Cultural Center, o Old Town, BioPark e o Indian Pueblo Cultural Center. Para incentivar o desenvolvimento da economia local, várias atividades estão propostas ao longo da rota de transporte multimodal.
O Burning Man, o festival anual que ocorre no DesertoBlack Rock em Nevada, foi aberto em 27 de agosto com milhares de participantes reunindo-se para criar a Cidade Black Rock, uma "metrópole temporária" com várias instalações, obras de arte e pavilhões que celebram a "comunidade, arte, autoexpressão e autossuficiência". No entanto, este ano, a experiência do festival tem sido diferente, já que fortes chuvas no deserto inundaram o local do evento, criando um lamaçal. As estradas de acesso e saída do festival foram fechadas, pois veículos grandes correm o risco de ficar presos na lama. Enquanto algumas pessoas deixaram o local a pé, a maioria dos 70.000 participantes permanece isolada no local, conforme relatado pela CNN.
O arquivo fotográfico do fotógrafo de paisagem e arquiteto Alan Ward foi recentemente doado à Cultural Landscape Foundation (TCLF). O acervo conta com 110 portfólios compostos por cerca de 2.500 imagens de parques, propriedades, memoriais, jardins, campi universitários, cemitérios, museus e jardins botânicos em 12 países. As fotos foram registradas por Alan Ward, sócio do escritório Sasaki, com sede em Boston, e membro (Fellow) da Sociedade Americana de Arquitetos/as Paisagistas.
No verão passado, a Espanha promoveu uma mobilidade mais limpa ao oferecer bilhetes sazonais gratuitos para trens suburbanos e regionais, o que resultou em cerca de 48 milhões de viagens por mês. A iniciativa buscou ajudar a população a reduzir o consumo de combustível e mitigar o custo de vida em meio a incertezas econômicas e à alta dos preços da energia. No verão de 2022, foi anunciado um desconto de 30% para o transporte público municipal, com governos locais de regiões como a Catalunha ampliando o benefício para até 60%. O programa esteve em vigor entre 1º de setembro e 31 de dezembro do ano passado.
Em um momento marcado por desafios ambientais e uma crescente demanda por autenticidade e diversidade cultural, os arquitetos estão recorrendo cada vez mais aos sistemas de conhecimento indígena não apenas como fontes de inspiração, mas como soluções viáveis para se adaptar e responder aos desafios locais e globais. Como guardiãs tradicionais da terra, as comunidades indígenas possuem uma compreensão profunda de seus ecossistemas, materiais disponíveis localmente, normas culturais e restrições sociais. Esse conhecimento é valioso para a arquitetura contemporânea, podendo ajudá-la a se adaptar tanto às pessoas quanto aos seus ambientes.
As práticas vernaculares e indígenas estão surgindo como base para a reimaginação arquitetônica, dando informações sobre disposições espaciais, escolha de materiais e técnicas de construção, ao mesmo tempo em que permite a integração da inovação e da expressão contemporânea. Essa cuidadosa combinação de tradição e modernidade pode ter um impacto significativo em termos de sustentabilidade, pois arquitetos que adotam a abordagem indígena para aproveitar os recursos disponíveis podem não apenas criar estruturas enraizadas em seu contexto, mas também minimizar o impacto ecológico da construção. Além disso, colaborar diretamente com as comunidades indígenas leva a projetos que priorizam a participação comunitária, a sensibilidade cultural e ao desenvolvimento sustentável.
O primeiro ônibus a ganhar módulos solares está rodando na cidade alemã Hof, no nordeste da Baviera. Foto: Sono Motors
A empresa alemã Sono Motors tornou-se mundialmente conhecida ao desenvolver o Sion, automóvel elétrico movido a energia solar. Entretanto, por falta de financiamento para apoiar a produção pré-série, o projeto foi encerrado em fevereiro deste ano e o foco agora é atuar na adaptação e integração de sua tecnologia solar patenteada em veículos de terceiros.
O fracasso empresarial pode ser uma boa notícia para o meio ambiente, uma vez que, ao invés de concentrar-se em veículos individuais, o modelo de negócios foi transformado para atender a uma ampla gama de veículos, incluindo ônibus, caminhões e veículos refrigerados.
Cidade de Valparaíso, Quinta Região, Chile. 21 de maio de 2017. Imagem via Shutterstock / MARCELODLT
Este ano foram apresentados novos projetos que geram mudanças importantes nas opções de mobilidade para os habitantes do Chile. Entre eles estão a inclusão das novas Linhas do Metrô de Santiago e o novo anteprojeto de teleférico que pretende ligar Valparaíso a Placilla de Peñuelas.
No centro da cidade de Lugano, na Suíça, o arquiteto Mario Botta projetou uma nova solução habitacional sobre as fundações do antigo Cinema Teatro Cittadella. Feita por Paul Clemence, esta série de fotos exibe o novo conjunto nessa cidade rica em passado artístico e cultural. O complexo residencial está localizado próximo à antiga basílica do Sagrado Coração de Lugano, situada em uma área tranquila, afastada do tráfego da cidade.
Um Centro de Reabilitação de Dependentes Químicos na região da Cracolândia em São Paulo. Este foi o tema do primeiro concurso de projeto organizado pelo Labideias, aberto a estudantes e recém-formados em arquitetura e urbanismo com até dois anos de formação.
A arquitetura pode desempenhar um papel crítico ao questionar as possibilidades existentes. Ela pode ser uma voz que busca propor, através do espaço construído, abordagens mais humanizadas, criativas e inclusivas. Com essa tese, a organização convidou os participantes a desenvolverem uma proposta que atendesse às necessidades de uma população marginalizada e cada vez mais perseguida. Conheça, a seguir, os vencedores e menções honrosas do #001 Concurso Labideias.
