Fundador desta maravilhosa plataforma chamada ArchDaily :) Arquiteto, jurado, palestrante, curador, e tudo o que for necessário para divulgar nossa missão pelo mundo. Você pode me seguir no Instagram @dbasulto.
Com escritórios em Zurique, Barcelona e Maiorca, o trabalho do escritório Gus Wüstemann Architects representa uma evolução constante entre matéria e contexto. Da forte tradição das construções em madeira e concreto na Suíça aos limites difusos entre interior e exterior da arquitetura mediterrânea, a obra de Gus sempre enfatiza os valores essenciais da construção e do fazer artesanal locais, combinados aos aprendizados mútuos de se trabalhar em diferentes regiões.
Atualmente desenvolvendo projetos como A Barn (para o Demna’s Atelier e o Loïc’s Studio) e um edifício de uso misto híbrido em concreto e madeira em Feldmeilen, além de diversos projetos residenciais na Itália e nas Ilhas Baleares, a arquitetura de Wüstemann pode ser vista como arquetípica, essencial ou mesmo bruta. Os interiores são uma expressão direta desses conceitos fundamentais, com uma estética brut.
Na medida em que adentramos 2023 e começamos o Ano do Coelho, compartilhamos com vocês algumas reflexões sobre o que o ano passado nos trouxe e como nos preparamos para mais um ano.
Ao passo que a arquitetura se torna uma questão mais ampla e mais pessoas começam não apenas a se interessar por ela, mas a querer se engajar de forma ativa, assumimos a responsabilidade de abrir a caixa preta dessa disciplina e construir pontes através do conhecimento. No esforço para reduzir distâncias, buscamos responder à pergunta "o que é boa arquitetura?" através de nosso primeiro livroThe ArchDaily Guide to Good Architecture publicado pela editora gestalten.
Um ambiente construído melhor também é inclusivo. Por isso, a diversidade é fundamental em nossa profissão, pois amplia nossa visão de mundo e nos conecta com as reais necessidades da sociedade. Então, abrimos uma janela para a vida profissional e pessoal de três arquitetas que trazem algo único para o debate e que podem inspirar outros profissionais da arquitetura.
O projeto foi iniciado pela Sky-Frame com o objetivo de lançar luz sobre o papel das mulheres na arquitetura, aumentando sua visibilidade.
“Para tornar nosso mundo um lugar melhor. Todos deveriam ter uma ideia de como a arquitetura funciona e no que ela pode impactar. Vivemos na época em que os humanos estão transformando o planeta, e a arquitetura é uma das ferramentas mais importantes para isso”, comentou o cineasta Boris Noir sobre a ideia por trás do filme.
Conversamos com Toshiko Mori, Gabriela Carrillo e Johanna Meyer-Grohbrügge, três arquitetas de países diferentes, que vivem em contextos diversos e que estão em fases diferentes de suas vidas e carreiras, mas que têm muito em comum: são profissionais reconhecidas, com paixão pela educação, trabalhando com comunidades locais e apresentam uma grande sensibilidade em relação às necessidades da sociedade e do ambiente construído.
À medida que a complexidade do nosso mundo nos apresenta desafios cada vez maiores a uma velocidade sem precedentes, nosso ambiente construído tornou-se uma das questões mais críticas de nossa sociedade. Da escassez de energia à desigualdade, densidade, diversidade, desperdício, produção de alimentos, economia circular e identidade, tudo converge para o ambiente construído. Para enfrentar isso, a arquitetura precisa se adaptar.
Durante o século passado, nossa profissão seguiu uma evolução linear desde o avanço do modernismo, mas as crescentes pressões criaram o cenário perfeito para impulsionar a arquitetura a dar o próximo salto. Vemos um número crescente de arquitetos questionando a forma como nos organizamos e praticamos, buscando um impacto mais amplo, forte, rápido e escalável. E eles estão optando por fazer as coisas de uma nova maneira, criando novas práticas, empresas, coletivos ou startups que estão liderando a revolução com suas novas abordagens, propostas e soluções, e inspirando outros a participar.
