Um novo tipo de arquitetura que se distingue por características regionais únicas surgiu em meados da década de 1990, quando, na China, os arquitetos começaram a projetar independentemente dos institutos administrados pelo governo. Os principais arquitetos chineses desta época conseguiram coletivamente produzir um corpo de trabalho arquitetônico único quando muitos edifícios construídos ao redor do mundo não estavam mais enraizados em seu lugar e cultura.
Em China Dialogues, Vladimir Belogolovsky traça um panorama da arquitetura chinesa através das palavras de seus principais participantes, levantando o véu sobre uma prolífica nova geração de arquitetos, cada um compartilhando uma compreensão altamente intelectualizada e conceitual da profissão. Seguindo o curso de 21 entrevistas acompanhadas por mais de 120 fotografias e desenhos de projetos lindamente executados em todo o país desde o início dos anos 2000, o China Dialogues apresenta o processo de pensamento dos principais arquitetos do país, fornecendo uma visão de suas ideias e intenções invulgarmente reveladoras e sinceras.
A arquitetura em seu sentido mais amplo se preocupa com a criação de estruturas que são permanentes, cimentando-se no contexto cultural e histórico maior de sua humanidade, porém, onde inserimos a criação de estruturas projetadas com a intenção de serem desmontadas. Qual o significado e valor podem ter estas estruturas, sabendo que nunca foram projetadas para durar, mas para simplesmente ocupar o espaço por um momento?
O design dos mapas e a importância dos ambientes construídos continuam a ser essenciais para a experiência dos jogadores dentro dos mundos virtuais dos videogames, principalmente no gênero de tiro em primeira pessoa (FPS), como em Valorant, da Riot Games. A Riot, que tem como característica tentar romper paradigmas que a indústria dos videogames usa há décadas, continua a surpreender e a desafiar as expectativas de seus antecessores no gênero de tiro.
A Epic Games gerencia um dos maiores jogos do mundo, o Fortnite, e também desenvolve o Unreal Engine, a ferramenta de criação 3D em tempo real mais avançada do mercado, que serve de base para o Fortnite e é utilizada em diversos outros setores além dos games. Nos últimos anos, cada vez mais profissionais de arquitetura e áreas afins têm recorrido ao Unreal Engine para dar vida a mundos fotorrealistas impressionantes.
Em entrevista exclusiva ao ArchDaily, David Weir-McCall, gerente de marketing para o setor de arquitetura na Epic Games, compartilha suas perspectivas sobre o uso de tecnologias digitais, como o Unreal Engine, para colaboração e co-design nas áreas de arquitetura, engenharia e construção.
A Viagem de Chiriro (2001). Imagem cortesia de Studio Ghibli
Roteiristas de cinema e animações, especificamente nos animes, procuram incorporar cenários com uma arquitetura diversa como artifício para ajudá-los a contar suas histórias. Suas influências vão desde vilarejos medievais até metrópoles futuristas. A arquitetura como área do conhecimento abrange uma ampla gama de elementos a serem estudados, com cada período da arquitetura comunicando e realçando seu contexto histórico através de seu design. No entanto, em filmes e animes, todos os contextos por trás do design de um edifício podem ser condensados em um único frame, poderoso o suficiente para contar mil histórias.
Chandler Boulevard Bridge Home Village. Imagem cortesia de Lehrer Architects
A questão das pessoas em situação de rua é um problema persistente e alarmante, crescendo quase 17% em todo o país a cada ano. Diante do último censo de Los Angeles, que registrou um total de mais de 60.000 pessoas nessa situação — das quais quase 14.000 vivem nas ruas do centro da cidade —, uma intervenção urgente tornou-se necessária. O escritório Lehrer Architects, em parceria com a Secretaria de Engenharia de Los Angeles, desenvolveu um projeto comunitário inovador, transformando um lote urbano ocioso em microcasas (tiny homes) para a população local em situação de rua, utilizando abrigos modulares pré-fabricados (os chamados pallet shelters).
A indústria de tecnologia no Japão continuou servindo como uma força motriz fundamental, com todo o país sendo conhecido por suas inovações tecnológicas em vários setores. Ultimamente, a maioria das indústrias e empresas começaram a mudar seu foco para o tema do desenvolvimento sustentável, com a inclusão dessas mesmas tecnologias para trabalhar em direção a metas de energia zero.
