Uma escolha de confiança para arquitetos e designers de interiores, as ferragens e acessórios da Buster + Punch agora fazem parte dos lares e hotéis mais elegantes, restaurantes com estrelas Michelin e salas de concerto. Imagem cortesia de Buster + Punch
Em 2013, a marca de design de interiores Buster + Punch surgiu em uma garagem no leste de Londres, com uma abordagem inovadora para detalhes e ferragens do dia a dia que os elevou ao status de peças de desejo altamente contemporâneas.
O fundador da marca, Massimo Buster Minale, era conhecido por trabalhar como arquiteto durante o dia e construir motocicletas personalizadas à noite — estas últimas vendidas em uma garagem a poucos metros de seu apartamento em Londres. Seus clientes de motocicletas começaram a encomendar peças exclusivas de mobiliário e detalhes sob medida para suas casas. Minale, que sempre tivera dificuldade para encontrar ferragens e acabamentos de alto padrão para seus projetos de arquitetura nos escritórios de Richard Rogers e Foster & Partners, viu ali uma clara lacuna no mercado.
Ir a uma agência bancária de rua para descontar um cheque, sacar dinheiro ou mesmo abrir uma conta são tarefas que ficaram no passado. Com quase todos os serviços financeiros agora disponíveis on-line e as transações digitais conquistando uma fatia de mercado cada vez maior (passando de 28% para 41% entre 2019 e 2022), cada vez mais agências físicas estão fechando suas portas.
No entanto, a complexidade dos mundos da tecnologia e das finanças continua a gerar confusão e receio em muitos clientes — o que talvez explique por que a presença acolhedora de uma agência física, com pessoas reais, ainda tenha espaço. Esses novos interiores de agências bancárias remetem a um tempo nostálgico em que sabíamos o nome do gerente local, mas agora trabalham em conjunto com a tecnologia para oferecer serviços financeiros híbridos e um atendimento mais personalizado, em ambientes confortáveis e acolhedores.
Estudos revelam que passamos cerca de 90% do nosso tempo em espaços fechados e, mesmo quando nos aventuramos ao ar livre, muitas vezes continuamos conectados à tecnologia — com fones de ouvido, um smartphone na mão ou ambos. Para enfrentar esse desafio, arquitetos/as e designers têm buscado métodos inovadores para incorporar a natureza aos nossos espaços de convivência. Depois de já terem adotado paredes verdes, áreas integradas entre interior e exterior de transição fluida e iluminação natural estratégica, tudo indica que o próximo passo é explorar o universo do som.
É aí que entra a música das plantas, a última tendência impulsionada por um dispositivo chamado PlantWave, que está conquistando as redes sociais. Este dispositivo singular, desenvolvido pela Data Garden, nos convida a vivenciar a natureza de uma maneira totalmente nova, com apenas um toque.
Desde o fogo nas cavernas até a iluminação pública nas cidades, a iluminação tem evoluído de forma constante junto aos avanços da tecnologia — e, nos últimos anos, começou a mudar de maneira ainda mais significativa devido à crescente conscientização sobre seu impacto no meio ambiente e na saúde das pessoas. Hoje em dia, já não é incomum encontrar LEDs de acendimento automático em espaços de trabalho e residências, tanto para melhorar a eficiência energética quanto o bem-estar e o conforto. Ao mesmo tempo, praças e ruas estão cada vez mais integradas a sensores e configurações de software que permitem melhorar a segurança e a mobilidade. E, com a estimativa de que a população mundial vivendo em cidades crescerá para 68% até 2050, sem dúvida a iluminação urbana se tornará um fator ainda mais importante a ser considerado.
No entanto, para aproveitar ao máximo essas oportunidades, precisamos pensar na iluminação como parte de uma visão integral e trabalhar em conjunto para criar soluções melhores. Qual será o futuro da iluminação? Lançamos essa pergunta aos nossos leitores e leitoras e, após revisar uma imensa quantidade de comentários e opiniões, tanto de profissionais da construção quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, foi uma surpresa encontrar tantas convergências e visões sobre a importância de ir um passo além do atual, sem aumentar a poluição luminosa — e sendo mais amigável com todos os seres vivos. Conheça os principais pontos de vista a seguir.
George Smart é um preservacionista improvável, quase acidental. Fundador e diretor executivo da USModernist, uma organização sem fins lucrativos dedicada à preservação e documentação de residências modernistas, Smart trabalhou por 30 anos como consultor de gestão. “Eu fazia planejamento estratégico e treinamento organizacional”, conta. “Minha esposa se refere a todo este outro projeto como um surto de 16 anos.” Recentemente, conversei com Smart sobre seus dois sites, o podcast, as visitas guiadas que sua organização realiza e por que a documentação é uma ferramenta de preservação tão poderosa.