No complexo campo da arquitetura e da construção, nunca se trabalha de forma isolada. Por trás de cada grande edifício, há sempre uma equipe sólida de profissionais que unem suas especialidades.
Hanif Kara OBE é engenheiro estrutural e um dos fundadores da AKT II, uma das principais empresas de engenharia do mundo. Baseado em Londres, ele tem colaborado estreitamente com algumas das mentes mais inovadoras da arquitetura mundial, incluindo Grafton Architects, David Chipperfield, Norman Foster, BIG, Zaha Hadid, Thomas Heatherwick, entre outros.
Para tornar nosso mundo um lugar melhor, todos devem ter uma ideia de como a arquitetura funciona e no que ela pode impactar.
Pensando em como compartilhar histórias empoderadoras sobre mulheres que estão causando impacto no ambiente construído por meio da arquitetura, fizemos parceria com o cineasta Boris Noir que desenvolveu o argumento para o documentário Women in Architecture. O projeto foi realizado pela Sky-Frame e busca lançar luz sobre o papel das mulheres na arquitetura, aumentando a visibilidade dessas personagens.
Entramos em contato com Toshiko Mori, Gabriela Carrillo, e Johanna Meyer-Grohbrügge, três arquitetas de três países diferentes, em diferentes estágios de suas carreiras, mas com muito em comum: profissionais reconhecidas, com paixão pela educação, trabalho com comunidades e sensibilidade para as necessidades da sociedade e do ambiente construído.
As protagonistas compartilharam conosco seus pontos de vista sobre uma série de tópicos fundamentais, como suas perspectivas sobre ser mulher em uma indústria liderada por homens, como equilibrar trabalho e vida pessoal e os desafios cotidianos que as mulheres vivenciam na profissão. Seu entusiasmo oferece um espaço para reflexão e inspiração.
Estamos muito animados em compartilhar uma grande notícia: em breve lançaremos nosso primeiro livro, The ArchDaily Guide to Good Architecture [O Guia ArchDaily para uma Boa Arquitetura].
Em parceria com a renomada editora internacional gestalten, tiramos um tempo para recordar os mais de 40.000 projetos publicados nos últimos 15 anos, buscando identificar suas contribuições e responder à ousada questão do que é uma boa arquitetura. A grande abrangência do ArchDaily é um reflexo de quão importante é a arquitetura hoje, à medida que a complexidade cada vez maior do nosso mundo impõe cada vez mais pressão e demandas ao nosso ambiente construído. Para lidar com questões como a crise climática, escassez de energia, densidade populacional, desigualdade social, escassez de moradias, urbanização acelerada, identidade local e falta de diversidade, a arquitetura precisa se abrir.
Quando iniciamos este projeto em 2006, o conceito de Plataforma assumiu grande importância para nós, que buscávamos ser um suporte eficaz para projetar o trabalho de vocês, arquitetas e arquitetos, criando uma rede de intercâmbio de conhecimento.
Esta rede, que cresceu do Chile para o mundo, apesar de estar em espanhol, gerou muito interesse em diversas regiões, o que nos fez entender que esta plataforma era necessária em outros idiomas. Isso nos levou a lançá-la em inglês e, posteriormente, em português e chinês.
Foi nesse momento que nos perguntamos como ela deveria se chamar: Architectural Platform?Plataforma Arquitetura? 体系结构平台?
Quando decidimos unir forças ao Architonic, vimos uma grande oportunidade em combinar nossas experiências em projetos e produtos, enriquecendo a qualidade do conteúdo que oferecermos a milhões de profissionais e entusiastas de todo o mundo, com uma visão unificada: ajudar todos os atores da arquitetura a fazerem um trabalho melhor, impactando positivamente em nosso ambiente.
Enquanto plataformas complementares, encaramos este grande desafio a partir de nossos pontos de vistas distintos: inspiração projetual, conhecimento material, pesquisa e especificação de produtos.
Quando criamos o ArchDaily, há 14 anos, queríamos representar a marca através de uma imagem arquetípica de um edifício em vista isométrica e tons de azul. Após um rápido croqui, tínhamos a primeira versão de nosso logo que, refinado ao longo dos anos, foi adaptado a diversos usos, de troféus de madeia a adesivos, tornando-se uma marca reconhecida entre arquitetos.
