A relação entre o corpo humano e a arquitetura sempre foi um elemento fundamental no projeto e na prática arquitetônica; no entanto, esse vínculo só passou a ser sistematicamente registrado e aceito em tempos relativamente recentes. Diante disso, a questão que se coloca hoje é: como o corpo humano é interpretado na contemporaneidade? De que maneira essas visões influenciam a forma como projetamos edifícios e espaços? Embora a ergonomia seja frequentemente vista como uma disciplina que enfatiza a separação entre corpo e objeto, ela vai além: não apenas conecta ambos, mas funciona como um plano predefinido para ampliar e sincronizar a eficiência dessa relação. Em seu nível mais básico, a ergonomia constitui um discurso técnico sobre uma habitação humana cada vez mais mecanizada.
Como parte de uma iniciativa da PienZa Sostenible, um grupo de arquitetos/as formado por Alberto Kalach, Rozana Montiel, Tatiana Bilbao e Manuel Cervantes, em parceria com a empresa de design Pirwi, somou esforços para criar uma série de peças que serviriam como habitáculos para abelhas, promovendo, assim, o crescimento da população, o cuidado e a preservação desses insetos. Este projeto é complementado pelo trabalho de Betsy de la Vega, que incorpora uma interpretação em tecelagem feita à mão por artesãs da Fundação León XIII, servindo como elo para alinhar o trabalho artesanal aos requisitos de design.
Como parte das atividades da semana de design de Beijing, será realizado o Fórum de Arquitetura Mexicana, do qual os/as arquitetos/as que integram os escritórios PALMA, PRODUCTORA, Estudio MMX e TO participarão nos dias 6 e 7 de setembro na Academia Central de Belas Artes de Beijing, na China.
DROP-A-PIN é um projeto fundado por uma dupla interessada em arquitetura e design gráfico que viajou nos últimos cinco anos para documentar alguns dos edifícios mais fascinantes do mundo. Cerca de um ano atrás, decidiram transformar estes edifícios em acessórios - mais precisamente, tachinhas.
O bambu é um material construtivo utilizado desde a antiguidade em diferentes edificações que demonstraram sua superioridade frente a materiais modernos como o plástico e o aço, graças a uma infinidade de vantagens, sem esquecer o incomparável fator estético que o posicionou como uma das maiores tendências arquitetônicas do momento.
Concreto é um material muito comum na indústria da construção civil, composto por um aglutinante combinado com agregados (pedra, por exemplo), água e certos aditivos. Sua história remonta ao Egito antigo, quando surge a necessidade de se construir grandes fundações, momento em que as propriedades naturais das pedras já não atendem mais às demandas e fica clara a necessidade de um material que pode ser moldado para assumir determinadas formas.
No outono de 2017, um terremoto de magnitude 7,1 atingiu pelo menos nove estados do México, deixando diversas áreas gravemente afetadas na Cidade do México, Puebla, Morelos, Oaxaca, Veracruz, Tlaxcala, Guerrero e no Estado do México. Jojutla, município localizado em Morelos, foi um dos muitos que se transformou em um cenário de ruínas após o abalo que sacudiu o país em 19 de setembro. Com grande parte da infraestrutura comprometida, uma iniciativa do Infonavit viabilizou a elaboração de um plano diretor para a reconstrução dos principais edifícios públicos do município.
Os Estados Unidos são um dos países que mais ofereceram oportunidades para o desenvolvimento de alguns dos edifícios mais icônicos da história da arquitetura, permitindo que os/as profissionais deixassem sua marca e seu próprio estilo arquitetônico. No entanto, algumas das ideias mais ambiciosas trazem consigo custos muito elevados que nem sempre podem ser arcados; por isso, por mais instigantes que pudessem ser, diversos edifícios, pontes e torres não passaram de planos arquivados.
BEMA é um novo espaço do dèrive Lab que abre suas portas no Centro Histórico de Querétaro, México. O projeto consiste na restauração e reativação de um edifício que funcionou como academia de squash, salão de festas e cozinha industrial. Este novo espaço busca se tornar uma plataforma que facilite a transcendência de projetos culturais e artísticos para repensar a cidade, oferecendo um refúgio de encontro, produção e intercâmbio de ideias e experiências em torno de temas urbanos.