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Cadeira de escritório Sia. Imagem cortesia de Boss Design
Escolher os elementos de trabalho adequados — como mobiliário, iluminação, pisos e outros equipamentos — é fundamental para criar um ambiente corporativo ideal. Com impacto positivo na produtividade, bem como no conforto e bem-estar da equipe, o design de elementos que integram qualidades sustentáveis, de bem-estar e estéticas pressupõe uma compreensão profunda das interações entre essas três áreas. Ao minimizar o impacto ambiental e priorizar o bem-estar ao longo de todo o processo de desenvolvimento, sem abrir mão da estética resultante, a cadeira de escritório Sia Task Chair, da Boss Design, estabelece um novo padrão para o design corporativo.
Refletir sobre a moradia contemporânea pode ser um dos temas mais instigantes e relevantes do nosso tempo. Em um mundo que muda a um ritmo vertiginoso, no qual as tecnologias avançam a passos largos, a população cresce e os recursos se tornam escassos, é vital refletir sobre como habitamos e como podemos fazer isso melhor.
Situada no vilarejo de Kaltenbach, em meio às montanhas austríacas, fica a sede da Empl. Fabricante de caminhões de bombeiros e outros veículos de grande porte com funções especiais, seu portfólio inclui veículos off-road, hospitais de campanha móveis e caminhões frigoríficos para o transporte de alimentos. Independentemente de sua função, cada veículo é único e concebido com o máximo cuidado. Os produtos finais podem ser vistos no salão de entrega da Empl – um elegante pavilhão de produção onde os veículos são entregues pessoalmente aos clientes. O edifício possui um total de cinco portas pivotantes, com destaque especial para uma delas. No quarto episódio de Opening up, a FritsJurgens mostra os detalhes desse espaço singular.
À medida que o setor da construção civil transita para um modelo mais sustentável, a transparência se torna cada vez mais indispensável. Com a crescente ênfase em práticas de menor impacto ecológico, profissionais de arquitetura, planejamento e outras áreas querem garantir que os materiais utilizados tenham o menor impacto possível no planeta. As Declarações Ambientais de Produto (EPDs, na sigla em inglês) são ferramentas fundamentais para mensurar esse impacto com precisão.
Em janeiro, a Holcim Alemanha tornou-se a primeira empresa na Europa a publicar EPDs para todo o seu portfólio de cimento. Além disso, é a primeira empresa alemã a disponibilizar a seus clientes EPDs específicas de produto para concreto usinado.
O brutalismo é um estilo arquitetônico que surgiu na década de 1950 e se popularizou na década de 1960. Seu nome deriva do francês "béton brut", que significa "concreto bruto", já que esse material é um dos elementos mais característicos do estilo. Suas principais características incluem o uso do concreto aparente, proporcionando visuais em que a textura e a tonalidade natural são as protagonistas das edificações. Os edifícios brutalistas costumam apresentar uma estética austera e massiva, com formas geométricas simples e repetitivas. O uso de materiais industriais e técnicas construtivas inovadoras também é comum no brutalismo.
O espaço transparente de transição: como mostra esta renderização, o Proline T da Solarlux pode envolver completamente os edifícios com superfícies de vidro, com módulos que se dobram de forma variável para economizar espaço. Imagem cortesia de Solarlux
Para os moradores urbanos, as varandas podem ser uma verdadeira bênção. Elas fazem a mediação entre moradias compactas sobrepostas e a vastidão e vivacidade do bairro ao redor. Podem ser transformadas em pequenos oásis paisagísticos, e é possível até mesmo passar as férias na "varanda". Para arquitetos/as, elas oferecem um elemento muito bem-vindo para estruturar a fachada. No entanto, elas também representam um desafio, já que nem toda varanda está voltada para um jardim ou uma rua lateral tranquila.
Para desenvolver materiais que satisfaçam as necessidades do futuro, é importante considerar os desafios do passado e do presente. O concreto, um material de construção amplamente utilizado, mantém sua composição básica desde sua concepção moderna no século XIX, com a invenção do cimento Portland por Joseph Aspdin. O concreto é altamente valorizado por sua resistência e coesão, tornando-se um dos materiais mais utilizados no mundo. Graças às suas características técnicas e estéticas, arquitetos e arquitetas ergueram obras como o edifício da CEPAL e a capela de Palmira, as quais se tornaram marcos da produção arquitetônica atual. Atualmente, porém, tais características já não são o único critério para avaliar o valor de um material, dada a crescente necessidade de criar soluções com foco sustentável. A indústria do concreto, por sua vez, emite uma quantidade significativa de poluentes na atmosfera, representando cerca de 8% das emissões globais de CO₂.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138201/concreto-fotocatalitico-uma-abordagem-sustentavel-para-a-qualidade-do-ar-na-construcaoEnrique Tovar
O elo entre a fotografia de arquitetura e a arqueologia em meu trabalho é bastante pessoal. Trata-se mais de experiências capazes de moldar a visão estética individual do que de uma estrutura teórica subjacente e consciente. Evidentemente, essa estrutura existe, assim como um modo particular de observar as estruturas e a materialidade das superfícies que decorre diretamente do repertório técnico adquirido por meio da pesquisa arqueológica.