Conheça o vencedor do Prêmio Pritzker de Arquitetura, Francis Kéré, em uma entrevista ao Louisiana Channel em que ele conta sobre sua visão de arquitetura. Como a nota oficial do Prêmio Pritzker de Arquitetura diz "por meio de edifícios que demonstram beleza, modéstia e invenção, e pela integridade de sua arquitetura e gesto, Keré assume graciosamente a missão deste prêmio", de maneira contínua "empoderando e transformando comunidade através do processo da arquitetura".
A importância do uso de tecnologias avançadas, tais como a realidade virtual no cenário da arquitetura, está se tornando cada vez mais necessária. Por mais bonita que seja uma imagem renderizada, sempre faltará a capacidade de transmitir plenamente o escopo e a sensação do projeto como um todo, perpetuando ainda mais a necessidade de incorporar o uso dessas tecnologias a um nível de prática profissional.
Arquitetos que optam por não adotar o uso de tecnologias de realidade virtual em seu processo de projeto são vítimas de uma desvantagem significativa, e o problema já nem sequer está na acessibilidade, pois a realidade virtual é acessível para arquitetos de todos os tipos na era atual.
A importância do uso de tecnologias avançadas, como a realidade virtual (VR) no cenário arquitetônico, tornou-se cada vez mais evidente. Por mais bela que seja uma imagem renderizada, ela sempre carecerá da capacidade de transmitir plenamente a escala geral e a sensação de um projeto. Isso reforça ainda mais a necessidade de adotar essas tecnologias no campo profissional.
Arquitetos e arquitetas que optam por não utilizar a tecnologia de realidade virtual no processo de projeto acabam em desvantagem. Atualmente, a questão já não passa pela acessibilidade, uma vez que a VR está ao alcance de profissionais de todas as origens.
Projetada por Herzog & de Meuron, a Switch House é a mais recente extensão do Tate Modern. Radical em sua forma e materialidade, está intimamente relacionada ao complexo do qual faz parte: o principal espaço para arte moderna de Londres desde 2000. Fotografado recentemente por Bahaa Ghoussainy, este edifício de 2016 é um modelo para museus do século XXI.
O arquiteto, artista, professor e cenógrafo polonês-americano Daniel Libeskind, fundador do Studio Libeskind em 1989, acredita que os edifícios são concebidos com uma energia humana perceptível, construídos com o intuito de dialogar com o contexto cultural mais amplo no qual se inserem. Seu compromisso em expandir o escopo da arquitetura reflete seu profundo interesse e envolvimento com a filosofia, a arte, a literatura e a música.
Ele aborda a noção de que o desenho se assemelha a uma partitura, uma peça musical interpretada por uma comunidade em sintonia. Proporções, luz e materialidade estão todas implicadas no desenho e, da mesma forma, os edifícios também são chamados a apresentar espaço e atmosfera, iluminando a própria prática.
“Se você é pintor/a, precisa de uma tela. Se é escultor/a, precisa de mármore ou gesso. Se quer construir uma casa, precisa de um terreno.” Boas-vindas ao fascinante universo de Not Vital. Neste vídeo, o multifacetado artista suíço nos apresenta seu parque de esculturas, fundações e castelos.
O canal de televisão Louisiana Channel encontrou-se com Not Vital em seu ateliê em Sent, uma pequena comuna suíça onde cresceu e onde ainda reside hoje. Desde a infância, ele constrói abrigos: “Meu primeiro trabalho foi mais uma tentativa de construir uma casa ou um habitat. A primeira vez foi em 1951, quando eu tinha apenas três anos. Havia nevado tanto que meu irmão e eu construímos um túnel,” ele continua: “Acho que ali percebi pela primeira vez que gostava de construir meus próprios habitats. Embora fosse muito mais confortável morar dentro de casa, passei o dia no túnel. Lembro-me do cheiro do sol e da neve. Foi uma sensação maravilhosa.”
PARKROYAL COLLECTION Pickering, designed by WOHA and Tierra Design. Image
Singapura vem continuamente construindo sua reputação como uma cidade na natureza, e seu design há muito tempo mostra uma forte consciência de reconhecer que os espaços verdes são importantes. Planejadores urbanos e arquitetos tomaram a decisão consciente de tecer a natureza por toda a cidade, à medida que continuam desenraizando novos edifícios e empreendimentos, incorporando a vida vegetal em qualquer forma, seja através de telhados verdes, jardins verticais escalonados ou paredes com plantas.
