Atualmente, a cena da arquitetura contemporânea no México é composta por arquitetos e arquitetas que diariamente somam esforços para responder às condições atuais do contexto que os cerca. Diversos acontecimentos – como os terremotos de 2017 – trouxeram à tona discussões que repensam a profissão em diferentes níveis, reunindo lições que reformularam a atuação da categoria e, acima de tudo, o lugar que os objetos arquitetônicos ocupam no mundo. Essa mudança de paradigma permitiu sensibilizar os arquitetos e as arquitetas em relação a questões de materialidade, processos regionais e temas urbanos, abrindo espaço para o que é comum, com equipes de especialistas que trazem não apenas novas respostas, mas, principalmente, novas perguntas.
No dia 23 de novembro, o artista mexicano Pedro Reyes apresentou pela primeira vez alguns projetos de sua faceta arquitetônica e de design em uma mostra composta por cadeiras, mesas, móveis para quarto, mosaicos e maquetes arquitetônicas em pequena escala que expõem uma linguagem arquitetônica evidente que se transformou nos últimos anos.
As grandes reservas biológicas localizadas em La Paz, Baixa Califórnia Sul, no norte do México, transformaram este destino em um dois mais significativos para o ecoturismo no país, e sua proximidade em relação aos Estados Unidos acelerou seu desenvolvimento em diferentes âmbitos nos últimos anos.
Nesta terça-feira, 19 de novembro de 2019, o Colégio de Arquitetos da Cidade do México e a Sociedade de Arquitetos Mexicanos (CAM-SAM) realizaram uma cerimônia para reconhecer as contribuições da arquitetura para a sociedade mexicana nos últimos dois anos, com a entrega dos Prêmios CAM-SAM 2019.
A arquitetura dos centros culturais no México ganhou relevância nos últimos anos, onde existe um interesse latente em proporcionar espaços recreativos e educacionais, fazendo destas estrutura verdadeiros marcos urbanos que atraem visitantes de todo o país ano após ano.
As vecindades na Cidade do México são assentamentos urbanos que se concentraram principalmente no centro da cidade. Segundo dados do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), esses edifícios surgiram no final do século XVIII, embora seu auge no país tenha ocorrido durante o século XIX, fruto do crescimento populacional e da necessidade de oferecer moradias acessíveis às parcelas mais vulneráveis da população.
A história dos espaços construídos ao longo do tempo apresenta uma diversidade significativa em todo o mundo, refletindo diferentes momentos e condições geográficas, econômicas e culturais. Nesse contexto, a tecnologia desempenha um papel fundamental, uma vez que as construções que resistiram ao tempo funcionam também como uma espécie de mostruário que revela os avanços e as ambições vigentes em sua época, deixando reflexões cruciais para os dias de hoje.
Como parte da agenda cultural do Abierto Mexicano de Diseño, inaugurado em outubro de 2019, o Museu Franz Mayer e a Nouvel apresentam InVisible. Design em Vidro, uma mostra composta por mais de 500 peças que oferece um olhar detalhado sobre as possibilidades técnicas, formais e estilísticas do trabalho com o vidro, um dos materiais mais fascinantes. A exposição apresenta peças idealizadas por artistas como Jan Hendrix, Perla Valtierra, Edgar Orlaineta, Julie Richoz, Mauricio Lara, Brian Thoreen e Frida Escobedo, entre outros nomes de destaque no design.
O 'Houston Endowment' e os organizadores do concurso 'Malcolm Reading Consultants (MRC)' anunciaram que a equipe liderada por Kevin Daly Architects (KDA) e PRODUCTORA, em colaboração com a TLS Landscape Architecture, venceu o concurso internacional para projetar a nova sede da fundação. A proposta vencedora se destacou como uma resposta dinâmica à tradição arquitetônica e paisagística de Houston.
Por ocasião de uma das celebrações mais importantes do México, o arquiteto Miguel de la Torre projeta anualmente uma instalação que ocorre nos dias 1 e 2 de novembro. Durante essa celebração, utilizam-se flores de cempasúchil, uma planta originária do México que floresce no outono. Segundo a tradição que remonta à época pré-hispânica, são utilizadas pétalas de cempasúchil de cor amarela/laranja para marcar o caminho que os mortos devem percorrer durante a visita, pois acredita-se que elas guardam a luz e o calor dos raios solares.
SKALAR é uma instalação artística em grande escala idealizada pelo light artist Christopher Bauder e pelo músico Kangding Ray, que chega pela primeira vez à Cidade do México após o enorme sucesso em Berlim, como parte de uma colaboração entre o MUTEK MX, a Noiselab e o estúdio alemão WHITEvoid. A instalação tem duração aproximada de 45 minutos e pode ser visitada de segunda a domingo. Além disso, contará com apresentações especiais com performances ao vivo de seus criadores, nas quais o público poderá vivenciar uma experiência artística e audiovisual diferente do ciclo permanente.
Como parte da agenda cultural do Jardín 17 - um espaço projetado por Luis Barragán como uma extensão da casa-estúdio e que há 20 anos recebe diferentes programas acadêmicos de todo o mundo - o arquiteto japonês Go Hasegawa projetou a instalação Flying Carpet (ou, Tapete Voador): um pavilhão suspenso em meio ao jardim de Barragán.
Como parte do seu programa anual de prêmios, Tamayouz Excellence Award anunciou os vencedores do Prêmio Rifat Chadirji, realizado em parceria com a Fundação de Arte Barjeel para o ciclo de 2019. Este ano, o prêmio buscou propostas para um museu de arte moderna árabe em Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), que abrigasse a vasta coleção de arte da Barjeel, composta por obras de todo o Oriente Médio.
Há alguns meses, foi encerrada a primeira exposição do escritório Zaha Hadid Architects (ZHA) na América Latina, realizada no Museo Universitario de Arte Contemporáneo (MUAC), no Centro Cultural de Ciudad Universitaria, na Cidade do México. A mostra reunia alguns dos projetos da arquiteta Zaha Hadid por meio de maquetes, materiais audiovisuais, pinturas e fotografias, abordando o processo criativo de sua prática e evidenciando a importância e a complexidade do design como eixo articulador de formas e processos construtivos em sua obra.
O prêmio AR Emerging Architecture Awards revelou a lista de finalistas, entre os quais estão dois escritórios com sede no México: o Estudio MMX e o Comunal Taller de Arquitectura. Juntamente com outros 14 escritórios, eles terão a oportunidade de apresentar seus projetos aos jurados: Anna Heringer, da Anna Heringer Architecture, vencedora do AR Emerging Architecture em 2006 e 2008; o arquiteto irlandês radicado em Londres Níall McLaughlin, da Níall McLaughlin Architects, que foi finalista em 2002; e Sou Fujimoto, diretor fundador da Sou Fujimoto Architects, vencedor em 2006 com um centro de tratamento infantil em Hokkaido, no Japão.