Longnan Garden Social Housing Estate / Atelier GOM. Imagem Cortesia de Atelier GOM
Saskia Sassen, professora da Robert S. Lynd, de Sociologia da Universidade de Columbia, prevê em seu livro de coautoria "Os Documentos de Quito e a Nova Agenda Urbana" que, no futuro, as cidades serão um campo de batalha crucial, à medida que continuamos a lutar contra a gentrificação e o crescente grau de isolamento em nossas comunidades. Sassen argumenta que “as cidades devem ser um espaço inclusivo, tanto para os ricos quanto para os pobres. No entanto, nossas cidades nunca alcançaram igualdade para todos, já que nunca foram projetadas dessa forma. Mesmo assim, elas não devem ser lugares que toleram desigualdades ou injustiças”.
Jingdezhen Imperial Kiln Museum / Studio Zhu-Pei. Image Courtesy of Studio Zhu-Pei
Ao longo dos últimos anos testemunhamos um interesse crescente por técnicas tradicionais e processos artesanais de construção, assim como no papel cada vez mais significativo dos materiais locais na arquitetura contemporânea. Conscientes do impacto ambiental e também econômico da industria da construção civil no mundo hoje, arquitetos e urbanistas estão mudando o rumo de nossa disciplina ao adotar novas estratégias e abordagens em seus projetos e processos com o principal objetivo de “atender às demandas da nossa sociedade sem, no entanto, comprometer ou esgotar os recursos naturais que atualmente encontram-se à nossa disposição”.
Na China tradicional, tanto o chá quanto o álcool, foram similarmente estetizados e ambos influenciaram a linguagem da literatura e da arte. As pessoas costumavam oferecer o álcool como um presente, posteriormente o mesmo ocorreu com o chá. Hoje, diversas cidades na China abraçaram esta cultura de beber, passada de geração em geração e reinterpretada com uma nova forma contemporânea, em constante evolução nos cafés e bares urbanos.
O campus de Xiangshan da Academia de Arte da China foi projetado pelo vencedor do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2012, Wang Shu, e por Lu Wenyu, do escritório Amateur Architecture Studio. O escritório foi responsável pela execução global do projeto, desde o plano diretor até o projeto arquitetônico e o paisagismo. No lado norte de Xiangshan fica a primeira fase do campus. Projetada em 2001 e concluída em 2004, ela consiste em um complexo de dez edifícios e duas pontes, com uma área construída de cerca de 70.000 metros quadrados. A segunda fase do campus localiza-se no lado sul de Xiangshan; foi projetada em 2004 e concluída em 2007. É composta por dez edifícios grandes e dois pequenos, totalizando uma área construída de quase 80.000 metros quadrados.
O período de construção de cada uma das duas fases foi de 14 meses. O intenso trabalho artesanal durante a execução gerou diversos desafios que só puderam ser resolvidos no próprio canteiro; assim, o local foi repetidamente moldado e tocado por incontáveis mãos. Em 2007, o fotógrafo Iwan Baan registrou o campus logo após sua conclusão. Em 2021, o/a fotógrafo/a Sai Zhao utilizou lentes com a mesma distância focal original para registrar o campus a partir dos mesmos locais. Ao longo de mais de dez anos, a vegetação cobriu e protegeu a estrutura, e o conjunto edificado agora possui vida própria.
A ACF divulgou uma nova série de imagens que mostra o recém-concluído TAG Art Museum, projetado pelo escritório Ateliers Jean Nouvel como parte do projeto Artists’ Garden, desenvolvido em colaboração com a Shandong International Coastal Cultural Industry. O museu está localizado na Baía de West Sea, em Qingdao, na China. Dispostas ao longo de um passeio coberto que serpenteia por jardins planejados e bosques, estendendo-se pela costa em direção a uma nova marina, as estruturas são compostas por 12 salas de exposição interconectadas.
Robot-Printed 'Cloud Village' / Philip Feng Yuan's Team. Image Courtesy of Philip Feng Yuan
A impressão 3D, em suas diversas modalidades, é uma tecnologia voltada à prototipagem e à construção de objetos e edifícios de forma rápida e precisa. As impressoras 3D disponíveis no mercado hoje comumente utilizam metal em pó ou materiais plásticos para imprimir objetos e estruturas personalizadas, sobrepondo camada sobre camada de acordo com as informações fornecidas por um modelo digital.
NanShan B&B Hotel / Priestman Architects. Imagem cortesia de Luyi Photograph
Uma cidade de fronteira pode ser classificada como uma aglomeração urbana próxima ao limite entre dois países, estados ou regiões. Hoje em dia, com a rápida expansão de nossas cidades e a constante modernização dos meios de transporte, a fronteira entre as áreas urbanas e rurais tem sido constantemente deslocada e redefinida.
Children’s Community Centre The Playscape / waa. Imagem
Em seu ensaio “Place Making and Change in learning environments”, Bruce Jilk apresenta uma visão radical da educação contemporânea que, segundo ele, está desatualizada e não atende às necessidades do mundo moderno. Em vez de preparar para um mundo de indivíduos que atuam em um ambiente urbano mais amplo, as escolas se tornaram guetos internalizados da infância, isolados das comunidades que deveriam servir e administrados de forma centralizada sob a lógica do “tamanho único”. Profissionais de arquitetura e design ao redor do mundo sempre buscaram um modelo arquitetônico mais flexível, capaz de permitir muito mais criatividade tanto no processo de aprendizagem quanto nos ambientes que o acolhem.