Este artigo explorará as ações pioneiras que estão ocorrendo em Singapura para criar uma cidade e nação com maior biodiversidade e como isso fornece uma visão de como outras grandes cidades podem adotar iniciativas semelhantes na próxima década para fornecer um plano para o futuro.
“Se você é pintor/a, precisa de uma tela. Se você é escultor/a, precisa de mármore ou gesso. E se você constrói uma casa, precisa de um pedaço de terra.” Boas-vindas ao maravilhoso mundo de Not Vital, onde o artista multifacetado suíço nos mostra seu parque de esculturas, fundação e castelo neste vídeo.
O Louisiana Channel encontra Not Vital em seu ateliê em Sent, a cidade na Suíça onde ele cresceu e um dos lugares onde ainda vive. Construir espaços para habitar o acompanha desde a infância: “Meu primeiro trabalho estava mais relacionado à tentativa de construir uma casa ou um habitat. O primeiro foi em 1951, quando eu tinha apenas três anos. Havia tanta neve que meu irmão e eu construímos um túnel”, diz ele, que continua: “Acho que foi a primeira vez que percebi que gosto de construir meu próprio habitat. Embora fosse muito mais confortável morar dentro de casa, eu passava o dia no túnel. Lembro-me da luz, do cheiro da neve. Eu me sentia muito bem.”
Video games e mundos virtuais estão cheios de ambientes criativos para explorar, tempos alternativos para conhecer e estilos arquitetônicos inventados para folhear em cada realidade em que escolhermos mergulhar. Com os avanços recentes em tecnologia, maiores do que em qualquer momento da história, estamos testemunhando gerações de consoles e PCs com habilidade de produzir cenários praticamente reais, onde jogadores podem perambular, se perder, e explorar todas as nuances pertencentes a essas realidades praticamente autênticas.
Colaboração robótica. Imagem cortesia de ETH Zurich
Os espaços digitais e a tecnologia de fabricação tornaram-se mais proeminentes do que nunca no cenário atual de nossa sociedade pós-pandemia, tornando-se cada vez mais acessíveis e permitindo processos rápidos e espontâneos de iteração e evolução. Essas tecnologias resultaram na capacidade de produzir em massa componentes de construção não padronizados e altamente diferenciados na mesma instalação de sua contraparte padronizada, transformando a maneira como os edifícios e seus respectivos componentes são concebidos, projetados e representados, bem como fabricados, montados e produzidos.
A beleza da fabricação digital está em sua capacidade de mesclar aspectos da produção em massa e artesanal a ponto de os custos praticamente desaparecerem. A capacidade da tecnologia de fabricar de maneira tão simples e quase contínua levanta questões sobre seu potencial de alterar significativamente nossa percepção atual da arquitetura, gerando o seguinte questionamento: a influência da produção em massa na arquitetura resultou na perda de intencionalidade no projeto?
Taiwan propõe que a arquitetura tem o poder de transformar um lugar e, para representar essa ideia, o trabalho de Sheng-Yuan Huang e seu escritório, o Fieldoffice, foram escolhidos para a Representação de Taiwan na La Biennale di Venezia em 2018, intitulada Living with Sky, Water, and Mountain: Making Places in Yilan. Sheng-Yuan e o Fieldoffice demonstraram que a noção de criar lugares vai além da construção de um espaço físico, tratando-se igualmente de estabelecer vínculos entre as pessoas, assim como entre as pessoas e seu ambiente.
Alessandro Martinelli analisa Sheng-Yuan e sua equipe no Fieldoffice como a vanguarda de um novo movimento arquitetônico em seu livro, The City Beyond Architecture, que busca produzir uma nova forma de vida coletiva sob a ótica do design e da cultura, tangenciando o que a cultura projetual da maior parte da futura urbanização poderia se tornar. A seguir, discutiremos o impacto de Sheng-Yuan na arquitetura taiwanesa, considerando como ele liderou o chamado para integrar e imaginar espaços públicos capazes de estruturar uma paisagem específica, proporcionando tanto espaços de socialização quanto um senso de identidade para as pessoas que os habitam.