À medida que adentramos este novo momento, iniciado em 2020 junto com o Architonic, e que se desdobra hoje com o anúncio do nosso novo grupo DAAily Platforms, pensamos que já era hora de atualizar nossa imagem e começamos a explorar ideias para um novo logo que simbolizasse nossa missão e visão sobre a arquitetura.
Depois de um 2020 que será recordado como um ponto de inflexão para nossa sociedade global, 2021 apenas nos lembrou que a mudança veio para ficar e que é necessário uma nova atitude em relação ao modo como vemos e abraçamos o mundo. Um desafio que assumimos com otimismo.
Durante o ano que passou, continuamos com nossa missão de conectar a comunidade global através da inspiração e do conhecimento, conduzindo nossos leitores por uma viagem ao redor do mundo na qual vimos como a arquitetura, muitas vezes lenta em suas reações, esteve à altura do desafio, e onde vimos, também, arquitetas e arquitetos tomando consciência do novo cenário e trazendo soluções adaptáveis, híbridas, escaláveis e reutilizáveis.
À medida que nosso mundo se transforma em um ritmo sem precedentes, os desafios atrelados a isso estão se tornando cada vez mais complexos. As questões enfrentadas pelas cidades e redes de nosso mundo globalizado, os ambientes físicos e virtuais onde ocorre esta transformação, estão tornando a arquitetura mais relevante do que nunca.
As questões do ambiente construído deixaram de ser exclusividade dos profissionais que o constroem e projetam e passaram a ser questões transversais em nossa sociedade. Dos cidadãos que questionam a qualidade dos espaços públicos ao construtor autodidata que ergue uma pequena casa no campo, ou o morador de um simples apartamento que usa um aplicativo para projetar seus interiores durante a quarentena, todos querem ter direito à voz e a agir. Por que a arquitetura tem que ser tão incerta, tão distante?
Como arquitetas e arquitetos, entendemos a importância da troca de conhecimentos para o nosso setor e, com a Internet, vimos uma oportunidade de encaminhar o tradicional formato de publicações de arquitetura no sentido de sua evolução natural. Um esforço apaixonado e instintivo que acabou encontrando as forças que moldavam nosso novo contexto global à medida que adentrávamos a era das megacidades e a população urbana global crescia exponencialmente. A compreensão desse cenário deu forma à nossa missão: oferecer inspiração, conhecimento e ferramentas para os arquitetos – e todos os envolvidos no processo – enfrentarem os desafios do nosso ambiente construído.
Mas, enquanto nos preparamos para um 2021 desafiador, gostaria de compartilhar nossas reflexões sobre esses momentos intensos, que não são apenas uma consequência da pandemia, mas também das diversas e muito necessárias mudanças sociais e culturais que vêm ocorrendo nos últimos anos. Enquanto empresa jovem e diversa que atua na Internet, com uma equipe consciente e globalmente distribuída, temos trabalhado nos últimos anos para abraçar a mudança, afinal esta é uma das atitudes que pode nos preparar para um mundo que muda rapidamente. E fazemos isso atuando no cruzamento de duas das indústrias que estão moldando a sociedade de hoje: a Internet e o ambiente construído. Estar preparado para a mudança não é fácil; precisamos constantemente nos desafiar e reinventar nossos modos de atuação. Mas conforme 2020 exigia, estávamos prontos.
Conversamos com Beat Guhl, CEO da Sky-Frame, durante a feira Swiss Bau – um dos maiores eventos da indústria de materiais de construção. A Sky-Frame produz sistemas de janelas de correr sem moldura, componentes vitais para alcançar uma transparência eficaz e eficiente em projetos de arquitetura. A empresa busca constantemente a inovação técnica e trabalha em estreita colaboração com profissionais de arquitetura para ajudar a viabilizar conceitos espaciais fluidos.
Visitamos Clément Blanchet em seu ateliê em Paris, localizado na Villa Seurat, uma pequena rua parisiense ladeada por edifícios modernistas. No interior de um belo loft projetado por Maillard et Ducamp, a equipe da Clément Blanchet Architecture trabalhava intensamente em um plano diretor para a China.