Portas de correr embutidas economizam espaço e desaparecem dentro das paredes para criar conexões fluidas entre ambientes adjacentes. Imagem cortesia de Ermetika
Em um mundo ideal, as portas poderiam desaparecer e reaparecer de forma fluida, criando conexões e barreiras quando necessário para proporcionar a máxima flexibilidade. Os interiores residenciais combinam cada vez mais trabalho e lazer, exigindo tanto convivência quanto privacidade, e o mesmo se aplica aos espaços de trabalho, que adotam de forma crescente soluções adaptáveis para conectar diferentes zonas e atividades. Conceitos espaciais consagrados, como a planta livre ou a divisão em várias salas pequenas e compartimentadas, já não são suficientes, pois, por si só, não oferecem flexibilidade e adaptabilidade reais.
A Bienal de Arquitetura de Mídia 2023 (MAB23) acontece de 14 a 15 de junho (online) e de 21 a 23 de junho (presencial) em Toronto, no Canadá. O evento, que conta com palestras, mesas-redondas e premiações, busca oferecer uma plataforma para comunidades de pesquisa e de prática profissional voltadas à mídia e ao ambiente construído. A MAB23 reunirá estudantes, a comunidade acadêmica e profissionais das áreas de arquitetura, arte, design, planejamento urbano, mídia e comunicação, informática urbana e políticas públicas para compartilhar novas ideias e moldar esse campo em constante evolução.
No universo da arquitetura contemporânea e das tendências de design, o tema da biofilia está se espalhando de forma implacável por plantas baixas, mood boards e interiores finalizados, como manteiga em um pão quente. Assim, falar de espaços ao ar livre com materiais naturais, ar puro, luz natural e vistas amplas pode parecer um disco riscado, mas às vezes tudo o que se quer é continuar apertando o "repetir". Afinal, assim como a manteiga no pão quente, o que é bom nunca é demais.
Estes espaços de banho se abrem, tanto figurada quanto literalmente, para o ambiente externo em uma variedade de climas ao redor do mundo, sem esquecer seu propósito principal: proporcionar um santuário de calmaria e conforto em um mundo estressante.
A importância da iluminação no design de interiores é inquestionável: quando bem executada, ela não apenas acenta os elementos arquitetônicos de um espaço, mas também faz com que os/as habitantes se sintam à vontade. Como explica Carmelo Zappulla, do estúdio de iluminação External Reference, em uma entrevista à Architonic, a luz é uma ferramenta crucial para adicionar um elemento emocional e "animar um espaço".
Há uma infinidade de opções de iluminação artificial disponíveis. A escolha da melhor opção geralmente depende da natureza do interior em questão e do efeito espacial desejado. Uma das técnicas mais comuns é a iluminação indireta. Esse recurso utiliza luminárias para direcionar a luz sobre superfícies que atuam como refletores, suavizando os raios emitidos para evitar feixes concentrados e volumosos, em prol de um brilho distribuído de maneira mais uniforme.
A moradia não é apenas o lugar onde vivemos. É um reflexo da nossa sociedade, da nossa cultura e das nossas aspirações. É um espaço que influencia nossa qualidade de vida, nossa saúde e nosso bem-estar. E em um mundo que muda a ritmos sem precedentes, no qual as tecnologias avançam a passos largos, a população cresce e os recursos escasseiam, é fundamental refletir sobre como habitamos e como podemos tornar nossas moradias melhores.
O ArchDaily abriu o debate sobre o tema da habitação contemporânea durante todo o mês de abril. Fizemos um convite a nossos leitores e leitoras para que se somassem à discussão sobre seu estado atual e seu futuro. Após analisar uma imensa quantidade de comentários e opiniões, tanto de profissionais da construção civil quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, foi uma surpresa encontrar pontos em comum sobre como, antes de mais nada, a habitação contemporânea diz muito tanto sobre adaptabilidade, inovação e diversidade, quanto sobre especulação imobiliária, falta de políticas públicas adequadas e desigualdade econômica. Conheça em detalhes os principais pontos de vista a seguir.