Este mês celebramos o 7º aniversário do ArchDaily no México, uma conquista que foi possível graças ao trabalho da nossa grande equipe, além da relação que ao longo destes anos estabelecemos com a comunidade de arquitetura local e nossos leitores e leitoras. Ao longo deste ano, alcançamos +8 milhões de visitas, +110 milhões de visualizações de página e colaboramos com +70 parceiros comerciais. Até o momento, somos uma comunidade de 100k no IG e 30k no TW, além de termos mais de 2 mil obras mexicanas publicadas em nosso site.
Como parte das atividades realizadas no LIGA, Espacio para Arquitectura, na Cidade do México, a dupla mexicano-boliviana Escobedo Soliz apresenta uma instalação chamada Tórax. Um lugar construído a partir de pontaletes de madeira que criam uma rítmica estrutura oval cuja construção remete ao esqueleto de costelas de uma grande baleia, aprisionada no próprio espaço do LIGA.
Compondo o quadro da 16ª edição do Festival MUTEK, realizado na Cidade do México desde 2003, a participação do Coletivo 404.zero foi anunciada como uma das principais atrações deste ano. A dupla de arquitetos do 404.zero, dedicados a projetar espaços e experiências imersivas utilizando instalações audiovisuais e live performance, tem como principal interesse - e uma incontrolável fascinação - pelo desconhecido, o universo e a morte.
A Secretaria de Cultura, por meio do Instituto Nacional de Lenguas Indígenas, convidou equipes, comunidades e grupos multidisciplinares com profissionais de design gráfico e industrial, arquitetura, curadoria, museografia, artes e engenharia, entre outras áreas, a apresentarem, individualmente ou em coautoria, propostas de desenho conceitual para o Pavilhão de Línguas Indígenas nas Feiras Internacionais do Livro de Oaxaca e de Guadalajara 2019. Este ano, a participação da Secretaria de Cultura nessas importantes feiras internacionais do livro não terá como foco a venda de livros – que ficará a cargo das instituições competentes –, mas sim se alinhará à política cultural do país.
Como parte do projeto do Laboratório de Investigação e Experimentação Prática de Habitação INFONAVIT, que consistiu em projetar e desenvolver uma série de casas protótipo com o objetivo de aprofundar a análise da habitação de interesse social e melhorar a qualidade de vida de seus habitantes, 32 arquitetos e arquitetas de renome mundial participaram na Cidade de Apán, no estado de Hidalgo, México, onde foram responsáveis por testar, avaliar e validar essas casas protótipo. O objetivo foi melhorar a qualidade de vida dos usuários e promover melhores práticas junto aos incorporadores dessas habitações, demonstrando que é possível construir moradias de qualidade com custos semelhantes aos praticados atualmente.
Em outubro do ano passado, em uma entrevista exclusiva para o ArchDaily, conversamos com o arquiteto Alberto Kalach sobre o papel do/a arquiteto/a e a organização territorial no México. Na ocasião, ele enfatizou a importância de reinventar o papel do/a profissional da arquitetura para desenvolver projetos muito mais holísticos e integrados ao território.
O arquiteto tem que se dedicar à organização do território, controlar, ordenar o território e, no México, a maior parte do país não está planejada; acredito que deveria haver ao menos um plano básico que determinasse o que pode e deve ser urbanizado, quais são as áreas mais propícias para a agricultura e o que deve ser preservado como natureza.
Primer Lugar: Luis Roberto Barillas, Marielos Beatriz Rosales, Milton José Martínez, Sara Beatriz Vásquez (San Salvador, El Salvador). Image Cortesía de TECHO
A catástrofe social da América Latina, a região mais urbanizada e desigual do mundo, tem seu epicentro nos assentamentos populares, onde vivem cerca de 104 milhões de pessoas, das quais uma em cada quatro vive em situação de pobreza em cortiços, vilas, favelas ou acampamentos. Isso levou diferentes organizações, como o TECHO (TETO), a focar a atenção nesse setor da população que subsiste apesar da constante violação de seus direitos e da desgastante prova de sua capacidade de resiliência.