Após passar por uma formação diversa, que incluiu a AA em Londres, a Chulalongkorn Mahawitthayalai Architectural School em Bangkok e a University of Illinois em Chicago, Clément iniciou sua carreira no OMA, “uma longa terapia [...] para descobrir quem eu era”. Durante sua trajetória no OMA, tornou-se diretor do OMA France, participando de projetos como a Biblioteca de Caen, o Parc des Expositions em Toulouse e o Lab City CentraleSupélec, entre outros.
O escritório se estrutura como um laboratório que pesquisa, fundamenta e gera arquitetura e urbanismo em todas as suas formas e escalas. Sua atuação abrange desde uma sére de interiores de restaurantes cuidadosamente desenhados, que exploram uma paleta variada de materiais, até edifícios multifuncionais de grande escala e planos diretores adaptados às rápidas transformações da sociedade.
Quando iniciamos este projeto, há 15 anos, sabíamos que o crescimento das cidades se tornaria o maior desafio para a humanidade e que os profissionais da arquitetura, com melhor acesso a este tipo de conhecimento, tinham a capacidade de melhorar radicalmente a qualidade de vida de bilhões de pessoas. É por isso que criamos o ArchDaily como uma fonte global de inspiração, conhecimento e ferramentas para ajudar os arquitetos a enfrentar esse desafio. Nosso banco de dados cuidadosamente selecionado, imparcial e catalogado de projetos, materiais e artigos, combinado com um fluxo de conteúdo global e diversificado, atinge mais de 650 mil pessoas todos os dias.
Com a indústria da construção à beira de uma rápida transformação digital, é nossa responsabilidade entender como a tecnologia ajudará a integrar elementos tão diversos como ferramentas, produtos, construção e gerenciamento do ciclo de vida dos edifícios, permitindo que os arquitetos façam mais e melhor, de maneira eficiente e sustentável, para enfrentar os grandes desafios que nos aguardam.
Por isso, estamos felizes em compartilhar a notícia de que estamos nos juntando ao Architonic, o maior banco de dados de produtos selecionados, para ampliar nossa visão, alcance e valores a todo o mundo da arquitetura de design de interiores.
O ArchDaily se tornou um dos 1.000 sites mais visitados na internet, de acordo com o último ranking da Alexa Internet — empresa pertencente à Amazon que mede a popularidade de todas as páginas da rede.
Mais de 360.000 pessoas visitam diariamente nossa principal plataforma em língua inglesa que, somada à nossa rede de sites em espanhol, português e chinês, gera um público global diário de 650.000 pessoas: a rede de arquitetura mais visitada do mundo.
Mas por que isso é relevante? Por que esses números importam?
Quando começamos este projeto há 15 anos, sabíamos que a expansão das cidades se tornaria o maior desafio da humanidade e que os/as arquitetos/as, com melhor acesso ao conhecimento, teriam a capacidade de melhorar radicalmente a qualidade de vida de bilhões de pessoas. Por isso, idealizamos o ArchDaily como uma fonte global de inspiração, conhecimento e ferramentas para ajudar os/as arquitetos/as a enfrentar esse desafio: um banco de dados de projetos e conhecimentos cuidadosamente curado, objetivo e categorizado, aliado a um fluxo de conteúdo globalmente diverso.
No entanto, a arquitetura é maior do que os/as arquitetos/as e tornou-se — para nossa alegria — um tema transversal. Todos nós, como sociedade, compreendemos a importância do ambiente construído, de como ele pode moldar nossa mentalidade, melhorar nosso bem-estar, contribuir para nossa educação, gerar oportunidades e estabelecer as bases para uma sociedade mais igualitária. Além disso, as intensas transformações nas dinâmicas urbanas e econômicas também estão moldando a arquitetura, tornando-a algo mais relevante, reconhecível e democrático. É por isso que nossa profissão e nosso ofício vêm permeando séries da Netflix e da Apple TV, tornando-se objeto de admiração no Instagram e representando um ideal a se sonhar, aspirar e buscar em catálogos de inspiração como o Pinterest.