A Bienal de Arquitetura de Chicago divulgou uma programação dividida em etapas para sua quinta edição, CAB 5: This is a Rehearsal(Isso é um Ensaio). A inauguração oficial do evento acontecerá em 21 de setembro, com instalações pontuais por diferentes locais da cidade, e em primeiro de novembro serão abertas as mostras no Chicago Cultural Center e na Graham Foundation. A curadoria do CAB 5 está a cargo do coletivo Floating Museum, um grupo de artistas, designers, poetas e educadores focados em construir conexões entre arte, comunidade, arquitetura, infraestrutura e instituições públicas.
Em termos de desenvolvimento urbano, a escolha entre demolição e reutilização adaptativa tem implicações de longo alcance. Dos debates em torno da importância cultural e histórica da estrutura, ao impacto ambiental do processo de demolição e reconstrução em comparação com o custo de preservação e adaptação, a questão das demolições tem levado a comunidade arquitetônica a se unir e pedir por estratégias mais responsáveis na esperança de redescobrir o valor das estruturas existentes. Este artigo reúne algumas histórias de edifícios ameaçados de demolição e os processos que levaram ao seu resgate.
Em agosto, o Colegio de Arquitectos de Chile comemorou seus 81 anos na Sede Nacional, em Santiago. Para celebrar este aniversário, foi realizada a cerimônia de entrega dos Prêmios CA 2023.
O projeto cultural internacional U-RE-HERIT lançou uma iniciativa para proteger a arquitetura, patrimônio e memória da Ucrânia. Este amplo consórcio de instituições arquitetônicas se uniu para alcançar um objetivo comum de preservar a cultura ucraniana. Com a crise atual, o projeto tem como objetivo abordar o patrimônio como um recurso para a recuperação cultural, social, ambiental e econômica. Além disso, o projeto espera redefinir a identidade cultural local e reconstruir as cidades com a sensibilidade da memória coletiva.
O Fortyseven é um novo spa termal projetado pelo arquiteto Mario Botta, situado ao lado do rio Limmat em Baden, na Suíça. Baden, conhecida por seus ricos atrativos culturais e de bem-estar, tem uma herança centenária ligada aos spas. O Fortyseven Thermal Wellness Spa revive esse legado histórico ao apresentar a cultura do bem-estar por meio de uma abordagem moderna. O projeto oferece um encontro imersivo para o corpo, mente e alma — aspectos capturados pelas lentes do fotógrafo Paul Clemence.
O Metrô de Santiago do Chile está passando por um importante processo de melhoria na conectividade. Não só vimos na superfície o início das obras em diversas estações da cidade e a incorporação de duas novas saídas na estação Tobalaba — que se conectam ao novo MUT Mercado Urbano de Tobalaba —, mas, no subsolo, também estão ocorrendo mudanças relevantes: a extensão das linhas 2 e 3 e o anúncio das linhas 7 e 9.
Vista aérea do Parque de la Independencia e do horizonte da cidade em Rosário, Santa Fé, Argentina. Imagem de buteo. Imagem via Shutterstock
Com o objetivo de construir um futuro mais sustentável, inclusivo e resiliente, o Departamento de Estado dos EUA, o ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade, o Resilient Cities Catalyst e o Instituto das Américas anunciaram recentemente a lista de cidades da América Latina, do Caribe e dos Estados Unidos que participarão do programa “Cities Forward” (Cidades em Movimento). A cidade de Rosario, na Argentina, foi selecionada para trabalhar em parceria com a cidade de Chattanooga, no Tennessee, Estados Unidos.
Hoje estreia o primeiro episódio de uma série documental sobre projetos do escritório Al Borde. Este primeiro filme tem como título Construindo com árvores vivas e narra as histórias por trás da Casa Jardín, uma residência unifamiliar localizada nos arredores de Quito, Equador.
Projetada para um ecologista chamado José, a residência é desenvolvida em três pequenos pavilhões independentes com estruturas híbridas que combinam árvores vivas com diferentes sistemas construtivos, utilizando uma técnica vernacular de cercas vivas usada nos Andes desde a antiguidade. Uma busca pela convivência simbiótica entre arquitetura e natureza.
A cidade de Osaka, no Japão, foi a escolhida para sediar a Expo Mundial de 2025, um evento internacional que deverá atrair milhões de visitantes. Prevista para começar em 13 de abril de 2025 e terminar em 13 de outubro do mesmo ano, essa é a segunda vez que o Japão é o anfitrião — a primeira foi em 1970. Ao longo de sua história, as Exposições Mundiais têm sido o local onde novas tecnologias e produtos são apresentados e popularizados, levando a avanços tecnológicos e projetos inovadores. O tema desta edição é Projetando a sociedade do futuro para nossas vidas, dividido em três subtemas que aprofundam a proposta: Salvando Vidas, Empoderando Vidas e Conectando Vidas. O arquiteto Sou Fujimoto é o responsável pelo projeto do masterplano da Expo, além de coordenar e oferecer diretrizes para os países participantes.
Na 18ª Mostra Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia, Karin Sander e Philip Ursprung foram os curadores do Pavilhão Suíço “Neighbors”. Em sua entrevista ao Louisiana Channel, Karin Sander fala sobre expandir a compreensão do pavilhão, repensar a relação conectada entre arquitetura e arte, e explica seu processo artístico. “Neighbors” focou na proximidade espacial entre o Pavilhão Suíço e seu vizinho venezuelano. Sander também destaca o diálogo entre as duas estruturas, que se tornou possível após a remoção de uma parede divisória.