Como criar o melhor ambiente possível para que as pessoas idosas vivam e desfrutem da maturidade? Esta parece ser a questão central por trás da casa de repouso Wentworth Grange, no norte da Inglaterra. Aqui, a palavra 'cuidado' assume uma grande variedade de significados. Aspectos essenciais como acomodação, nutrição e serviços de enfermagem receberam máxima atenção, combinando-se para oferecer uma experiência ideal para esse período da vida. A perspicaz interpretação do cuidado adotada pela Wentworth Grange é visível na arquitetura, no jardim, nos interiores e até nos uniformes da equipe, demonstrando sensibilidade e a compreensão de como o ambiente físico influencia o bem-estar diário.
Como resultado do projeto de pesquisa MuWo - Mulheres na cultura arquitetônica (pós)moderna espanhola (1965-2000), foi apresentado o mapa interativo digital de arquiteturas idealizadas por mulheres na Espanha, que busca estudar e dar visibilidade ao trabalho das mulheres na arquitetura. Sendo uma delas a arquiteta Myriam Goluboff Scheps, propusemo-nos a investigar sua história, seus ideais e pensamentos a partir de uma de suas obras mais reconhecidas: as piscinas descobertas para a Deputação de A Coruña.
Visualização e tecnologia andam juntas há muito tempo. Trata-se, afinal, de um meio de representação da arquitetura que sempre dependeu do avanço tecnológico para acompanhar as demandas de um público crescente em diversos setores. Contudo, o fato de serem inseparáveis não significa que a tecnologia deva ditar o modo como a visualização é empregada. À medida que a tecnologia avança, ela se torna menos intrusiva, permitindo que o conhecimento técnico fique em segundo plano para dar protagonismo ao processo criativo e à exploração projetual.
A nova versão do Lumion chega a um cenário de visualização que se transformou drasticamente na última década. A busca pelo fotorrealismo, que dominou grande parte do desenvolvimento tecnológico da visualização, foi amplamente alcançada pela grande maioria de quem a utiliza. Hoje, uma visualização eficaz já não é uma exceção à regra, mas sim uma expectativa crescente. Como explica Remko Jacobs, fundador e Diretor de Tecnologia do Lumion: “o fotorrealismo está consolidado, especialmente na representação externa de edifícios. É muito mais fácil criar algo que tenha uma boa aparência”.
Perspectiva exterior por Nicolás Belcic. Image Cortesía de Bruno Stagno
A partir da Costa Rica, o arquiteto Bruno Stagno não apenas reflete sobre como as respostas ao meio ambiente podem constituir a base principal de inspiração e identidade da arquitetura, mas propõe ir além, apresentando uma arquitetura tropical contemporânea voltada para toda uma latitude.
O que acontece quando esses limites se expandem? O que ocorre quando tais motivações extrapolam o contexto tropical? Bruno Stagno nos apresenta aqui o projeto “Um Manguezal para Berlim”, sua proposta para o concurso de 1995 voltado à reconstrução da Academia de Arquitetura de Berlim ("Berliner Bauakademie"), obra emblemática do arquiteto Friedrich Schinkel.
A madeira maciça, utilizada desde a pré-história e ainda muito valorizada hoje em dia, é extraída diretamente das árvores sem passar por processos de laminação, prensagem ou colagem. Embora continue sendo um material de uso universal na arquitetura, sua ampla utilização gerou um aumento na demanda e uma gestão de recursos menos eficiente. Diante disso, busca-se otimizar seu uso nos processos produtivos e reduzir seu consumo sem perder suas propriedades e beleza característica. Para enfrentar problemas como empenamento, envelhecimento e os altos custos ambientais associados à madeira maciça, foram desenvolvidos materiais como o Technowood. Ao combinar tecnologia e compostos de alta resistência com lâminas de madeira natural, o Technowood mantém a beleza e as características da madeira maciça, porém com maior durabilidade e uma abordagem sustentável, apresentando-se como uma alternativa viável.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138307/criando-fachadas-decorativas-e-duradouras-com-madeira-natural-e-tecnologiaEnrique Tovar
Nesta primeira matéria, conversamos com a coordenadora do Comitê Científico, Mette Ramsgaard Thomsen, professora e chefe do CITA (Centro de TI e Arquitetura) na Escola de Arquitetura, Design e Conservação da Real Academia Dinamarquesa de Belas Artes. Ela também co-preside o painel design para Repensar Recursos ao lado de Carlo Ratti, professor e diretor do Senseable City Lab do MIT e sócio-fundador do escritório CRA-Carlo Ratti Associati.