Por definição, “estrutura” é um termo bastante abrangente e amplamente utilizado em diferentes disciplinas. Na arquitetura, por sua vez, a expressão “estrutura” pode ser utilizada tanto para referir-se a uma obra construída quanto para descrever o conjunto de elementos portantes que compõe um edifício, responsáveis por distribuir e transmitir suas as cargas até o solo.
Desde o Renascimento na Europa, a relação indissociável entre arte e arquitetura tem sido amplamente debatida e expressa de forma vívida em inúmeros livros e edifícios clássicos. Diante dessa profunda conexão que une ambas as disciplinas, designers, artistas e arquitetos/as vêm colaborando ativamente na busca por soluções para abrigar e expor a arte por meio de espaços em constante transformação.
Shenzhen, a metrópole moderna no sudeste da China que conecta Hong Kong ao continente chinês, passou por um rápido desenvolvimento imobiliário e intensas licitações de obras nos últimos anos.
O concurso “Dez Instalações Culturais de Shenzhen da Nova Era” consolidou-se como uma importante competição internacional de projeto, atraindo grande atenção e investimentos de muitos/as arquitetos/as de destaque em atividade em todo o mundo.
Richard Buckminster Fuller certa vez resumiu o seu conceito de Dymaxion da seguinte forma: “construir o maior espaço e a estrutura mais sólida com o menor uso de material”.
Summer Palace Digital Restoration. Imagem Cortesia de Yuan Ming Yuan (2006 Documentary)
O patrimônio construído é um valioso tesouro que nos foi deixado por nossos ancestrais. Edifícios históricos falam não apenas sobre o passado, mas também sobre o presente. Eles nos fazem refletir sobre a nossa própria cultura—quem nós somos e de onde viemos. Entretanto, a medida que nossas cidades crescem e a nossa sociedade evolui, o progresso se dá, muitas vezes, às custas da ruína e do consequente desaparecimento deste mesmo patrimônio, o qual gradualmente parece ser desprovido de sentido. Neste contexto, a proteção e preservação de edifícios históricos parece nunca ter estado tão ameaçada quanto nos dias de hoje.
Quais são os elementos e qualidades que fazem de um determinado espaço um lugar capaz de promover o nosso bem estar físico e mental? Como podemos projetar espaços saudáveis para o nosso corpo e para a nossa mente? O que faz de um espaço agradável de se viver e sustentável ao mesmo tempo?
Essas são algumas das questões que não podemos esquecer de considerar quando projetamos nossos espaços e edifícios em uma era onde a indústria da construção civil parece subjugada às regras impostas pelo mercado imobiliário. O que nos leva a construir edifícios cada dia mais altos e centros urbanos sempre mais densos? Como os espaços que habitamos diariamente nos fazem sentir física e mentalmente? Estamos felizes e tranquilos quando estamos em casa ou no trabalho? Se não, quais seriam as estratégias possíveis que nos levariam a projetar edifícios e ambientes capazes de nos trazer equilíbrio e paz de espírito? Neste artigo, procuramos desvendar as diferentes características que fazem de um espaço um lugar de bem-estar e serenidade.
Shanghai Minsheng Wharf Waterfront Landscape and Reconnection / Atelier Liu Yuyang Architects . Image
Fred Kent, fundador da organização sem fins lucrativos Project for Public Spaces, declarou em certa ocasião que “Quando se planejam cidades com ênfase no trânsito e veículos automotores, o resultado é uma cidade repleta de carros e congestionamentos. Quando se planeja cidades para pessoas, por outro lado, o que se obtêm é uma cidade agradável de se viver e repleta de espaços públicos.” Isso tudo pode até parecer bastante óbvio, entretanto, nossa sociedade está passando hoje por uma mudança de paradigma, com mais e mais cidades abrindo mão de seus espaços e infraestruturas para veículos e privilegiando pedestres e espaços públicos.
Guizhou Mountain Forest Hotel / Stefano Boeri Architetti. Imagem Cortesia de Stefano Boeri Architetti
O confinamento forçado, resultado da política de isolamento da pandemia global de COVID-19, fez com que todos passassem um bom tempo olhando pela janela. Às vezes, quando estamos exaustos com o trabalho e a vida cotidiana, desejamos apenas uma fuga rápida para oceanos e florestas, em algum lugar perto da natureza.
The Master Plan of the Radiant City. Image Courtesy of LE CORBUSIER FOUNDATION
Ao longo da história, reformadores religiosos e arquitetos-estrelas visionários tentaram imaginar o futuro de nossas cidades: da cidade modelo veneziana de Palmanova ao complexo habitacional de vários andares para 5.000 pessoas desenhado pelo arquiteto italiano Paolo Soleri, da Broadacre City de Frank Lloyd Wright a Ville Radieuse de LeCorbusier, vários planos foram elaborados para ilustrar algumas das ambições sem precedentes.
E assim começamos o ano de 2021, logo depois de encerarmos um dos anos mais difíceis e desafiadores das últimas décadas. E agora? Quais são as nossas expectativas para o futuro próximo? Em recente pesquisa, a UN75 relata que a maioria das pessoas se mantém muito otimista em relação ao que está por vir: “em todo o mundo, a maioria dos entrevistados acredita que a nossa civilização estará muito melhor em 2045 do que hoje (49%), ao passo que 32% dos entrevistados acreditam que a nossa situação estará pior.”